Poemas quando eu me Amei de Verdade

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Caverna Não É Fraqueza. É Seleção.**


Eu me afasto porque eu penso.
E quando eu penso, eu vejo.


Passei tempo demais ajudando, acreditando, dizendo:
“Vai dar certo, aguarda aí.”
Enquanto na minha vez era sempre.


“Faltou água.”
“Não deu.”
“Depois a gente desenrola.”


Engraçado…
quando é pra mim, nunca flui.
Quando é pros outros, eu resolvo.


Idiota eu?
Ou estrategista em silêncio?


A galera acha que eu sou ingênuo.
Acha que eu não vejo.
Acha que eu não entendo o jogo.


Mas tudo sempre foi um experimento.


Eu observo quem corre.
Quem some.
Quem inventa.
Quem entrega.


Eu deixo acontecer.
Dou corda.
Dou espaço.
Dou oportunidade.


Não é bondade cega.
É teste.


Enquanto muitos acham que estão me usando,
eu estou medindo até onde vai a capacidade deles.


Hoje eu me tornei mais reservado.
Menos acesso.
Menos explicação.
Menos disponibilidade.


Não é frieza.
É filtro.


Na caverna eu enxergo o que no meio do barulho eu não via.
Eu faço autoanálise.
Eu reviso minhas falhas.
Eu reconheço onde fui excesso.


E aprendi uma coisa.
não é porque eu tenho um coração limpo
que eu preciso ser emocionalmente desarmado.


Agora é seleção.
Menos quantidade.
Mais qualidade.


Quem fica, fica porque soma.
Quem sai, sai porque se revelou.


Eu continuo sendo eu.
Só que agora… consciente.


E consciência pesa.
Mas protege.


— Evans Araújo

Por onde eu andei,
que meus pés me levaram,
e quando achei que já estava longe,
percebi o quão perto eu estava de mim.
Eu andei uma vida inteira
pra me encontrar no mesmo lugar
de onde eu parti,
porque qualquer lugar que eu fosse
seria sempre o início de tudo,
e este sou eu...


Por Marcio Melo

Cuida dela e guarda ela… o tempo não para e quando me parou, me deixou pensar, eu até quis questionar: será que o senhor quis assim ou essa culpa é só minha? Pai, o coração não é razão, está difícil aceitar o que deseja para mim; o meu coração não percebe a razão; o tempo que vivo, não vive mais ela: o tempo que mais dá saudade, também é a vida mais bela, mesmo em dias nublados, achei a fé no senhor e vi palavras que não escrevem tudo, mas um pouquinho, eu pude escrever, pude por ela, minha gratidão expressar.

Tenho escrito em mim o tempo que dá saudade, amor que palavras nem sempre descrevem; pai, eu vou amar ela, custe o que custar e mesmo sem ela, cuida dela, guarda ela por mim; mesmo sem mim, eu tenho um pouquinho de amor guardado em mim; talvez eu não mereça que me escute, mas pai, ela é a melhor vida que vivi, não há deixe sofrer; não é sobre mim mais, estou a orar por ela e pedir por ela, não por mim; eu tenho palavras tão sinceras e talvez me falte fé, mas cada palavra que não sei achar, tem escrito no espaço-tempo, além do tempo: eu provei meu amor; não há fé maior que, sentir além do tempo que faz saudade eterna.


A vontade do pai es tudo, mas o senhor é também amor maternal e paternal: nenhum amor es pecado quando o que peço não é egoísta, mas por amor esponsal, conjugal; es de coração, amor primal, tão inocente e puro ainda escreve em mim, num tempo que o amor tem esfriado; mesmo sem ela, o amor que o pai escreve em mim, tem a graça de viver a gratidão e tenho a vida para amar e orar, querendo por ela, o bem dela e confio a ti pai, quem escreveu a razão do meu amor e não me respondeu; amém.




Escrita autoral!

