Poemas Nao quero dizer Adeus

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⁠Para Ele, Que Já Existe

Eu não sei onde você está, nem se já me viu de longe ou se ainda caminha em outra direção. Mas sei que existe. Sei porque sinto sua ausência como se fosse uma presença, porque o espaço que você ocupa em mim já tem forma, cheiro, textura. Sei porque meus anseios não se dissolvem no tempo, porque meu corpo espera sem se perder no fácil, sem se entregar ao vazio.

Eu poderia dizer que espero pacientemente, mas não seria verdade. Espero com desejo, com urgência contida, com vontades que dançam dentro de mim sem encontrar palco. Espero porque sei que quando chegar, não será um encontro qualquer. Será o reconhecimento de algo que sempre esteve aqui.

Não me guardo por medo, nem por falta de oportunidades. Me guardo porque não sou para qualquer um, porque minha pele não responde a mãos que não saibam o que fazer com ela. Porque meu corpo, minha alma, tudo em mim precisa de verdade, de presença, de entrega.

Então, venha quando for tempo. Mas venha inteiro. Porque não quero metades, não aceito migalhas. Quero um toque que fique, um olhar que me prenda sem me acorrentar, uma voz que me acalme e desperte ao mesmo tempo. Quero ser para você o que você será para mim: um abrigo, um incêndio, uma certeza.

E quando vier, saberá que sempre foi você.

Com o tempo você aprende que!
Não é brigando que sua força se vence.
Não é mentindo que você será sempre lembrado
Não se ofende que você ama.
Não precisa amar para ser amado.
Aprendi que não posso ter tudo que desejo.
Que o amor não é feito de cama ou de beijo.
Muitos que são grandes hoje quando nasceram eram pequenos e pensavam pequeno.
Aprendi que por mais que nós precisamos de ajuda haverá aqueles
que nos deram as costas e nossos momentos de angustia.
Eu não sei sobre o correto ou incorreto, mas sei que não posso
ser o que sou se eu realmente não acreditar em mim.
Aprendi que quando eu chorava sempre alguém me consolava e assim
eu consolei aqueles que me procuravam..
Só podemos agir quando estamos de bem com as pessoas, pois caso
contrario precisaremos de alguém de bem para que possamos suportar uma dor.
Aprendi que sem amor não há nada de belo e que com amor tudo é lindo e próspero.
Com o tempo eu aprendi que por mais que tenha aprendido tanto me falta muito ainda para eu aprender e talvez ainda que viva eternamente sempre haverá coisas novas para meu aprendizado..

Preciso me Encontrar

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver...

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar...

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver...

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar
Quando eu me encontrar
Quando eu me encontrar
Depois que eu me encontrar
Quando eu me encontrar
Depois, depois
Que eu me encontrar
Quando eu me encontrar
Depois, depois
Depois que eu me encontrar.

⁠Reflexos de Alma

Há um eco no espelho,
um reflexo que não é só luz.
É pele, tempo e memória,
uma sombra que sente e traduz.

Me transfiro em olhares,
sou vestígio em cada cor.
O passado resiste em traços,
feito espelho a guardar calor.

Toquei-me na transparência,
mas era outro a me olhar.
Alma fluindo em espelhos,
sempre a se reencontrar.

O Desejo Como Fome que Não se Mata com Qualquer Alimento

Há uma fome em mim, mas não é qualquer coisa que me sacia. Não é um encontro rápido, um toque sem alma, um beijo sem história. Meu desejo precisa de algo mais. De um cheiro que fique na pele, de um olhar que me atravessa, de uma presença que se faça necessária. Não como um capricho, mas como quem encontra exatamente o que precisa.

Meu corpo chama, mas não para qualquer resposta. Não é urgência vazia, não é sede que se engana com qualquer gole. É fome de verdade, daquelas que só um banquete de alma e pele pode acalmar. Por isso, eu espero. Mesmo que doa, mesmo que arda. Porque quando vier, será entrega, será plenitude, será tudo.

⁠A indiferença não grita, não sangra, não arranca — ela corrói em silêncio. Vai tirando aos poucos a cor dos sentimentos, o brilho dos olhos, o calor dos gestos. É uma tortura sem ferida visível, mas que fere fundo, porque o que machuca de verdade não é o que se diz, mas o que se deixa de sentir.

A distância, por sua vez, parece às vezes o único caminho possível. Um remédio amargo, sim, mas necessário quando o coração pede silêncio e espaço. Só que, como todo remédio forte, é preciso cuidado com a dose. O que foi receitado para curar pode, em excesso, se tornar veneno. E assim, entre ausências e silêncios, o que poderia se transformar em cura vira luto.

