Poemas sobre mulheres
Eu sinto que mudei.
Passei a ter uma confiança maior na mulher incrível que eu sou.
Antes fazia questão de me impor.
Hoje eu olho e penso: ah, tá!
E sigo.
Evoluir é necessário.
O certo e o errado sempre irão andar lado a lado.
A questão é de que lado que estar.
O que dizer de Poli?
Poliane não é mulher morna.
É intensidade pura. E intensidade cansa quem é raso.
Ela não tem tempo ruim porque aprendeu a resolver antes de reclamar.
Carrega o mundo nas costas? Sim. Mas não porque gosta... porque é forte demais pra fingir fraqueza.
É leoa quando precisa defender.
É princesa quando é respeitada.
É da rua, é da zona, é do corre... mas também é casa, é colo, é estrutura.
É mãe.
É amiga de verdade.
E não aceita migalha emocional.
E eu acertei numa coisa essencial:
Ela merece o mínimo... mas o mínimo dela não é pouco.
O mínimo dela é respeito.
É reciprocidade.
É presença de verdade.
Ela não nasceu pra caber no mundo de ninguém.
Quem quiser ficar, que aprenda a expandir o próprio mundo.
Simples assim.
O olhar
Carrego no peito
o olhar da mulher
que nunca quis me conhecer.
Não foi amor.
Foi ausência.
E mesmo assim, ficou.
Tatuei não o rosto,
mas o olhar.
Porque era ele que me atravessava
sem nunca me tocar.
Ela não ficou.
Não chamou.
Não voltou o gesto.
O que ficou fui eu,
com a pergunta aberta
batendo no osso.
Esse olhar no meu peito
não é dela mais.
É a prova
de que sobrevivi
ao não-ser-vista.
Hoje entendo:
não marquei submissão,
marquei memória.
E memória não manda.
Só lembra
de onde eu vim
e por que não volto.
... e ela combina com a perfeição dessas coisas de menina com outras de mulher.
Ela tem a alma simples
Ela é gentil e doce quando quer ,
E cada gesto dela me surpreende.
Eu acho que isso é o que realmente a faz bonita.
Mesmo sem pretender ser, ela é..
A desintoxicaçao da Alma
Com tantos problemas no mundo, e ainda assim a mulher continua sendo julgada por besteiras.
Afinal, o que é ser bonita? Ou ser bonita apesar de...?
As pessoas são vazias, e a maioria jamais conhecerá o amor verdadeiro e incondicional. É muito triste isso!
A beleza é relativa: o que é bonito para um pode não ser para o outro.
Às vezes, as pessoas estão acima ou abaixo do peso, demasiadamente cansadas ou apresentam outros sintomas, mas o que realmente precisam é de cuidado e atenção, porque podem estar adoecendo emocional ou psicologicamente. E, muitas vezes, nem sequer percebem isso. Vivem relacionamentos tóxicos, amorosos ou não, convivem com situações que as desgastam, que lhes roubam a autoestima e a alegria de viver, mas acabam acreditando que o problema está na própria aparência.
É curioso como as pessoas tentam tanto agradar ao mundo, corresponder às expectativas alheias e se encaixar em padrões que, muitas vezes, nem sequer representam quem são. Nessa tentativa de serem aceitas, acabam se esquecendo de si mesmas, deixando de lado seus desejos, suas vontades e sua própria identidade. E, aos poucos, adoecem, porque passam a viver mais para os outros do que para si mesmas.
E amor-próprio é justamente isso: parar de dar ouvidos às pessoas tóxicas, deixar de se importar com esse mundo cheio de padrões e se desintoxicar, de corpo e alma, de tudo aquilo que nos faz mal. É deixar de colocar o outro sempre em primeiro lugar, compreender que também merecemos cuidado, respeito e consideração. É parar de tentar agradar a todos, principalmente quando, para isso, precisamos deixar de ser quem somos.
É viver cada dia da melhor forma possível, sabendo que nossa felicidade não depende da opinião de ninguém, que nossas escolhas devem fazer sentido para nós mesmos e que tudo o que fazemos também precisa ser por nós e para nós.
