Poemas Pequenos de Amor
Falar de amor virou ato de contrabando entre a dureza do mundo. Levo-o escondido no peito como quem leva pérolas em bolsos rasgados. Quando entrego, minhas mãos tremem, não por medo de perder, mas por saber que a dádiva pode curar lugares onde o sol não entrou.
A Bíblia é o único livro de amor em que o protagonista escolhe dar a própria vida pelo vilão da história.
Em partida, o amor não vai embora de uma vez, ele se despede devagar, deixando a casa cheia de ecos, porque algumas ausências continuam morando na gente muito depois do adeus.
O amor nasce simples como estrada de chão, cresce entre olhares contidos e promessas impossíveis, e sofre calado porque nem todo sentimento pode atravessar a cerca que separa o coração do destino.
O amor entra em silêncio, como uma soprano antes do primeiro agudo, e de repente tudo em nós aprende a doer bonito, como se o sofrimento fosse
apenas outra forma de cantar.
O amor que me cura não exige perfeição. Ele pede apenas coragem para chegar com as mãos vazias. Acolhe os termos e as condições sem contrato. E na simplicidade do gesto, tudo se transforma. Porque amor que exige pouco é o que mais dá.
O amor supera tudo num pensamento que suspira em renúncias confusas num corpo que desperta cuja alma ainda adormece.
Mesmo que tuas forças se esgotem, lembre-se de que Deus continua agindo em teu silêncio, o amor e cuidado Dele estarão sempre em movimento, segurando tua alma em posição fetal.
A gratidão a Deus vai além de palavras bonitas; é um coração rendido que reconhece Seu amor, cuidado e propósito em tudo. Quando agradecemos, nos alinhamos com a vontade d’Ele e abrimos espaço para mais da Sua graça em nossa vida.
Quanto mais você se conhece, mais você deve se render ao amor d’Ele. Conhecer suas falhas não é o fim — é o início de uma vida dependente da graça. E a graça não envergonha, ela levanta.
Amar, portanto, é seguir o exemplo d’Ele: não ter medo de se humilhar por amor, não ter receio de sofrer por quem se ama, e principalmente viver com a consciência de que não há mais condenação (Rm 8:1).
Tu és o amor que não se envergonhou de mim. Obrigado por ter levado minha culpa e minha vergonha, e por ter me dado uma nova identidade em Ti. Que minha vida seja sempre testemunho da Tua glória. Amém.”
“Deus é amor” não significa que Ele aceita sua desobediência. Amor verdadeiro corrige, disciplina e transforma.
