Poemas para Fita de fim de Curso

Cerca de 117073 poemas para Fita de fim de Curso

Pelas palavras o homem sonha
Pelas palavras é possível alcançar
Pelas palavras se deixa pra lá
Pelas palavras se chora
Pelas palavras alguém encontra.
Pelas palavras volta-se a sorrir
Pelas palavras lembramos
Pelas palavras não julgo
Pelas palavras vou a tantos lugares
Pelas palavras fui lembrado
Pelas palavras formou opinião
Pelas palavras se pegou na passado
Pelas palavras chegou ao destino
Pelas palavras levou a mais
Pelas palavras não voltou a trás
Pelas palavras pensou bem
Pelas palavras foi necessário
Pelas palavras matou a charada
Pelas palavras entregou tudo
Pelas palavras fossou a barra
Pelas palavras tá bem quisto
Pelas palavras precisa desabafar
Pelas palavras esperava mais
Pelas palavras comprou a ideia
Pelas palavras não vai
Pelas palavras está tranquilo
Pelas palavras prestou atenção
Pelas palavras olhou...
Pelas palavras se ouve o que a boca cala

Leva-me, agora, por favor, Deus,
Por caminhos de sonhos e aventuras,
Que eu quero viver, sentir e sonhar,
E nunca mais parar de voar.
(Saul Beleza)

Nem imagina o estrondo que saudade faz
Ecoa no peito, sem parar
Eu aqui com meus madorno, sonhos repentinos
Vendo tua imagem, sem te encontrar

A distância é um abismo, que não se cruza
Só resta a memória, e a vontade de voltar
Mas por agora, só resta sonhar
Com o reencontro, e o abraço que vai durar.
(Saul Beleza)

Sustentei teus sonhos, fui cúmplice da tua paixão,
Criei raízes num amor que era só ilusão.
Mas não fui infeliz, não, não me arrependo.
Porque amar você, mesmo em vão, foi o que me fez viver, e ser.
(Saul Beleza)

Assim caminhava João, estrada a fora, sol escaldante, botina apertada, calça larga, e imbira era o curião, camisa remendada com retalhos de um tecido cortado de um velho colchão de capim, na gibeira, algumas palhas para o cigarro, no bornal, uma banda de rapadura e uma lesga de carne seca, o cantil já pelo meio, água por perto não existia, o córrego estava a oito léguas a frente, João pensando na dificulidade da vida que levava, mas no fundo era feliz, pois estava longe dessa guerra que assusta o mundo.
Então, João continuou sua jornada, o sol a pique, a botina apertada, mas o coração leve. Ele sabia que a vida era dura, mas também sabia que a liberdade valia a pena. Ao longe, viu uma sombra, um oásis no deserto. Era uma velha árvore, com um córrego murmurante ao lado. João se aproximou, sentou-se à sombra, e começou a mastigar a rapadura, sentindo a vida simples, mas plena.
(Saul Beleza)

Vale dos Sonhos Quebrados


Já caminhei demais pelo vale dos sonhos quebrados, catando os pedaços dos meus como quem acredita que o impossível também pode ser reconstruído.
Alguns sonhos ficaram para trás, levados pela correnteza das lágrimas que um dia pensei não ter fim. Mesmo assim, continuei. Não por mim... mas por aqueles que amo, enquanto, lentamente, aprendia a amar quem sempre deixei por último: eu.
Fui humilhado. Fui diminuído. Carreguei traumas pesados demais para voltar a depender do afeto que tantas vezes ofereci de mãos abertas, sem cobrar nada, porque era verdadeiro.
Hoje, porém, meus olhos aprenderam. O que antes parecia amor, agora reconheço como prisão. E aquilo que um dia me atraía, hoje me repele.
Sigo buscando um propósito que faça sentido além da sobrevivência. No amor, às vezes me saboto. Talvez seja medo. Talvez defesa. Ou talvez porque, pela primeira vez, eu tenha descoberto que minha própria companhia é um lugar onde existe paz.
Aprendi a gostar do silêncio. Aprendi a me completar. E por isso, a presença de alguém já não basta. Não procuro quem ocupe espaço. Espero apenas quem some, quem multiplique a vida, sem dividir a alma.
Não sou feliz todos os dias. E quem é?
Mas hoje conheço a tristeza sem permitir que ela me possua. Ela me visita, toma um café, e vai embora. Já não mora em mim.
O passado deixou cicatrizes, não correntes. E a vida... ah, a vida merece tantas chances quantas forem necessárias até que um simples nascer do sol ou o último raio dourado do entardecer consigam tocar o coração com a mesma intensidade das lembranças mais felizes de uma infância que talvez nem exista inteira na memória.
Amanhã será melhor.
Porque aprendi, depois de tantas tempestades, que nenhuma chuva conhece o caminho da eternidade.
E quem continua caminhando, mais cedo ou mais tarde, reencontra a luz.

