Poemas para Amigos que Ja Morreram
A lua não brilha, ela devolve…
feito espelho educado da noite,
ensinando que até refletir já é luz.
A lágrima é chuva particular:
quando cai, ninguém vê o céu nublado…
mas por dentro já trovejou faz tempo.
Dizem que quem já provou do teu beijo…
Nunca esquece! Será?
Da tua alegria e vontade de fazer o melhor sempre…
Era feliz e nem sabia! Será?
Do teu abraço inesquecível…
Da tua fé inabalável… Será?
Viveu no mundo da Alice onde tudo é possível…
Principalmente acreditar no amor verdadeiro… Será?
No meio dos dias difíceis,
a gente pode ser abrigo.
Um gesto simples, um “tô aqui”,
já acalma o que pesa.
Às vezes, é só isso:
presença que cuida.
E, quando o amor chega assim…
faz luz no caminho de alguém.
Edna de Andrade
Uma vez me questionaram por que eu escrevo tanto sobre o amor, se eu já vivi alguma paixão ou se apenas invento as histórias que coloco no papel. Eu respondi que eu não escrevo sobre o amor por desejar ser amada como nos meus textos, mas sim por acreditar que o amor é a força mais poderosa e transformadora que existe. Eu escrevo sobre o amor porque ele me inspira, me desafia, me ensina e me faz crescer. É, escrevo sobre o amor porque ele é a essência da vida.
Eu nunca escrevi sobre como me apaixonei de verdade, mesmo que isso possa ter acontecido. Mas a verdade é que eu sinto o amor tão presente na minha vida, como se eu tivesse amado alguém de verdade. Eu sei que parece confuso, mas é que eu sempre fui fascinado pelos filmes de romance e pela obra de Shakespeare, a qual é a minha maior referência pessoal. É por isso que o romance é o meu tema preferido para escrever, mesmo que eu não tenha vivido um na realidade.
~Safira souza
Já olhei pela janela e vi o caos,
já olhei pela mesma janela,
e vi calmaria. Não está fora,
está dentro!
Assim como a lua, a mulher é bela e cheia de fases.
Já o homem é como o Sol, é estável, não demonstrando nada, e guardando tudo pra si.
Cravemos os dentes
na carne um do outro,
em busca do sangue
de um amor já morto.
A fatalidade do acaso
fez do instinto o desejo
e a sobrevivência do querer:
sangrar para existir.
Cravemos os dentes
na boca um do outro,
em busca da saliva
de um beijo roto.
Eu já fiz o bem sem olhar a quem. E hoje reconheço: essa frase é bonita demais para ser totalmente verdadeira.
Não existe gesto humano absolutamente puro. Sempre há um traço de expectativa, ainda que mínimo, quase imperceptível. Pode não ser dinheiro, pode não ser vantagem material, mas há um desejo íntimo de retorno. Um reconhecimento. Um agradecimento. Uma sensação de justiça moral. Até mesmo a paz interior é, de certo modo, uma recompensa.
O ingrato não frustra apenas porque é ingrato. Ele frustra porque revela a expectativa que fingíamos não ter. Dizemos que não esperávamos nada, mas a ausência de resposta nos incomoda. Isso já é prova suficiente.
A filosofia do “fazer o bem sem olhar a quem” funciona como ideal, não como descrição fiel da natureza humana. Somos seres conscientes de consequência. Sabemos que nossas ações geram efeitos, e no fundo acreditamos que o bem, de alguma forma, retorna. Nem que seja como equilíbrio espiritual, aprovação divina ou serenidade de consciência.
Há quem afirme que Deus recompensa o bem feito ao necessitado. Pode ser. Mas também pode ser apenas uma tentativa humana de manter coerência moral no mundo. Afinal, se Deus nos dá mais do que merecemos, como distinguir recompensa de graça? Como saber se o que recebemos é pagamento ou simples generosidade divina?
Talvez a lucidez esteja em admitir: fazemos o bem também porque isso sustenta a imagem que temos de nós mesmos. Porque precisamos acreditar que somos justos. Porque queremos viver num mundo onde a bondade tenha algum sentido.
