Poemas para a Minha Mãe

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​O SILÊNCIO QUE ACENA 🌬️✨
(sempre quando olho para o céu)

​Mãe...
Queria escrever algo, mas acordei com o pensamento solto e disperso de mim. Quando sinto esse silêncio fugidio, não consigo escrever nada, fico oca por dentro e bate um vazio.
​É sempre assim. Em especial neste dia que, lá do céu, acenas para mim... 🕊️🤍

​ Lu Lena / 2026

Entre irmãos a gente briga, fala um do outro para o outro para a Mãe ou para o pai, tios, tias primos ou primas...
Más tudo entre família.
Ser Brasileiro nato, também é assim. Falamos bem ou mal do representante do bairro, vereador, prefeito, deputado, senador, juízes etc. Más entre nós que estamos aqui, vivendo a nossa realidade.
Somos um País de gente aguerrida e com vontade própria.
Nós os Brasileiros de verdade, temos orgulho da nossa alegria e força de vontade de viver e conviver em superação constante.
Interferências externas de quem não viveu a nossa história, não são bem aceitas por brasileiros conscientes da história real do País. Não confundam os vendidos e covardes puxa sacos oportunistas financeiros com Brasileiros.

A gente não nasce mãe, a gente nasce filha e morre filha, mas um dia uma mãe nasce na gente!
Mãe não tem manual!
Conforme a vida vai exigindo, vem o instinto, garra, força e zelo pela cria... quase visceral.

O hipócrita se diz um grande defensor da família, mas passa anos sem visitar a própria mãe.


Benê Morais

MÃE
Magnitude tão especial

Não se pode esconder o excesso de amor incondicional dentro do peito de uma mulher que é mãe.

Quando a maternidade chega, uma infinidade de coisas acontece dentro do seu corpo: mistérios e milagres se fundem. Ela cede espaço, doa vitaminas, sangue, alimento e tudo aquilo que um dia também lhe foi doado, para receber seu filho.

Tudo nela se desloca, muda de lugar e se transforma para proteger a vida que carrega. No fundo desse coração encharcado de amor, existe uma fortaleza criada para servir de suporte seguro, forte e confiável.

Somos fortaleza, somos força, somos mãe.

E, como sempre digo: Dia das Mães são todos os dias.

Feliz Dia das Mães a todas!

Coisas de Mãe, Jeito de Mulher
Helaine Machado
Mãe é detalhe que ninguém vê,
mas sustenta tudo sem aparecer.
É mão que guia, é voz que acalma,
é colo que cura rachadura da alma.
Tem cheiro de casa, gosto de cuidado,
olhar atento mesmo estando cansado.
É pressa por dentro e calma por fora,
é quem se doa inteira… toda hora.
Coisas de mãe são feitas de silêncio:
um “vai dar certo” em meio ao sofrimento,
um joelho no chão quando ninguém vê,
conversando com Deus por você.
E ainda assim, é mulher — inteira, viva,
com sua dor que quase ninguém cativa.
Guarda vontades, adia desejos,
mas nunca economiza nos abraços e beijos.
Se reinventa em cada fase da vida,
mesmo quando se sente perdida.
Porque dentro dela existe um poder
que só quem é mãe consegue entender.
É raiz profunda, é vento leve,
é quem nunca solta, mas também não prende.
É amor que ensina, corrige e acolhe…
é mãe sendo mulher,
e mulher sendo forte.
Helaine Machado

Rosa, por que choras?
Helaine Machado, para minha mãe Rosa Alves

Rosa, por que choras?
Se tua beleza é radiante,
tua pétala é tão delicada,
tua cor… puro resplendor.
— Eu choro…
porque minhas lágrimas ninguém vê,
minha dor se esconde no silêncio,
nos espinhos que em mim nascem
e contam tudo o que sofri.
— Mas, rosa…
tua beleza é mais que paixão!
— Para alguns…
mas para mim, sou um coração aberto,
cada cor que carrego
é um sentimento meu.
Sou suave, sou intensa,
sou feita de emoções…
mas cada espinho que cresce em mim
guarda aquilo que me feriu.
— Oh, rosa…
tua beleza é sublime,
enche de vida quem te vê.
— Mas nem todos querem sentir…
alguns desejam só a beleza,
sem aceitar os espinhos
que também fazem parte de mim.

