Poemas para Fita de fim de Curso

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-Lírio Branco-






Há em ti uma leveza
que o mundo desconhece.


Caminhas como quem já encontrou repouso,
como quem fez da paz a própria morada.


Perguntei-me muitas vezes
de onde vinha tamanha serenidade.


Então compreendi.


Deleitas-te nas graças do Criador,
tocada pela luz da Verdade,
tecida no tear do universo.


Em Deus fizeste tua morada
e, em águas tranquilas, repousaste,
ancorada para sempre no cais do Divino,
onde o mal já não alcança.


Devota fiel,
que se entrega de corpo e alma
e, despindo-se de si,
reveste-se da graça.


Doce Lírio Branco,


encontras a luz nova do que nunca foi velho:
a eterna claridade
daquele que tudo sustém
e de quem toda vida transborda.


Assim te revelas,
não pelas palavras,
mas pelo reflexo do Senhor
que transborda em teus gestos.


Na tua bondade,
na tua humildade,
na delicadeza com que atravessas os dias,
há algo que o mundo não consegue explicar.


És, sem o saber,
o maná dos que caminham sem fé,


pois tua própria vida
lhes recorda
que Deus ainda habita entre os homens.

Vamos repensar?

Baltasar Gracián:

“Conhecer a si mesmo é o começo de toda sabedoria.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“O homem moderno conquistou o mundo externo e perdeu o acesso ao próprio mundo interior. Sabe medir distâncias entre planetas, mas desconhece os abismos dentro de si. A maior ignorância humana não é não saber sobre o universo; é não saber quem observa o universo.”

A decadência da humanidade não começou quando perdemos valores; começou quando perdemos o valor dos valores.

Vivemos a era da informação, mas padecemos da escassez de discernimento. Nunca tivemos tanto acesso ao conhecimento e, ao mesmo tempo, tanta dificuldade em compreender a realidade. As distrações geraram distorções; as distorções alimentaram alienações; e a alienação transformou o pensamento em repetição.

O homem conquistou o mundo, mas continua derrotado por si mesmo. Aprendeu a desenvolver tecnologias capazes de ampliar a própria voz, enquanto atrofiava a própria consciência. Trocou essência por aparência, caráter por personagem, reflexão por reação e sabedoria por opinião.

O ego convenceu o homem de que vencer discussões é mais importante do que encontrar a verdade. A inteligência passou a impressionar; o discernimento deixou de importar. Confundimos velocidade com evolução, exposição com existência, informação com formação e liberdade com ausência de limites.

A maior tragédia da humanidade nunca foi a falta de inteligência, mas o abandono da consciência. Porque uma mente sem discernimento transforma conhecimento em manipulação, liberdade em escravidão e progresso em decadência.

Talvez o verdadeiro fim da humanidade não aconteça quando deixarmos de existir, mas quando deixarmos de pensar por nós mesmos. Afinal, toda civilização entra em colapso quando prefere o conforto das respostas prontas ao desconforto das perguntas necessárias.

Carlos Eduardo Balcarse

11/07/2026

"Pensando, eu consigo consertar o passado
Sonhando, eu vivo o presente angustiado
e com ela eu faço o futuro
mas longe dos meus braços."

⁠sonho com teu abraço
numa vida
tão distante
onde depositamos a felicidade
no nosso amor.

Deixar vestígios
Na caminhada:
(Poesia)
As lembranças
Que permanecem
Após a jornada.

Nossos sonhos
Parecem ser tão distantes
E irreais.
Desejamos quase o impossível.
A vida bate
De todos os lados.
As dificuldades chegam
Fazendo fila à porta
Dos nossos lares.
É uma loucura
Que, diante de tudo isso,
Acreditamos justamente
Naquilo que parece impossível,
Contrariando tudo e todos,
Indo na contramão.
E nossa coragem e fé
Nos levam
A alcançar o inalcançável
E atingir o inatingível,
Fazendo do possível o impossível.

