Poemas lindos de amor
E quando a terra exala seu cheiro terroso, me lembro que amor também floresce na chuva.
Nosso toque, como a água, é instante e eterno,
e cada gota sela o pacto de nossos corações
Estás a me encantar
Como se fosses um mágico
De amor falas sem medo
Do fim que pode ser trágico.
- Pekenah
Então, meu amor,
Deixemos o rio nos levar,
Iremos nadar na correnteza,
Sem promessas a selar.
Vamos com calma,
Se acontecer,
floresceremos na primavera,
O amor é profundo,
Cura as feridas do coração.
O amor me amou
O amor me amou
quando eu já não sabia ficar,
sentou ao meu lado no silêncio cansado, fez morada no que em mim era medo e chamou de lar aquilo que eu chamava de fim.
O amor me amou
sem pedir forma ou promessa,
tocou minhas falhas com mãos pacientes, ensinou que até o que dói pode florescer quando alguém escolhe ficar.
O amor me amou
— e nisso eu renasci:
não inteiro, não perfeito, mas verdadeiro, aprendendo que ser amado, às vezes, é simplesmente
existir sem fugir.
Antes da dor, depois da luz
O amor me amou
quando eu já não acreditava
que fosse possível amar de novo.
Quando a luz virou sombra,
a felicidade virou mágoa,
e o dia que era sol
fez noite dentro do meu peito.
Mas você chegou…
viu quem eu era antes da dor
e quem sou depois da escuridão.
Viu-me num quartinho,
feito um garotinho chorando, quebrado,
enquanto ao meu redor
era breu, tempestade e trovão.
Você não teve medo,
lutou contra meus próprios sentimentos,
gritou meu nome no meio do caos.
Olhei pra trás
e vi a tempestade
e a solidão daquele quarto.
Não saí do lugar.
Mas você se aproximou.
Me abraçou.
E tudo o que em mim estava morto
floresceu de novo.
Ficaram apenas as cicatrizes —
pois o seu abraço me curou,
me conectou de um jeito que palavras não alcançam.
Semente do Amor
Nos teus braços, encontro o universo inteiro,
como a terra que recebe a semente,
teu ventre, jardim que floresce silencioso,
onde o tempo se curva em paciência e ternura.
Teu olhar é farol que guia almas pequenas,
rios de cuidado que correm sem cessar,
e cada suspiro teu é vento suave
que embala sonhos ainda por nascer.
Ser mãe é tecer estrelas no escuro,
é transformar lágrimas em rios de esperança,
é dar vida ao infinito em cada gesto,
e carregar o mundo inteiro dentro de um abraço.
Amor que rejeitaste
Carrego comigo este amor que rejeitaste,
Desde o instante em que partiste,
Deixando um vazio profundo
E o silêncio onde antes éramos nós.
Preservei cada sentimento sincero e puro,
Amei-te sem medidas, sem reservas,
Enquanto tu, impassível, deixaste escapar tudo.
E ainda assim, mesmo quebrado e sozinho,
Meu coração insiste em te buscar
Entre memórias sussurrantes
E sonhos que o tempo quase apagou.
Lareira
Teu amor é lareira acesa
no centro do meu inverno,
chama que conversa com
a noite e não pede permissão,
me aquece por dentro enquanto
o mundo neva por fora,
e até minhas cicatrizes aprendem
a descansar no teu calor.
Quando te aproximo,
o tempo vira lenha estalando lento,
os silêncios ganham cor,
os medos derretem sem pressa,
teus olhos são brasas que
sabem meu nome,
e meu coração, casa antiga,
volta a ter fogo no chão.
Se um dia tudo esfriar,
sei onde voltar as mãos:
no abrigo do teu peito,
feito lareira eterna,
onde o amor não ilumina
só o quarto
— ilumina o que em mim
quase virou cinza.
Cantarei o teu amor
Cantarei o teu amor
como quem descobre
o sol depois da mais longa noite,
como quem encontra no deserto
uma fonte escondida sob
a areia do medo.
Teu nome é primavera em minha boca, é brisa que desperta jardins adormecidos no peito que
já se dizia inverno.
Cantarei o teu amor
como o mar insiste em beijar a areia,
mesmo sabendo que a maré o afastará outra vez.
Teu olhar é farol em minhas tempestades,
é bússola apontando para casa
quando me perco em mim mesmo.
Em teus braços, até o silêncio floresce.
Cantarei o teu amor
enquanto houver céu
para sustentar estrelas
e vento para carregar promessas.
Se a vida for estrada de pedras,
farei de cada passo um verso teu.
Porque amar-te é transformar cicatrizes em asas
e aprender a voar
dentro do impossível.
Lembrança de um amor antigo
Guardo teu nome como
quem guarda uma carta
dobrada no bolso do tempo,
amarelada, mas intacta,
com cheiro de ontem e
promessas não ditas.
Teu riso ainda atravessa minhas noites, feito luz que insiste em janelas fechadas; foi pouco tempo, eu sei, mas alguns instantes
nascem eternos.
