Poemas para Desejar um Feliz Aniversario
NA TELA DO CELULAR
Chega em casa.
Cansado.
A casa está bagunçada.
Já vou arrumar.
Só um instante.
Um minuto.
Peguei o celular.
Passei o dedinho para cima.
Risada.
Só mais um, já vou arrumar.
Amanhã tem prova.
Já vou estudar.
Só mais um.
Deu meia noite.
Deu uma hora.
Vou me deitar.
É muito tarde.
Amanhã vai dar tempo.
E a vida foi em bora na tela do celular.
Reconhecer quem se é não é chegar a um destino: é percorrer um labirinto de nuances. Somos feitos de claros e escuros, mas, sobretudo, de tons de cinza: essa cor que carrega a sabedoria dos opostos. O cinza não é ausência de cor: é o encontro delas. Ele é o lugar onde o preto e o branco deixam de brigar e começam a coexistir.
Assim é o processo de se reconhecer: um equilíbrio frágil entre extremos. Há dias em que somos luz intensa, outros em que nos sentimos pura sombra. Mas é no meio-termo, no espaço do cinza, que o eu verdadeiro repousa: não o eu que o mundo espera, nem o que criamos para agradar, mas aquele que respira quando cessamos a necessidade de ser algo definitivo.
E então percebemos que cada gesto, por menor que pareça, ecoa além de nós. Como no efeito borboleta: um simples bater de asas, uma escolha íntima, um pensamento cultivado, uma palavra dita ou calada, pode alterar a corrente do tempo. Nada é tão pequeno a ponto de não transformar.
Reconhecer-se é aceitar esse poder sutil: entender que cada fragmento de nós, cada tom que carregamos, influencia o mundo ao redor. Somos cinza, mas somos também vento que move. Um suspiro interno pode gerar uma tempestade de mudança lá fora.
Por isso, quando finalmente nos olhamos com honestidade, vemos que não somos apenas indivíduos isolados, mas parte de um grande tecido que vibra com cada batida do nosso ser. E ao aceitar o cinza em nós, ao acolher a complexidade de quem somos, libertamos o bater de asas que pode mudar tudo.
Porque autoconhecimento não é apenas sobre encontrar respostas: é sobre perceber que somos, nós mesmos, uma pergunta.
Teu corpo é um Oceano
Toquei a tua água sem saber que era minha.
Tua corrente me puxou —
e achei que era perigo.
Mas era abraço.
Eu achava que era um barco.
Mas era uma gota.
E sendo gota, descobri:
não precisava salvar ninguém.
Bastava dissolver.
Teu corpo era oceano,
e eu tentei controlar as ondas.
Mas agora…
deixo que as ondas me contem quem sou.
Se for tempestade,
danço molhada.
Se for calmaria,
respiro fundo.
Porque voltei a nadar.
Não como fuga.
Mas como retorno.
A União Sagrada
Não se trata de religião, nem de dogmas.
A união sagrada é um acontecimento interno:
quando a Alma e o Espírito se reconhecem como consortes eternos.
É o casamento invisível que muitos buscaram em outros corpos,
em outros amores,
em outros tempos —
sem saber que o altar sempre esteve dentro.
Quando essa união ocorre,
não há mais solidão, nem dependência.
Só presença e potência.
A Humanidade Automatizada
Vivemos em um mundo onde quase tudo se move…
mas nem tudo está vivo.
Corpos trabalham, produzem, desejam, consomem, gritam por conexão —
mas poucos sabem o que pulsa dentro.
A maioria segue um roteiro invisível, herdado, imposto, internalizado.
É a automação da existência.
Pessoas que acordam e dormem sem nunca acordar de verdade.
O seu tempo é preciso demais;
Esse "Bem" individual é um recurso limitado.
Por isso, qualquer coisa que estiver ocupando o seu tempo e não for para o seu crescimento espiritual, pessoal e profissional, dispense.
Lembre-se, será a sua qualidade de vida que fará valer a pena o seu tempo.
Daquele poleiro enferrujado, a tradição ecoava os ecos de um tempo esquecido, suas penas tremulando ao ritmo do vento seco, como se ultrapassasse minha história, como se em cada frio errante guardasse um segredo enterrado sob as rachaduras deste suor que respira fadiga.
Meus irmãos, herdados da espera, seguram o ar como se pudessem abraçar a ausência e dar-lhe uma forma de esperança. E, no entanto, em meio à pausa, o sorriso persistia, forte como o sol que nunca desiste.
Porque às vezes a dor tem cores vivas, e a memória se refugia nos sons da pluma envelhecida, como se o papagaio e o eu, das almas partidas, fosse o mesmo reflexo de um mundo que insiste em cantar, mesmo de luto.
Se fosse pra falar de um sentimento,
Falaria da intensidade.