Edineurai SaMarSi
“Ninguém aprende a ser mulher em paz quando a vida insiste em ensinar com dor.”
— Célia Regina Carvalho
Livro: Palavras que não se calam — Volume 1
Lucas 8:47
Então, vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se tremendo e, prostrando-se ante ele, declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que lhe havia tocado, e como logo sarara.
“É possível estar perto de Jesus sem conhecê-lo; mas a
fé verdadeira não apenas te aproxima de Cristo — ela
Permite que você se entregue a Cristo.”
Gênesis 2:24
Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.
“O casamento é uma aliança diante de Deus, não é apenas um contrato condicionado a circunstâncias.”
VAMOS ABRAÇAR
A campanha de outubro
Alertando com amor
Para a mulher se cuidar
Quem cuida dar valor
Faz da sua vida um jardim
Onde a mulher será a flor.
..
Juntas vamos abraçar
Alertar para a prevenção
Câncer de mama mata
Se toque, faça a observação
Não espere sentir algo
Para procurar proteção.
...
Conhecer bem o corpo
Sem medo de se tocar
Na hora do banho
Comece a se ensaboar
Apalpe com cuidado
O tratamento pode curar.
...
Se perceber algo diferente
Não tenha vergonha de falar
Procure logo um médico
Que vai lhe orientar
Esqueça o medo e vergonha
O melhor é se cuidar.
...
Não espere o problema
Tenha mais compreensão
Que todo cuidado é bom
Precisa da conscientização
O tratamento pode ser lento
A realidade é gratidão.
...
Nunca deixe para amanhã
Prevenir é ato de grandeza
Quando a saúde floresce
Essa é a maior riqueza
Outubro alerta pra vida
Traga no peito a nobreza.
...
Tenha motivos para sorrir
O toque é essencial
Se prevenir é o caminho
Para ter vida saudável
Que nunca falte a coragem
Ter saúde é o principal.
...
Irá Rodrigues
Desacelerou.𑁍ࠬܓ𔘓
Cantando as miudezas do dia, a mulher se senta no sofá e, sem perceber, adormeci.
Entre o sofá e o campo de dentes-de-leão, ela perdeu os sapatos e o peso do mundo.
E ela despertou mais leve, menos cansada, com a certeza de que nada lhe pertencia.....𓍯𓂃𖡼𖥧𖡼𖤣𖥧
"Senhor, intercede por esta mulher que tem chorado e não tem entendido o propósito da sua dor. Senhor Jesus, preenche essa alma, traga alegria e esperança de volta. Senhor, nós precisamos da Tua misericórdia e da Tua graça, pois sem Ti não resistimos.
Mãe Aparecida, coloco nas tuas mãos este coração aflito, as preocupações e os medos que paralisam. Que o teu olhar maternal acalme as tempestades interiores.
Pai, Tu és meu refúgio quando a dor me oprime. Envolva-me com Teus braços amorosos e renova meu espírito a cada dia, para que eu me mova sob Tua direção e rejeite tudo o que me afasta do Teu caminho.
Senhor, eu sei que a Tua palavra diz que a única coisa que nos dá vitória é a nossa fé. Por isso, eu Te peço: traga uma fé inabalável, renova as forças físicas e emocionais. Que toda amargura seja substituída pela Tua paz, que excede todo o entendimento.
Em nome de Jesus, eu peço e agradeço.
Amém."
Enquanto 'meninos' seguem acusando as mulheres de “Perigo Constante no Volante”, elas seguem desbravando todas as Direções.
Elas conduzem na terra, no ar e na água.
Enquanto muitos ainda insistem em disfarçar o preconceito com piada — apontar o dedo, buzinar certezas gastas e acusar as mulheres de perigo no volante —, elas seguem fazendo do movimento um ato de coragem.
Não pedem licença ao estereótipo, nem reduzem seus sonhos à marcha ré das opiniões alheias.
Elas atravessam ruas, céus e mares porque sabem que direção não se mede pelo gênero, mas pela consciência, pelo preparo e pela liberdade de ir e vir.
Enquanto os meninos se ocupam em vigiar retrovisores imaginários, elas pilotam o próprio destino: na terra que desafia, no ar que exige precisão, na água que não perdoa imprudência.
