Poemas quando eu me Amei de Verdade
Tem noites que parecem dia, e são justamente nelas que, nas minhas madrugadas insones, o céu imenso deixa de ser silêncio para se tornar companhia.
Viver não deveria ser apenas aguentar. Em algum momento da vida, a alma também precisa encontrar um lugar onde possa descansar.
Talvez amadurecer também seja desaprender a suportar o que nos endurece e ter coragem de escolher o que nos acolhe.
De tanto suportar, começamos a confundir resistência com destino. E aquilo que nos aperta passa a parecer normal.
Domingo não pede pressa, o mundo desacelera só pra ver se você repara que viver às vezes é isso: um instante que, no próximo segundo, já é outro instante.
A compaixão é uma emoção instável. Precisa ser traduzida em ação, ou desaparece. Sentir não basta. A compaixão que não se move se dissolve no conforto de quem apenas observa. Entre o que nos toca e o que fazemos com isso, existe um intervalo, e é ali que se decide se o afeto vira presença ou apenas mais uma emoção que passa.
Reduzir alguém ao seu transtorno é um atalho intelectual de quem não quer se comprometer com a escuta. É mais fácil citar o manual do que sustentar o encontro. O diagnóstico, quando vira identidade, não cuida, encerra. E encerrar o outro sob a aparência de saber é só uma forma sofisticada de não ter coragem de ouvi-lo.
Não se acostume ao milagre de estar vivo. Mantenha-se sensível ao encanto que cada novo dia pode te revelar.
Manter a ternura em tempos de ódio é um gesto revolucionário. Ser gentil é um ato político. Gentileza é resistência.
Ás vezes o coração congela por conta de tanto frío na barriga, tanto vento provoca tempestades na mente e no meio dessas nuvens não é possível enxergar, mas não permita chover em seus olhos se não for para que os raios de luz possam entrar.
Na nossa história, algumas páginas são pesadas como concreto. Algumas são escritas com sangue em vez de tinta; às vezes, enquanto estamos escrevendo alguém bate na nossa mão, pois escrevemos essa história com outras pessoas. A nossa história é longa, certamente não está no começo e não sabemos como nem quando ela acaba; não sabemos o que é vírgula e o que é ponto final. Continuamos um caminho que já nos precede, já que não começamos nossa história pelo primeiro capítulo. Nesse trajeto — muitas vezes caótico e sem direção — temos algumas pistas que nos fazem repensar. Nessa história, há muitos apócrifos, fragmentos e rascunhos aos quais provavelmente nunca teremos acesso.
Algumas pessoas sobrevivem mesmo que mortas; embora nem as tenhamos visto, e às vezes sequer tenham existido, algo resta: ideias, histórias, imaginários. Outras pessoas, mesmo que vivas, são para nós como se estivessem mortas, também há diversos contemporâneos aos quais são inexistentes para nós.
"Quem não planta não colhe. Enquanto espera a colheita dos frutos, tem que apanhar as folhas que caem no chão."
A cada dia um passo é dado, e a cada passo um tijolo é levantado, a cada tijolo levantado um sinal de construção, e a cada sinal, uma certeza de estar trilhando um caminho justo, e bom, pois a vida só pode ser considerada vivida quando vivemos honestamente....
Confesso que já não sei o que pensei saber. Hoje, apenas sinto um vão vazio tamanho, que me desestabiliza quase que por completo. O que será? Não sei sequer, se há!
O amor genuíno não habita a perfeição — reside exatamente na imperfeição partilhada. São nas horas vulgares, na irritação do dia a dia, nos bloqueios impulsivos e desbloqueios arrependidos, que ele revela sua verdadeira densidade. Brigamos porque importamos, silenciamos porque doemos, bloqueamos porque tememos perder — e desbloqueamos porque perder é insuportável. O amor fala mais alto não por ignorar o caos, mas por atravessá-lo. Ele é a escolha de permanecer quando a fuga seria mais fácil, é a mão que busca a outra mesmo após o punho cerrado. Estar junto, nem que por horas, mesmo em discórdia, já é felicidade disfarçada — porque significa que ainda há "nós" para desgastar. No fim, não são os momentos idílicos que constroem laços, mas a persistência no desconforto, a coragem de reconhecer que amar é, sobretudo, uma prática diária de perdão e reencontro.
As pessoas vão notar sempre ás mudanças nas nossas atitudes em relação a elas, só nunca vão notar o próprio comportamento delas que nos fizeram mudar.
“Seres humanos são, e sempre serão maldosos, mas Ele, tem misericórdia de suas almas incapazes de serem puras”
O homem se cansa de remoer o passado e acaba desgastado demais para pensar no futuro. Suas atitudes insolentes ou mal pensadas acabam assombrando-o por toda eternidade, as mesmas, o derrubam num poço não tão profundo, mas já entregue ao seu cansaço, esse desafio deveras simples, tornasse impossível.
