Poemas quando eu me Amei de Verdade

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Quer carinho? Peça a sua mãe!
O mundo é pai, ele te da oportunidades, desafios.
Ele te testa, te eleva ao seu limite.
Ele te força ser melhor.
Se não aguenta, corre pro colo da mamãe.

me achava infeliz até provar da infelicidade.
me achava corajosa até provar do medo.
me arriscando e me doendo aprendir sem me arrepender,de tempo ao tempo e ele provara a você que sempre esteve certo.
tudo pode mudar!
assinado:Rayuri de um dia.

O Soneto da Hora


A hora passa,
A vida em massa,
O tempo voa,
A alma à toa.
O relógio bate,
O peito late,
No silêncio,
Do momento.
A sombra cresce,
O dia esquece,
De quem ficou.
Na escuridão,
Só o coração,
Que não parou.

RUA




A rua mastiga os homens: mandíbulas de asfalto, argamassa, cimento, pedra e aço.


A rua deglute os homens: e nutre com eles seu sôfrego, onívoro esôfago.


A rua digere os homens: mistério dos seus subterrâncos com cabos e canos.


A rua dejeta


os homens: o poeta,


agiota, o larápio,


bêbado e o sábio.

O Soneto do Fim


A luz se apaga,
A sombra vaga,
O dia finda,
A alma ainda.
O tempo corre,
A vida morre,
No chão de pedra,
Onde o mal medra.
É o fim da lida,
Noite esquecida,
Sem mais alento.
Na escuridão,
O coração,
Vira só vento.

O Soneto da Noite


A noite chega,
A luz se nega,
O medo vem,
Não há ninguém.
O vento frio,
No som do rio,
Traz o temor,
De um velho horror.
A sombra invade,
Pela cidade,
Todo o clarão.
Só a memória,
Conta a história,
Na escuridão.

Velocidade


Não se lembram do Gigante das Botas de Sete Léguas?


E


Lá vai ele: vai varando, no seu vôo de [asas cegas, as distâncias... dispara, nunca pára, nem repara para os lados, para frente, para trás...


Vai como um pária

O Silêncio


A luz apaga
O sopro para
O corpo cansa
A alma lança
Um voo leve
Tão breve.
O frio chega
A vida nega
A terra chama
Quem tanto ama
Fica a saudade
A eternidade
A dor profunda
A paz inunda.
mas que exista

ESTA VIDA


Esta Vida


Um sábio me dizia: esta existência, não vale a angústia de viver. A ciência, se fôssemos eternos, num transporte de desespero inventaria a morte. Uma célula orgânica aparece no infinito do tempo. E vibra e cresce e se desdobra e estala num segundo. Homem, eis o que somos neste mundo.


Assim falou-me o sábio e eu comecei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer


Um monge me dizia: ó mocidade, és relâmpago ao pé da eternidade! Pensa: o tempo anda sempre e não repousa; esta vida não vale grande coisa. Uma mulher que chora, um berço a um canto; o riso, às vezes, quase sempre, um pranto. Depois o mundo, a luta que intimida, quadro círios acesos: eis a vida


Isto me disse o monge e eu continuei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer.


Um pobre me dizia: para o pobre a vida, é o pão e o andrajo vil que o cobre. Deus, eu não creio nesta fantasia. Deus me deu fome e sede a cada dia mas nunca me deu pão, nem me deu água. Deu-me a vergonha, a infâmia, a mágoa de andar de porta em porta, esfarrapado. Deu-me esta vida: um pão envenenado.


Assim falou-me o pobre e eu continuei a ver, dentro da própría morte, o encanto de morrer


Uma mulher me disse: vem comigo! Fecha os olhos e sonha, meu amigo. Sonha um lar, uma doce companheira que queiras muito e que também te queira. No telhado, um penacho de fumaça Cortinas muito brancas na vidraça Um canário que canta na gaiola. Que linda a vida lá por dentro rola!

O barco está afundando,
Antes era um avião caindo.
Parece melhor estar no barco,
Mas não quando se está só;
Desesperados, quase sempre estamos sós.

É estranho se desidratar em meio ao oceano.
Beber a água imprópria pode ser pior que esperar,
Só que simplesmente esperar não te tira dali.
Embora a água seja líquida, ao pular, ela é como concreto.

Por vezes, a gente é obrigado a filtrar a própria urina
E encontrar sustento em nós mesmos, por mais repugnante que seja.

Os sentimentos são significativamente influenciados pelas circunstâncias recentes.


Não passam de fotografias de um momento, capturas de uma realidade descontextualizada para quem precisa tomar decisões que mudem o rumo de uma vida.