Olho a hora:
é agora.
O dia começa,
mente, não me impeça.
Corpo, me ajuda
Saia da cama, desgruda.
Olho o agora:
É hora.
O primeiro passo.

Escrevi teu nome
No poema,
Na pele, na alma
E no coração.
Desenhei você nos meus sonhos
E te busquei na imensidão do amor.
O sorriso mais lindo,
O abraço mais caloroso,
Guardo para a eternidade.

Perdi o sono,
Deitei-me na poesia,
O sonho chegou
E o teu sorriso abraçou minha alma.

Deixa-me Voar!

Em mim,
já fui transformação…
Amores não
me prendem mais!
Sou asas.
Sou sonhos.
Sou borboleta.
Rosa, verde…amarela!
Sou vestida de sonhos…
Deixa-me voar!!
O meu néctar é o amor.
Ele eu preciso buscar.
Abra as portas
da minha prisão.
E deixa-me voar!
Voar…
Preciso de liberdade
para meu amor encontrar…

O Sagrado Entre-Lugar


Os períodos mais transformadores da vida começam exatamente assim com a sensação de estar entre um lugar que já não é mais nosso e outro em que ainda estamos aprendendo a habitar. E é nesse 'entre' que muitas das nossas maiores transformações e estado de consciência plena acontecem.
​Não é um espaço de conforto, é de verdades. O 'entre' é o lugar onde a pele se sente fina, a respiração fica pesada e onde as certezas de ontem se desfazem e as de amanhã ainda não possuem contornos definidos. É o silêncio que precede o salto e o vazio que antecede a nova forma.
Para a chegada do novo é necessário se desfazer do anterior. Pois eles podem não caberem ou mesmo poder serem juntos.
​Tememos esse intervalo, ansiosos por chegar logo à próxima margem. Mas é justamente no tempo de espera, na suspensão entre a partida e a chegada, que a vida nos convida à escuta. Ali, despidos dos papéis e das "máscaras" que já não nos cabem, temos a oportunidade de perguntar não apenas para onde vamos, mas quem estamos nos tornando durante a jornada.
​Não tenha, pois, pressa de sair do desconforto. O que chamamos de "estar perdidos" é, na verdade, a vida nos dando espaço para o reencontro.
A transformação não acontece no destino, ela floresce na travessia.


Dulias Durreis©

Vocês querem ditadura?

Demétrio Sena - Magé

Em uma possível nova ditadura, como sonham muitos brasileiros iludidos, não adiantará para o indivíduo pobre, viver ajoelhado em pública e gritando: "Eu te amo, Jair!", "Te amo, Flávio (ou Dudu, Carlos, Michelle, qualquer outro Bolsonaro)!". Todo pobre sofre nas ditaduras... não importa o que digam, preguem, neguem, gritem ou louvem, mesmo em línguas angelicais.

Ditaduras não contemplam povo. Só parceiros e correligionários ricos contam, para governos ditatoriais. Pobre da direita é mula, nesse regime. As diferenças entre ele e o pobre da esquerda estão nas formas de lidar com isso. O da direita sofre sorrindo como um pateta. Não tem voz nem faz questão. É um prisioneiro em si mesmo, que aceita ser assim para não ser preso em cadeia. Já o pobre da esquerda, sofre lutando por dignidade; correndo riscos, porque não aceita ser passivo em situações de injustiça extrema e crueldade contra os invisíveis e desamparados.

Esses patetas que vivem pedindo ditadura, babando pelos Bolsonaro de qualquer contexto familiar não enxergam o óbvio: Xingam o governo, fazem protestos, acusam de tudo, abertamente, e não sofrem nada. Quem está preso, hoje, cometeu crimes previstos na própria democracia... tirando isso, o cidadão é livre, mas os patetas pedem para ser oprimidos, calados, vigiados e sem direito a nada. Tudo por uma pirraça sem ideologia séria; racional.

