Poemas Pessoas Gordinhas
Seja melhor para as pessoas
do que elas são capazes de oferecer
e nunca espere que as pessoas
te tratem melhor do que você
é capaz de tratá-las.
Quando houver esta atitude em ti
e não houver este tipo de expectativa
social, a sua paz interior
passará a ser inquebrantável.
Vamos repensar?
Freire — “Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo.”
“A educação que apenas informa cria acumuladores de conhecimento; a educação que desperta consciência cria transformadores da realidade. O maior analfabeto não é quem não lê palavras, mas quem não interpreta o mundo.”
Carlos Eduardo Balcarse
Vamos repensar?
Hannah Arendt — “O maior mal pode ser cometido por pessoas comuns que não refletem.”
“O perigo da humanidade não está apenas nos grandes tiranos, mas nos pequenos pensamentos que deixam de pensar. A ausência de consciência transforma pessoas comuns em instrumentos de grandes erros.”
Carlos Eduardo Balcarse
Vamos repensar?
Nicolás Gómez Dávila:
“A maioria das pessoas não tem opiniões; tem opiniões emprestadas.”
Carlos Eduardo Balcarse:
“Vivemos a era do pensamento terceirizado. Muitos não possuem ideias; possuem ecos. Não pensam com a própria consciência, apenas repetem aquilo que ouviram com maior frequência. A multidão deixou de buscar respostas e passou a reproduzir ruídos.”
O peso de saber
Conhecimento não é acúmulo. Há pessoas abarrotadas de informações e vazias de discernimento.
Saber mais não nos torna necessariamente melhores. Torna-nos mais responsáveis pelo que fazemos com aquilo que sabemos.
O conhecimento pode construir ou destruir, libertar ou aprisionar, esclarecer ou apenas sofisticar nossas próprias ilusões. A diferença não está necessariamente no que sabemos, mas na consciência de quem utiliza o saber.
Talvez por isso algumas verdades sejam tão desconfortáveis. Conhecer é também perder determinadas inocências. Depois que enxergamos, já não podemos simplesmente “desenxergar”. Depois que compreendemos, algumas desculpas deixam de existir.
Eis um dos paradoxos do conhecimento: quanto mais consciência adquirimos, menos podemos terceirizar a responsabilidade por nossas escolhas.
Não basta saber.
É preciso discernir.
Saber o quê é conhecimento.
Saber como, quando e por quê é discernimento.
E assumir as consequências daquilo que escolhemos fazer com isso é consciência.
O verdadeiro poder, portanto, não está em saber aquilo que os outros desconhecem.
Está em não ser dominado por aquilo que sabemos.
Porque conhecimento amplia possibilidades.
Consciência reduz desculpas.
Carlos EDUARDO Balcarse
31/09/2026
O discernimento e o crescimento
Crescer não é simplesmente saber mais. Há pessoas repletas de informações e vazias de compreensão.
Informação não é conhecimento. Conhecimento não é consciência. E consciência, sem discernimento, pode continuar sendo apenas a percepção de uma realidade que ainda não aprendemos a compreender.
A mente mente. E o discernimento desmente.
Discernir é desenvolver a capacidade de questionar não apenas aquilo que ouvimos, mas também aquilo que pensamos. É separar fato de interpretação, convicção de condicionamento, prudência de medo, desejo de necessidade e verdade de conveniência.
Talvez amadurecer seja justamente começar a desconfiar das certezas que nunca tivemos coragem de questionar.
Porque o crescimento verdadeiro exige desconstrução. Algumas vezes, para aprender é preciso primeiro desaprender. Para enxergar diferente, precisamos abandonar a obrigação de continuar olhando da mesma maneira.
O senso comum comumente mente.
E quando apenas repetimos aquilo que todos pensam, corremos o risco de passar a vida reproduzindo pensamentos que nunca foram verdadeiramente nossos.
Por isso, não pense como eu penso. Pense no seu próprio pensamento.
O discernimento não nos ensina o que pensar. Ensina-nos a perceber por que pensamos aquilo que pensamos.
E talvez seja justamente aí que começa o verdadeiro crescimento: quando deixamos de ser conduzidos automaticamente pela própria mente e passamos a assumir conscientemente a autoria das nossas escolhas.
Porque consciência amplia.
Mas é o discernimento que direciona.
Carlos Eduardo Balcarse
02/10/2026
POR QUE PESSOAS INTELIGENTES TAMBÉM TOMAM DECISÕES RUINS?
Inteligência ajuda a resolver problemas.
Mas existe um problema que a inteligência, sozinha, não resolve: o que fazemos com a própria inteligência.