Isso não invalida o bem. Apenas o humaniza.
A pureza absoluta pertence às ideias. A prática pertence aos homens. E os homens são mistos, contraditórios, conscientes e desejantes.
Ser lúcido não é deixar de fazer o bem. É fazê-lo sabendo que não somos santos — e ainda assim escolher agir com dignidade.
Às vezes a gente esquece o quanto já caminhou, mas eu estou aqui para te lembrar. Somos mais fortes do que vcs imaginam e merecemos cada coisa boa que está chegando. Nosso orgulho e cada pequena vitória.
DeBrunoParaCarla
O cheiro ruim não vem do que é feio,
nem do que já morreu por dentro.
Ele vem da beleza…do que parecia puro, intocado. E é isso que assusta:
perceber que até o que é bonito
carrega o começo da ruína.
DeBrunoParaCarla
Tem dias em que eu sento pra escrever
e percebo que já está tudo ali organizado no caos, esperando só que eu não atrapalhe. Como se as palavras não viessem de mim, mas passassem por mim.
E eu fico pensando…de onde vem isso?
Porque não parece só pensamento,
nem só lembrança. É mais fundo.
É como se existisse alguma coisa em mim
que observa tudo em silêncio, que sente mais do que eu consigo entender,
e que, de alguma forma, decidiu falar.
Às vezes dói. Porque a poesia não pede licença. Ela expõe,
revira, mostra partes minhas que eu nem sabia que estavam vivas.E mesmo assim…
eu deixo.Porque tem algo estranho nisso tudo uma sensação de verdade.
Como se, enquanto eu escrevo, eu finalmente estivesse sendo honestocomigo mesmo, sem filtro, sem defesa.
Só… inteiro. E é aí que eu entendo:
talvez eu não escreva poesia.
Talvez eu só exista o suficiente
pra não impedir que ela aconteça.
DeBrunoParaCarla
Não foi de repente, foi aos poucos,
como quem aprende a sumir devagar. Quando percebi, já era vazio, e eu ainda chamando por você.
DeBrunoParaCarla
O universo real…eu já te levei pra conhecer.
É o nosso lugar de verdade,
onde tudo faz sentido sem precisar explicar. Um dia, tudo isso vai ficar pra trás,
o barulho, o peso, o que prende.
E só vai restar o que é nosso,
o que sempre foi… mesmo sem forma.
Porque no fim, não é sobre onde estamos,
mas sobre esse lugar invisível
onde eu sempre encontro você.
DeBrunoParaCarla
O universo real não precisa de sentido,
porque ele já existe antes de qualquer explicação.Eu te levei até lá sem caminho, sem nome, onde tudo é… mesmo quando ninguém entende.
DeBrunoParaCarla
É quando a gente já não sabe onde um termina e o outro começa. É o meu passo seguindo o teu ritmo, o teu suspiro completando o meu silêncio. Uma simbiose que não se explica, só se vive, como se nossas histórias tivessem sido escritas na mesma folha, com a mesma tinta.
DeBrunoParaCarla
Não precisei de rimas prontas quando o meu coração já batia no ritmo do teu nome. Deixei o papel de lado para escrever nossa história em cada abraço, porque o amor de verdade não se explica, ele se transborda
DeBrunoParaCarla
Nos meus devaneios
de covardia,
já quis ser de ferro
com receio de perder
ou de sentir alegria,
um claro erro,
sentimentos sinceros
podem ser ignorados,
mas não fingidos,
nem evitados,
Sendo necessário
um diálogo consigo
pra conviver com o que
não pode ser mudado,
ciente de que nem tudo é perdido,
tudo pode ser válido e de que
a vida é assim, altos e baixos,
não tem como fugir,
É preciso ser sensato
e o equilíbrio deve existir,
tendo a força de um aço
e a liberdade de um bem-te-vi.
Já olhou pra o espelho
e pôde enxergar
uma pessoa incrível
que precisa de amor
e que aprendeu se amar?