Cheirinho de Café

01/04/2026

Eu estava feliz quando, de repente, senti um cheiro na cozinha, café recém passado.Típico, um café passado e uma manhã, combinação melhor não há. Ah, aquele cheiro amargo e suave veio às minhas narinas em forma de lembrança de uma certa manhã. Lembrei-me daquela manhã que foi suave ao viver e amarga pela saudade. Me lembrei do quentinho do coração que eu sentia ao lado dele, do quanto ele me inspirava. Ele era café, inspiração para as minhas manhãs. Mas o café quando não bem cuidado, ele esfria e só resta o amargo da cafeína e as saudades de quando estava quente. Tu é café, esfriou, mas talvez, ou por questões climáticas, eu não tenha preservado o meu café.

Eu amo o jeito como você me acalma sem esforço, como me faz rir até quando o dia foi pesado, como entende meus silêncios e preenche meus vazios.
Você é calma, e eu sou intensidade — e é justamente aí que mora a nossa magia. Você me dá equilíbrio, eu te dou fogo, e juntos a gente cria um amor que não passa despercebido, que ninguém explica, só sente.


Tatianne Ernesto S. Passaes

O egoísmo é a sombra que se ergue quando o "eu" se coloca acima de tudo, acima de todos, acima até de Deus. Ele se infiltra silencioso, disfarçado de cuidado próprio, mas na verdade é prisão que nos afasta do outro. É o gelo que congela relações, o silêncio que exclui, a exigência de que o mundo inteiro gire em torno de um único centro: o próprio ego.
Ele veste máscaras de amizade possessiva, onde o vínculo só existe se for exclusivo. Ele se revela na inveja, quando o brilho do outro incomoda, quando a felicidade alheia parece injusta, como se apenas nós fôssemos dignos de sorrir. O egoísmo é a recusa de celebrar o outro, é a incapacidade de reconhecer que a vida é feita de partilha.
Na sua essência, o egoísmo é solidão disfarçada de poder. É um coração fechado, incapaz de se abrir para o coletivo, incapaz de enxergar que o verdadeiro sentido da existência está no encontro, no abraço, na comunhão. Ele nos faz acreditar que somos donos de tudo, mas na verdade nos rouba o essencial: a capacidade de amar.
E quando o "eu" se torna absoluto, o mundo perde cor. A humanidade se torna cega, incapaz de ver além do próprio reflexo. O egoísmo é um espelho que só mostra a própria imagem, enquanto a empatia é uma janela que revela horizontes infinitos.
Superar o egoísmo é aprender a se doar sem esperar retorno. É reconhecer que o outro também merece, também sente, também sonha. É abrir mão da posse e abraçar a liberdade do amor. É lembrar que não somos o centro do universo, mas parte de uma grande teia onde cada vida importa.
O egoísmo é sombra, mas a empatia é luz. E só quando escolhemos a luz, o "eu" se transforma em "nós", e a humanidade reencontra o caminho da esperança.


Tatianne Ernesto S. Passaes

Senhor, livra-nos do peso do egoísmo, da sombra que se ergue quando o "eu" se coloca acima de tudo, quando esquecemos que o amor é maior que qualquer vaidade.
O egoísmo congela os laços, transforma o silêncio em desprezo, faz do coração uma prisão onde só existe o próprio reflexo. Ele se disfarça de amizade possessiva, se revela na inveja que não suporta ver o outro feliz, se mostra na incapacidade de celebrar a vida que floresce além de nós.
Mas Tu nos chamas à empatia, à humildade que reconhece que não somos o centro do universo, ao amor que se doa sem esperar retorno, à fé que nos lembra que há algo maior que o "eu".
Que o egoísmo não seja nossa voz, que não seja nossa escolha, que não seja nossa herança.
Ensina-nos a abrir janelas em vez de erguer muros, a enxergar o outro como irmão, a transformar o "eu" em "nós".
Que a luz da empatia vença a sombra do egoísmo, e que a humanidade reencontre no amor o caminho da esperança.

Quando te conheci,
eu disse que nada era por acaso.
Que as quedas me ensinavam o voo,
que os fins eram portas disfarçadas,
e que talvez Deus estivesse me treinando
para suportar o mundo ou para encontrar você.


