Poemas para um Amigo Passando por Dificuldades
Um jovem me perguntou: amigo, qual o sentido da Vida?
Me lembrei quando mais jovem também ter "viajado" nessa ideia; e ter vivido momentos de turbulência cruéis.
Li, pesquisei, perguntei, questionei, ouvi, meditei, andei e sofri muito!
E, após muitos anos, descobri o 'incrível': que tanto a Vida, quanto o sentido D'ela, só podem ser compreendida e assimilada 'vivendo'. Não como ego, mas como Alma.
As pessoas são complicadas.
Não importa se você já fez de tudo pra ajudar um amigo, se você já passou a noite acordado para ajudá-lo em algo, seja o que for, desde um trabalho até simplesmente seu ombro amigo, sua atenção e dedicação. Não importa o carinho, o cuidado e a cumplicidade que um dia existiu. Importa é se você comete um erro, é como se tivesse sido passada uma borracha na história de vocês. Isso leva à reflexão: Era recíproco ou utilitário? Bem, seja o que for, essas super pessoas à prova de erros não perdoam. E se você não está bem para corresponder à expectativa dessas pessoas? Piorou...
Chega uma hora que cansa demais. E você simplesmente segue.
São meus os meus motivos
Meu querido amigo
Estar contigo é um prestígio
Contigo condigo
Me sinto acolhido
Sua amizade me motiva
Mas...
São meus os meus motivos
Eles estão contidos no caminho que eu sigo
E o caminho
Este que te digo
É de caminhar sozinho
Vás...
Tu também tem seu caminho
Tu também tem seus motivos
Ide além por onde for
Brilhe esse seu brilho
Seja livre meu amigo
Aliás...
Sabes que pode contar comigo
Estarei sempre pertinho
Entrelaçado em espírito
Entre rosas e espinhos
Estarei a todo ouvidos
A nós. .
Paz.
"Um ombro amigo ameniza a dor de um coração ferido.
E você foi meu Sol na hora mais escura da minha vida,
O arco ires depois de uma Grande Tempestade. Sua
presença foi o que mais me deu forças para continuar,
obrigado".
Ante a perda de um amigo, lembre-se que
o afeto compartilhado fica com você.
Foi especial tê-lo conhecido e um presente ter a sua amizade.
Procure pensar assim.
A morte leva as pessoas, mas não os sentimentos e experiências vividas.
Feliz é quem possui amizades sinceras, pois amigo é um sentimento mais leal que existe.
O amor de um amigo não se pede não se compra e não se vende é a fidelidade que acalenta um coração ferido.
Sem questionamentos entende o caí de uma lagrima e consola sem pedir nada em troca.
Benditos os amigos sinceros e reais que não se rende e faz com que os sentimos dentro do coração.
Falar a verdade a um amigo é uma perspicácia, e nem sempre lhe garante permanecer na amizade.
Nara Nubia Alencar Queiroz
Há um anjo em minha vida
que está sempre comigo
Vive em minha casa
e é mais que amigo
Enviado por DEUS
guia a Sua Luz
ilumina meus passos
na escuridão me conduz
Amigo e presente
alegra meu ser
É música festiva
que me ensina a viver
Meu anjo de Luz
Companheiro de estrada
Segura a minha mão
nessa caminhada.
todos temos nossas próprias dificuldades
todos estamos passando pelo mesmo plano
sentimos basicamente as mesmas dores
vivemos mais ou menos a mesma vida
preocupamos cada dia menos com o outro
e pior ainda, nosso planeta grita
e não fazemos nada para socorrê-lo
gritamos ainda mais com o outro
e exigimos alguém para nos ouvir
está decretado o fim da gentileza
das palavras mágicas
do respeito
da caridade
da solidariedade, enfim
e ainda estamos nesta de querermos ser melhores do que os outros
o fato é que, ninguém é melhor que ninguém
independente de ter ou não
a morte vem para todos
mais dia menos dia
e tem quem fale que a morte não existe
pra mim, ela é o apagar da luz
acordo sim em outro plano
quem sabe e se não me engano
dependendo do que fui aqui
cada vez mais perto de Jesus!!!
amor é ter alguém soprando primavera dentro de você enquanto o mundo arranca suas folhas, como um outono.
poderiam nos transportar pra um território em conflito no mesmo instante dos seus braços tocando minha costela e abraçando a minha desesperança que mesmo assim eu continuaria estagnado na sua clavícula.
na sua parte que ninguém mais tem.
