Poemas para Pessoas Tristes
O que eu não lhe falo, eu escrevo em cada pedacinho de mim, talvez posso escrever em algum bloco de nota, mas o que mexe comigo está escrito no metal da minha pele.
O ser que não suporta a solidão está condenado a viver entre a tristeza e a dor da própria existência.
Aquilo que não se pode mudar e nem se evitar não precisa ser lamentado. A vida segue o curso de uma odisseia, queira-nos ou não. A lamentação nada materializa, além da dor e sofrimento do ser que se martiriza.
A sensação de estar tão feliz naquele momento, mas a passagem do tempo leva junto a alegria, aquilo não durou como eu esperava... E depois de pouco tempo a felicidade é substituída por arrependimentos, pensamentos ruins, tudo aquilo que sempre digo para mim mesma "eu deveria ter feito isso" e toda a escuridão de antes cresce ainda mais, me sufocando, me impedindo de respirar.
Eu não me amo, isso é algo que eu não posso controlar. Dói, dói muito, todo esse sentimento que me adoece, tudo isso está tão difícil de suportar. Me olhar no espelho e só enxergar defeitos, tirar uma foto e apagar logo em seguida... Tudo que me quebra, todos os dias. E me dói saber, que por mais que eu tente, eu não tenho forças para tentar enxergar alguém através de mim, porque aos meus próprios olhos eu não sou nada
O Natal é a época em que todo mundo acha que está indo mal, não importa o que faça. Nenhuma felicidade basta, nenhuma riqueza basta, nada basta.
Droga. Olho no espelho de novo e lá está: uma casca vazia. Já foi algo lindo, cristalino, como água brotando de uma nascente pura, como uma floresta intocada. Agora? Nada. Só vazio. A floresta queimou, a nascente secou. O que sobra é uma casca cheia de buracos, apodrecida, como um ninho de cupins abandonado. Que inferno.
“Há dias em que as palavras ficam na minha garganta como se eu tivesse lágrimas engasgadas de que eu não conseguia sair e eu? Bem, pereço pouco a pouco, como se fosse insignificante aos olhos. Às vezes, 8 minutos seriam suficientes, mas ninguém tem esses minutos para me ouvir, por isso escrevo como forma de desabafo.”
Nas páginas desbotadas do livro da minha vida, o capítulo do amor é uma narrativa de despedidas e silêncios não ditos. As estrelas que outrora iluminavam nosso destino agora são apenas pontos distantes, testemunhas silenciosas de um cosmos onde a constelação do nosso afeto desapareceu. Entre as linhas borradas, minha alma vagueia em busca de significado, perdida na penumbra de um amor que se desfez.
No cadinho das minhas esperanças desfeitas, o amor é uma chama que consumiu não só o que éramos, mas também os resquícios do que poderíamos ter sido. Meu coração, agora um campo de batalha desolado, é um testemunho silencioso do colapso de promessas e da fragilidade dos laços quebrados. As lágrimas, como ácido, corroem a essência do que uma vez foi um refúgio, deixando para trás a ruína de um amor que desmoronou sob o peso da sua própria tragédia.
Cada lembrança é um espinho cravado no jardim do meu coração, onde as flores murcham sob o peso das memórias que se transformaram em facas afiadas
Num instante, surge alguém como um sopro no teu caminho, um estranho que, subitamente, torna-se imprescindível. Apesar da brevidade do encontro, a conexão é tão profunda que parece ter raízes em tempos imemoriais. E então, em meio ao encanto efêmero, percebe-se que o coração já está partido, embalando a triste melodia de um amor que transcendeu a brevidade do tempo.
”E quando você achava que tudo estava perdido … você aparece do nada com um lindo sorriso e me surpreende mais uma vez.”
Estou cansado do mundo, um mundo cansativo e repetitivo, um ciclo infinito de dias que não passam, quero descançar sem me preocupar, quero sumir sem me arrepender do que deixei para tràs...
Você fez meu coração de morada por tanto tempo que ele ainda carrega seu aroma, seu sorriso e suas promessas de amor.Porém você foi embora e o deixou quebrado.
Vejo uma pessoa nova para o habitar...mas como ela morará num coração quebrado que ainda carrega seu aroma?
Avivei logo bem cedo, admirei o céu e pude a tudo observar, porém, não era tão claro como eu fantasiei, era escuro como os fragmentos do meu triste e abalado coração, tão morto e sem vida quanto minha alma.