A-COR-DAR MÃE

Meu renascimento.
Minha tatuagem.
Meu ressarcimento.
Minha ancoragem.
Meu porquê quando não.
Meu pulsor quando sim.
Quando falta-me chão,
meu céu, meu jardim.
Minha hora, oração.
Meu então, querubim.
Minha farta visão
quando cega de mim.
Filha, pedaço,
tempo sem fim,
que é feito de (a)braço,
inteiro e assim.
Na razão-emoção,
quando sim-salabim,
uma nova missão,
fazer casa em cupim.
E na vez de ser sorte
— o lembrete a florir,
é preparo, antevência,
para azar nem tossir.
Que é lugar não de espera,
mas de ser o meu manto,
entender primavera
enquanto adianto.
Minha marca diária,
meu pano que pinga,
a limpeza sumária,
uma sola que vinga.
É pedra com rosa,
é passagem sem rito,
é poema com prosa,
é lição por escrito.
É joelho exposto,
amor-tecer no atrito,
e no pressuposto
aumentar gabarito.
Meu renascimento.
Minha tatuagem.
Meu ressarcimento.
Minha ancoragem.
Enxergar menos beleza
onde não fica (e)vidente.
Quando faltam-me flores,
meu pedaço, semente.
Minha hora, oração.
Meu então, querubim.
Eis assim salvação,
Meu resgate de mim.

(Vanessa Brunt)

Mãe é o verbo que se faz proteção,
A voz que acalma o pranto e a dor,
É ter o universo num só coração
E dar o sentido real ao amor.
​Pois em cada Maria, em cada mulher,
Habita a coragem de ser o que for,
Seja no riso ou no que o destino trouxer,
És a eterna guardiã do maior esplendor

Amor de mãe não é exagero,
é excesso que Deus permitiu
pra compensar o mundo.

Minha mãe tem cabelo de algodão-doce cansado,
daquele que o tempo foi soprando devagar…
e mesmo assim ainda adoça o dia de quem chega perto.


O rosto dela é estrada de barro batido,
listrado pelas chuvas que já enfrentou…
mas firme, como quem nunca saiu do lugar que ama.




O café dela nunca é só café,
é colher batendo na xícara marcando o tempo…
como relógio simples ensinando a vida a não parar.


Minha mãe mexe o açúcar devagar,
como quem tenta adoçar o mundo…
sem fazer barulho pra não assustar a dor.


Ela é dessas que conversa com planta,
e jura que o sabiá responde…
porque quem tem fé entende até o silêncio cantar.


Minha mãe é livro que não pode empoeirar,
porque cada página esquecida…
é um pedaço da gente que deixa de existir.


Saudade dela não é ausência,
é presença que não cabe no abraço…
e por isso transborda pelos olhos.


Tem dia que ela é rede na varanda,
balançando entre o cansaço e a fé…
sem nunca deixar ninguém cair.


Se um dia ela for embora,
vai ficar espalhada nas pequenas coisas…
no barulho da colher, no canto do sabiá, no balanço de uma rede.

Dor é escola. Tristeza é tinta. Solidão é casa.
Alfonsina Buconzo Ngoio é mãe. Eu sou outro.
Não confunde. Meu nome não é sombra. É raiz, raiz de Paulo Macaia Poba, meu pai, meu chara e meu Deus na Terra.

Eu já errei muito, na verdade eu erro todo santo dia...

Nem sempre eu consigo ser a melhor mãe do mundo, melhor esposa, melhor professora ou melhor empreendedora.

Já errei como filha, já errei como mãe, já errei como esposa, já errei por excessos, já me perdi inúmeras vezes... E sei que ao longo da minha jornada eu vou errar pra caramba.

Mas o que quero te dizer com isso tudo?