No fim, o verdadeiro risco nunca esteve nas mãos que conduzem, mas nas mentes que insistem em frear o avanço alheio para não encarar a necessidade de se despir da masculinidade frágil, do machismo e da própria estagnação.
Não me é concebível que o Dia de Luta por Direitos das Mulheres seja edulcorado para virar
Dias de Glórias
— nem Política nem Comercial.
Quando uma data nascida da dor e na dor, da resistência e da coragem coletiva é transformada em vitrine de marketing ou palanque de conveniências, algo essencial se perde no meio do caminho.
A Memória das Mulheres que enfrentaram jornadas desumanas, violência, silenciamento e invisibilidade não foi construída para decorar discursos, mas para provocar mudanças reais na estrutura da sociedade.
Há um certo conforto em celebrar conquistas com flores, campanhas publicitárias e hashtags bem elaboradas.
O problema é quando essa estética da homenagem passa a substituir o compromisso com a transformação.
A luta, então, vira cerimônia; a denúncia vira slogan; e a história vira produto.
Direitos não nasceram de gentilezas institucionais nem de estratégias de branding.
Foram arrancados à força da persistência de Mulheres que se recusaram a aceitar o lugar que lhes foi imposto.
Cada avanço carrega o peso de muitas que pagaram caro demais para que hoje se fale ou se sonhe em igualdade.
Por isso, quando o dia que deveria ser de memória crítica se transforma apenas em ocasião para discursos oportunos e promoções temáticas, corremos o risco de anestesiar aquilo que ainda precisa incomodar.
Porque enquanto houver violência, desigualdade e silenciamento, essa data não pode ser apenas comemorativa — ela precisa continuar sendo inquietante.
O verdadeiro respeito a essa luta não está na doçura das homenagens, mas na honestidade de reconhecer que ainda há muito a ser enfrentado.
Afinal, datas históricas não existem para nos confortar; existem para nos lembrar de que a história ainda está sendo escrita — e de que a Responsabilidade por ela também é nossa.
Feliz Dia de Lutas — Feliz Futuro de Glórias, Mulheres!
Talvez não haja Absurdo Maior do que Mulheres precisarem de leis para protegê-las de quem deveria Respeitá-las.
É um daqueles paradoxos que expõem, sem rodeios, as falhas mais profundas e medonhas da sociedade.
Leis deveriam existir como garantia de justiça, não como escudo contra aquilo que, em essência, nunca deveria acontecer.
Quando o respeito precisa ser legislado, algo essencial já se perdeu no meio do caminho — e não foi por falta de aviso, mas por excesso de negligência.
A existência dessas leis é, ao mesmo tempo, necessária e constrangedora.
Necessária porque a realidade insiste em violentar o que deveria ser inviolável.
Constrangedora porque revela que, para muitos, o básico ainda precisa ser imposto, vigiado e punido.
Como se a Dignidade Feminina fosse um conceito opcional, condicionado a regras externas, e não um Princípio Inegociável.
Há uma pavorosa Ferida Coletiva nisso tudo.
Uma cultura que, por séculos, relativizou o respeito, naturalizou o desrespeito e, em muitos casos, silenciou quem ousava denunciar.
E o mais inquietante é perceber que, mesmo diante de leis, campanhas e discursos, ainda há quem questione o óbvio, como se o problema fosse exagero e não repetição.
Talvez o verdadeiro avanço não esteja apenas em criar mais leis — ou Criminalizar algo que nem deveria existir — mas em tornar essas leis obsoletas — não por desuso jurídico, mas por Superação Moral.
Um mundo em que o Respeito não precise ser exigido, porque já esteja enraizado.
Em que a Proteção não seja uma necessidade constante, mas uma lembrança de um passado que não se repete.
Até lá, cada Lei é um remendo em uma estrutura que ainda precisa ser reconstruída.
E cada reflexão, por mais incômoda que seja ou pareça, é um convite para que essa reconstrução comece dentro de cada um de nós.
Só o Estado
que insiste em
Fingir Preocupação com a Segurança das Mulheres,
libera Agressores
para empurrá-las
para as estatísticas.