O amor não morre de repente. Ele vai se apagando entre olhares que já não se encontram, entre palavras que já não vêm. Primeiro esfria, depois adormece. Até que um dia, sem que se perceba, deixa de existir. E tudo o que sobra é um eco do que um dia já foi vida pulsante.

⁠O Olhar que Me Define

Meu olhar não se limita ao que os olhos veem, mas ao que a alma reconhece. Eu fotografo para eternizar, escrevo para ecoar memórias. Meu olhar recua no tempo, buscando o que merece ser lembrado, e avança com a sensibilidade de quem entende que cada imagem e cada palavra são pontes para o outro.

Vejo beleza nos detalhes, valorizo as marcas do tempo e busco o que é essencial. Em tudo que crio, há um instante de entrega: um pudim feito com afeto, uma lembrança registrada com carinho, um verso que toca quem lê. Cada foto, cada palavra, é uma forma de me conectar e trazer à tona histórias que, de alguma forma, pertencem a todos nós.

Não me contento com a superfície. Quero o encontro genuíno, a troca verdadeira, a lembrança que resiste ao tempo. Meu olhar é minha identidade, meu povo, minha cultura, minha história. E ao compartilhá-lo, convido outros a enxergarem não apenas o que está diante deles, mas o que pulsa dentro.

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⁠O Corpo Como um Instrumento que Só Toca na Sintonia Certa

Meu corpo não é uma melodia qualquer, não toca para qualquer ouvido. Ele precisa da sintonia certa, do toque que sabe a nota exata para fazê-lo vibrar. Há desejo em mim, mas ele não dança ao som de qualquer presença. E eu espero. Porque sei que, quando a música certa tocar, eu não terei dúvidas – será entrega, será arrepio, será um acorde perfeito.

⁠Gratidão Pelo Invisível

Te agradeço, meu Deus, não apenas pelo que já vi, mas pelo que ainda está por vir. Pelas bênçãos que meus olhos não alcançaram, pelos caminhos que ainda não trilhei, pelas respostas que nem sei que preciso.

Agradeço porque sei que há promessas sendo preparadas, portas sendo abertas, milagres em movimento—mesmo que agora tudo pareça silencioso. Confio que, no tempo certo, tudo chegará.

E enquanto espero, meu coração repousa na certeza de que Tu sempre cuidas de mim, mesmo quando eu não vejo, mesmo quando eu não entendo.

Se o azul do céu escurecer
Se a alegria na terra, perecer
Não importa, querida
Viverei do nosso amor
Se tu és o sol dos dias meus
Se os meus beijos sempre foram teus
Não importa, querida
O amargor das dores desta vida
Um punhado de estrelas
No infinito irei buscar
E a teus pés esparramar
Não importa os amigos
Risos, crenças e castigos
Quero apenas te adorar
Se o destino, então, nos separar
Se distante a morte te encontrar
Não importa, querida
Porque eu morrerei também
Quando, enfim, a vida terminar
E de um sonho nada mais restar
Num milagre supremo
Deus fará no céu te encontrar.

"Não pense no amanhã. No momento em que pensa no amanhã, você passa a viver o hoje sem entusiasmo.
Viva simplesmente o hoje e esqueça o amanhã, ele seguirá o seu próprio curso.
E lembre-se de uma coisa: o amanhã é fruto do hoje.
Se o hoje for uma experiência de grande beleza, for uma bênção, por que se preocupar com ele?"

Minha mão está suja.
Preciso cortá-la.
Não adianta lavar
A água está podre.
Nem me ensaboar
O sabão é ruim.
A mão está suja,
suja há muitos anos

(A mão suja)

⁠O Corpo Como um Livro que Nem Todos Sabem Ler

Meu corpo não é um livro de páginas fáceis. Ele não se abre para qualquer olhar, não se entrega a mãos que não sabem segurar sua história. O desejo existe, pulsa, grita em silêncio. Mas não pode ser saciado por qualquer toque sem alma, sem intenção. Eu espero por quem leia cada linha com paciência, que entenda a profundidade antes de querer folhear apressado. Porque para mim, desejo não é pressa. É construção.

⁠Que o Amor Me Reconheça

Há uma parte de mim que se revela apenas para quem sabe ver. Não me entrego facilmente, porque meu amor, minha entrega, é algo que se cultiva com paciência. Não sou para ser admirada à distância ou compreendida apenas pela superfície. Sou feita de camadas, de sensações, de desejos, e só aqueles que têm a coragem de mergulhar nas profundezas de quem sou, poderão encontrar o que é verdadeiramente meu.