Uma pessoa cognitivamente sofisticada pode analisar cenários complexos, compreender argumentos difíceis e construir justificativas extremamente elaboradas.
Essa capacidade pode ajudá-la a encontrar a verdade. Também pode ajudá-la a defender aquilo em que deseja acreditar.
Quanto maior a capacidade argumentativa, maior pode ser a capacidade de racionalização.
Não usamos nossa inteligência apenas para revisar crenças. Também podemos usá-la para protegê-las.
Por isso, inteligência e discernimento não são sinônimos.
Uma pessoa pode possuir enorme capacidade de processamento e atribuir pesos inadequados às informações que processa. Pode compreender perfeitamente um argumento e recusá-lo por razões identitárias. Pode reconhecer probabilidades e agir impulsivamente.
A pergunta, portanto, não é apenas quanto conseguimos pensar.
É como regulamos aquilo que participa do pensamento.
Discernimento não compete com inteligência. Opera sobre outra dimensão.
Ele pergunta quais elementos devem participar de uma decisão, quanto devem pesar e quando uma interpretação precisa perder autoridade.
Talvez por isso pessoas extremamente inteligentes também consigam cometer erros extremamente sofisticados.
A inteligência pode construir caminhos. Mas não determina, sozinha, qual caminho merece ser seguido.
Pensar muito não garante pensar bem. E pensar bem não garante discernir o que deve governar a decisão.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador
Uma escola que ensina conteúdos sem ensinar critérios pode formar pessoas informadas e intelectualmente desARMADAS.
Carlos Eduardo Balcarse
POR QUE PESSOAS INTELIGENTES TAMBÉM ACREDITAM EM COISAS ERRADAS?
Inteligência não imuniza ninguém contra o erro.
Às vezes, inclusive, nossa capacidade de argumentar pode ser utilizada para defender com enorme sofisticação aquilo que nunca examinamos com a mesma sofisticação.
Saber argumentar não garante saber revisar.
Conhecimento não elimina vieses.
Formação não elimina interesses.
Memória não elimina distorções.
E inteligência não elimina a necessidade de discernimento.
Talvez uma das formas mais perigosas de ignorância seja aquela capaz de construir excelentes argumentos para não reconhecer a própria ignorância.
Quanto melhor pensamos, maior deveria ser nossa responsabilidade de pensar sobre como estamos pensando.
Porque a inteligência pode construir argumentos.
Mas somente a revisão permite descobrir quando os argumentos começaram a construir a inteligência que os defende.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador
QUEM DECIDE POR VOCÊ QUANDO VOCÊ NÃO DECIDE?
Há pessoas que passam a vida inteira fazendo escolhas que nunca foram verdadeiramente suas. Reproduzem expectativas, obedecem aos próprios medos e confundem adaptação com liberdade.
O maior perigo não é alguém controlar sua vida. É você acreditar que está no controle enquanto apenas executa decisões que outros escreveram.
Consciência sem autoria é perceber a vida e permitir que outros a escrevam.
É sobre essa diferença entre existir, escolher e assumir a própria trajetória que desenvolvi minha pesquisa científica sobre o Método PROTAGONISTA.
Pensar por si mesmo não é pensar em si mesmo.
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor e Pesquisador
19 de outubro de 2026
POR QUE AS PESSOAS ACREDITAM EM FAKE NEWS, MESMO DIANTE DAS EVIDÊNCIAS?
Porque nem sempre procuram a verdade. Muitas vezes, procuram informações que autorizem aquilo em que já decidiram acreditar.
A mentira mais perigosa não é aquela que engana os olhos, mas aquela que encontra abrigo nas convicções.
O senso comum comumente mente.
Em minhas pesquisas sobre Alfabetização do Discernimento Consciente e METADISCERN, examino precisamente esse problema: a incapacidade de distinguir a força de uma crença da qualidade das evidências que a sustentam.
Quem acredita sem examinar pode acabar defendendo a própria manipulação.
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor e Pesquisador
19 de outubro de 2026
TER RAZÃO NÃO SIGNIFICA SABER PENSAR
Há pessoas que chegam à conclusão correta pelo caminho errado.
Acertam por sorte, por influência, por imitação ou simplesmente porque alguém lhes entregou uma resposta pronta.
Mas acertar não significa, necessariamente, compreender.
Uma pessoa pode defender a verdade sem conhecer suas razões. Pode repetir um argumento correto sem conseguir sustentá-lo. Pode até vencer uma discussão sem ter entendido o problema.
O acerto não absolve a ausência de reflexão.
