Poemas quando eu me Amei de Verdade

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o que mais me doí é a falta de notícias. é não saber se você pensa em mim ou se sente saudades. o que mais me doí é querer te ligar a uma da manhã porque o sono não veio. o que mais me doí é não saber como foi o teu dia, se alguém te fez sorrir ou até mesmo chorar. o que mais me doí é saber que enquanto eu escrevo esse texto, você pode está muito bem sem mim. ou não. e eu sinto, sinto dor pois o que eu mais quero é conversar com você. te ver. te sentir e tocar.
e a cada dia, infelizmente, me sinto mais ligado a ti. e isso machuca a alma, me leva a calma.
e apesar da dor, sigo fingindo que estou bem, que sou forte, que me recuperei. minto pra deus e o mundo pra ver se assim convenço a mim, que já deixei você ir.

Alguém me pergunta:
- Você não sabe fazer o mal?
Respondo: Sei.
- E por que você não faz?
Porque lá na esquina tem outro me aguardando, para fazer o mesmo comigo!

solidão

não é sobre estar sozinho
é sobre não pertencer a lugar nenhum
(nem a si mesmo).

que você não morra sufocado
em todos os sentimentos
que diz não sentir.
mas estão
lá.

No silêncio do tempo fica a história
a cada momento relógio prossegue.
A vida continua, mesmo tão abalada!
O que será do amanhã?
Só Deus sabe!!!

AMOR (2)

Que nasce de um olhar
Floresce com um desejo
Que faz a gente se aproximar
Completando-se com um beijo

AMOR

Sentimento tão lindo
Que transforma a ilusão
De um sonho infindo
Em uma verdadeira paixão

AMOR

Que trás a felicidade
Aos corações amordaçados
Demonstrando sensibilidade
Em poemas retratados

AMOR

Palavra que representa sentimento
Que soa como o toque de um sino
Que vem junto com o vento
Para refrescar o meu destino

AMOR

Com amor todos vivem
E mesmo que a vida seja dura
Saiba que é com amor
Que se faz muita loucura.



ORIGINAL ESCRITO EM 01/11/1988

Laços familiares foram rompidos
amizades de infância dilaceradas
a arte que outrora amada, es asfixiada
chegava ao fim o baile de marcaras!

Eis o nosso avesso de berço
nossas mazelas veladas
renegadas e açoitadas
pela tal justiça social.
Bailam a marcha fúnebre
em tons de verde e amarelo!

não é porque acabou que não valeu a pena.
não é porque nós não estamos mais juntos, que não deu certo.
deu certo até aonde tinha que dar, deu certo até onde o sentimento permitiu ir.
mas sabe o que eu sinto com relação a você? é respeito, é algo maior do que qualquer coisa ruim que fez a gente acabar, eu te respeito por tudo que você me fez sentir, eu te respeito porque cada partida tua me fez amadurecer.
e porque eu tenho uma coisa que a maioria das pessoas não tem hoje: respeito por cada sentimento provocado e por cada lembrança feliz que tivemos.
a maioria das pessoas acham que o fim faz com que tudo de bom e especial suma. mas não some, eu lembro do seu sorriso, da sua voz e até mesmo do seu cheiro.
e por mais que tenhamos dito adeus algumas vezes, eu nunca sentia que fosse um adeus de verdade até nosso último dia juntos.
e me dói, até agora me dói ter partido e te partido, mas alguém precisava fazer uma escolha, mesmo que ela fosse magoar, mesmo que fosse tão difícil e chegasse a doer todas as vezes que fosse pensada.
te amei a cada segundo, cuidei de você e me dediquei a nós.
mas não deu certo e não temos que procurar um culpado só precisamos aceitar.
o destino nos prega peças e numa dessas a gente disse um adeus que infelizmente foi definitivo.
você ainda está em todos os meus bons pensamentos e boas lembranças.
e eu sei que mesmo com toda dor e sentimento de abandono você ainda lembra do que fomos e do quão bons nós éramos juntos.

Um dia... seremos apenas uma imagem, numa bonita moldura, em cima do móvel de alguém. Depois, nem isso.

In "Claustrofobia" (2016)

Quem quer corre atrás...