Nós, pessoas que sentimos e falamos,
Que tratamos bem, que nos jogamos de cabeça,
Tudo ou nada, sem medo de amar.
Oremos por mais pessoas assim na Terra,
Pessoas sinceras, que amam amar,
Se doam sem reservas, fazem acontecer,
E não jogam com os sentimentos dos outros.
E essas mesmas pessoas são taxadas de "emocionais",
Simplesmente por expressar seus sentimentos de forma clara,
Sem rodeios ou joguinhos,
Apenas coração aberto, alma verdadeira.
COMO IDENTIFICAR UM HOMEM LIVRE?
A liberdade é algo que não pode ser definida, mais sim vivida e compartilhada com aqueles que estão presos fisicamente e carcerados espiritualmente. Quando nós não temos a liberdade de professarmos a religião que nos religa com Deus e com o próximo. E muito menos nos dá a liberdade de vivermos a nossa identidade como: cidadão e povo, estamos diante de uma colonização indireta. Porque a religação com Deus não pode nos separar da nossa identidade e da nossa cultura. Quando isto acontece é porque há uma violação dos nossos direitos e valores assim como da nossa antropologia. Por quê isto acontece em toda parte do mundo? Isto acontece porque: Há homens que se encontram dentro das grades (cadeia) mais estão livres, assim também como há homens que se encontram fora das grades mas estão presos. Porque se apegam naquilo que não podes lhes salvar e dar-lhes a liberdade que tanto almejam. A maior escravidão não é aquela que nos é imposta, mais sim aquela que nos sujeitamos a ela para lhe servimo como burro de carga. Isto acontece com muitos porque a obediência sem carácter leva-nos ao servilismo...
UM SONHO
O sonho ou vontade de um dia...
O amor,que só ela não via...
Do longe tudo perfeito...
Inverdades,sonhadas com ar verdadeiro...
Sentimentos criados,sem arte e respeito...
Pintura ruim de qualquer obreiro...
Imperfeição de aventureiro...
Silêncio,angustia..em dia inteiro
Num sonho de um só dia...
Ou talvez de vida inteira...
CONVERSA DE UM POLÍTICO COM UM FILOSOFO JAKURISTA
Certa vez um político conversando com um filósofo disse: transformei revolucionários em comediantes, críticos em bajus, opositores em seguidores e políticos em marionetes. Usando apenas a manipulação e retorica persuasiva nos meus discursos.
O FILÓSOFO perguntou-lhe: como conseguiste fazer isto?
O POLÍTICO, respondeu: eles ficaram excitado pela soma do valor da proposta, por isso acabaram por se renderem, porque a moral não satisfaz a fome e muito menos consegue oferecer casa e carro naqueles que a possuem. Dei a eles o que a moral nunca lhes deu... Risossssssssss.
O FILÓSOFO, retrucou dizendo: a moral não pode ser comparada com béns materiais e financeiros e muito menos com riquezas alcançadas neste mundo. Porque a moral ela faz parte da essência espíritual que liga o homem com o Divino. Ninguém pode julgar ninguém, mas estes homens acabaram por se corromperem, por não terem integridade e muito menos prestígio no que concerne ser: homens que não se vendem e nem se compram e nem se corromperem.
O POLÍTICO, disse outra vez: A vida é feita de escolha e oportunidades.
O FILÓSOFO, respondeu-lhe refutando da seguinte forma: Eu acredito em escolha e oportunidades, mas não aceito atitudes, escolhas e oportunidades que vêm para corromper os bons valores e a moral em prol de homens que não têm compromisso com a Pátria e a Nação. Apesar das dificuldades que passamos neste mundo.
Eu enquanto FILÓSOFO, acredito ainda que existem pessoas honestas e verdadeiras, que nunca aceitarão se venderem e muito menos se corromperem ou serem compradas o seu silêncio, porque continuarão a serem verdadeiras e leais com aqueles que lhes apoiam e acima de tudo com o povo que representam e a nação que defendem. Apesar de hoje o dinheiro comprar tudo a sua volta...
Jack Indelével Wistaffyna, se define como um filósofo e não como um revolucionário, pelo facto de ele usar a palavra, a escrita, a reflexão e a sapiência para:
Despertar a consciência crítica, social e analítica.
Questionar a legitimidade dos dirigentes.
Estimular o amor ao próximo isto é: amor a Nação e o povo.
Respeitar e preservar a nossa identidade cultural.
Trabalharmos unanime em prol do País e do bem comum...
O ser humano está adoecendo moralmente
Vivemos uma época marcada por um fenômeno alarmante: o esfriamento das relações humanas!
As pessoas já não cultivam vínculos duradouros. A memória afetiva foi trocada pela pressa, a consideração substituída pela indiferença, e o respeito? Abandonado à margem do caminho!