E nesse teatro de contradições, a proteção vira discurso, enquanto a realidade segue sendo risco.
Leis são anunciadas como escudos, campanhas surgem como vitrines, e pronunciamentos ecoam promessas que não resistem ao primeiro teste da prática.
Há uma distância bastante cruel entre o que se diz e o que se faz — e é nesse intervalo descarado que a violência encontra espaço para continuar.
Não se trata apenas de falhas isoladas, mas de uma lógica que naturaliza o descaso.
O ciclo se repete: denúncia, indignação, manchetes e caprichoso esquecimento.
Enquanto isso, mulheres seguem sobrevivendo com medo, não apenas da violência em si, mas da possibilidade concreta de que, ao buscar ajuda, encontrarão apenas portas entreabertas, respostas tardias ou decisões que as devolvem ao perigo.
O mais inquietante é perceber que o problema não está na ausência de instrumentos, mas na falta de compromisso real com sua aplicação.
Como se a existência de Políticas Públicas fosse suficiente para acalmar consciências, mesmo quando elas não alcançam quem mais precisa.
Como se proteger fosse mais uma ideia do que uma prática.
No fim, o que se constrói é uma ilusão de cuidado — uma narrativa que tranquiliza quem observa de fora, mas abandona quem vive a urgência.
E talvez a pergunta que reste — sem tropeçar na covardia do Estado para se calar — não seja apenas por que isso acontece, mas até quando aceitaremos que a Aparência de Proteção valha mais do que a proteção em si.
Não há mulher abaixo ou acima do peso, fora do padrão, que macho idiota algum foi autorizado a impor ou validar.
A verdade é que o “padrão” nunca foi sobre beleza — sempre foi sobre controle.
Um molde invisível, moldado por olhares apressados e opiniões rasas, que tenta enquadrar o que é, por natureza, múltiplo, diverso e indomável.
O corpo feminino, ao longo do tempo, foi tratado como território público, sujeito a julgamentos, comparações e sentenças proferidas por quem jamais foi convidado a opinar.
Mas quem define o que é excesso ou escassez?
Quem mede o valor de um corpo como se fosse mercadoria em prateleira?
Há uma arrogância silenciosa em acreditar que se pode nomear o outro — como se a experiência de existir coubesse em números, curvas ou expectativas alheias.
Cada corpo carrega histórias que não se veem.
Cicatrizes que não se explicam.
Forças que não se medem.
Reduzir uma mulher a um “padrão” é ignorar a complexidade de tudo que ela é — e, mais ainda, de tudo que ela enfrentou para ser.
Talvez o verdadeiro desvio não esteja nos corpos que fogem às regras fabricadas, mas na necessidade insistente de sustentá-las para aquilo que nunca precisou delas.
Porque quando se tenta encaixar a diversidade em moldes estreitos, o que se revela não é um erro na forma — mas na visão de quem observa.
E, no fim, a pergunta que fica não é sobre quem está fora do padrão inventado… mas sobre por que ainda insistimos em padrões que não servem a ninguém, a não ser ao ego frágil de quem precisa sustentá-los para se sentir maior.
Sei que você é uma mulher forte, e que o teu chão sumiu muitas vezes, sei também o quão é difícil.
Existe até o medo de amar e ficar dependente.
(Saul Beleza)
De quem eu gosto?
Foram tantas tentativas
de se gostar de alguém...
Mulheres incríveis.
Amei todas,
quando estávamos juntos.
E agora aqui,
perdido,
sem saber de quem eu preciso.
Talvez não seja sobre
de quem eu gosto,
mas sobre quem eu sou
quando não estou tentando gostar de ninguém.
O amor que você deu foi real.
O vazio agora também é.
Respira.
Ele passa,
e te ensina a ficar.
Saul Beleza
"Uma mulher não precisa ser escolhida para provar que tem valor; precisa ser livre para escolher a própria vida."
Pensamento inspirado na filosofia de
Simone de Beauvoir
Ouça as histórias de vida de uma cortesã, ela tem mais a ensinar do que as mulheres ditas de família, ainda que ela também seja de família.
Marcelo HB
Referência ao filme Memórias de uma Gueixa
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