Na investigação sobre a Inteligência Discernitiva, uma questão merece atenção: devemos avaliar apenas a conclusão alcançada ou também os critérios utilizados para chegar até ela?
A resposta certa pode esconder um raciocínio frágil.
Quem acerta sem compreender pode errar sem perceber.
Carlos Eduardo Balcarse
31 de outubro de 2026
ORCID: https://orcid.org/0009-0005-3484-6914
Pesquisa relacionada: Inteligência Discernitiva, Consciência e Calibração da Autoridade Funcional.
DOI: https://doi.org/10.55892/jrg.v9i21.3936
SABER O CAMINHO NÃO É O MESMO QUE CAMINHAR
Quantas pessoas sabem o que precisam fazer, mas continuam fazendo exatamente o contrário?
Conhecem os riscos. Reconhecem as consequências. Identificam alternativas. Ainda assim, permanecem presas aos mesmos comportamentos.
Talvez porque conhecimento e ação não sejam acontecimentos equivalentes.
Entre compreender uma situação e agir sobre ela, existem emoções, hábitos, expectativas, conflitos e condições que nem sempre conseguimos reconhecer.
O conhecimento aponta caminhos. Não movimenta os pés.
Essa diferença ajuda a formular perguntas sobre o papel do discernimento na relação entre emoção e ação.
Não basta descobrir o que sabemos. Precisamos investigar o que fazemos com aquilo que sabemos.
A transformação começa quando o conhecimento deixa de ser apenas uma explicação e passa a participar das nossas escolhas.
Carlos Eduardo Balcarse
31 de outubro de 2026
ORCID: https://orcid.org/0009-0005-3484-6914
Pesquisa relacionada: Discernimento na Regulação da Relação entre Emoção e Ação.
A SOLIDÃO NEM SEMPRE ESTÁ NA AUSÊNCIA DE PESSOAS
Há quem esteja sozinho e se sinta em paz. Há quem esteja cercado de pessoas e experimente uma profunda sensação de isolamento.
Porque companhia e conexão não são acontecimentos equivalentes.
Podemos conversar durante horas sem nos sentirmos compreendidos. Podemos receber centenas de mensagens e continuar sem encontrar alguém com quem dividir uma preocupação verdadeira.
Estar rodeado de pessoas não significa estar acompanhado por elas.
A solidão não se mede apenas pela quantidade de pessoas presentes, mas também pela qualidade dos vínculos que conseguimos construir.
Nem toda ausência representa abandono. Nem toda presença representa acolhimento.
Há distâncias que se medem em quilômetros. Outras existem entre duas pessoas sentadas lado a lado.
Carlos Eduardo Balcarse
31 de outubro de 2026
ORCID: https://orcid.org/0009-0005-3484-6914
É a política que matou essa geração, como estádio as pessoas jogam a culpa um no outro com todas possíveis técnicas.
Tome nota !
Pensadores são pessoas que dedicam a vida a refletir, questionar e criar teorias sobre a existência, a sociedade, a ciência e a moral.
Sou um bom pensador?
Bem essa é uma pergunta que instiga toda mente desafiadora, afinal..
o valor é ditado pela maioria, a sociedade dita o valor mesmo quando não há s for, é valor, caso contrário não é, no final tudo dependerá da decisão da maioria. É preciso muitos tomates para enfrentar essa maioria com garra.
ESCUTATÓRIA
Quão desafiadora é a arte de ouvir atentamente
Tantas pessoas ávidas para serem escutadas e acolhidas
Muitas vezes, somos tentados a interromper e aconselhar
Parece que sabemos sempre o que é melhor para o outro
Esquecemos que cada ser humano é um
mundo à parte, complexo e único
Em algumas situações, falta humildade para
entendermos que não somos donos da verdade
Para acolher alguém com empatia e humanidade
é necessário nos despirmos de toda vaidade
E assim, respeitar convicções, escolhas
limitações e os desejos do outro
O desabafo pode ser um pedido de socorro
de uma alma que chora
O acolhimento é um ato de amor que pode salvar vidas
Silenciar os barulhos internos e externos
para ouvir com atenção é raridade
Por isso, nutrimos um certo encantamento
pelas pessoas que sabem escutar
#TextoAutoral#Reflexão#Vulnerabilidade#Alma#EscutaAfetiva#Fragilidade#Humildade
#Empatia#Humanidade
“Ninguém nasce idiota, mas algumas pessoas gostam de aperfeiçoar essa condição ao longo da vida.”
— Urbano Cardoso
O amor é como uma montanha russa.
Á pessoas que iram subir nela.
E outras que querem, mas tem medo de subir.
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