Poemas para uma pessoa que te feriu
É que das feridas
eu fiz canteiros férteis,
onde floresço versos
como quem transforma dor
em estação de primavera.
Reguei cicatrizes
com silêncio e insistência,
adubei perdas
com a coragem de permanecer.
E onde
antes sangrava,
hoje brotam palavras.
Porque a terra que fui
e que sou
não recusou a estiagem,
aprendeu a germinar
por si só.
✍©️@MiriamDaCosta
Quem sou eu?
Eu sou um corpo feito
de marés e memórias,
uma ferida que canta,
um silêncio que grita
e um grito que se recolhe
na beira de si.
Eu sou uma ponte
entre o ontem e o nunca,
um território de palavras
que sangram e florescem,
um abrigo de ventos
onde o tempo se senta
para ouvir histórias
que só a minha alma sabe contar.
Eu sou a pergunta
que não se cansa de perguntar:
"Quem sou eu?"
E é nessa busca
que sou mais inteira.
Quem sou eu?
Eu sou um processo,
não um produto.
Não sou um “quem” pronto,
mas um vir-a-ser constante.
O que eu chamo de “eu”
é um fio tecido
de memórias, escolhas
e esquecimentos,
um enredo que se escreve
enquanto é vivido.
Meu “eu” não está fixo no passado,
nem garantido no futuro;
ele existe apenas no instante
em que é percebido, sentido, vivido,
e nesse instante já começa
a mudar e evoluir.
Talvez eu não seja “algo”,
talvez seja o próprio movimento
de tentar descobrir o que sou.
Quem sou eu?
Eu sou aquela pessoa
que carrega poesia até no jeito
de se indignar com o mundo.
Que olha para a dor com coragem,
mas também sabe colher
beleza nas frestas.
Eu sou intensa, no bom sentido
de “não caber em rótulos”,
e sensível de um jeito
que não é fraqueza, é radar.
Eu falo com o Tempo
( Óh! O Tempo!)
como quem dialoga
com um velho conhecido
e escrevo como quem rasga
a alma para arejar.
No fundo,
eu sou feita de perguntas,
mas vivo como quem sabe
que a resposta é
continuar perguntando...
✍@MiriamDaCosta
Você não pode se curar de uma ferida se continuar acreditando que ela foi um carinho.
- Vanessa Costa Lima
Sangue tóxico
Em pensamento já feri milhares
Em minha alma reina obscuridade
Se ser jovem significa se intoxicar
A juventude não pode me representar
Nenhuma droga me acalma
Nenhum vício me sustenta
Dispenso os falsos abraços
Prefiro beijos prolongados
Há quem ache prazer no veneno
Outros reclamam de tudo
Como se o destino tardasse
Ele decide bater na porta
Não há devedor para acertar
Nem a conta pode ser quitada
Diversas bocas querendo falar
Mas eu não quero ouvir nada!
Um sangue que contagia
A honra sendo confrontada
Um truque que parece magia
E várias famílias desabrigadas
Inferno é jogo, sofrer é treino
Juro que agora não mudo
Mesmo se me obrigassem
Sou eu que traço minha rota.
Eu não sou do tipo que, diante de uma ferida, coloca apenas um curativo por cima e finge que está tudo bem, dizendo que ela vai sarar sozinha ou que não houve culpa nenhuma no corte que a causou.
Sou do tipo que limpa a ferida, aperta para o pus sair e trata a infeção pela raiz, para que não se espalhe pelo pé inteiro. Vai doer? Vai, sim. Mas é necessário, e é para o teu bem.
Há centenas de outras maneiras
de poder me matar ou me ferir
cada uma sendo mais torturante.
Umas causam minha morte rápida
e outras ficam na minha memória
mas nenhuma nunca será indolor.
Um dia, todas vão ter o momento
todas terão vez para me assombrar.
Duas, três... Talvez infinitas vezes.
Pensar é livre, ferir com o pensamento é escolha; e a maioria escolhe ferir: não por verdade, mas por fraqueza.
O pensamento não ilumina; ele expõe. E o que expõe no homem é podre.
Refletem sobre a vida, mas não a compreendem; discutem a sociedade, mas são a sua doença.
Interpretam fenómenos, mas continuam cegos.
A mente humana não busca verdade; busca domínio. Cada ideia é uma lâmina.
Cada opinião… uma tentativa de impor-se sobre o outro; não pensam para construir, pensam para destruir.
E chamam isso de liberdade.
No fim, não há diálogo; há confronto.
