Poemas quando eu me Amei de Verdade

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Cada Conselho da Lia do Itamaracá

⁠Para seguir na Ciranda
da vida continuo ouvindo,
cantando e cirandando
com cada conselho
da Lia de Itamaracá,
Por ontem, hoje e sempre
agradeço e fiz o juramento
de nunca parar de cirandar
com as forças da Natureza
para sempre firme continuar.

⁠Dia 1

Creia que você é poesia,
Você não precisa
ninguém que te valide
e não permita
que ninguém te tire
da sua própria sintonia.

⁠Dia 14

Não permita que te oprimam
e saiam se sentindo confortáveis,
Estabeleça os seus limites
para que as situações não
se tornem incontroláveis,
Busque inundar a sua vida
de tudo o quê torne o seu
caminho afável e amigável,
Se dê a oportunidade de uma
vida mais amável e respirável.

⁠Dia 18

Por mais que você se
sinta sufocado não lamente
as suas dores internas
e externas em público,
Distraia a sua mente
que a tempestade passará
mais rapidamente.

⁠09/01

Enfrentar a vida de frente,
agradecer sempre
e serenar-se para que nada
te impeça de seguir em frente.

⁠Junco da Praia

O meu balanço é igual
ao do Junco da Praia,
mesmo que por um
instante você se distraia
estou presa nas dunas
ondulantes do seu peito
ondulante e intenso,
e assim nem mesmo o tempo
pode desfazer o quê
já é consagrado e está feito.

⁠Lua dos Poetas

O Médio Vale do Itajaí
sob a Lua dos poetas,
aguardando sereníssimo
as estrelas que ainda
estão porvir no caravansário
do Hemisfério Sul,
inspiração infinita que faz
com que eu também aguarde
por ti na minha bela Rodeio
com amor e silêncio
guardados no meu peito
que me levam pela mão
a devotar o amor inteiro
para você que comigo nasceu
para ser o meu encaixe perfeito.

⁠Não olho mais
para o calendário

Esperando por você
espalho o meu perfume

Como Lila florescida
sou absoluta poesia.

⁠As cinzas transformaram
de maneira pressentida
o céu no lago parado da morte,
não sei mais a diferença
quando faz Sol ou chove.

Os meus sentidos andam
endurecidos e me pego
a cada dia gostando
menos de tudo o quê
estou testemunhando.

Perdi as contas de quantas
vezes mastiguei e engoli
a minha própria língua
por tomar noção que
muita coisa virou cinza.

Ler as notícias e insistir
em olhar para o céu
continua sendo um engano,
o Apocalipse está
dominando os pulmões.

Só sei que choro por dentro
e os pássaros cantam
de desespero antes
mesmo do Sol raiar
e não sei mais e como falar.

⁠Ninguém se mata
porque quer,
e sim porque não
encontra apoio,
sentido ou até mesmo
saída ao redor,
Não é incomum
viver cercado por
gente sem valor.

Como eu só tenho
dois ombros,
o quê posso ofertar
é a minha poesia
para quem precisar.

Posso provar que
a poesia existe
para quem se dispôr
a procurar dentro
de si quando tudo faltar,
para contra qualquer
corrente vir a nadar.

Para quem quiser
respirar e não deixar
nenhuma pressão dragar,
Há muito o quê fazer
e se necessário for incomodar.

(Porque o importante é não parar).

Querendo viver

uma vida normal

ouvindo o som

de Miss Anthropocene

na minha sala

ao redor deste

isolamento social,



Parece piada

por aqui eu li

que 'o dilema

é bíblico',

há quem defenda

trabalhar,

há quem defenda

ficar em casa,

e até agora nada

está resolvido;



Apenas o quê

me resta é

ficar reclusa,

dançar a música

na mais plena

figuração

da linguagem,

escrever poemas

sobre a Lua

para não morrer

de doença

ou ir para a cadeia,



Esperando sigo

perguntando

qual será a próxima cena,

porque quem lambe

a borda da taça,

a alma não cala

e não busca

por 'indulgência' barata.

⁠Os meus saborosos sentidos,
os meus pensamentos românticos
e os meus sonhos já te pertencem.

⁠Seja
o romance
que você
deseja,
porque só
ficará
do seu
lado quem
desejar
o mesmo
romance
que você.

⁠Tocam no Universo
como uma partitura
as asas do Condor,
não consigo da Lua
e nem das estrelas
que quero só meu
o teu infinito amor.

Inti me presenteou
constelações incas
que lembram no céu
a beleza do teu olhar
e a nobreza do amor
que estou a cativar
neste mundo a girar,
e que insistem parar.

Fortes são as minhas
cordilheiras que criei
para ninguém tentar
tocar em tudo aquilo
que é de inspiração
e na eterna canção
que irá nos embalar.

O amanhecer será
nosso e indomável,
a última ópera fiz
questão de escutar,
e toda hora vivo por
dentro a me preparar
para quando o amor
vier a nos encontrar.

⁠Capororocas-Vermelhas
saúdam a chuva gentil
com cortesia gratidão,
Sei que sou o seu secreto
amor que derrete o coração.

⁠Conheço as violeteiras
das duas Américas,
Diante dos meus olhos
uma desabrochou,
Você me espera
em teus braços
como quem anseia
a Primavera,
Percebo que tens
desenhado esquemas
para viver grudado
em meus beijos,
Em nós fazem
festas os desejos.

Poesia Concreta

Poesia Concreta é isso:
o nosso amor bonito,
os dois íntimos reunidos
pela graça do destino
com verbivocovisualidade,
Um sendo o verbo
e o corpo para o outro
sem pudor e sem virtualidade.

⁠Elegia

Sentir na profundeza
d'alma o impulso
que leve a uma Elegia
é uma experiência
de quase-morte
para quem é poeta.

Ficar triste e estar
de braços dados
com a morte são
os únicos apelos
para descarregar
o fardo dos lamentos.

A Elegia num sentido
mais amplo é todas
as vezes que sinto
e escrevo reclamando
com o destino o fato
de não ter você comigo.

Sem a compreensão
da morte e da tristeza,
e sem lamentar por não
ter você nunca será
possível escrever
uma Elegia com exatidão
de corpo, alma, poesia e todo o coração.

⁠O Dia Mundial da Paz



O Dia Mundial da Paz

foi criado para lembrar

que viver em paz sempre

é bom demais até mesmo

aqui na minha pacata

cidade amada de Rodeio,

E que em qualquer lugar

do mundo se não houver paz,

você pode pode dar o seu jeito,

Se você quer, você é capaz

de criar o seu lugar perfeito

com união pela paz

com tudo aquilo que ela traz.

⁠Não me esqueço de que

o Menino Jesus nasceu em Belém,

A minha poesia e o meu

dom de fazer o bem sempre

ofereço sem ver a quem,

É Natal e o importante não

desistir e sempre seguir além.