Poemas quando eu me Amei de Verdade
Eu te amo. De um jeito tumultuado, desesperado, que corrói e dá medo. Mas não começou no momento em que te vi. Começou… antes disso. E… estou com medo. E eu não tenho ferramentas para lidar com isso, mas você me faz sentir coragem. Você me faz sentir tudo. Sei que você não precisa de um homem. Mas eu com certeza preciso de você.
Eu tenho uma fantasia idiota de que alguém vai chegar e sentar aqui como se eu fosse a Meg Ryan. Vamos conversar sobre o nosso dia, sobre o tempo, o que não faz sentido, porque sempre tem neblina. Posso oferecer meu sanduíche para ele… Nossos olhares se encontram, e acontece. E a gente sabe. Lá no fundo, como os pássaros que sabem quando vem chuva.
Passei do tempo da obediência cega. Eu obedeço a Palavra, e o que é de Deus tem que testificar no meu coração. O profeta novo morreu, porquê deixou de seguir a orientação de Deus para seguir o que o profeta velho falou.
Quanto vale para um coração pode ser chamar alguém de pai? Eu não sei. Pensar em poder, a essa altura do campeonato, chamar alguém de pai, soa tão estranho quanto rir no funeral de alguém, estranho como rir quando o coração está triste.
Eu e minha mania de querer legendar a vida. Legendar pessoas. Legendar momentos. Mania de não querer entender que palavras não definem tudo. Por outro lado penso, que mal há em gostar? Quer saber, me permito gostar e ponto!
Eu tenho medo dos meus abismos, e creia, não é por não saber o que existe dentro deles, é exatamente pelo contrário.
O único lugar em que me sinto segura sendo eu, sentindo o que sinto, pensando o que penso, o lugar onde minhas estranhezas são normalizadas, o lugar onde cabem todos os excessos de mim. Excessos ou faltas?
Criamos um mundo onde não existe espaço para o que a gente sente e eu fico pensando sobre o que fazer com isso que teima em não deixar de existir.
Um dia batalho para não te amar,
no outro batalho para te odiar. Qual deles tem funcionado eu não sei dizer.
Tudo o que penso em relação a você não parece certo. Faltou normalizar o normal entre nós. Aí eu sinto falta de te ver, conversar, fazer parte da sua vida de outras formas e me angustia saber que isso não vai acontecer.
Por outro lado eu penso se existe alguma possibilidade de que algo entre nós seja realmente normalizado. Eu acho que vai ser sempre, no mínimo, estranho. Aí depois eu penso que a gente nunca nem tentou superar as estranhezas, será que estamos apegados a isso?
Quem sou eu?
Sou vento, sou ar, sou céu, sou mar, sou amor, sou ciúme, sou ave, sou terror, sou dor, sou vaga-lume, sou noite, sou abismo, sou vale, sou cume.
Só conhece meus erros, pois, os demonstro em público para que saiba quem eu realmente sou. Minhas qualidades eu demonstro em sigilo, ao lado de quem merece, e já sabe quem sou.
Ela era a minha melhor notificação, meu melhor bom dia. Eu tinha sua melhor versão e ela tinha a minha, nossa combinação era tão recíproca que dava inveja por onde passávamos [...]
O que não estava nos nossos planos era que um dia numa tarde chuvosa o destino nós pregasse uma peça cuja seria a mesma, o nosso fim...
A arte de escrever pode até adquirir-se com o tempo, mas eu prefiro acreditar que nasci com esse dom, e que irei aperfeiçoando na medida do possível. Fazendo aquilo que está ao meu alcance.