Não tomem decisões isoladas no tempo. Tragam à memória as narrativas que os trouxeram até aqui, aquilo que o coração de vocês escreveu em seu amor.

A dor é uma constante lembrança de algo que insistimos em querer esquecer: a vida é dura, cíclica, complexa e incerta.

Caminharei por suas flores e espinhos.

A dor está sempre presente. Ainda que algumas coisas melhorem, aparentemente outras permanecerão como estão.

Levo em consideração dados, fatos que sempre acontecem e se repetem. Ainda que eu seja tentado a acreditar de uma maneira diferente.

Por isso, não devo fugir dela. Se está sempre presente, o único caminho é ter que passar por ela, senti-la, sofrê-la.

O ambiente contribui significativamente para a sua atenuação ou aumento.

Só posso ir até onde sei.

Descansar, respirar.

Não vale mais a pena gastar energia mental se eu já entendi como a vida funciona.

Vivemos em busca do inacessível. Somos espectadores de esperanças. Alguns sonhos caminham conosco todos os dias, mas infelizmente não nos é possível acordar.


Somos espectadores de ilusões, vivendo presos a destinos que não escolhemos embarcar.


Narrativas escritas para nunca serem contadas, silêncios mais altos do que aparentam ser. Afetos que caminham mas que nunca chegam ao seu destino.


Uma vida dentro de mim que não pode ser vivida, uma alegria que vai e volta, uma dor que não pode ter um fim, porque nunca teve um verdadeiro começo — só a intenção dele.


Um afeto arriscado demais, mas que continua, em busca do inacessível.


Um passado sempre presente.


Mistura de emoções, uma narrativa envolvente: raiva, alegria, medo, dor, rejeição e aceitação


Oportunidades nem um pouco oportunas, pois já escolhi.


...


Enfim, histórias que só podem existir na ficção do meu coração.


É um lugar onde parte de mim reside, mas não decide. Talvez seja melhor assim.

Parte de nossa identidade reside na relação com o outro, na sua aceitação e feedback emocional positivo.


Quando finalmente agi em direção a isso, pude finalmente ser "curado".


Um passado não mais tão presente.

"Todo um conjunto de pensamentos se torna hipóteses que precisam ser submetidas ao teste de realidade."


Existe uma tendência interna de me fazer continuar sendo o que sou, protegendo-me em minhas fortalezas de certezas acumuladas ao longo do tempo.


...




Mas o segredo está justamente nisso:


Teste —> Resultado —> Perspectiva


O segredo para minha saúde existencial é "conservar-se transformando-se" — não permanecendo em minha identidade rígida, que me apego desesperadamente para tentar sobreviver.


É justamente ir até o novo e desconhecido, mas transformador.

"Toda consciência é consciência de alguma coisa. Não sendo apenas uma consciência cognitiva, mas uma sabedoria organísmica que possui o potencial de nos transformar — se agirmos alinhados com os princípios aprendidos."




"Não sei" indica algo que se está consciente, mas que não quer ou não pode lidar no momento. Não há como não estar consciente de algo.


Tudo está interconectado. Não existe fala solta, sem contexto.


Sempre há uma mensagem por trás, que revela a experiência, as sensações, os pensamentos e comportamentos do sujeito.


É preciso retirar os bloqueios internos que impedem a viabilização do nosso processo terapêutico, o qual só poderá ocorrer seguindo algumas condições. Por isso a importância do AUTOCONHECIMENTO.

Se negligencio minhas experiências, não supro minhas necessidades.


Se não passo pelo "processo de me permitir sentir ou viver algo", adoeço.


Toda emoção busca ser processada. Ela possui um destino. Ela busca ser satisfeita, sentida, vivida, presenciada, compartilhada.


Será que estamos permitindo isso?


É justamente isso que busca o nosso corpo: a autorregulação organísmica.

Tudo que é repetitivo pode não ser saudável, porque se contradiz com a capacidade criativa de mudança que o ser humano possui.


Não é bom tentar manter uma personalidade rígida. É preciso flexibilidade, para as mais variadas situações. Reinvente-se, seja dinâmico.


...




A compreensão de uma situação (ou uma reação específica) não deve* ser generalizada de forma inadequada / desadaptativa. Isso pode me adoecer.

As pessoas atribuem a fatores externos sua falta de competência ou desconhecimento.


A ignorância é o verdadeiro inimigo, que nos limita a vivermos repetidamente aprisionados aos mesmos problemas.

Multidimensionalidade, vários aspectos que precisam ser considerados.


Vários objetivos a serem atingidos.


Lacunas de informação, aprendizado e atitudes


"Não é pra dar certo agora, é pra te movimentar. E com o tempo, o seu movimento trará os resultados que você espera."




O processo não fica mais fácil. Não desista.