Aprendi teu corpo como quem aprende um caminho
sem mapa, só intuição e medo;
erramos muito, amamos torto,
e mesmo assim foi amor
— do mais verdadeiro.
Hoje sigo em frente, mas levo contigo uma saudade que não pede volta nem perdão; é só memória serena, lembrança viva de um amor antigo.
E quando ninguém acreditou,
Eu acreditei em nós,
porque amor também é fé em movimento.
Mesmo sem aplausos,
seguimos sendo milagre,
dois corações sob o comando de algo maior.
Enquanto houver Deus no centro
e amor no passo,
vencer será apenas continuar de mãos dadas
Sonhe alto comigo, amor,
mas venha de mãos dadas com a realidade.
Que nossos sonhos saibam voar
sem esquecer o peso doce da vida,
porque é no equilíbrio entre o céu e o agora que o teu sorriso me ensina a acreditar.
E se ninguém enxergar o que somos, não importa.
Há um amor maior guiando nossos passos,
um Deus que escreve linhas retas com nossas falhas.
Com Ele no centro e você no meu peito, até os milagres parecem simples:
amar, persistir e vencer, juntos.
Beija-me com teus beijos de amor,
como quem ensina o coração a respirar,
demora teus lábios no meu silêncio
até que toda ausência aprenda a ficar.
Beija-me com teus beijos de amor,
e que o mundo pause no meio do gesto,
que nossas dores se esqueçam do nome
e virem abrigo no calor do teu peito.
Beija-me com teus beijos de amor,
não como promessa, mas como verdade,
pois quando tua boca encontra a minha
até o tempo se rende à eternidade.
Patinando no Amor
A gente entra no amor sem saber o equilíbrio,
escorrega nas expectativas, cai nos excessos,
ri de nervoso tentando fingir controle.
Amar também é perder o eixo.
Entre quedas e giros tortos, aprendemos juntos
que não existe coreografia perfeita.
Só passos improvisados, mãos dadas,
e coragem pra tentar mais uma vez.
E se cairmos de novo, tudo bem:
patinar no amor é isso mesmo.
O importante não é não cair,
é levantar com alguém disposto a continuar.
O Amor Pode Ser Traduzido?
O amor fala línguas que a boca não alcança,
vive nos silêncios, nos olhares demorados,
nas mãos que se procuram sem pedir permissão.
Como traduzir o que só o sentir entende?
Talvez seja verbo quando insiste,
talvez seja substantivo quando fica.
Amor é erro perdoado,
é escolha repetida mesmo cansado.
Se há tradução, ela não cabe em palavras:
é gesto, é presença, é ficar.
É quando dois corações se entendem
sem jamais precisar explicar.
O primeiro amor não ficou
— virou lição.
Ensinou-me limites escritos em cicatrizes, fez de mim abrigo de mim mesma, e no silêncio entre partidas
descobri que amar não é se perder.
3 amores
O primeiro amor foi lâmina:
entrou sorrindo e saiu deixando dor.
Ali aprendi que o coração sangra em silêncio e que amar, às vezes,
é aceitar a ferida.
O segundo amor foi neblina:
parecia abrigo, mas escondia o chão.
Me ensinou que confiança não nasce de promessas, e que mãos vazias também sabem enganar.
O terceiro amor foi espelho quebrado:
não matou o sentimento,
mas rachou a crença.
Porque há quem diga
“eu te amor” como isca,
e parta satisfeito por ter
iludido quem só queria verdade.
Mas há uma promessa:
o amor vence.
Mesmo quando nos quebraram em mil pedaços, a fé no sentimento é real, e um dia ele curará cada ferida.
E tudo que sonhamos será cena de filme:
juntos, para sempre, com a pessoa certa.
Aprovado ou reprovei do seu amor?
Entreguei meu coração como quem faz prova final, sem cola, sem defesa, só verdade no olhar.
Estudei teus silêncios, decorei teu sorriso, mas teu resultado nunca quis se revelar.
Esperei a correção no intervalo dos dias, cada mensagem tua era um ponto a mais em mim.
Quando demorava, o medo me reprovava por dentro,
e eu refazia a esperança,
mesmo perto do fim.
Se eu errei, foi por amar além do permitido, por responder com alma o que pedias em razão.
Se acertei, foi por nunca desistir de você, mesmo com o coração em recuperação.
Então diz, sem rodeios,
sem nota escondida:
passei nessa matéria chamada
“nós dois”?
Ou sigo refazendo essa prova da vida, até teu amor me dizer se fico…
ou se vou.
As sem-razões do amor
O amor não pede licença à lógica,
chega quando não é chamado
e permanece mesmo sem explicação,
feito chuva mansa em dia inesperado.
Amei sem saber o motivo,
sem rumo, sem garantia.
Meu coração escolheu antes da mente,
e eu apenas segui o que pulsava.
Há amores que não resolvem a vida,
mas dão sentido ao caos.
São as sem-razões do amor,
existindo mesmo quando tudo falha,
mesmo quando doem,
ensinam a ficar inteiro.
Porque amar não é cálculo nem acordo:
é entrega sem defesa,
é aceitar que algumas coisas
só existem porque não têm razão.
