Poemas para um Amigo Passando por Dificuldades

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⁠"Os defeitos são sombras passageiras diante da luz eterna de um coração bondoso."


EduardoSantiago

Hoje, o relógio corre tanto que uma hora se torna um sopro, um minuto apenas.


EduardoSantiago

Um ego inflado é uma prisão dourada; só o silêncio interior tem a chave para abrir a porta.


EduardoSantiago

Na sombra do vício, a liberdade é um eco perdido que só a coragem consegue resgatar.


EduardoSantiago

"Um retrato não revela quem você é, mas quem você teme que o mundo descubra no silêncio do olhar."


EduardoSantiago

O passado não é um lugar para visitar, mas uma sombra que insiste em caminhar na sua frente.


EduardoSantiago

Guardamos o passado como um espelho quebrado — quanto mais tentamos consertar, mas vemos nossos fragmentos distorcidos.


EduardoSantiago

Um homem que grita como se fosse dono do mundo,
mas é só eco vazio em peito profundo.
Grande no corpo, pequeno na alma,
carrega a força, mas não carrega calma.
Veste palavras de Deus como armadura,
mas nunca deixou que elas curassem sua própria fissura.
Usa o sagrado como palco e disfarce,
mas no silêncio é o ódio que ele abraça e reparte.
A verdade dele não é verdade...
é crença inflada pela própria vaidade.
Ele acredita, então impõe.
Ele impõe, então destrói.
Bruto no gesto,
agressivo no tom,
ignorante no modo de existir ...

acha que mandar é construir.
Quem não o conhece pode até acreditar,
mas quem já viu de perto sabe:
por trás da soberba existe medo,
e por trás do medo, um homem pequeno demais para amar.
E no fim, o que se diz não é ameaça, é fato:
sozinho ele volta...
porque ninguém suporta por muito tempo
o peso de um coração fechado e exato.
Ele traz o amargo no nome,
como se já tivesse nascido marcado,
como se o destino tivesse sussurrado:
“serás peso, não abrigo”.
Há homens que aprendem a amar.
Ele aprendeu a dominar.
Confunde respeito com medo,
confunde fé com discurso,
confunde força com excesso.
Ele não conversa... Ele impõe.
Não escuta... Interrompe.
Não sente... Reage.
O amargo não está só no nome,
está na forma de olhar,
no jeito de tocar que não acolhe,
no silêncio que antecede o ataque.
Há algo nele que sempre ameaça voltar...
Não por amor,
não por saudade,
mas por necessidade de controle.
E o mais duro de admitir?
Ele acredita na própria versão.
Se convenceu de que é justo,
de que é certo,
de que o mundo é que o provoca.
Mas quem carrega ódio como combustível
não constrói... Consome.
E no fim…
o amargo que ele espalha
é o mesmo que o corrói por dentro.
Porque ninguém vive em guerra constante
sem se tornar o próprio campo de batalha.

Ardi e deixei-me arder até só sobrar eu
Um eu que já nem eu própria reconhecia
O que é que se faz com as cinzas de quem sente demais?
Elas teimam em manter-me no passado e nada muda
Mas, no silêncio, eu mudei
Para longe das chamas, onde o fogo não chega
Sou água.

A memória lê o dia
de trás para frente

acendo um poema em outro poema
como quem acende um cigarro no outro

que vestígio deixamos
do que não fizemos?
como os buracos funcionam?

somos cada vez mais jovens
nas fotografias

de trás para frente
a memória lê o dia

Não quero ser só um poeta,
Eu quero ser a imensidão do amor;
Sim, imensidão do amor.

A tua incontestável venustidade representa um lindo vislumbre de um lugar reservado, a superficialidade delicada de um paraíso distante e inalcançável para muitos, considerando que o seu acesso é bastante seletivo, permite que o lúdico e a racionalidade andem juntos,

Por isso que nesse teu belo mundo particular, o recíproco é tão valorizado, um elemento aprazível muito salutar, onde o amor significa compromisso, os sentimentos precisam estar unidos aos atos, tu entendes que um laço não deve ser quebradiço e nem o romantismo ser insensato,

Assim, sabiamente, não te entregas fácil, precisas perceber que vale a pena de verdade, pois será de uma maneira plena, não pela metade, poder fazer parte do teu íntimo caloroso é uma bênção e pode ser visto através do brilho sincero dos teus olhos, nutrido de ternura e veemência.

(Só lágrimas)


Hoje eu acordei só lágrimas,
Olhei para o céu, um vazio
Profundo.
Olhei para o jardim, não me
Encantei,
E chorei.
Será, meu Deus,
Que estou perdendo aquela
Essência bonita do poeta,
Ou será apenas um momento
De desilusão,
De desilusão?

