Poemas quando eu me Amei de Verdade
Você sabe o que significa Teoria do Disco Arranhado? São aqueles mercadores de sonhos que dizem a mesma coisa todo dia.
Há os que vendem sonhos; há os que vendem fumaça; há aqueles que vendem ilusões; há inocentes que acreditam; há iludidos que batem palmas.
"Queria que tivéssemos tido a chance de nos amarmos como merecíamos, queria finalmente poder entregar a parte de mim que sempre será sua."
Ninguém é tão safo a ponto de suficientemente enganar o povo durante muito tempo; a arte de vender sonhos e comercializar ilusões exige abundância de engodo.
Minha vida toda foi combater bandidos num país cheio de bandidos. Tenho ojeriza de bandidos. Sinto ódio de coisas erradas. Odeio banditismo. Morrerei sentindo ódio de bandidos de colarinho branco, azul e policromas. Levarei no meu ataúde rancores de bandidos.
Um homem sem palavras é igualzinho a um sanguessuga corrosivo; não inspira confiança nem credibilidade.
A história nos mostra o que é ser resiliente na verdadeira acepção da palavra; às vezes recusar-se a um projeto de aventura é clara manifestação de honestidade e zelo com a nossa imagem.
A maior tolice do mundo é se achar melhor que os outros; ao final todos serão jogados na mesma solidão de uma necrópole.
Defender as nossas convicções é clara manifestação de resiliência; covardia é vender a alma por conta de projetos perniciosos em detrimento de valores e princípios morais.
Os dedos entrelaçados e a posição de decúbito dorsal no momento da partida são a maior manifestação de igualdade entre os seres humanos.
O processo de decomposição e putrefação do cadáver é uma clara manifestação de igualdade entre as pessoas.
Bandido de qualquer colorido deve ser combatido com os rigores da lei. Do morro ou do asfalto; de colarinho branco ou azul; de terno, farda ou balaclava; o tratamento deve ser isonômico.
Quem defende bandidos classistas deve aprender a conviver com eles em suas instituições e corporações.
Quem se aproveitam de facilidades institucionais para violar normas devem suportar a dor da pena e das consequências de seus atos desviantes.
A política, que deveria ser uma ferramenta de transformação social, tornou-se um dos setores mais desacreditados pela população brasileira. O desvirtuamento de sua função original, aliado a escândalos de corrupção, nepotismo e promessas não cumpridas, contribuiu para a percepção negativa da classe política. Defende-se a necessidade de uma reforma política estrutural, com a criação de um sistema de serviço público voluntário para cargos eletivos, sem remuneração, aposentadoria ou privilégios. A atividade política deve ser encarada como um serviço temporário prestado à sociedade, exigindo dos candidatos uma fonte de renda própria e independente da política.
Chegou o tempo da alvorada! A sociedade brasileira não pode mais se entregar a esse sonambulismo doentio, a esse transe induzido por discursos polarizados e promessas ocas. É preciso erguer a fronte, rasgar os véus da hipocrisia institucional e marchar rumo à reconstrução ética da nação. O Brasil não carece de messias de ocasião nem de ideólogos de redes sociais: carece, sim, de coragem moral, de espírito público, de gente disposta a transformar o clamor do povo em ações concretas e justas.
Que cada cidadão desperte do torpor, abandone as trincheiras do ódio cego e assuma sua responsabilidade histórica. Não há mais espaço para covardes nem para cúmplices silenciosos. A pátria exige pulso firme, caráter inegociável e uma paixão ardente pela justiça. Ou nos erguemos agora com bravura e lucidez, ou afundaremos de vez no lodo da mediocridade. Que a espada da verdade e o escudo da consciência sejam nossas armas — pois o Brasil não suportará mais uma geração de omissos.
A exuberância do vernáculo e sua elegância léxica são apenas detalhes periféricos; são elementos essenciais do Menestrel do Vale do Mucuri, cuja ternura e sabedoria transbordam como néctar aprazível, alimentando o coração com um amor avassalador que transcende as palavras.
Ao longe no infinito, há sempre a sabedoria divina para nos guiar no caminho da retidão, a fim de proporcionar conforto social e acolhimento aos mais necessitados, visando construir uma sociedade humanitária e fraterna.
A corrupção, qual veneno que escorre pelos poros do poder, não nasce do nada. É ensinada, legitimada, assimilada — como quem aprende uma profissão, uma rotina, um idioma. Nesse campo fértil, a teoria da associação diferencial encontra terreno propício: onde há convivência com o ilícito, floresce a propensão ao crime. O Brasil, mergulhado num oceano de desmandos, precisa de uma assepsia ética urgente. A limpeza não será fácil, nem indolor. Mas é necessária. Urge construir um novo pacto social, onde o interesse público se sobreponha às vaidades privadas, e onde os não contaminados — aqueles que não se rendem às tentações do desvio — deixem de ser alijados, para ocupar os espaços de decisão. É tempo de erguermos, com sangue limpo e alma reta, os alicerces de um Brasil que volte a respirar a pureza da honestidade. Que do caos surja um novo horizonte. Que da lama se levante a flor da justiça. E que o povo, cansado de ser traído, reencontre o caminho da esperança.
