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Poemas para uma pessoa que te feriu

Cerca de 15382 poemas para uma pessoa que te feriu

Se vai ferir seja frio para golpear,
Mas esteja pronto para o resultado,
Se vítima levantar.

Uma dose sem gelo por favor,
Pra desinfectar a ferida de um amor líquido,
Oferecido a conta gotas.

Se sentir que vai morrer de saudade,
Procure distância de quem te feriu.
Isso não é sobre orgulho,
É sobre dignidade.

Palavras que ferem !!

Como um punhal que finca na mente,
Com o poder de magoar o coração,
Sem medir consequências, destroi,
Não tem amor, necessidade em ferir,

Não consegue mensurar o poder,
Em dizer o que poderia ser evitado,
A necessidade da razão sem ética,
Dizer o que pensa, sem desapego,

Palavras têm lâminas invisíveis,
Não rasgam a pele, mas o silêncio,
A digninidade guardada no peito,
De quem escuta, no tom de um toque,

Não ecoam somente no ouvido,
Ficam andando pela memória,
Sem gritos, sem ofensas claras,
Mas que ferem no fundo d'alma,

Chegam em frases quase comuns,
Carregam os espinhos na intenção,
Como pedras atiradas na consciência,
Lacerando a mente, em consideração,

Entre justificativas e conselhos,
Há sempre um peso escondido,
Um julgamento que vem vestido,
De uma pseudo preocupação,

E quem a recebe,
Fica perplexo,
Entre duas dores:
A de responder,
Ou a de guardar.

Salvador Faria

E mesmo ferido,
Meu coração resiste:


"Do luto nasce um amor
mais profundo.
Pois quem amou de verdade
Entende que amar é viver-
Mesmo em ruínas da Alma."

Resta o vázio



Como decifrar a ferida do coração?
Ainda sangram quando olho suas fotos, quando você sorri para outro e não para mim.


Como decifrar a ferida do coração?
Quando a ferida ainda não cicatrizou,
Desde que você partiu
E nunca mais voltou.


E mesmo que o tempo tente apagar,
O eco do seu riso ainda me persegue, como um fantasma que não sabe partir, ea ferida…
ela sussurra seu nome em silêncio.


E no fim, só resta o vazio
que você deixou.

O tempo é vento traiçoeiro.



Eu te encontrei quando o mundo falava baixo,
quando meus dias cabiam em silêncio e rotina.
Teu nome surgiu como quem não pede licença,
e o coração, distraído, abriu a porta sem defesa.


Tuas mãos não prometeram eternidade,
mas ensinaram o agora a respirar melhor.
Nos teus olhos aprendi que o amor não grita:
ele fica, mesmo quando o medo chama mais alto.


Pintei futuros no contorno do teu riso,
mesmo sabendo que o tempo é vento traiçoeiro.
Ainda assim, escolhi te amar inteiro,
porque metade de amor também é solidão.


Se um dia fores ausência, não te culpo:
há encontros que existem só para salvar.
Ficas em mim como luz depois do pôr do sol —
não ilumina o caminho, mas prova que valeu brilhar.

Lembrei de ti


Lembrei de ti sem aviso,
como quem abre uma ferida antiga
e encontra nela ainda quente
o nome que nunca foi meu.


Te amei em silêncio, amor não devolvido,
fiz do olhar um abrigo e do sonho um lar.
Enquanto teu coração seguia outro rumo,
o meu ficava, esperando qualquer sinal.


Guardei teus gestos como quem guarda cartas
que nunca serão enviadas.
Sorri por fora, sangrei por dentro,
aprendi a te amar sem existir em ti.


Hoje lembro de ti sem pedir nada,
apenas com a saudade mansa de quem aceitou.
Amor não correspondido também é amor —
só dói mais, porque fica.

Não foi o inimigo que me quebrou,
foi quem jurou ficar.


As feridas que carrego
não vieram da guerra,
vieram do amor usado como faca,
de palavras que entraram sorrindo
e saíram rasgando.