SOB ESCOMBROS
Um tempo houve em que,
de tão próximo, quase podias ouvir
o silêncio do mundo pulsando
onde também tu eras mundo, coisa pulsante.
Extinguiu-se esse canto
não na morte
mas na vida excluída
da clarividência da infância
e de tudo o que pulsa,
fins e começos,
e corrompida pela estridência
e pela heterogeneidade.
Agora respondes por nomes supostos,
habitante de países hábeis e reais,
e precisas de ajuda para as coisas mais simples,
o pensamento, o sofrimento, a solidão.
A música, só voltarás a escutá-la
numa noite lívida,
uma noite mais vulnerável do que todas
(o presente desvanecendo-se, o passado cada vez mais lento)
um pouco antes de adormeceres
sob escombros.
Urbanização
Tudo o que vivêramos
um dia fundiu-se
com o que estava
a ser vivido.
Não na memória
mas no puro espaço
dos cinco sentidos.
Havíamos estado no mundo, raso,
um campo vazio de tojo seco.
Depois, alguém
urbanizou o vazio,
e havia casas e habitantes
sobre o tojo. E eu,
que estivera sempre presente,
vi a dupla configuração de um campo,
ou a sós em silêncio
ou narrando esse meu ver.
Jake: Pensava que você tinha um encontro esta noite?
Charlie: Não era um encontro. Uma experiência de encontro.
Megan: Qual é a diferença?
Charlie: Cerca de R$1500.
Cada Um
Cada um cumpre o destino que lhe cumpre,
E deseja o destino que deseja;
Nem cumpre o que deseja,
Nem deseja o que cumpre.
Como as pedras na orla dos canteiros
O Fado nos dispõe, e ali ficamos;
Que a Sorte nos fez postos
Onde houvemos de sê-lo.
Não tenhamos melhor conhecimento
Do que nos coube que de que nos coube.
Cumpramos o que somos.
Nada mais nos é dado.
Encontro-me de pé sob um céu estrelado
E sinto como o mundo rasteja
no meu sobretudo, para fora e para dentro,
qual um formigueiro
Flores
De um pequeno degrau dourado -, entre os cordões
de seda, os cinzentos véus de gaze, os veludos verdes
e os discos de cristal que enegrecem como bronze
ao sol -, vejo a digital abrir-se sobre um tapete de filigranas
de prata, de olhos e de cabeleiras.
Peças de ouro amarelo espalhadas sobre a ágata, pilastras
de mogno sustentando uma cúpula de esmeraldas,
buquês de cetim branco e de finas varas de rubis
rodeiam a rosa d'água.
Como um deus de enormes olhos azuis e de formas
de neve, o mar e o céu atraem aos terraços de mármore
a multidão das rosas fortes e jovens.
O Cão Sem Plumas
A cidade é passada pelo rio
como uma rua
é passada por um cachorro;
uma fruta
por uma espada.
O rio ora lembrava
a língua mansa de um cão
ora o ventre triste de um cão,
ora o outro rio
de aquoso pano sujo
dos olhos de um cão.
Aquele rio
era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água,
da água de cântaro,
dos peixes de água,
da brisa na água.
Sabia dos caranguejos
de lodo e ferrugem.
Sabia da lama
como de uma mucosa.
Devia saber dos povos.
Sabia seguramente
da mulher febril que habita as ostras.
Aquele rio
jamais se abre aos peixes,
ao brilho,
à inquietação de faca
que há nos peixes.
Jamais se abre em peixes.
Nada Fica
Nada fica de nada. Nada somos.
Um pouco ao sol e ao ar nos atrasamos
Da irrespirável treva que nos pese
Da humilde terra imposta,
Cadáveres adiados que procriam.
Leis feitas, estátuas vistas, odes findas —
Tudo tem cova sua. Se nós, carnes
A que um íntimo sol dá sangue, temos
Poente, por que não elas?
Somos contos contando contos, nada.