Se todos esses milici@nos que aí estão: invocando falsa fé, santidade, conservadorismo e moral de ferro forem eleitos, reeleitos, e ainda conseguirem fazer presidente o Bolsonaro filho, que trama contra o Brasil, os pobres que pedem a ditadura terão. E aí verão "o que é bom pra tosse", quando já nem puderem tossir, sem a inquestionável permissão de todos os poderes.
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Que nossos sonhos nos levem adiante, sempre com um sorriso no rosto e com a certeza da felicidade
Que nossos erros nos tornem mais experientes
Que nossas experiências nos tornem mais fortes
Que nossas forças se una com a resiliência
A vida é incrível! Todo dia algo novo para se conhecer, para sonhar, para viver...

Eu achava que tinha conquistado tudo.
Não porque tudo estava perfeito, mas porque eu ainda acreditava.
E acreditar, pra mim, sempre foi metade do caminho.


Havia planos que eu já chamava de vida,
sonhos que eu defendia como verdades, um futuro que eu protegia
como quem protege um lar.


Até que um dia
eu percebi.
Não foi de repente.
Foi um entendimento lento, cruel,
que foi se impondo:
nunca mais será a mesma coisa.


E essa frase pesa mais
quando não vem do medo, mas da lucidez.


Doeu aceitar.
Doeu soltar.
Doeu admitir que, mesmo dando tudo,
não foi o suficiente.


Eu não perdi apenas uma conquista,
perdi a versão de mim
que acordava acreditando.
Que insistia.
Que esperava sinais.


Passei a conviver com um vazio estranho:
Derrota,
Encerramento,
Frustração


E o mais difícil
não foi ver o sonho morrer, foi continuar vivendo
sem ele me guiando.


Hoje eu caminho diferente.
Com menos ilusão.
Com menos pressa.
Mas com uma verdade nova:
Algumas coisas que se quebram te quebra junto.


Algumas coisas se tornaram impossíveis e preciso parar
de perder tempo tentando salvá-las.


E talvez
isso também seja
uma forma silenciosa
de sobrevivência

Comecei a sentir algo que eu jurava não morar em mim.
A inveja chegou mansa, sem barulho,
mas fez morada no peito.
Não é do riso fácil dos casais de agora,
nem das fotos prontas, nem do amor que parece simples.
É da história.
Do caminho inteiro.
Do que foi construído com o tempo
e não apesar dele.
Invejo mulheres que ficaram.
Que olharam as falhas de perto, os defeitos sem filtro, as limitações nuas
e mesmo assim permaneceram.
Mulheres que escolheram ficar
quando ir embora parecia mais fácil.
Que lutaram não por perfeição, mas por compromisso.
Que amaram não o homem ideal, mas o homem real.
Isso me toca fundo.
Porque revela um amor raro, o amor que decide.
Que não romantiza,
não foge,
não solta a mão quando pesa.
Essa inveja não quer o que é do outro.
Ela chora o que faltou em mim.
É a vontade de ter sido escolhido nos dias bons e principalmente,
nos dias difíceis.


No fim, não é sobre eles.
É sobre a ausência que ficou.
Sobre a falta que insiste.
Sobre o valor imenso
de quem permanece, de quem luta e não desiste na adversidade.

Sabe, eu poderia me perder em sonhos sobre como as coisas deveriam ser, mas acordar e ver que você ainda não está aqui faz com que o fingimento perca a graça. Viver sem esse amor é cansativo. O que eu sinto por você não é uma ilusão de uma noite de sono; é a realidade que bate no meu peito toda vez que o silêncio fica alto demais.
​Dizem que manter um sentimento vivo é a parte mais difícil de uma história. Mas quer saber? Para mim, o difícil é tentar o contrário. Amar você é a coisa mais natural que eu já fiz.
​Eu não sei quando vamos nos cruzar na rua de novo, ou se as palavras vão fugir do controle quando nossos olhares se encontrarem, mas eu precisava que você soubesse disso antes que o acaso decida por nós:
​Eu não vou a lugar nenhum.
​Eu ainda acredito que podemos ter um novo começo.
​Tudo o que eu peço é a sua verdade, da mesma forma que estou te entregando o meu coração. Se ainda existir um espaço aí dentro para nós dois, me diga. Porque, enquanto eu souber que o que temos é real, eu estarei aqui.