Meu coração
não tem cicatrizes de ódio,
tem cortes de afeto mal usado,
tem marcas de quem entrou como abrigo e saiu deixando escuridão.


Aprendi tarde:
algumas pessoas não matam o corpo, matam a luz.


E essa morte
não deixa sangue…
deixa ausência.

Quando o ontem fica aberto como ferida mal costurada,
o amanhã vira palco de ensaio —
não porque superamos,
mas porque ainda tentamos entender onde sangrou.

Hipócrita


Isso foi tudo que restou,
um caco de vidro enterrado no peito,
memória ferida que sangra silêncio,
eco de promessas que morreram no escuro.


Teu amor, hipócrita,
era fogo disfarçado de abraço,
ceniza quente que queimava e sorria,
um veneno doce que se escondia nos lábios.


E eu, naufrago de tua ausência,
vago entre sombras de nós que não existem,
cada suspiro um grito afogado
no abismo de um desejo que nunca volta.

Ele cura feridas com um simples toque, faz do pouco um infinito em nós.
Mas cobra caro quando vira posse,
quando ama alto e escuta a sós.

⁠Há encontros que nos moldam
e despedidas que nos ensinam.
A dor não vem só para ferir,
ela chega para transformar.
E quando tudo parece caos,
talvez seja apenas a vida nos alinhando.

A polarização conseguiu expor o que há de pior no Comportamento Desumano: a Hipócrita Ferida Aberta.


Nela, o Sujo nem se constrange em falar do Mal Lavado, e ambos alisam suas próprias mazelas.


Quando as convicções deixam de ser pontes e passam a ser trincheiras, o debate se transforma em Espetáculo Moral.


Cada lado passa a enxergar no outro não um Adversário de Ideias, mas um Inimigo de Existência.


E, nesse cenário, a coerência deixa de ser virtude — torna-se obstáculo.


A hipocrisia prospera justamente aí: no terreno onde a crítica é seletiva e a indignação quase sempre tem dono.


O erro do outro é prova definitiva de sua perversidade; o próprio erro, quando aparece, vira detalhe, contexto, exceção ou silêncio.


Assim, as consciências vão sendo anestesiadas pelo conforto de pertencer a um lado.


O curioso é que, quanto mais se denuncia a sujeira alheia, mais se normaliza a própria lama.


A acusação vira perfume moral: quem acusa se sente automaticamente absolvido.


E, pouco a pouco, já não importa mais a verdade do que se diz, mas apenas a utilidade do que se aponta.


Talvez seja por isso que a polarização produza tantos juízes e tão poucos examinadores de si mesmos.


É mais fácil carregar a lanterna para iluminar o rosto do outro do que suportar a claridade sobre o próprio.


No fim, o que se vê não é uma disputa entre virtudes, mas um espelho quebrado onde cada lado enxerga apenas os estilhaços que lhe convêm.


E enquanto todos se ocupam em provar quem está mais limpo, a hipocrisia — essa velha senhora muito bem adaptada — continua reinando tranquila, vestida com as cores de todos os lados.⁠

Há feridas que são mais cortantes que faca de dois gumes, mas há reflexões que são bainhas sob medida!


Há feridas que sangram silenciosas, invisíveis aos olhos alheios, mas que rasgam a alma com a precisão de uma lâmina afiada.


Não é a força do corte que as torna temíveis, mas a forma como se instalam, corroendo aos poucos a coragem de quem as carrega.


Palavras não ditas, gestos que doem, perdas que jamais encontram adeus — tudo isso é uma faca de dois gumes, que fere tanto quanto ensina a temer.


E, no entanto, há reflexões que chegam como bainhas sob medida.


Elas não evitam o corte, mas oferecem suporte, amparo, um contorno que protege sem impedir o movimento.


São pensamentos que alinhavam o fio da consciência, que transformam a dor em aprendizagem, a confusão em clareza, o remorso em reconhecimento.


A bainha não tira o corte da lâmina, mas permite manejá-la com firmeza e segurança.


