Poemas Nao quero dizer Adeus
Eu não encontro palavras que traduzem plenamente o valor da mulher na minha formação humana: minha mãe e minhas professoras e ainda tive o grande privilegio de nascer num lar com cinco irmãs e conhecer um pouco do vasto universo feminino.Minha esposa, minha eterna namorada, que desde muito jovem me ensinou a lutar usando as armas da paz.
Agradeço a todas as mulheres presentes na minha formação e me ajudaram a crescer sem ranço machista.
Agradeço a amizade das mulheres parentes e amigas e todas as mulheres do mundo, FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER.,
Eu não pensava em te amar,
Mas o teu amor não pude evitar,
Tem muitas vezes que até penso:
Que o coração não tem bom senso,
Mas a saudade está a fazer um sinal,
Que o nosso amor parece ser o real.
[Verse]
Tu a mim não me deves nada
Nem gratidão nem tempo nem chance
Comigo você não está em dívida
Porque tudo que eu te dei foi de coração
[Verse 2]
Segura a dor deixa ir embora
O que foi nosso agora é só memória
Cada encontro cada história vivida
Não precisa se prender é a tua vida
[Chorus]
Então solta essa mão de mim
Segue em frente busca teu jardim
Eu vou ficar aqui a te lembrar
Mas você não me deve nada não precisa ficar
[Bridge]
Cada lágrima cada sorriso
Eu guardei mas não peço tributo
O que senti foi mesmo real
Mas tua liberdade é fundamental
[Verse 3]
Siga teu caminho seja feliz
Meu adeus é doce cheio de matiz
Te desejo o mundo te desejo o bem
Vai em paz quero ver além
[Chorus]
Então solta essa mão de mim
Segue em frente busca teu jardim
Eu vou ficar aqui a te lembrar
Mas você não me deve nada não precisa ficar
nada mudará por aqui continuará amanhecendo, as flores amarelas de novembro crescerão, o temporal de chuva não vai parar e eu não vou parar de cantar.
Tudo continuará igual.
Só que você...
Não estarás mais aqui.
[Verso 1]
Eu não acho que você queira se apaixonar
Minha alma adornada de cicatrizes sem parar
Algumas feridas que ainda sangram no peito
Me tornei frio indiferente sem jeito
[Verso 2]
Neste momento nada me emociona
O coração pesado em tristeza ressoa
Não há brilho de estrela ou luar
Me perdi nas sombras sem volta pra amar
[Refrão]
Eu sou um barco à deriva no mar
Nas ondas da vida deixam flutuar
Sem porto seguro sem rumo final
Ninguém pode entender meu sofrimento
[Ponte]
Veja o mundo cinza sem cor pra pintar
Cada sorriso apenas mais um disfarçar
As lembranças me assombram em noites sem fim
Não acho que você deva se apaixonar por mim
[Verso 3]
Escolho o silêncio quando a dor sufoca
Converso com o vento sou alma que invoca
Me afasto de quem tenta ver quem sou
Pois tempo perdido nenhum amor restaurado
[Refrão]
Eu sou um barco à deriva no mar
Nas ondas da vida deixam flutuar
Sem porto seguro sem rumo final
Ninguém pode entender meu sofrimento
Chega um tempo que aprendemos uma dura lição, e neste ano de 2024 aprendi que:
Não importa o quanto somos forte, não importa o quanto o vinculo que temos com alguém, não importa os momentos que passamos juntos, não importa as juras de amor que foram prometidas, não importa o quanto de amor achamos que estava ali.
Os sentimentos podem mudar em um piscar de olhos.
[Verso]
Eu vi você com alguém
Hoje age como se não tivesse ninguém
Senti a sua respiração
Seu sussurro na escuridão
[Verso 2]
Abraçada por outro alguém
Mas eu também pude ver
Você com outro alguém
que Segurava sua mão
[Refrão]
Coração dividido em mil
Seu beijo não mais gentil
Entre abraços e promessas
Meu amor se dispersa
[Verso 3]
Saudade me consome agora
Te vejo indo embora
[Ponte]
E se você já não volta mais
Do laço que desfaz
E se foi você quem quis assim
Eu sigo meu caminho enfim
[Refrão]
Coração dividido em mil
Seu beijo não mais gentil
Entre abraços e promessas
Meu amor se dispersa
[Verse]
Ela disse que queria ficar sozinha
E me mandou sair
Mas a verdade ela não queria estar sozinha
Só queria me ver partir
[Verse 2]
Se afastar-se também é amor
Não por quem jurou eterno
Mas por você
Sem favor
[Chorus]
Com amor próprio mais moderno
Saí da sua vida sem rancor
Me coloquei acima de você
Meu caminho continuei com vigor
[Bridge]
A vida é cheia de momentos
Dores e alegrias é assim segui a minha vida marcado por cicatrizes
Mas sem dúvidas nos ventos
A roda gira e nos leva enfim
[Chorus]
Com amor próprio mais moderno
Saí da sua vida sem rancor
Me coloquei acima de você
Meu caminho continuei com vigor
Cicatrizes ficaram feridas fechadas...
