Poemas quando eu me Amei de Verdade
Há muitos amigos por aí
Mas poucos a estender a mão
Principalmente quando cair
Num fosso fundo de solidão.
Quando criança, diziam que homem não chora, em sendo adulto, indiferente dizer, porque há situações que nos fazem abrir as torneiras do ser, e transborda aos olhos, nascente de águas levemente salgadas.
Sensações inexplicáveis, o ser dentro do corpo compelido, esmagado, daí a nomenclatura, depressão.
Há uma pressão psicológica, sentimental, um vazio talvez, ou uma mera expectativa de vida, não que haja um porquê, sabe lá definir o que tange a alma e o ser, as entranhas da vida do indivíduo, expectativa de partida, pois parece ansiar o retorno de onde em dado momento deixou de habitar.
Ter sempre Gratidão por tudo o que acontecer, seja bom ou ruim;
Dizer não, quando não puder dizer sim, doa a quem doer;
Me afastar de quem e do que não for leve e saudável;
Ser sincero e doce ou sincero e grosso não vai impedir que as pessoas se ofendam com você caso elas queiram se ofender;
Recomeçar sempre assim que retomar o folego;
A maioria das pessoas vai se incomodar com quem segue o próprio destino e cumpre sua missão, pois pessoas assim fazem tudo com brilho;
Tem mais:
Eu sempre posso aprender;
Eu sempre posso fazer melhor;
Eu sempre posso tentar mais uma vez;
Eu sempre posso mudar de caminho
Eu sempre posso desistir se eu assim quiser;
Minha intuição nunca falha;
E eu sempre devo confiar em mim;
Trabalhos pequenos com pessoas grandes valem mais a pena que o contrário disso!
E por aí vai...
Sussurros do passado me assombram.
Quando o mundo foi dormir, fico com nada além dos ecos de meus gritos silenciosos, em um anseio por um doce esquecimento.
Ninguém entende a minha dor, nem sabe o que se passa em meu interior. Sou um estranho em um mundo sem amor, e a solidão é o meu único senhor, a solidão se torna minha única amiga.
Despindo-se das amarras e das convenções.
A mente mergulhada em trevas, e o silêncio dos sonhos que se esconde entre os escombros.
Os relógios marcavam o tempo, e o som ecoava por toda a casa, enquanto eu pensava em meu destino, e em como a vida pode ser tão escassa.
Mas não, eu não temo a morte, pois a vida já me matou, e várias vezes.
O amor próprio
quando desprovido de qualquer
resquício de egoísmo ou vaidade, dará origema todas as razões e aos dividendos
do amor ao próximo!
É a falta de conhecimento
que torna uma ideia, um conceito,
numa grande novidade;
quando na verdade um mínimo de curiosidade
ou interesse, perceberíamos que ela
sempre esteve ali - no aguardo de nosso
mesmo que mínimo
interesse!
Quando se diz, por exemplo, que estamos
rodeados de uma peculiar nuvem de testemunhas
é porque a vida é fator participativo
povoado por grandes ideias!
A dúvida quando sincera
é senha prioritária permitindo
que portas sejam abertas...
Tão só duvidar, contrariamente,
às fechará!
... quando
sorrateiramente insuflada
pelos extremismos da aceitação cega,
mesmo a vulgaridade se transforma,
senão num espetáculo vicioso,
ao menos num tentador
estímulo
a ela!
Verdadeira
riqueza é tudo aquilo que
conservarásdentro de ti,
quando tuas notáveis honrarias
e pertences de mundo,
por obra do destino,
não mais estiverem ao teu
alcance!
Quando
finalmente compreendi
que levaremos desse mundo tão só
aquilo que, dignos, praticamos
e consagramos à vida... Passei a viver
e a trabalhar por questões e valores
que me cabem levar; e, entre eles,
uma custosa mas compensadora
relevância como
espírito!
Quando nos alertam
as sagradas escrituras que:
"a quem muito foi dado, muito
será pedido", não se trata
de mediana operação contábil...
Mas da feliz convicção quanto
a nossa estatura e eficácia
em proporcionalmente
oferecer!
... diz
a filosofia do espírito
sermos todos verdadeiros,
mesmo quando mentimos;
sobretudo porque, o ato de mentir
demonstra nossa estatura moral;
questões que pobremente atinamos...
O muito que ainda nos
falta!
Tão certo
que a apatia de muitos
como por encanto se diluirá,
quandoquestões sensíveis
a sua subsistência lhes
foremusurpadas: seus bens,
bolsos, e, pior: a sua
liberdade!
Sempre considerei
a frase de Jean-Paul Sartre:
'o inferno são os outros' - mesmo
quando retirada de contexto - como
perspicaz ironia...
Uma vez que, na eficaz sagadestinada
ao aperfeiçoamentodo espírito,
não serão permitidos desleixos,
omissões; nem imodestas
'saídas à francesa'!
... quando
embutidos na carne,
mesmo os Seres já agraciados com
as benesses da luz, temem por si
mesmos - em razão de toda
complexidade e os infindáveis
desafios oferecidos pela
existência humana!
... quando
desonestos, sorrateiros,
substituímoso verbo'otimizar'
peloverbo 'vitimizar',isso não
significaum elogiável protesto;
um repúdioàs diferenças...
Mas um convite à incultura;
ao atraso!
... quando
honestamentenos ocupamos de
questões queconsideramos genuínas
e necessárias,nos tornamos
naturais realizadoresdoque
nos justifica, aperfeiçoa...
E, sobretudo, cada vez mais avessos
aos fatídicosexcessos e ocupações
queroubam-nos as horas
e o bom senso!
... quando
não sabemos o que fazer,
descobrimos nossa verdadeira
missão nesse mundo...
Quando não sabemos por qual
caminho seguir, iniciamos
nossa mais relevante jornada
ao encontro de nós
mesmos!
... um equívoco,
acredito, sonhar com
paraisos distantes; quando
nosso Criador nos concedeu
a graça e competência
para edificá-los
aqui!
"Tudo é possível aquele que crê!",
afirmou Jesus, o Cristo - mesmo quando
assediados por questõesque a princípio
mostrem-se indóceis,inumanas - quando
já cientes de quetão alentador axioma,
bem mais do queumaféinabalável
e honesta, reclame o justo
acolhimento e coautoria
dapaciência!