fechei os olhos. Foi estranho. Em um instante, vi passar tudo o que planejei, todos os meus sonhos e aquela curiosidade boba sobre o futuro. E me dei conta de uma verdade que a gente insiste em esconder sob o tapete: o momento voa. Ele some antes mesmo de terminarmos de senti-lo.
Às vezes me perco na "mesma velha música", correndo atrás de coisas que, eu perdi apenas gotas d’água em um mar infinito. A gente se recusa a ver que muito do que construímos pode cair em pedaços, mas no fundo, o que me assusta não é a fragilidade da vida. O que me assusta é a ideia de desperdiçar o tempo que temos.
Dizem que nada dura para sempre, exceto a terra e o céu. E quer saber? Eles estão certos. Todo o dinheiro do mundo não me daria um minuto a mais ao seu lado se o relógio decidisse parar agora. Eu queria ficar com você pra sempre
Por isso, não quero mais ficar esperando. Se somos "poeira no vento", que sejamos uma dança junta. Que o nosso amor" seja vivido com a intensidade de quem sabe que o amanhã é uma promessa que o universo não tem obrigação de cumprir.
Eu não quero apenas ver a vida passar diante dos meus olhos. Eu quero que, enquanto o vento soprar, ele nos encontre exatamente onde deveríamos estar: um nos braços do outro.

Maldito o seu dom, de me fazer sonhar
Abrigar tudo o que você nunca quis realizar
O amor por sua pobre e ingênua poesia,
Soava falsa, todavia, eu já sentia...

Mais um ensaio, um cuidado, um abraço
Nada daquilo era raso, mas a profundidade também da casa ao estrago.

Por fim, o mais mentiroso foi eu
Me vesti de você e me fiz refém de suas dores
Essa dança começou e a rendição nos submeteu.

Estavamos perdido, afinal
isso nunca foi mentira, foi real.

Sonhos falidos não servem abrigo
Outrora era tudo, agora, um bom amigo.

Da perfeição


Ah! a perfeição!
Sonho almejado... mas bem pouco alcançado.
“Não espere, então, pela perfeição. Vá e faça”. Não se esconda atrás da perfeição... não use como desculpa o seguinte: ‘se eu fizer agora, não sairá perfeito’... não importa não sair perfeito... importa que você comece a fazer o que tem de ser feito.
Já ouviu por aí a seguinte frase?: "não tem que ser excelente para começar, mas tem que começar para ser excelente"... pois é... você começa. Daí parece que falta uma peça... você vai atrás dessa peça. Daí parece que ficou meio torto... você vai lá e faz os ajustes necessários pra desentortar... e começar a endireitar. Daí ficou pela metade... você pega esse ponto de partida... e continua dele na direção da excelência. Sempre um pouquinho mais... até chegar na sua melhor versão. Mas... se não começar, nunca haverá nada em suas mãos.
Trace objetivo alcançáveis, concretos, tangíveis. Não imagine o impossível – de cara. Faça o possível que estiver ao seu alcance e, talvez, ali na frente, você alcance o que só parecia ser impossível.
Você gosta de queijo suíço? Aquele cheio de buracos... Já ouviu falar do método “queijo-suíço?” No que consiste: entre suas tarefas há espaços – os ditos buracos ;) – aproveite-os e vá fazendo o que tem de ser feito... nem que seja a conta-gotas... um passo de cada vez... e voilá... daqui a pouco pronto estará.
“Implementar tarefas por partes é um passo certo na hora de sermos mais ativos sem nos sobrecarregar, especialmente se for o caso de um projeto relativamente grande, seja em médio ou longo prazo. Começamos hoje com uma parte. Além de avançar, isso demonstra que podemos nos dirigir ao que queremos”, concorda?


Rosangela Calza