Poemas Góticos de Amor
Coruja imponente, cuja natureza é sábia, bela e astuta, ave que voa em silêncio, geralmente, uma declarada amante da noite, que cativa muita admiração e respeito,
E guiada por um forte instinto de sobrevivência, não costuma colocar a sua segurança em risco, escolhendo muitas vezes a sua própria companhia, um grande zelo consigo
Como se tivesse a alguma consciência, escolhendo o momento certo para agir, afastando a negligência, aquilo que pode prejudicar o seu dia, uma demonstração inconsciente e inspiradora de muita prudência
Reflexão poética, quiçá, filosófica a respeito de um lindo ser bem representado numa arte complexa, rica em simplicidade, feita com paciência e um amor inegável, mais do que beleza na sua essência, a profundidade de um simples quadro.
Quando eu for embora
Quando eu for embora
Ficarei
Primeiro nos segundos
Do minuto de silêncio
Das horas que se arrastam
Dos dias que não passam
Por anos estarei
Nas esquinas e olhares
Nos aromas e lugares
Nos conselhos que te dei
Povoarei sua lembrança
Cada olheira e cada trança
No vazio da madrugada
Nos sorrisos das crianças
Que rabiscam a calçada
Cada som e cada dança
Cada roupa amarrotada
Na ilusão da esperança
Naquela blusa emprestada
Até no brilho da lua
Na placa no nome da rua
Em cada historia sua
Eu viverei
Em cada momento
Nem que seja no esquecimento
Eu estarei...
Quando eu for embora eu não irei
Desabafo
Eu amava a minha amiga
amava o riso partilhado, o silêncio compreendido, até os momentos difíceis, porque qual laço verdadeiro é feito só de calmaria?
ela gostava de mim mais do que eu podia oferecer, etalvez por isso tenha partido.
Na época, doeu.
fiquei mal, perdida num mar de perguntas, tentando entender se havia sido uma pessoa ruim. Mas hoje, olhando com calma, eu vejo que há dois lados em toda história.
Eu fui sincera, estive presente, do meu jeito, não prometi o que não podia cumprir. E se o meu afeto não bastou,
isso não faz de mim alguém menor,
apenas alguém que amou com as ferramentas que tinha.
Ela se foi. E tudo bem, as vezes, amar também é deixar ir, mesmo quando o coração queria segurar.
Faz-se o silêncio nobre, é sua realeza
Rainha de encanto sem luz em teu leito
Amante da insônia, e pura beleza
A inspiração do poeta, aconchega-lhe o peito
Nem dia, nem madrugada, só noite
nela o refúgio de palavras mudas
E mora no interior de mim por vezes meu açoite
Sóis raso de lágrimas profundas
Sou noite, te espio do lado de cá
Te cuido um carinho o silêncio de mim
Mas reze uma prece antes de deitar
Só hoje não dormirá, trouxe saudade p'ra ti.
Poesia, te quero do dia pra noite inteira
Nas vielas do pensamento,
Me encanta com rima faceira
Teu brilho de amor e juramento
Paro o meu castigar,
Paro o silêncio, o meu consentimento de dor,
Paro as lágrimas,
Paro o sussurrar de soluços sem cor,
Se me disserem onde devo parar,
Se o caminhar ainda é a inspiração...
Partes de mim
Ficar só, é saborear o silêncio da sua própria canção. Deixar fluir, imaginar seus "tudos"
sem ouvir os porquês de todo mundo.
É concordar ou simplesmente se calar,
depois de você, ainda será sua vez e poderá discordar...
Pode escrever, soluçar ou sorrir, sentir vontade de ir , mas ficar também é partir...
Existe uma paz infinita
na imensidão da alma
abandonada na vastidão
do silencio que me espreme
me derrama
me sangra
me arde
me coagula
me sutura
e me funde poesia.
O céu cinério de Niterói
na manhã invernal
descansa sobre a baía
como um manto de silêncio...
As nuvens espessas
e pacatas
carregam consigo
o verso das saudades
guardadas...
Lá à frente
o contorno do MAC
esconde a sua exuberância
na névoa que sobe
como o suspiro antigo
de linhas e curvas
do seu Arquiteto...
Em Niterói
cada sopro de vento
traz o aroma do mar
e uma melancolia doce
como se o tempo
estivesse suspenso
em vôo lento
na Ponta das gaivotas...
É um inverno
que não gela a pele
mas aquece a alma
num instante poético
de contemplação...