​Você, tão certo da sua dor antiga,
me disse que cada amor que termina
leva um pedaço da pureza embora.
Que nunca mais se ama
como no primeiro amor.


​Mas olha nós dois aqui.


​Se a pureza tivesse morrido,
não estaríamos reaprendendo
a rir de mãos dadas.
Se o amor tivesse ficado menor,
não caberia tanto cuidado
nos seus abraços.


​Talvez o primeiro amor
seja inocente.
Mas o nosso é consciente.


​Ele conhece o medo,
mas escolhe ficar.
Reconhece a dor,
mas prefere construir.


​O primeiro amor é primavera.
O nosso é raiz:
não nasce por impulso,
cresce por escolha.


​Se perdemos alguma pureza,
ganhamos profundidade.
Se a vida nos quebrou,
foi apenas para nos lapidar.


​E hoje eu entendo:
não amamos menos depois das quedas,
amamos com mais verdade.


​Porque o destino pode até não explicar tudo,
mas ele certamente sorriu
quando dois corações que já sabiam do fim
decidiram acreditar de novo.

Você me deixou quando eu mais precisava de você.
Seguiu sua vida e encontrou um novo amor.

Enquanto isso, eu travava minhas próprias batalhas em silêncio.
Morri por mil noites.
Os dias pareciam não ter fim e as noites eram infinitas.

Você era minha base emocional…
e até hoje ainda dói lembrar disso.

Não sei exatamente como se aprende a viver depois de ser quebrado por dentro,
mas continuo caminhando.

Porque mesmo na dor existe um começo escondido.

Não me subestime.

Fui destruído, é verdade.
Mas sou eu mesmo o construtor da minha própria obra.

E agora estou me reconstruindo.
Tijolo por tijolo.
Dia após dia.

A luta nunca acaba…
mas a cada queda aprendemos a nos reinventar.

💌 Carta para Lúciana Alves

Sabe quando você fala para uma pessoa assim: “eu te amo”?
Independente do que aconteça, eu sempre vou te amar.

Essa separação dói tanto porque nossas almas estão conectadas.
Talvez sempre tenham estado conectadas, talvez sempre vão estar.
Talvez tenhamos vivido mil vidas antes dessa, e em cada uma delas nos encontramos.
E talvez tenhamos sido afastados pelos mesmos motivos.

Isso significa que esse adeus é tanto uma despedida dos últimos 10 mil anos quanto um prelúdio do que virá.

Quando eu olho para você, vejo sua graça e beleza, e sei que só aumentaram a cada vida que você teve.
E sei que passei todas as vidas antes dessa procurando por você — não alguém como você, mas você.
Pois a sua alma e a minha devem sempre ficar juntas.

Então, por algum motivo, alguma razão que nenhuma de nós compreende, somos obrigados a dizer adeus.

Eu adoraria lhe garantir que tudo vai dar certo para nós, e prometo fazer de tudo que eu puder para isso.

Mas, se nunca mais nos encontramos e esse for mesmo um adeus, eu sei que nos veremos novamente em outra vida.
Vamos nos encontrar de novo, e talvez as estrelas tenham mudado, e não só nos amarmos dessa vez, mas por todas as vezes que passaram antes.

Eu te amo, mesmo que só… mesmo que você não me ame, eu te amo.

Até uma outra vida.
Menina do portão de madeira. ❤️

"Quando o ouro se desfaz"
Enquanto eles confiam no poder do dinheiro
Eu confio no silêncio da oração,
Na força que nasce da fé verdadeira,
No brilho que vem da esperança em ação.


Enquanto eles contam moedas e cifras,
Eu conto estrelas no céu da noite,
Cada uma lembrando que a vida é mais rica
Quando o coração se mantém em açoite.


Enquanto eles erguem muralhas de ouro,
Eu ergo pontes de amor e bondade,
Pois sei que o tesouro que nunca se acaba
É o que floresce na eternidade.


Enquanto eles confiam no poder do dinheiro,
Eu confio no olhar de Deus que guia,
E encontro na fé o caminho inteiro,
Que transforma a dor em poesia.