Não existe ditado mais distorcido que esse... Quem quer não precisa nem correr se for reciproco então... basta um olhar... ou um oi pra saber que a outra pessoa precisa de você...

Outono - Noite fria - Madrugada sombria
Brilha a Lua de Outono, noite quase fria, madrugada sombria, assombros da planetária pandemia, que nos atingiu ao romper do dia, quando o povo ainda amanhecia. Implacável, cruel, tornou-se fiel companhia àqueles que com alguma doença incurável convivia, ao infortunado que com baixa imunidade sobrevivia, na esperança que de alguma forma a cura viria. Insone, eu prometia que resistiria, que escreveria e aos quatro ventos postaria, que amplamente compartilharia meus temores, presa fácil da sutil armadilha, da oceânica quinquilharia, da orbital pancadaria. Uma morte inglória assim, é tudo o que eu não pretenderia... Jamais sonhei que assim quedaria, inerte, sem a esperança de um novo e abençoado dia.
(Juares Sasso Jardim / Sacy Pererê do Grande ABC - Santo André / São Paulo - SP)
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)

Ela é linda, de um olhar sereno, doce, determinado, encantador, tenro!
Ela é linda!... os traços parecem ter sidos desenhados ao som de uma melodia clássica.
Ela é linda!... sua pele tem um toque e textura que exala paixão. É envolvente ao ponto de deixar registrado suas digitais em minha alma.
Ela é linda, é angelical.
Ela é linda e, como se não bastasse, tem um gosto musical marcante, que revela seu íntimo, sua essência.
Ela é linda!...

Paixão e Poesia

Paixão pela poesia
Eis pro poeta a estrela guia.
Quem nunca se apaixonou,
ao menos um dia,
desconhece a beleza da poesia.

Paixão é a luz
que desperta a inspiração;
o desejo de expressar
o que sente o coração.

Paixão, razão do escrever;
sobre a vida, sonhos, ideais.
A natureza que encanta:
o amor, os amigos e muito mais.

Nova Era
Sinta, sinta, sinta
Como suas juntas se mexem,
Repare no poder da suas pernas
Elas podem te levar a algum caminho.

A docê melodia da vida
Não foi feita para os surdos,
Milhões de pessoas ocupadas demais
E um único sol para iluminar.

Será que existe mesmo um inimigo
Ou será que somos nós mesmos?
A única força capaz de lhe derrotar
É a força capaz de te deixar parado.

Esta noite não será uma simples noite
Vamos juntos nos libertar,
A lua já deu seu sinal de positivo
Viver para ser inesquecível.

Pobre daqueles que julgam o amor
É hora de se entregar sem medo,
De mãos dadas o mundo gira
De mãos dadas jamais haverá fim...

Intenso

Realmente não posso ser bom com você
Deixarei de lado toda essa besteira de carinho
Cansei de roubar a cena
Te libertar de um sonho incomum.
Garanto que você sentirá demais
Irá se debater na cama e pensar em morte,
Estarei por um tempo abalado e confuso
Mas tudo não passará de uma culpa inventada.
Sei que lembrará das coisas belas que disse
Me desejará todas as noites como se fosse seu presente.
Mas lhe digo que como o fogo um dia apaga
Apaguei quem me jogou na fogueira,
Estarei perdido no encontrar
E serei o que realmente nunca somos
Serei uma obra de mim.

A COR DO VÁCUO



Como se contemplasse uma paisagem impalpável,
Testemunho recorrentemente
O ocaso e o desassossego dos sóis humanos:


Ainda hospedados na nave d’aurora;
A meio caminho do limite da estrada
Sombria, pérfida e sinuosa;
Dando passos cautelosos, breves
Sobre a obliqua corda bamba
Da falcifórmica alegria,
Cuja sina é ser o corpo
Que sempre tomba
Muito antes de chegar
Á fonte da água cristalina.


A mais pura verdade
É que a flor da inocência
Mal eclode, desabrocha, prospera;
Já sofre voz de prisão
E passa sua vida ----
Que, na gestação,
Emitia uma luz
Tão impávida, ígnea ---
Numa empedernida cela:
Solitária, sádica,
Faca a esventrar
Inclementemente
As vísceras da mental aquarela.