*Ciclo*

Quando o fim é um começo
Fim da manhã, fim da tarde
Fim da noite, fim da madrugada
E tudo recomeça

Começo do dia, começo da tarde
Começo da noite, começo da madrugada
Tudo se renova a cada fim

Assim sou eu
Perto de ti
Termino em calma
Recomeço em ti
Sou fim que espera
Sou começo que vai

Todo tempo é pouco
Quando o fim me leva
Pro teu começo

Você transforma hora em poesia. É relógio e é eternidade.
(Saul Beleza)

*Apenas em sonhos*


Se te sonho, a culpa é toda tua
Que fez casa no meu pensamento
E agora odeio a manhã que assalta
E me arranca de ti, violento


O dia chega devagar só pra castigar
Quem queria ficar mais um pouco lá
Onde você ainda me pertence
Nem que seja só no sonhar.
(Saul Beleza)

*Quando a Noite Dura Demais*

Não tenho mais sonhos e nem planos,
Disse o peito cansado.
Tenho só a triste realidade
Que me consome dia a dia.

Mas a terra também parece morta no inverno,
E ainda assim guarda semente.
E o poeta, mesmo sem verso,
Ainda guarda gente.

Porque esperança não grita.
Ela insiste.
É o fio que sobra quando tudo arrebenta,
É o “ainda” depois do “nunca mais”.

Um dia, sem aviso,
A realidade cansa de consumir.
E quem foi consumido,
Aprende a florescer no escombro.

Então guarda isso aqui:
Sem sonhos hoje, tudo bem.
Sem planos hoje, tudo bem.
Mas sem você, o poema acaba.
E o mundo ainda precisa do teu próximo verso.

Você ainda está aqui. Isso já é esperança começando
(Saul Beleza)

Como você sabe que vai ser feliz com seu sonho se ainda não o alcançou?

Se é você quem determina ser ou não ser feliz, então pode escolher outras opções que produzirá o mesmo resultado.

Por exemplo: existem pessoas felizes e bem-sucedidas em profissões que você ficaria triste se exercê-las.

Existem pessoas felizes em seus casamentos com a pessoa que com você era infeliz.

A felicidade não está nas coisas ou em alguém, está em você.

"A felicidade do burro é conquistar seu próprio pasto."


"Os ignorantes desconhecem a própria sabedoria."


Largue os remos, controle o leme e deixe que as velas e o vento façam o trabalho.

Com ou Sem Você


Eu vou seguir, com ou sem você. Vou realizar os meus sonhos, e bater de frente com tudo o que combato, com ou sem você. Vou trazer ao mundo o que resta dos meus sentimentos, de toda essa arte, com ou sem você.
No fim, escolherei a partida. Direi o último adeus, quando meus passos não forem mais os mesmos, e não restarem motivos. Enquanto viver, posso até amar, mas não estarei mais esperando pelo que pode acontecer. Não vou mais te esperar. Eu vou seguir, bem ou mal, com ou sem você aqui.
- Marcela Lobato

⁠Em tempos tão conflitantes, talvez não haja motivação mais eloquente para regular o nosso tom que o cuidado com o outro.


Porque é justamente enquanto o mundo insiste em gritar, que a forma como escolhemos falar revela quem de fato somos.


Não é tão difícil elevar a voz quando se acha que está convicto, tampouco é raro confundir firmeza com agressividade.


O verdadeiro desafio, porém, reside em sustentar a clareza sem abrir mão da humanidade — em defender ideias sem ferir desnecessariamente quem as escuta.


Até porque quem acha que precisa subir o Tom para sustentar uma ideia, muito raramente tem ideia para sustentar.


Há uma tentação constante em tempos de tensão: a de transformar divergência em inimizade, discordância em afronta pessoal.


Nesse cenário, o tom deixa de ser ponte e passa a ser a pior das armas.


E quando a palavra vira projétil, o diálogo se torna campo de batalha — onde ninguém aprende, ninguém cede, e todos saem, de alguma forma, muito menores.


Regular o tom não é sinal de fraqueza, mas de consciência.


É compreender que, por trás de cada opinião, existe uma história; por trás de cada reação, uma experiência que nem sempre vemos.


O cuidado com o outro não exige concordância, mas exige responsabilidade — especialmente com aquilo que escolhemos amplificar.


Talvez a verdadeira eloquência não esteja em convencer, mas em preservar.


Preservar a possibilidade de conversa, a dignidade do outro e, sobretudo, a integridade de quem fala.


Porque, no fim, não é apenas o que dizemos que nos define, mas a maneira como escolhemos dizer — principalmente quando tudo ao redor nos empurra para o contrário.

⁠A Liberdade de Pensar por Conta Própria começa ao desconfiarmos das certezas que nunca deram trabalho para questioná-las.


Porque tudo aquilo que chega pronto, embalado em convicção absoluta, raramente nos convida ao esforço do pensamento — apenas à aceitação.


E aceitar sem resistência pode ser confortável, mas dificilmente é libertador.


Pensar por conta própria exige atrito: com ideias, com crenças herdadas, com narrativas que parecem sólidas demais para serem tocadas.


Há uma sedução muito silenciosa nas certezas fáceis.


