Poemas quando eu me Amei de Verdade
Peço pra você ficar "aqui", porque eu estou "aqui". Na real, eu não sei onde você está, mas eu sei que não é comigo.
Eu te aceito na forma que você é, isso é porque "VOCÊ É MEU AMIGO (a)". Se é para mudar, está mudado, se mudado e mudo!
Então eu me lembro da chuva que molha os meus pés, que desarruma meus cabelos, é a mesma que me provê a água que bebo, os banhos que tomo, e o meu coração muda, não porque a chuva não me deixa os pés ensopados, mas porque dentro de mim considerei aquilo que era mais importante. Simples Assim
Tanta informação faz minha cabeça dar um nó. Eu não consigo te olhar e imaginar o que aconteceria se tudo desse certo e, também, se tudo desse errado. Por isso opto pelo certo. Mas quase sempre dá errado.
Eu queria ser palhaço, mas na terça-feira desisti. Fui, alegre, ver um no circo da cidade, e após o espetáculo fui até o seu camarim. Estava ele lá sentado, triste, cabisbaixo, nem parecia ser o mesmo palhaço que me matou de rir.
Amor de Mãe:
Com as coisas correndo dessa forma, eu consigo imaginar que irá ser difícil para você também. Eu tive tanta alegria, mas também tanto medo ao colocar algo tão delicado na imensidão que é esse mundo. Quero que tenha em mente que você se permitindo sentir, permite machucar-se também. Com o tempo verá que é um pacote, e que não é tão ruim assim. Que você passe por todas essas coisas que qualquer pessoa passa, mas que saiba exatamente o que fazer com aquilo que lhe fizeram, e que não suspeite o mal só porque o suspeitaram. Muito menos se trair ao desbotar seu caráter somente porque alguém não o teve. Eu não lhe desejo sorte, eu lhe desejo Deus.
Não me venha com perguntas. Se é só isso mesmo, se é isso que a canção quis dizer. E eu que sei, rapaz? Eu que sei! Me venha com sentimentos prontos. Goste-me, e eu o gostarei. Não me odeie. Eu não tenho odiado ninguém nessa vida; e nem pretendo. Não me cobre. Eu mesma sei fazer isso comigo. Não me arranque os sonhos quando meus pés não estiverem mais ao chão. A tua estrada é aquela lá! Não queira bifurcar a minha.
Não vou dizer que não fui contra; eu fui. Disse “não, não e não!”. Tirei água com o balde que tirava bem menos que a rapidez com que entrava. Escondi a chave, dei as costas, fingi não ver, não sentir. Tentei. Eu nadei feito náufrago em desespero temendo sucumbir-se. Eu subi na árvore, eu me escondi sem nem a brincadeira ser essa. Eu entrei no porão, eu subi para o sótão, pus as mãos ora nos ouvidos, ora no rosto. Cantei mais alto que meus pensamentos, meus sentimentos. Não funcionou. Corri, acredite, e nem sequer olhei para trás. Tentei lembrar de esquecer, fingi esquecer de lembrar. Mas não deu. Nunca dá.
No prédio ao lado de onde eu moro há um moço que ao invés de pedir para abrirem o portão ele grita: “Joga a trança Rapunzel!” Eu me rio. E imagino o quão feliz seria se o mundo inteiro risse comigo, pelo menos nesse instante.
Os Clichês de Augusto
O mais comum é sempre o “eu te amo” e, por coincidência, ou boniteza, é justo o que me causa cócegas no peito, me levando ao riso. Augusto também diz coisas como “eu estarei aqui por você” ou “pode contar sempre comigo, ok?” E eu não só acredito como me rio no coração outra vez… Me diz, há algo mais bonito do que alguém aí por você, pra você? Certo que, quando acontece, a gente até desconfia. Torce o pescoço para um lado, para o outro, vira para trás para ver se é com a gente mesmo a palavra. E não é que é? Augusto me ama! E para o nosso contento, eu o amo também.
