Poemas Pequenos de Beleza
Há uma beleza triste em quem aprende a aceitar limites. Não é rendição, é sabedoria que se disfarça de resignação. Quem aceita limites encontra mais espaço interior. Porque o que cedia a excesso, agora descansa em medida. E essa medida devolve a paz roubada pela ilusão do tudo.
A beleza do amanhã mora nas tarefas invisíveis de hoje. Enquanto espero milagre, faço as coisas pequenas com exatidão. Lavo pratos, escrevo bilhetes, rego vasos sem testemunhas. Pequenos atos acumulam-se e, sem barulho, erguem futuro. E o amanhã, quando chega, parece menos miragem e mais casa.
O coração ferido só cura quando a mágoa é exilada, a beleza não está em esquecer, mas em ressignificar. O tempo não tem que nos encantar, ele precisa apenas nos oferecer a maturidade de ver o perdão como um ato egoísta de libertação própria.
A beleza autêntica não é a luz projetada, mas a luminescência residual da alma que se aceitou na escuridão mais funda, o brilho não vem da aclamação do palco, mas da fornalha interna do autoconhecimento.
A beleza é sempre a marca da ousadia, a prova clara de que você saiu da zona de conforto. O que é seguro, fácil e sempre igual é, por natureza, o lugar vazio que a memória nunca vai se interessar em guardar ou visitar.
Há uma beleza discreta nas despedidas sem motivo. Elas são como portais que não explicam viagem. Saímos de algo e carregamos somente um pedaço. Esse pedaço nos protege do vento intenso. E com ele seguimos, aprendendo a ser pequeno e inteiro.
Há noites em que a esperança veste roupas de luto. Parece estranho, mas existe beleza até nisso. Aceitar o luto como parte do caminho é bem-vindo. Porque nele às vezes surge um novo broto. E o broto é o começo de outro começo.
A ilusão tem a beleza efêmera de um castelo de areia na maré alta e o desmoronamento ensina o valor do que é sólido.
Há flores que só florescem no concreto da dor e a beleza delas é a prova de que a vida sempre encontra um caminho.
Dois gestos singelos, prefaziam o verbo manuscrever. E soltaram em mim, a beleza da escrita à mão e a memória intacta de sonhos, pensamentos de vida registados no papel.
“Na beleza que vejo em você e nas semelhanças dos nossos pensamentos, é no seu ser que o meu se reconhece”
Se eu fosse um poeta, escreveria versos infinitos sobre a sua beleza. Se eu fosse um pintor, criaria obras de arte inspiradas em seus traços perfeitos. Mas como sou apenas alguém admirador, digo com sinceridade: você é a mais bela princesa que Deus já criou.
No esbarrão entre a Beleza da Oratória e a Sabedoria do Silêncio, quem mais se destaca é a Perícia da Escuta.
Às vezes, alguns Desavisados precisam tropeçar na beleza dos Bem Resolvidos para lembrar que a Felicidade existe.
Não adianta ficar parada esperando a vida passar.
A beleza da existência é lutar por aquilo que seu sonho permite alcançar...