Elas nos poupam tempo, nos dão senso de pertencimento e nos protegem da dúvida — essa companheira incômoda, porém essencial.


No entanto, é justamente na dúvida que o pensamento crítico ganha fôlego.


É ali, no espaço entre o que vimos e ouvimos e o que conseguimos compreender por nós mesmos, que nasce a autonomia.


Desconfiar não é negar tudo, mas recusar o papel passivo diante do que nos é apresentado.


É fazer perguntas onde só existem respostas prontas.


É suportar o desconforto de não saber, em vez de se apegar a uma segurança artificial.


Afinal, ideias que nunca foram questionadas não são necessariamente verdadeiras — apenas bem empacotadas e acomodadas.


Pensar por conta própria não nos torna imunes ao erro, mas nos torna responsáveis por ele.


E talvez seja esse o preço — e ao mesmo tempo o privilégio — da liberdade de pensar: não apenas ter opiniões, mas construí-las com consciência, revisá-las com humildade e, quando necessário, ter coragem de abandoná-las.


Porque, no fim, a verdadeira liberdade não está em ter certezas inabaláveis, mas em não ser prisioneiro delas.

Você começa a perceber que a leitura é um caminho sem volta, quando mal desvia os olhos de um texto e se vê lendo e interpretando pessoas.


Quando, sem notar, ela começa a moldar a forma como você enxerga o mundo.


No início, os livros parecem apenas histórias, informações, curiosidades.


Mas, com o tempo, algo muda: cada página lida amplia sua lente interna.


Você já não se contenta em apenas decifrar palavras — passa a querer decifrar gestos, silêncios, intenções…


Aquilo que antes parecia simples ganha camadas, nuances, contextos.


Ler é, aos poucos, aprender a interpretar o humano.


É perceber que as pessoas, assim como os livros, carregam prefácios ocultos e capítulos inacabados.


Que as entrelinhas não estão apenas nos textos, mas nas conversas, nos olhares, nos desvios de assunto…


Os que cultivam o hábito da leitura acabam desenvolvendo um tipo raro de sensibilidade: não conseguem mais caminhar pelo mundo sem tentar enxergar as histórias escritas em cada rosto, enredos escondidos em cada atitude…


Por isso, a leitura não transforma apenas o leitor; transforma também a forma como ele se relaciona com tudo e todos.


E, depois disso, não há retorno.


Porque, uma vez que aprendemos a ler as páginas da vida, descobrimos que elas nunca acabam.


Aprendemos que cada indivíduo é uma obra aberta, cheia de prefácios ocultos e capítulos inacabados.

Ainda bem que eu acordei. Se há coisa que me deixa com raiva é gastar o inconsciente sonhando besteira.


_ Mafalda⁠

⁠Muitos que reclamam das horas que voam no relógio da cozinha, não caminham com as pantufas da empatia num corredor hospitalar.


É ali, nos silêncios ensurdecedores de verdade nua e crua, que o tempo quase sempre aprende a se arrastar.


Reclamam das horas que voam, impacientes com a demora do café, do almoço, da vida que parece não obedecer ao próprio ritmo.


Mas poucos são os que caminham, ainda que por instantes, pelos corredores hospitalares.


Ali, o tempo não corre — ele pesa.


Cada passo é um acordo silencioso com a incerteza, cada segundo se estica como se quisesse ensinar algo que não cabe em palavras.


O silêncio nunca é vazio: é denso, cru, carregado de verdades que dispensam explicações.


É nesses corredores que o relógio se dissolve e a experiência se materializa.


Onde minutos não se contam, se suportam.


E talvez seja ali que aprendamos que o problema nunca foi o tempo que voa, mas a leveza com que julgamos o peso do tempo do outro.

Um quarto. Um sonho. Um livro. Uma caneta. Um mundo.


Tantos sonhos, mas girei o pescoço, o estalei. Foi vulgar, mas queria rápido, mais rápido, mais lento.
Por que NÃO FOI??? Vá... uma lágrima escorreu.


O chão árido arranhava as mãos. Era dolorido, mas a lama manchava; não era mais manchada que o interior.
O interior? Desculpe-me, não devia mencionar.


Doem os meus ouvidos. Mas que som? Não tem som. MAS É INSUSTENTÁVEL.
Aonde verá tanto? Pare de falar.


Uma porta se abriu.


Era eu.


Atravessei.

Em a Inveja do Meu Eu.


Deve ser para isto que servem os sonhos:
lembram-nos daquilo que o subconsciente ignorou.
Talvez por medo, trauma, sei lá. Minha solidão, por fim, resulta na minha falta
de interesse naquilo que é tão simples:


Juliano Assis

Disseste que amas
caminhar sob a chuva,
Para afinar a escuta
do seu raro coração;
sob o testemunho fiel
das luzes da cidade:
nos queremos com
toda a intensidade.


O prelúdio que nós
nos encontraremos
em profunda verdade,
nos ouvidos tem susurrado,
a surpresa inocente
do primeiro amor ardente.


Que está predestinado
que de mãos dadas,
nós bailaremos na chuva
e ao destino agradeceremos
com todos os doces beijos.