Poemas quando eu me Amei de Verdade

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Quando há uma lâmpada acesa no silêncio da madrugada, pode não ter um gênio trabalhando, mas com certeza há alguém esforçado com boas ideias.

É na vida onde recebemos nossas maiores lições, para quando partirmos sentarmos ao lado do corretor e conferir o gabarito.

A única vez que um banqueiro deixa seu cofre à mostra é quando se abaixa para amarrar seus cadarços.

Quando ferimos a Cristo, ferimos a nós mesmos, a cruz é a cicatriz indelével que iremos carregar no dia que o olhar do outro nos despir, no dia que a língua do irmão nos açoitar

Galinhas velhas quando se reúnem para fofocar é porque foram depenadas e estão em frangalhos.

Estiagem é lição, a fertilidade só é visível quando a roseira floresce ao passar da chuva.

Quando a tristeza nos procurar, devemos recebê-la bem, para que na despedida ela saia sorrindo.

Não há nada mais a ser conquistado quando dois corações apaixonados ardem de amor um pelo outro.

A morte é a grande preocupação que me resta quando a ociosidade é alimentada pelo seio do tédio.

O romantismo começa quando a chama da vela no primeiro encontro é acesa;
O romantismo termina quando no final, a chama da paixão se apaga.

Quando as más influências atacam as boas, a boa reputação já deu seu testemunho.

Boas e más notícias são como grãos de pólen: partem das flores da aldeia e, quando se vê, já se espalharam pela colmeia inteira.

Quando a última lembrança do amanhã encontrar o primeiro sonho de ontem, o impossível finalmente terá um endereço.

Quando todos os que são suscetíveis de reconhecer determinado indivíduo estão longe, tudo se torna possível.

⁠Pode existir cidadão quando o homem passa de pessoa a consumidor e de indivíduo a figura virtual?

⁠É frequente contradizermos uma opinião quando, na realidade, apenas o tom com que foi exposta nos é antipático.

Friedrich Nietzsche
Humano, Demasiado Humano. São Paulo: Cia das Letras, 2000.

⁠Que inquietude quando não estamos seguros de nossas dúvidas e perguntamos: são verdadeiramente dúvidas?

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Quando nem sequer a música é capaz de salvar-nos, um punhal brilha em nossos olhos; nada mais nos sustenta, a não ser a fascinação do crime.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Quando, liquidados os motivos de revolta, já não sabemos contra o que nos insurgir, somos tomados de tal vertigem que daríamos a vida em troca de um preconceito.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Quanto mais convivemos com os homens, mais nossos pensamentos se obscurecem; e quando, para aclará-los, voltamos à nossa solidão, encontramos nela a sombra que eles projetaram.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.