Poemas Nao quero dizer Adeus
No palco da vida, apaixonamos não o que o outro é, mas sim, o que projetamos (CLARIANO DA SILVA, 2016)
Pai, mãe e irmãos você não escolhe. Mas amigos sim! A vida é feita de escolhas, então se permita trazer ao seu convívio pessoas melhores que você, que agregam, que ensinam e que acima de tudo possam trocar maturidade de vida (CLARIANO DA SILVA, 2019).
Não define a pessoa pela função ou cargo temporário, mas sim pelo olhar de sua formação cultural, intelectual e humildade de reconhecer o outro com auteridade (CLARIANO DA SILVA, 2020).
A dor é o fio invisível que costura a condição humana. Não escolhemos senti-la, mas ela nos escolhe, como se fosse uma visita inevitável que atravessa o corpo e se instala na alma. É mais do que um sinal de nervos e tecidos — é a lembrança de que somos frágeis, mortais, expostos ao mundo.
O tempo é sábio, e ensina que crescer não é somar anos, é aprender a suportar o silêncio, a ouvir o que fere, a aceitar que o sol nasce para todos.
O adulto que não aprendeu a ser inteiro carrega dentro de si uma criança órfã, que grita por atenção, que se recusa a dividir o brinquedo da vida, que congela o gesto de dar como se o mundo fosse apenas seu reflexo.
O maior desafio é admitir que não é o mundo que nos inferioriza, mas nós mesmos que nos recusamos a enxergar nossas limitações.
“Quando algo que diz respeito a alguém é atravessado, o que se perde não é apenas a forma, mas o direito de conduzir o próprio tempo e a própria história.
Respeitar limites é uma forma de cuidado. Quando eles não são observados, mesmo sem intenção, isso pode ferir.”
Há tempos que não podem ser apressados, porque carregam em si uma delicadeza própria. O silêncio, o intervalo e a espera são partes essenciais do viver. Quando atravessamos etapas sem respeitar o ritmo, não apenas desorganizamos o caminho, mas também roubamos do outro o direito de sentir plenamente cada instante. O cuidado, nesse sentido, não é apenas presença ou palavra: é também saber se retirar, dar espaço, permitir que o tempo cumpra sua função. Respeitar o tempo do outro é reconhecer sua humanidade, é oferecer um gesto de amor que não se impõe, mas que acolhe.
“Respeitar o tempo do outro é como regar uma flor: não adianta forçar a abertura das pétalas, é no ritmo da vida que a beleza se revela.”
“Há acontecimentos que carregam a delicadeza de um rito: não se anunciam, se revelam. São mais que fatos, são símbolos de vida. Antecipar-se a eles é roubar o instante de quem os vive, é quebrar o ritmo natural da experiência. O tempo de cada pessoa é um espaço inviolável, e respeitá-lo é reconhecer sua dignidade. Só quem sabe esperar entende que o florescer não se força — ele acontece quando a própria vida decide.”
“Há quem faça da inconveniência um estilo de vida. Não por descuido, mas por escolha. Delicia-se em aborrecer, como se o desconforto alheio fosse prova de poder. Mas o que parece ousadia é, na verdade, uma pobreza de delicadeza: a incapacidade de compreender que o tempo e o silêncio também são formas de respeito.”
ninguém terá o que é bom, somente negando o ruim.
Assim como não garante estar com Deus, aquele que apenas nega ao diabo...
Não me pergunte se sou evangélico, muçulmano, católico, espírita ou ateu; observe minhas atitudes. Não me questione sobre o que eu penso a respeito da diversidade de gênero, mas veja como eu trato meus semelhantes. Não critique minha opção política antes de saber como respeito a cidadania. O seu pré-julgamento pode lhe tirar a oportunidade de ver como realmente são as pessoas são...
Enquanto mais conheço pessoas, mais percebo que a elegância está vestida de simplicidade e não de rótulos e invólucros sociais. Encontrei mais elegância calçada de chinelos que vestida de etiquetas....
E que sejamos elegantes em nossas almas!
O silêncio nem sempre é fruto da minha escolha, mas nele habita um mistério que a razão não alcança. As verdades, como sementes invisíveis, recolhem-se nesse espaço oculto, esperando o tempo certo de germinar. É no silêncio que o ser se confronta com o que é, e o que ainda não ousa revelar. Pois o silêncio não cala, ele guarda.
A única coisa que faço é ficar imaginando o momento da minha partida. E não adianta, não consigo escutar mais nada a não ser o tic tac, tic tac do meu tempo que está se esvaindo aos poucos...
Estou passando por uma fase que talvez nada mais faça sentido. Creio que morrer não deva ser tão ruim assim, até porque tudo se acaba; as dores, os problemas e principalmente a falta de perspectiva desse futuro sombrio que me cerca...