Que você também vai errar e ESTÁ TUDO BEM!

Quem erra tem chances de acertar, quem erra não está no comodismo, de fato, faz algo diferente.

Me sinto grata por cada tapa na cara que a vida me deu, melhor sim, do que ter uma vida monótona e sem lembranças.

O medo não te levará para lugares extraordinários! Erre mas não permaneça no erro.

Saiba o que você quer e por favor, não desista de ter uma vida extraordinária!

Mãe é aquela que nos deu a vida, amor e cuidado, pronta a enxugar as nossas lágrimas. Sempre corrigindo nossos erros, nos levanta a cada tombo, erguendo-nos com seu amor.
Atenciosa e carinhosa, sempre presente e disponível, és o pilar que nos ajuda a crescer e evoluir. O diamante mais brilhante, a estrela que ilumina a escuridão e os caminhos obscuros com afeto e dedicação.
Muito mais que pedras preciosas, mais que todas as riquezas, brilho do esplendor, a melodia da nossa canção, nosso universo de emoção. Você viu florescer as nossas vidas com as mais lindas cenas da realidade.
Deus nos deu você, isso é verdade, isso é amor, é felicidade.

Quando a minha mãe percebe que estou a esforçar-me muito para lhe agradar, ela diz:
“Cuidado, filho… tenha calma.”
Então eu respondo:
“Mãe, eu sou a semente que você plantou. Estou apenas a esforçar-me para dar frutos… é isso que as sementes fazem.
Tenho que dar no duro agora, enquanto ainda tenho tempo de estar com você.”
— Binilson Quissama

​LÁGRIMAS DE CHUVA
(​Quando o pranto da mãe cai do céu)

​Olhos pesados que pestanejam em cintilações,
decorrentes de uma noite insone
que vejo no olhar de meu filho autista...
Aí percebo que minhas lágrimas
misturam-se à chuva que cai do lado de fora.
​O mundo dorme um sono alheio,
enquanto o nosso tempo é outro, suspenso no escuro.
Como cúmplices, apenas a quietude da madrugada
e os pingos da tempestade que agora caem como orvalho.
​Não há distinção entre a água do céu e o meu pranto;
ambos lavam a alma que, por instantes, levita
e recebe o refrigério divino...
​Ele fecha as pálpebras, finalmente em paz,
sob o som da natureza que nos abraça e nos acalenta...
Eu fecho os olhos e continuo em prece!

​Lu Lena / 2026

MÃE

Falar do amor de Mãe⁠
Amor vida, amor de mistério
Milagre de continuidade...
Sopro do ar puro
Fonte do refrigério!
Isso é Amor de Mãe.

Mãe é lugar do Amor
Mãe é abrigo...
No tempo Presente
Do verbo Amar.

Mãe Mistério

O adulto de hoje foi criança
que a mãe um dia sonhou.
Foi no corpo materno,
que a educação começou
Mãe conhece antes do mundo,
a bagagem que dentro de si
carregou.

Mãe
Mãe, celeiro de vida.
Útero da humanidade.
Mãe é singeleza preferida
Canteiro da obra da Divindade.⁠

⁠⁠Sempre que vejo religiosos divididos, digladiando e se julgando pela Mãe do meu Senhor, lembro o quão fácil foi persegui-lo.


E ainda há quem defenda o Céu com flechas e pedras na mão.


Quem diga amar o Cristo, mas incapaz de reconhecer o amor no olhar do irmão.


Quem cite versículos para erguer muros — e não pontes…


Sem se esquecer dos que se valem do nome de Deus e da igreja para se esconder, aparecer e se promover.


Talvez o maior escândalo da fé não esteja nas diferenças doutrinárias, mas na incapacidade de amar sem rótulos.


Foi esse mesmo zelo sem ternura que O condenou — não o ateísmo, não o império, mas a arrogância de quem julgava conhecer melhor a vontade do Pai.


E assim, em nome d’Ele, seguimos ferindo o que há de mais Divino: o Amor ao próximo!