As pessoas, tomadas por um egoísmo corrosivo, já não enxergam o outro como alguém a ser valorizado — mas como uma ferramenta!
E quando essa ferramenta deixa de ser útil, é simplesmente descartada. Sem remorso. Sem reflexão. Sem dignidade.
Essa postura revela uma profunda falência emocional e ética.
Estamos vivendo uma era em que a utilidade vale mais que a história compartilhada, e a conveniência fala mais alto que a gratidão!
É a banalização do vínculo humano! É o triunfo da frieza sobre a empatia!
E mais: muitos acham isso normal!
Chamam de “desapego”, de “liberdade emocional” — mas na verdade, é desumanização disfarçada!
Se não reagirmos a essa tendência doentia, seremos empurrados para um mundo onde as pessoas coexistem, mas não se reconhecem. Onde estão perto fisicamente, mas isoladas em alma.
É preciso reconectar o ser humano à sua essência!
Resgatar o valor da presença, da memória, do olhar no olho, da consideração verdadeira!
Não podemos aceitar como normal o abandono da sensibilidade.
É hora de restaurar o afeto, a dignidade e o respeito nas relações!
Um espelho se quebra no escuro, apenas os átomos presenciaram o colapso. Simbologicamente, todo o universo é formado por átomos, que se reorganizam a cada desintegração.
Palavras são facas que cortam o silêncio de maneira irremediável. Textos são mísseis direcionados ao interlocutor.
O som de uma memória que nunca aconteceu se assemelha a gotas pingando de uma torneira que não existe.
Às vezes a alma se cansa e se aconchega em nosso colo, cujo único afago possível é o silêncio das palavras que nunca brotaram, mas escreveram um livro de memórias caladas.
Um relógio quebrado paralisa o tempo como o silêncio joga xadrez com as constelações.
Extacolia é um neologismo que mistura êxtase com melancolia. Ela se encontrava em um estado de extacolia e não sabia definir o que sentia.
O invisível tem o peso de uma pluma deslizando suavemente dos céus à terra, sem pressa de chegar, até porque ninguém veria.
No meio de uma casa abandonada havia um ninho de passarinho. Em vez de ovos, havia uma semente resistente, com sede de vida, que cresceria rompendo o telhado e se formaria como um imponente pinheiro. Todos os dias era Natal.
O inconsciente humano é um profundo oceano desconhecido, como a noite escura que absurda os corações aflitos, que não podem comer estrelas.
Se a linguagem fosse um corpo ela seria as mãos, esculpindo um ser humano capaz de pronunciar o silêncio das pessoas angustiadas com o grito histérico dos desesperados.
Dia ensolarado
Amor, pra mim, é algo sem cor.
Um sentimento que te rouba tudo, sem pudor.
Faz nascer em mim o mais agonizante ardor,
aquele calor que nada deve-te,
apenas por não te precaver de tanto.
E eu… eu nem tenho palavras.
Como descrever essa sensação
que me rouba o coração?
Às vezes, sinto-me tão elevado
que deixo de olhar as nuvens de baixo —
estou entre elas, envolto, perdido.
Ah, sensação desgastante…
Não consigo não temer
toda essa falta de controle.
Só queria poder deitar em braços
que nunca, nunca me soltassem.
Sonhar, Ama
Sonhar, nunca foi tão fácil
É um sonho plácido
Mas amar
Viver, sem esperar você
Nunca é demais, sempre hei de mais
Pra sofrer
Luzes acesas não têm nada
Flores ao amanhecer, não têm nada
Olho o céu azul, não vejo beleza
É assim, mesmo assim
Digo sim, meu grande amor
Sem Cicatriz
Um dia preciso ir
Fechar seu coração
Só pra saber
Se o que eu vi
Dá pra calar uma emoção
Tristeza...
Preciso andar na rua
Preciso saber sonhar
Quero ir na casa de mãe
Só pra de novo aprender a amar
A gente só aprende quando sofre
E chora meia nove, já é hora de sorrir
Põe a ponta do sorriso e de novo esses risos
Hei de me amargurar, chorar...
Pois é tarde, meu coração diz que é tarde
Não há onde fugir
De um amor sem cicatriz...
Tudo ou nada
Sempre me disseram que sou intensa demais.
No começo, eu achava que era um defeito — como se amar muito fosse um erro de fábrica, uma falha na construção da minha alma.
Mas hoje percebo que não sei ser diferente.
Não sei amar pouco.
Não sei cuidar só um bocadinho.
Não consigo fingir que não sinto.
Ou é tudo, ou não é nada.
Essa sou eu.
Teu sorriso
Teu sorriso é raio leve,
no silêncio, um som que canta.
Brilha e passa, mas não some,
feito estrela que encanta.
Riso solto, doce e puro,
acende a noite mais fria.
É abrigo sem palavras,
é calor e poesia.