Ah, a onipotência da crueza
É uma força inexorável:
Ela desfila pelas passarelas da guerra;
Ela se alimenta de almas errantes, erráticas, crédulas;
Ela se transforma continuamente
Nos habitacionais carcinomas da selva de pedra.


Ah, a miséria humana
Ah, a sede por vidas etéreas
Sôfrega e celeremente
Apodera-se da nossa chama e medra soberana.


E depois,
A paisagem do vácuo
É o que unicamente sobra:


Não há mente
Não há verve
Não há lembranças nem versos de protesto
E de paixão.


O que vive é um corpo:
Um corpo
Que não ama, não pensa.
Um corpo
Que não sente dor, desejo,
Brisa, luto ou tampouco saboreia a vida.


O que vive,
Finalmente,
É uma matéria
Que apenas anda
E ocupar lugar
Sob a imensidão
Da atmosfera da Terra.

JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

Sei que é preciso Gritar, sei que é preciso Lutar e se for Preciso cuspir...

O meu coração se rasga de dor... não por mim apenas, mas por aqueles que passaram pelo o que estou passando e não tiveram forças para gritar, lutar e se fosse preciso cuspir na cara desses que são detentores momentâneos do “Poder” que se julgam acima da própria Lei que é o nosso único instrumento de Amparo.

Julgamento

Milhões de juízes cristãos proclamam
Ame uns aos outros como a si mesmo,
Milhões de juízes budistas proclamam
Limpe sua mente e não terá tempo para odiar.

Milhões de juízes hindus proclamam
Em briga de elefantes, quem mais sofre é a grama,
Milhões de juízes judeus proclamam
Uma mãe entende mesmo o que um filho não diz.

Milhões de juízes islamistas proclamam
Alá sobre todas as coisas,
Milhões de juízes em branco proclamam
Não confiamos em ninguém...

O poeta aprendiz

Ele era um menino
Valente e caprino
Um pequeno infante
Sadio e grimpante.
Anos tinha dez
E asinhas nos pés
Com chumbo e bodoque
Era plic e ploc.
O olhar verde-gaio
Parecia um raio
Para tangerina
Pião ou menina.
Seu corpo moreno
Vivia correndo
Pulava no escuro
Não importa que muro
E caía exato
Como cai um gato.
No diabolô
Que bom jogador
Bilboquê então
Era plim e plão.
Saltava de anjo
Melhor que marmanjo
E dava o mergulho
Sem fazer barulho.
No fundo do mar
Sabia encontrar
Estrelas, ouriços
E até deixa-dissos.
Às vezes nadava
Um mundo de água
E não era menino
Por nada mofino
Sendo que uma vez
Embolou com três.
Sua coleção
De achados do chão
Abundava em conchas
Botões, coisas tronchas
Seixos, caramujos
Marulhantes, cujos
Colocava ao ouvido
Com ar entendido
Rolhas, espoletas
E malacachetas
Cacos coloridos
E bolas de vidro
E dez pelo menos
Camisas-de-vênus.
Em gude de bilha
Era maravilha
E em bola de meia
Jogando de meia –
Direita ou de ponta
Passava da conta
De tanto driblar.
Amava era amar.
Amava sua ama
Nos jogos de cama
Amava as criadas
Varrendo as escadas
Amava as gurias
Da rua, vadias
Amava suas primas
Levadas e opimas
Amava suas tias
De peles macias
Amava as artistas
Das cine-revistas
Amava a mulher
A mais não poder.
Por isso fazia
Seu grão de poesia
E achava bonita
A palavra escrita.
Por isso sofria.
Da melancolia
De sonhar o poeta
Que quem sabe um dia
Poderia ser.


Montevidéu, 02.11.1958
in Para viver um grande amor (crônicas e poemas)
in Poesia completa e prosa: "A lua de Montevidéu"
in Poesia completa e prosa: "Cancioneiro"

Como é justo as coisas da vida não ?
As pessoas elogiam quem não o vê e odeia quem o elogiou,
Cria palavras para lerem...
E a você dizia não saber “ o que escrever “
Ama quem nunca viu
E ignora quem a sentiu...