Não aceite menos que você merece,
Ou o que você já tem.
Trocados por miúdos,não é um bom negócio.

Nos dias de chuva, há sempre um olhar
perdido à janela. A vida, lá fora, segue
seu ritmo cinzento, mas, por dentro, o
silêncio é a única voz. É o momento em
que a alma chora sem fazer barulho, e
a chuva apenas lava o que já está
quebrado.

A Volta do Poeta Lunático

Estive perdido por um tempo,
tentando me encaixar em espaços que não me cabiam. Me matei por dentro por isso, me permiti sangrar para o benefício de outra pessoa.

As minhas muitas escolhas erradas me levaram à beira da loucura emocional. Logo já não era eu. Por pouco não me sucumbi à loucura dos sensatos, por pouco já não era eu.

A escuridão da solitude foi, por muito tempo, meu lar, mas nesse momento de loucura emocional não conseguia mais me encaixar também na solidão.

Não me encaixei no lugar onde jurei que era o meu, e a solidão não me permitia voltar. Foi estranho estar preso em alguém, mas se sentir sozinho e não poder desfrutar da solidão que tanto amei.

Logo vi que muitas decisões erradas eu tomei, inclusive a que fiz diante de promessas eternas, mas estava prestes a tomar mais uma. Mas essa era romper o laço que eu mesmo escolhi apertar.

A decisão errada, porém certa, que me traria de volta do caos em que vivi. Tenho novamente a virtude da solidão e a contemplo melhor agora, graças à maturidade das experiências com escolhas ruins e caminhos tortuosos.

O poeta lunático, o grande lobo solitário, está de volta ao lar.

Intensa entrega


Poucas palavras,
pele com pele,
bússola sentimental,
um mapa e o amor descoberto.

Há um tipo de egoísmo que não é barulhento, mas é cruel. Ele usa o outro como depósito de suas dores não elaboradas. Faz do afeto um campo de batalha e da intimidade um tribunal. E quando o outro reage, a resposta vem rápida: “você não me ouve”, “você me enxerga”, “cala a boca”. Como se calar resolvesse. Como se silenciar o sintoma curasse a causa.

Mandar o outro silenciar é, muitas vezes, uma tentativa desesperada de não ouvir a própria ferida. Porque a fala do outro toca onde ainda dói. E é mais fácil interditar a voz alheia do que sustentar o eco que ela provoca. O incômodo não vem do que foi dito. Vem do que foi despertado.

A projeção é um truque antigo do ego: eu coloco em você aquilo que não suporto reconhecer em mim. Se me sinto pequeno, acuso você de diminuir. Se me sinto culpado, transformo você em réu. Se estou confuso, digo que você é caótico. É uma transferência silenciosa de responsabilidade emocional. Um despejo psíquico feito sem contrato.

Ninguém se cura jogando peso nas costas de quem está por perto. Dor não trabalhada vira arma. Trauma não tratado vira acusação. Gente que não desapega das mágoas, transforma ferida em violência.

Curar-se é parar de usar as pessoas como espelho distorcido. É devolver a cada um o que é seu. É aprender a dizer “isso é meu” com a mesma firmeza com que antes se dizia “a culpa é sua”.

É olhar para o próprio desconforto antes de apontar o dedo. É perguntar “por que isso me atingiu tanto?” antes de decretar que o outro está errado. É suportar reconhecer as próprias sombras sem precisar terceirizá-las.

Quem manda calar a boca quase sempre tem medo de escutar ou só suporta escutar o que convém. Quem aprende a escutar a si mesmo, sem projeções, já não precisa silenciar ninguém.

O REFLEXO E A METAMORFOSE DA ILUSÃO




A busca por um parceiro ou companheiro é, fundamentalmente, a busca por um espelho. Não um espelho que reflete nossas imperfeições, mas um que ecoa nossos valores, sonhos e a essência de nossa alma. A ideia de que "os opostos se atraem" sugere uma completude por meio da carência, uma visão que rapidamente se mostra insustentável. As pessoas que realmente se conectam descobrem que a verdadeira força está na semelhança, na partilha de visões de mundo. Elas não buscam alguém para preencher um vazio, mas alguém para caminhar na mesma direção. É na igualdade de propósitos que a jornada se torna prazerosa e o destino, alcançável. Juntos, os iguais descobrem um novo horizonte, pois partem do mesmo ponto de entendimento e seguem rumo a um maravilhoso futuro construído em bases sólidas e compartilhadas.

“Não estou apaixonado; estou apenas assistindo a um sonho do qual não quero acordar.
E se for para morrer de desejo, que seja com uma trilha sonora de rock ao fundo…
porque a sanidade sempre foi superestimada. Crazy Train.”