Poemas para a Pessoa Amada
Meus amigos tem uma imagem de mim;
A pessoa alegre, divertida, simpática, atenciosa e de bom coração.
Mas muitos deles não sabem que por trás dessa imagem existe uma pessoa que sofre loucamente,
Que tem seu coração destruído em milhões de pedaços,
E que todas as noites sua consciência o destrói cada vez mais.
Enfim eu prefiro ver meus amigos felizes a vê-los tristes com a minha dor, por isso que procuro levar a felicidade para cada um deles e assim diminui um pouco o meu sofrimento.
Para
os que tentaram
muito menos do que meus erros, sempre serei uma pessoa de
Muita Sorte.
Para os que sempre ousaram muito pouco, meus tropeços sempre parecerão atalhos.
Para os que não arriscaram, meus erros soarão como privilégios.
E assim nasce a ilusão da sorte: ela costuma ser confundida com a coragem de tentar.
Serei sempre “uma pessoa de sorte” aos olhos de quem não viu as noites mal dormidas, as portas fechadas, as dúvidas que quase me fizeram desistir.
Porque quem observa de longe, só enxerga o resultado, raramente o preço.
A sorte, quase sempre, é apenas o nome elegante que se dá à insistência.
Meus erros não foram atalhos dourados; foram caminhos pedregosos que escolhi atravessar.
Cada falha carregou constrangimento, aprendizado e cicatriz.
Mas também carregou movimento.
E há uma diferença brutal entre cair caminhando e permanecer intacto por nunca sair do lugar.
Talvez seja mais confortável acreditar na sorte alheia do que encarar a própria omissão.
Afinal, admitir que alguém chegou mais longe porque tentou mais exige coragem para rever as próprias escolhas.
Se me chamarem de sortudo, aceitarei com serenidade — mas saberei, em silêncio, que minha maior sorte foi não temer errar em público, aprender em silêncio e continuar tentando quando seria muito mais fácil parar.
Porque, no fim, a Sorte costuma abraçar quem insiste em encontrá-la pelo caminho.
Saudades! Tenho-as até do que me não foi nada, por uma angústia de fuga do tempo e uma doença do mistério da vida. Caras que via habitualmente nas minhas ruas habituais - se deixo de vê-las entristeço; e não me foram nada, a não ser o símbolo de toda a vida.
Um amigo íntimo é um dos meus ideais, um dos meus sonhos quotidianos, embora esteja certo de que nunca chegarei a ter um verdadeiro amigo íntimo.
Para realizar um sonho é preciso esquecê-lo, distrair dele a atenção. Por isso realizar é não realizar. A vida está cheia de paradoxos como as rosas de espinhos.
Quem me dera eu fosse pó que rola na estrada e os pés dos pobres me tivessem pisando. Quem me dera eu fosse o burro do moleiro e que ele me batesse e me estimasse. Antes isso do que ser aquele que passa pela vida olhando pra traz, sentindo pena.
Não chame de zona de conforto o que na verdade é zona de acomodação. Conforto é sinônimo de bem-estar, de satisfação. É na zona de acomodação que existe o conformismo de levar uma vida estagnada, monótona e sem nenhum sinal de evolução. Portanto, saia da zona de acomodação, tenha metas, objetivos e disciplina. Conquiste o êxito de ser uma pessoa sublime.
Quanto mais alta a sensibilidade, e mais sutil a capacidade de sentir, tanto mais absurdamente vibra e estremece com as pequenas coisas. É preciso uma prodigiosa inteligência para ter angústia ante um dia escuro. A humanidade, que é pouco sensível, não se angustia com o tempo, porque faz sempre tempo; não sente a chuva senão quando lhe cai em cima.
Uma inquietação enorme fazia-me estremecer os gestos mínimos. Tive receio de endoidecer, não de loucura, mas de ali mesmo. O meu corpo era um grito latente. O meu coração batia como se falasse.
Senhor, dá-me alma para Te servir e alma para Te amar. Dá-me vista para Te ver sempre no céu e na terra, ouvidos para Te ouvir no vento e no mar, e mãos para trabalhar em Teu nome.
A timidez é o mais vulgar de todos os fenômenos. O que há de mais vulgar em todos nós é termos medo de sermos ridículos…
Eu tenho sim algumas especialidades: calar,fugir,disfarçar,engolir o ar seco,deixar pra lá.Uma mania feia de passar por cima de mim mesmo.
Irrita-me a felicidade de todos estes homens que não sabem que são infelizes. A sua vida humana é cheia de tudo quanto constituiria uma série de angústias para uma sensibilidade verdadeira. Mas, como a sua verdadeira vida é vegetativa, o que sofrem passa por eles sem lhes tocar na alma, e vivem uma vida que se pode comparar somente à de um homem com dor de dentes que houvesse recebido uma fortuna — a fortuna autêntica de estar vivendo sem dar por isso, o maior dom que os deuses concedem, porque é o dom de lhes ser semelhante, superior como eles (ainda que de outro modo) à alegria e à dor.
Por isto, contudo, os amo a todos. Meus queridos vegetais!
A loucura, longe de ser uma anomalia, é a condição normal humana. Não ter consciência dela, e ela não ser grande, é ser homem normal. Não ter consciência dela e ela ser grande, é ser louco. Ter consciência dela e ela ser pequena é ser desiludido. Ter consciência dela e ela ser grande é ser gênio.
(Aforismos e afins)
O homem não sabe mais que os outros animais; sabe menos. Eles sabem o que precisam saber. Nós não.