A diferença entre sofrer e compreender, entre se perder e se reencontrar, está nesse equilíbrio delicado.


Ferir é inevitável; ser ferido é humano.


Mas refletir com honestidade, com coragem, é criar espaço para que cada corte se transforme em cicatriz, e cada cicatriz, em história que fortalece sem endurecer.


Porque, no fundo, a vida só se revela plenamente a quem aprende a conviver com a lâmina e a bainha — a dor e a consciência, a ferida e a reflexão, o corte e a proteção.




⁠Não podemos seguir — Ferindo o Próximo, Ferindo o Mundo


Já estamos quase conseguindo transformar o Paraíso — chamado mundo — que nos foi entregue,
Numa verdadeira bola de neve...


Insensíveis, imprevisíveis e gananciosos,
já não queremos dividir o mundo —
queremos tomá-lo, dominá-lo.


Por capricho, descuido ou maldade,
estamos ferindo quem deveríamos cuidar:
o próximo.


Com tanta gente disposta a ferir,
precisamos cuidar um pouco mais de nós mesmos...


Mas é preciso sermos cuidadosos
até no ato de nos proteger —
para não nos blindarmos
a ponto de nos empedernir.

⁠Talvez acreditar que mais ninguém esteja Ferido — seja só outra forma medonha de Ferir.


Porque a dor, quando não ouvida, vira eco.


E quando presumimos que o mundo está inteiro, deixamos de perceber os cacos que alguém tenta segurar com as próprias mãos.


A verdade é que ninguém sai ileso da travessia — enquanto uns sangram por dentro, outros tentam esconder os cortes com sorrisos.


Estamos quase todos lutando com dores, dificuldades e problemas…


Ainda que diferentes.


Mas ignorar o sofrimento alheio é como esbarrar em uma ferida aberta fingindo ser só o vento.


Empatia não é diagnóstico — é presença.


É a coragem de admitir que talvez o outro também esteja lutando uma guerra que não machuca e apavora somente você.


E que às vezes, só de reconhecer a batalha, já deixamos de ser um potencial inimigo sem perceber.


Se não soubermos enxergar a dor do outro, a nossa também ficará sem testemunha.


E nada fere ainda mais do que sofrer sozinho num mundo que insiste em parecer inteiro.


A vulnerabilidade compartilhada e o reconhecimento mútuo do sofrimento são, talvez, os caminhos mais curtos para nos sentirmos menos frágeis em um mundo tão quebrado.


Em meio a tantas dores, dificuldades e problemas, quem presume não tê-los — ou imagina que o resto do mundo segue ileso — acaba sendo, sem perceber, a parte mais perigosa deles.

Vassalo de nossas almas...
Traidores de nossa patria...
Arautos da politica meros atrozes..
Filhos perdidos de mundo esquecido,
A vida floresce na dor daqueles que ousam
ser insensato."
Para poucos insanos a politica é um ato do cabresto,
Num suposto estado de alienação...
Lobos são pastores de ovelhas cegas conduzidas para um abismo...
Para poucos o homem preso em gaiola toma forma.
Simbiose do ser atônito e o ser teórico ganham forma num novo contexto.

​Às vezes, o olfato me trai e me devolve aquele cheiro ferroso, acre, de um tempo que eu gostaria de ter deixado para trás. Vejo-me novamente confinado naquelas caixas de concreto frio, em quartos de hospital onde o sol nunca ousava entrar com força. A memória é um curto-circuito, flashes de um ambiente sem relevo, uma monotonia de cinzas onde o único relevo era o barulho incessante das máquinas monitorando o que nos restava. É uma lembrança que não flui, ela fere em fragmentos frios e mecanizados.


- Tiago Scheimann

Dizem que o tempo cura tudo,
que as feridas se fecham, as cicatrizes desaparecem,
as dores cessam e que as lagrimas secam, passei muito tempo a acreditar nisso. Mas a verdade mesmo é que nada melhor do que uma boa dose do amor próprio.