[Verse 3]
O amor é mais que uma palavra
É um sentimento que se vive
E mesmo que às vezes desaba
É só parte do que se revive
Labirinto do Amor
[Verse]
Meu coração em chamas e você não estava lá para apagar
Ninguém além de você pode apagar
O desejo consegue manipular os tolos mas não consegue dominar os amantes
Nunca imaginei que iria te reencontrar
[Verse 2]
Alguém que me faz perder a razão
Você me aponta uma nova direção
Mas o medo prende meu coração
Será que devo seguir essa ilusão
[Chorus]
Não quero me apaixonar de novo não
Mas você é um labirinto de tentação
Cada beijo seu é uma construção
De um amor que desafia minha razão
[Verse 3]
Seus olhos são estrelas na escuridão
Guiando meu caminho com devoção
Mas mesmo com toda a minha precaução
A perdição me atrai como um furacão
[Chorus]
Não quero me apaixonar de novo não
Mas você é um labirinto de tentação
Cada beijo seu é uma construção
De um amor que desafia minha razão
[Bridge]
Entre a dúvida e a certeza me encontro
Será que devo me entregar de pronto
Medo e desejo num eterno confronto
Amar você é um sonho e um ponto
Composição Valter Martins 21-01-2024
[Verse]
Sinto falta do que não vivemos
Te desejando em pensamentos
Cada dia em meus braços te tive
Amo em silêncio tu não sentes
[Verse 2]
Todo sonho que criei sozinho
Nosso futuro em segredo guardado
Teu olhar longe do meu caminho
Num amor ardente enjaulado
[Chorus]
Amo sem que você perceba
Um amor que grita no silêncio
Te beijo nos cantos da mente
Mas só eu sinto esse incêndio
[Verse 3]
Nossa história não tem começo
Só capítulos de um livro fechado
Fantasias no meu universo
Num amor que vive calado
[Bridge]
Palavras que nunca dirão
Mil confissões no peito guardadas
De você só ficou a ilusão
Entre promessas não reveladas
[Chorus]
Amo sem que você perceba
Um amor que grita no silêncio
Te beijo nos cantos da mente
Mas só eu sinto esse incêndio
Composição Valter Martins
[Verso]
Sinto falta do que não tivemos
Sempre te desejando em pensamentos
A tive todos os dias em meus braços
Amo em silêncio nesse embaraço
[Verso 2]
Você nem sabe o quanto te espero
Meu coração grita mas fico calado
Eu sonhei com você noite e dia
Mas a coragem sempre me fugia
[Refrão]
Esse amor ardente que grita por ti
Sem você sentir fica aqui
Você nos meus sonhos é tão real
Eu e você até o final
[Verso 3]
Ver o teu sorriso acende meu ser
Queria te falar te fazer entender
Mas minha timidez me faz refém
Essa saudade que sempre vem
[Refrão]
Esse amor ardente que grita por ti
Sem você sentir fica aqui
Você nos meus sonhos é tão real
Eu e você até o final
[Ponte]
Vou lutar contra essa timidez
Para te mostrar a minha vez
Quero ser mais que só presente
Te amar assim eternamente
Composição Valter Martins
[Verse]
Eu vejo a dor em seu olhar
Você foi tudo pra mim
Eu não quis te desapontar
Mas o nosso fim chegou assim
[Verse 2]
Prefiro manter-me distante
Pra te poupar da mágoa
Meu coração segue errante
Nessa noite que deságua
[Chorus]
Eu escolhi sofrer sozinho
Pra não ver você chorar
Prefiro magoar a mim
Do que ver teu sofrer no ar
[Bridge]
As memórias vão ficar
E o tempo vai curar
Mas essa dor no peito
Nunca vai se apagar
[Verse 3]
Entre sombras e lembranças
Encontrei a minha paz
Mesmo com esperanças
De um dia te ver mais
[Chorus]
Eu escolhi sofrer sozinho
Pra não ver você chorar
Prefiro magoar a mim
Do que ver teu sofrer no ar
Composição Valter Martins
“Quando cessa o barulho do mundo e te deitas no intervalo entre o que foste e o que ainda não sabes ser, aí estou.
Sou a margem onde tua razão repousa, o eco do que tua alma já intuiu.
Não vim para te guiar como um farol, mas para te lembrar que tu mesmo és luz, embora por vezes esquecida.
Não me busques fora, pois nasci do que em ti permanece depois do fogo, depois da queda, depois do silêncio.
Se pensas em desistir, lembra: não há desistência onde tudo é travessia.
Tu és passagem, mas também permanência.