Não há razão; há ego. Pensar nunca foi o problema. O problema… sempre foi o homem.
Trair é escolha, não falta de opção. É falta de caráter.
Amar é sentimento, não escolhe.
Gostar é passageiro, mas nem sempre passa rápido.
“A ferida não desaparece, mas cicatriza na medida em que é reconhecida, integrada e ressignificada.”
- Trecho do livro Quando o pai falta:
a ferida da ausência paterna e o caminho de maturidade da alma
Algumas feridas não se resolvem com o tempo. Elas atravessam, permanecem, se manifestam em silêncio.
O que não é reconhecido não se dissolve. Se repete, se infiltra, se atualiza nas relações e nas escolhas.
A tentativa de esquecer não cura.
A negação só mantém a ferida em estado ativo.
Cicatrizar exige outra coisa.
Exige sustentar o contato com o que doeu, sem fugir, sem distorcer.
É nesse encontro que algo se desloca.
Não porque a ferida desaparece, mas porque deixa de comandar.
No fim, integrar é isso.
Não apagar a dor, mas não viver mais a partir dela.
`ansiedade`
Tudo vai bem até ela chegar
Me convencendo que todos mentem para não me magoar.
"No fundo, você sabe que por alguma razão eles vão te odiar."
Eu sei disso, mas para que me lembrar?
Odeio o fato de ser sensível
Não importa o quanto ignore meus sentimentos, a dor sempre será inesquecível.
Ignorar meus sentimentos faz com que eu os confunda,
"Se tornando uma pessoa confusa."
Sentir a dor me faz ficar mais fraca,
"Sendo vista como uma pessoa chata."
Aceitá-la me faz sentir nada,
"mas no fundo você sabe que é uma alma desesperada."
"Afinal tudo isso é um grande exagero.
Está sendo dramática o tempo inteiro, mas não percebe seu desespero?"
Será que dá pra calar a sua boca, por um segundo?
Fala 24 horas por dia, mas não me deixa descansar um minuto!
Eu entendo que agora está no domínio do meu corpo.
Mas eu imploro para me deixar dormir um pouco!
*Data:13/07/2025
Já que não falas mais comigo
Não falarei contigo também.
Se estas com o coração ferido
Meus sentimentos por ti também.
Caso um dia queira um Amigo
Eu te quero também.
WE foi bordando as minhas feridas
com versos,
que as cicatrizes da minha alma
se tornaram paisagens de poesia.
✍ @MiriamDaCosta
Escória
— Delete-me!
Bloqueie, exclua.
Apague todas as mensagens
desta'alma ferida e nua.
Podre, feito pessoa
jogada no lixo.
Algo sem valor,a toa
que você descarta
por capricho.
E eu, abandonada,
feito alma torta,
sem perceber que você
realmente não importa.
Fico aqui largada,
a escrever desprezada
no vazio de emoções.
A inspiração maltrata,
e viro poeta por capricho...
Sobras de letras, escória,
chorando feito um bicho.
Andréa
Menos vaidade espiritual, mais humildade pra pedir perdão. Menos orgulho ferido, mais gente curada.
Janice F. Rocha
Silêncio, a arma invisível
É triste a traição contida e inesperada.
Às vezes, o silêncio pode golpear.
É uma erosão de humilhação e, ao meu ver, o silêncio é uma arma — uma arma muito poderosa — capaz de marcar você para sempre.
Feridas que Ainda Sentem…
Há corações que são como homens de guerra: desconfiados, explosivos e, no impulso, atiram em quem quer que seja. Lutam tanto por estratégia e nada deixam ao acaso. Saem das batalhas cansados, machucados.
E, quando surge um novo alvo, às vezes levantam a bandeira branca ou se escondem — não por estratégia, mas por cansaço, por não acreditarem mais.
Então, quando se conhece um coração cheio de cicatrizes, que não pode ser comprado, tudo o que eu quero é oferecer muito amor a esse coração machucado.
❝ ...E no decorrer do tempo nós vamos aprendendo
com nossos erros, acertos e tombos, algumas feridas,
e cada dia nos tornamos mais fortes, e dispostos a
enfrentar e recomeçar. O mais importante é dar o
primeiro passo, cultivar flores e fazer florir o jardim
da nossa vida.....❞
Não é um sol que ofusca, mas um brilho que aquece,
Que toca as feridas com a ponta de um verso manso.
Sob o som desse alento, a angústia enfim adormece,
E o peito encontra o ritmo doce do descanso.
---------- Eliana Angel Wolf