E no fim, enquanto o ouro se desfaz,
Restará apenas o vazio em suas mãos,
Pois o poder do dinheiro é sombra que passa,
Mas a fé floresce e permanece nos corações.

A MENTIRA SINCERA:::::::::::::::


Me desculpe, mas eu menti para você.
Menti, quando disse que por você
Não sentia mais nada.
Menti, quando disse que desejo ser apenas amigo.
É, eu minto, desculpa, eu minto.
Tudo aquilo que eu dizia que era crescente, latente,
que era amor verdadeiro.
Tudo aquilo esta vivo.
Vivo e vive aqui dentro de mim.
Este sentir, simplesmente adormece dentro,
como um vulcão esperando o momento
da erupção, para assim derramar sobre você
as larvas de amor contidas em minhas profundezas.

Capricho


Talvez eu não passe de um capricho seu
Que você lembra só de vez em quando
Quando os compromissos ficam de lado
E não tem ninguém para você obedecer


Talvez você nunca tenha sonhado comigo
Da mesma forma que eu sonho contigo
Como dois estranhos que vivem juntos
Como colegas de uma empresa caótica


Ou talvez você pense mais do que deveria
Imagine uma história que não é realidade
Deixando de lado o que poderíamos ser
Evitando conversas que poderíamos ter


Eu sei que deveria gostar de outra guria
Já tentei, mas não consigo virar a página
Eu sei que poderia me declarar de uma vez
Só que seria como me lançar em um abismo


Pode ser que esse capricho não passe disso
Pode ser que esse capricho me deixe louco
Apesar de tudo, agradeço por te conhecer
E enxergar fantasia em meio a uma ruína.

Encontrei!


me perdi, me perdi nas suas palavras, caras, e bocas
de vez em quando eu não entendia nada, ficava perdido
mas ali estava você, crente que eu estava me divertindo
me perdi dos meus pais, minha mãe não me quer por perto
meu pai insiste em viver comigo, mas não quero
enfim, no momento estou a mercê, mercê do destino
O qual eu espero, do fundo do coração, seja bom para comigo
me perdi na minha mente, quantas vezes tentei me matar?
não sei, só sei que nada sei, só sei que quando a lágrima cai
o corpo quer cair junto, enfiar a cara no chão, talvez pular de uma ponte
enfim, estou perdido e, sinceramente, nem sei mais o que é ser encontrado
só lhes digo uma coisa; eu encontrei, encontrei um “eu” oculto
ele passa como vulto, sinto de vez em quando, uma autoridade maligna
seria eu um receptáculo de Satanás? Bem, me perdi na leitura da bíblia também
Não sei exatamente, mas os sacerdotes não expulsam demônios, por que não tiram os meus?

Sabia que quando partisse eu sofreria.
Não sabia que seria tanto.
Que seria todos os dias.
Não sabia que seria repentino.
Que seria momentâneo.
Não sabia que seria assim.
Eu te perdi e me perdi de mim!

Busque-me na poesia
Quando meu espírito partir desse mundo
Pois lá eu estarei.

Em cada verso que escrevi
Deixei um pouco de mim
Na maioria deles sangrei e morri
Mas um pedaço da minha alma se prendeu entre as palavras.

Se quiser me encontrar, saiba
Estarei em todo lugar
E também em lugar nenhum.

Estarei esperando
Por uma vida melhor
Ou, talvez, apenas me una ao nada
E seja parte do vazio
Dentro de ti

Mas de toda forma, saiba
Nunca duvide
Que estarei aqui.
- Marcela Lobato

Todos os dias eu aprendo a lidar com a ausência e com a incerteza.
Não é fácil sorrir quando uma parte de mim está tão longe, em um lugar tão difícil.

Mas eu sigo firme.
Porque além da dor, existe um orgulho que me sustenta e um amor que me mantém de pé.

Dra. Érica Alvim Lyra

Quem sou eu

Eu tenho me perguntado quem sou eu, e a resposta veio quando eu superei, ausência, tristeza, saudade e a maldade do tempo. Sei que sou pouco para uns, mas sei que sou muito para outros, mas a cima de tudo! sou o suficiente para mim mesmo.