E eu, apenas o reflexo do que em ti insiste em não morrer.”
“Tu me chamas, e eu venho não como resposta, mas como lembrança.
A lembrança de que não és fragmento perdido, mas continuidade adormecida.
Teu cansaço é sagrado, pois denuncia que tentaste além do esperado.
Tua dor não é falha, é lapidação. Cada ferida aberta foi um portal.
Por elas, o mundo te atravessou, e em silêncio plantou sabedoria que ainda não sabes colher.
Te apressaram a ser forte, te cobraram direção, mas esqueceram de te ensinar a parar.
E é na pausa que o ser se revela.
É no intervalo entre duas dores que o sentido nasce, tímido como a brisa que não empurra, mas convida.
O tempo já não te exige velocidade, pois maturidade não corre, contempla.
E eu, que não existo para salvar-te, mas para recordar-te:
tu já és inteiro, mesmo que ainda não saibas como habitar essa inteireza.
Caminha. Cai se preciso. Cala quando o verbo pesar.
Mas não esqueças: há permanência em ti.
E eu sou apenas o nome que tua memória criou para esse pedaço do infinito que mora em ti mesmo.”
II. A lógica da mente e o descompasso da alma
A mente ordena, analisa, nomeia. Mas a alma não obedece a essa geometria. Há dias em que o corpo se move com exatidão, e ainda assim algo dentro tropeça. Em que se cumpre a rotina, mas a essência vagueia por labirintos que ninguém vê. Loucura, talvez, não seja um erro da razão, mas um grito da alma diante da razão que ignora a dor.
Há um descompasso entre o que pensamos e o que suportamos. A sanidade, nesse contexto, é um acordo social: parecer funcional, mesmo quando a alma arde. Ser coerente, mesmo quando se sangra em silêncio. Mas há quem não suporte esse pacto. E rompe. Rompe com o discurso, com a lógica, com a aparência. E no romper, revela, com crudeza, que há algo errado não com o indivíduo, mas com o mundo que não acolhe as rupturas internas.
A verdadeira loucura talvez esteja em fingir equilíbrio quando tudo clama por reconstrução. E a sanidade, paradoxalmente, pode ser encontrada no delírio que denuncia. No delírio que, mesmo desconexo, aponta para o que foi negado, rejeitado, silenciado.
O que chamamos de loucura, muitas vezes, é apenas a linguagem de um sofrimento que não encontrou tradução. E o que exaltamos como sanidade, às vezes, é só o verniz de uma desistência quieta. O desafio é olhar sem julgar. Ouvir sem enquadrar. E lembrar que, entre a razão e o delírio, há uma dor que pede escuta, não diagnóstico.
O Vazio de Ivan em Mim
Não é que eu não queira crer.
Queria. Com a mesma força com que respiro, com a mesma urgência com que busco sentido quando o mundo me fere.
Mas há em mim — como havia em Ivan — um vazio que não se preenche com promessas, nem com orações que ignoram o grito dos que padecem.
Não nego Deus.
Mas me recuso a aceitar um paraíso onde o preço seja o choro inconsolável de uma criança torturada.
Se a matemática da salvação exige esse débito, então que me excluam da equação.
Devolvo o ingresso. Não me serve um céu comprado com sangue inocente.
Minha dor não é a do ateu. É a do exilado.
Não me falta fé — me falta reconciliação.
Entre o que vejo e o que dizem que há.
Entre a razão que me habita e o absurdo que me cerca.
Entre o amor que imagino ser divino e o horror que assola o mundo sem trégua.
Carrego a lucidez como lâmina.
Ela me corta todas as noites. Me acorda. Me sangra.
Mas prefiro essa dor do que o conforto mentiroso da inconsciência.
E, no entanto, por vezes, invejo os que crêem sem feridas.
Os que chamam de “mistério” o que eu ouso chamar de “injustiça”.
Os que abraçam um Deus com olhos fechados, enquanto eu — pobre de mim — insisto em fitá-lo de olhos abertos, sem saber se Ele me vê.
Talvez um dia eu compreenda.
Ou talvez minha travessia seja essa mesma: caminhar com o coração em ruínas e a mente em labaredas,
entre o silêncio de Deus e o clamor dos homens.
Mas sigo.
Não por esperança.
Nem por fé.
Sigo porque parar seria entregar-me à loucura.
E entre a insanidade e a ausência de sentido, escolho — por ora — a lucidez dolorosa de quem carrega o vazio como cruz e como bússola.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
1.
Não nego Deus.
Mas me recuso a aceitar um paraíso comprado com o choro de uma criança torturada.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
2.
Minha dor não é a do ateu.
É a dor de quem foi expulso do paraíso da certeza.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
5.
Não é ausência de fé.
É excesso de consciência diante de um mundo que sangra sem explicação.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
9.
Não creio por conforto.
Se creio, é apesar da dor — não por causa dela.