Eu espero, sim, mas não de qualquer jeito. Não espero por qualquer um. Espero por aquele que será capaz de enxergar não só o que está à mostra, mas também o que me habita de forma silenciosa, o que guardo para o momento certo. O amor que procuro não é pressa. Ele se faz em detalhes, em toques suaves que não exigem respostas imediatas, mas que se entregam sem medo do tempo.

O que eu quero é alguém que saiba me ver além do que se mostra. Que consiga ler nas entrelinhas e me reconhecer nas minhas pausas, nas minhas hesitações. Que o amor, quando vier, me encontre por inteira — com minhas reservas, meus medos, minhas ansiedades. E que, mesmo assim, ele se faça presente de forma tão profunda que nenhuma insegurança ou distâncias possam abalar.

Eu não sou uma simples entrega. Sou uma promessa, um mistério que só se revela a quem tem a coragem de ver além do que é imediato. Que o amor me reconheça não como um reflexo rápido, mas como algo que vale a pena ser descoberto lentamente, com cada toque, com cada palavra. Eu sou esperada. E, quando ele me encontrar, será como se o tempo finalmente tivesse valido a pena.

⁠Na falta de tudo, me permito ficar, mas não me permito ficar sem a presença de Deus


Quando tudo ao redor se esvai, quando o tempo parece estagnado e os dias se confundem entre cansaço e espera, permito-me ficar. Não por conformismo, mas por necessidade. Ficar, por vezes, é um ato de coragem, um reconhecimento de que nem sempre é possível avançar, mas ainda assim, há força para permanecer de pé.

Fico, mesmo quando o silêncio pesa. Fico, mesmo quando a ausência grita. Fico, porque sei que há um propósito, ainda que meus olhos não o alcancem agora. Mas há algo que não posso me permitir: ficar sem a presença de Deus.

Porque é Ele quem preenche os vazios que o mundo não consegue preencher. É na Sua presença que o fardo se torna suportável, que a alma encontra descanso e que o coração, mesmo ferido, pulsa com esperança.

Que me falte tudo, mas que nunca me falte Ele. Pois, se Deus está, mesmo na escassez há abundância. Mesmo na dor há consolo. Mesmo na espera há propósito.

E assim eu sigo: ficando, resistindo, confiando. Não sozinha, mas sustentada por uma presença que nunca me abandona.

⁠O Desejo Não Se Satisfaz em Qualquer Toque

Hoje, sinto a falta de algo que não sei explicar completamente. Um desejo que vai além do corpo, que pulsa na alma e no peito, uma vontade de ser tocada, de dividir risos sem pressa de chegar ao fim. Quero ser vista em minha totalidade, ser amada, sem que isso se perca no superficial.

Mas, ao mesmo tempo, me nego a buscar essa satisfação qualquer. Não quero apenas um toque vazio, uma troca momentânea. Eu quero mais. E, ao me negar, meu corpo sente a ausência, sofre em silêncio, como se algo estivesse faltando, como se a falta fosse mais forte que o desejo.

E é nessa contradição que me encontro. Querendo, mas sabendo que o que busco não está em qualquer lugar. Eu espero, mesmo que a espera me consuma.

Acreditar.
O sertanejo tem vida dura
não se cansa de trabalhar
bota mão na agricultura
pra ver seu filho estudar
quem nasce na rapadura
também chega ao caviar.

O Corpo Que Clama, a Alma Que Escolhe

Não é qualquer toque que me desperta. Não é qualquer presença que acende o que em mim arde em silêncio. Meu desejo não é um instante, um ímpeto sem rumo. Ele é fome que só se sacia com verdade, com olhos que me enxergam além do corpo, com mãos que saibam a linguagem da entrega.

Eu não quero apenas ser desejada, quero ser sentida. Quero que meu nome seja dito com peso, que minha pele seja tocada com intenção, que meu corpo seja lido como um livro que se decifra página por página, sem pressa. Porque eu sou feita de profundidade, e quem se detém na superfície nunca me encontra de verdade.

Então, eu espero. Porque sei que quando esse toque vier, não será apenas pele contra pele. Será presença. Será chama. Será tudo.

As pessoas boas quando você as faz sofrer, elas não gritam.
Mas elas arquivam.
Elas se afastam devagar; sem ruído, para então nunca mais voltar.
Elas continuam sendo boas, mais sem confiar.
E é nesse exato momento que elas tiram você da vida dela.
Elas não te apoiarão mais.
Elas não confiaram mais em você...

A arte de olhar é também a arte de resistir.
De não se afogar nas próprias marés,
de aprender a respirar mesmo quando o silêncio pesa,
de transformar dor em força,
sofrimento em poesia.
Porque até nos dias mais sombrios,
há sempre um modo de florescer.