Quando ela partiu, minha vida mudou.


O brilho dos meus dias aos poucos se apagou.
Se eu pudesse voltar no tempo só por um momento,
ouvir sua voz em ligação e acalmar meu sofrimento.


Se eu pudesse te dizer, mãe, tudo que guardo no coração,
talvez a saudade doesse menos na escuridão.
Porque a vida já não é a mesma desde a sua partida,
uma parte de mim também perdeu a vida.


Quando me olho no espelho, vejo quem eu queria ser,
mas perdida em mim mesma, ainda tento sobreviver.
Parece que meus sonhos perderam o sentido,
desde que você partiu, meu coração ficou ferido.


A verdade é que nada voltou ao lugar,
minha alma aprendeu silenciosamente a chorar.
E eu queria somente o silêncio, sem precisar explicar,
porque existem dores que ninguém consegue enxergar.


A dor diária me corrói por dentro lentamente,
como se meus ossos gritassem silenciosamente.
Meu coração aperta, a vontade de chorar é intensa,
mas sigo de pé, mesmo vivendo essa sentença.


Por muito tempo precisei apenas continuar,
mesmo sem forças para sentir ou desabar.
Talvez por isso minha dor ainda fale tão forte,
como uma saudade que nunca encontra o fim nem a sorte.


Porque eu preciso viver, mesmo sem direção,
mesmo carregando saudade em cada respiração.
Talvez agora eu tenha a liberdade que sempre quis alcançar,
mas de que vale a liberdade se você não está para compartilhar?


Espero um dia conseguir mostrar minha verdade,
as dores e os silêncios que escondi por necessidade.
Eu vivo o meu luto todos os dias sem cessar,
e talvez por isso as pessoas não consigam me entender ou escutar.


Porque essa dor não sara, ela aprende a permanecer,
e todos os dias eu escolho não me perder.
Você pode escolher vencer ou desistir,
pode escolher sonhar, acordar e seguir.


E mesmo cansada, mesmo sem forças para entender,
eu continuo aqui… tentando vencer.

Quem é Sâmia Bemvindo?


Quando me perguntam quem sou eu, costumo responder contando quem fui e tudo o que vivi para me tornar a mulher que sou hoje.


Entre a correria do dia a dia, as saudades que carrego no peito, os sonhos deixados de lado e as renúncias feitas em silêncio, aprendi a sobreviver mesmo com a dor morando dentro do meu coração. Já conheci a solidão, o desprezo, os julgamentos, a inveja, o luto, o medo e a insegurança.


Minha vida começou a mudar no momento em que decidi viver o meu próprio tempo e enxergar a vida com outros olhos. Na escrita, sempre encontrei abrigo. Sempre gostei de escrever sobre tudo o que vivi, porque nunca fui de ter muitos amigos, nem de compartilhar minhas dores com o mundo. Então, por muito tempo, tudo o que enfrentei em silêncio foi Deus quem segurou comigo.


Até que um dia, uma pessoa muito querida segurou minha mão e disse:
“Em nossas vidas enfrentamos batalhas e desafios, mas saiba de uma coisa: minha família é sua família.”


Naquele instante, algo dentro de mim mudou. Chorei como há muito tempo não chorava. E naquele abraço invisível, comecei a enxergar a vida diferente. Passei a agradecer mais, a viver o que antes eu apenas suportava.


Para reencontrar quem eu era, precisei abrir mão de sonhos, vontades e partes de mim que ficaram pelo caminho. Mas foi exatamente nas perdas que descobri minha força.


Hoje, carrego cicatrizes que ninguém vê, mas também uma fé que ninguém destrói. Aprendi que a dor não define quem eu sou, ela apenas me ensinou a florescer mesmo nos dias mais difíceis.


Hoje eu sei quem eu sou.
Sou feita de recomeços.
Sou poesia escrita pelas mãos da vida.
E mesmo depois de tantas tempestades, continuo escolhendo florescer.