Poemas quando eu me Amei de Verdade

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Cansei. Cansei de pedir desculpa por quem eu sou. Cansei de ouvir de todo mundo como é que se trabalha, se ama, se permanece, se constrói, cansei.

Eu tenho a natureza, a arte e a poesia, e se isso não for o suficiente, o que é?

A única pessoa a quem devo dar satisfações é a mim próprio e, dentro de certas limitações, eu me sinto relativamente cumprido com o que fiz de mim mesmo. Entenda isso.

Você realmente tem alguma ideia do quanto é importante para mim? Algum conceito do quanto eu te amo?

Eu queria morrer.
Pensei nessa palavra muitas vezes. É algo difícil de dizer em voz alta. É ainda mais assustador quando você sente que pode estar falando sério.

Eu pensava que minha vida fosse uma tragédia. Agora me dou conta de que é uma comédia.

Somos como linhas paralelas, olhamos para o mesmo lugar, mas somos diferentes. Eu não tenho ninguém além de você.

Eu me sinto às vezes tão frágil, queria me debruçar em alguém, em alguma coisa. Alguma segurança. Invento estorinhas para mim mesmo, o tempo todo, me conformo, me dou força. Mas a sensação de estar sozinho não me larga. Algumas paranóias, mas nada de grave. O que incomoda é esta fragilidade, essa aceitação, esse contentar-se com quase nada. Estou todo sensível, as coisas me comovem...

Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito. É muito difícil ficar adulto.

Caio Fernando Abreu
ABREU, C. F. Caio Fernando Abreu: Cartas. Rio de Janeiro: Aeroplano Editora, 2002.

Eu coloco meu coração e minha alma no meu trabalho, e eu perdi minha mente no processo.

Me abrace antes que eu deixe de te querer.
Antes que meu coração resolva te abandonar.

Você vai me abandonar e eu nada posso fazer para impedir. Você é meu único laço, cordão umbilical, ponte entre o aqui de dentro e o lá de fora. Te vejo perdendo-se todos os dias entre essas coisas vivas onde não estou. Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê. E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância. Serei apenas memória, alívio, enquanto agora sou uma planta carnívora exigindo a cada dia uma gota de sangue para manter-se viva. Você rasga devagar o seu pulso com as unhas para que eu possa beber. Mas um dia será demasiado esforço, excessiva dor, e você esquecerá como se esquece um compromisso sem muita importância. Uma fruta mordida apodrecendo em silêncio no quarto.

A saudade eu mato; a lembrança eu guardo; a tristeza eu supero; A alegria eu conservo; Já as pessoas iguais a você eu nunca esqueço.

Você é… bem, você não é exatamente o amor da minha vida, porque eu espero te amar por muito mais tempo que isso. O amor da minha existência.

Eu queria terminar com uma rima mais pesada,
mais se eu não posso dizer que EU TE AMO, eu prefiro não dizer nada!

Não importa o quanto às vezes seja difícil, o quanto às vezes eu me atrapalhe, o quanto às vezes eu seja a densa nuvem que esconde o meu próprio sol, quantas vezes seja preciso recomeçar: combinei comigo não desistir de mim.

Introduza um pouco de anarquia. Perturbe a ordem vigente e então tudo se torna um caos. Eu sou um agente do caos. E sabe, a chave do caos é o medo!

Você e eu somos carne e osso, eu sempre vou estar lá para você, mesmo que seja apenas como um obstáculo para você superar. Mesmo que você me odeie, isso é o que irmãos mais velhos fazem.

Eu sei é um doce te amar, o amargo é querer-te para mim.
(Los Hermanos, música: Condicional)

Eu não temeria um grupo de leões conduzido por uma ovelha, mas eu sempre temeria um rebanho de ovelhas conduzido por um leão.