✍©️ @MiriamDaCosta
Meu diálogo com o Tempo
Falo com o Tempo
como quem costura cicatrizes
com fios de silêncio
Ele me escuta
com os ouvidos de antes
e os olhos do que ainda virá...
Às vezes
Ele me responde
em rugas poéticas
ou
em brisas madrugais..
Noutras
apenas me olha passar
como se eu
fosse uma estação
ainda à se definir
entre o ontem, o hoje
e o que ainda virá...
Já tentei silenciar o Tempo
mas Ele tem a língua das marés
a voz dos calendários vencidos
e dos sonhos por vencer...
E mesmo que passem dias,meses,anos
ou no silêncio das palavras
meu olhar amoroso sempre vai ser pra você.
É no silêncio das palavras, que eu e Deus temos as nossas melhores conversas.
Basta ter o coração livre para ouvir.
E algumas vezes basta só olhar pro céu.
Aos Finados
Hoje é um dia de silêncio profundo, de lembranças que apertam o peito e nos fazem refletir sobre a vida. É um dia em que ficamos mais calados, recolhidos em nossos pensamentos, recordando pessoas que foram importantes: familiares, amigos, conhecidos — e até aqueles que não tivemos a chance de conhecer, mas que marcaram nossa história de alguma forma.
Lembramos com carinho de pessoas maravilhosas com quem compartilhamos pouco ou muito tempo; daqueles que prometeram voltar, mas nunca mais apareceram; e até dos que chegamos tarde demais para conhecer. Ainda assim, todos eles vivem para sempre em nossas memórias.
A morte é o destino que chega sem ser chamado e do qual ninguém pode escapar. Mas, em vez de chorar por quem já está junto de Deus, agradeça pelos momentos felizes que viveram juntos. Honre essa pessoa lembrando o quanto ela foi importante em sua vida.
Cada religião e crença interpreta este dia de forma diferente — e tudo bem. O que une todos nós é a saudade e a gratidão por aqueles que partiram.
Essa dor nunca vai embora por completo, mas ela nos faz lembrar do valor de quem amamos. Nossa eterna gratidão a familiares, amigos, colegas, conhecidos, até mesmo àqueles que não chegamos a conhecer, e aos nossos queridos animais, que também deixaram saudade.
Muito obrigado por tudo que representaram em nossas vidas.
Nada de vingancinha boba,
Reaja em silêncio.
Sabendo que tem gente que sabe apenas brilhar,
Enquanto outras iluminam.
Grito de Liberdade
Quantas vezes...
busquei no silencio da noite
uma saída...
murmurei para as estrelas
questionei com meu Deus
chorei com a lua
andei até meus pés doerem
pensei até minha cabeça latejar
quantas e quantas vezes...
gritei silenciosamente
só para mim mesma ouvir
esperando algo acontecer
com o rosto escondido
entre as mãos
rezei...a todos os santos
me joelhei e implorei...
muitas e muitas vezes
e não me achei
e nem saída encontrei...
SILÊNCIO CORTANTE
O que dizer às lágrimas
ligeiras, escorrendo feito rio incontrolável...
será que adianta? Se por onde passa, só assiste
um terreno abandonado, um espaço baldio.
Amor platônico é um dia amanhecido,
sem réstia de sol, numa casa feia, abandonada,
com as janelas fechadas, sem circular a ventania,
de folhagem seca, roçando o telhado, ferindo
sem dó, a alma desconsolada.
Amar sem ter amor, coração estarrecido,
confusão de gatos gritando... rasgando a noite,
confortando um silêncio cortante, asas doloridas,
quebradas, de invernos, são os pássaros da ilusão,
eterna adolescente, cegueira sem cor é a paixão.
Sonhos não passam de passarinhos soltos,
fantasiando sempre alcançar a lua deslumbrante...
com olhos de sonhos vazios, mas repletos de amor,
fitando o céu sem amor, vida de solidão aumentando,
a paz aos poucos se acabando... perdida, terreno
abandonado e esquecido, é uma alma sem amor.
Autora: Liduina do Nascimento
" Na roda dos rejeitados"
Na roda dos rejeitados não há vozes só o silêncio omissor e almas com corações dilacerados,vivendo com o mínimo de esperança em um ciclo de danças sem felicidade a buscar por uma rota onde o caminho direcione a viver uma vida que os traga a ressureição.
São como flores sem beleza e rejeitadas pelo tempo ficam sempre na espectativa de algo que as faça florescer ,nesse ciclo giratório a musica toca sem ser percebida e sentida.
Mas no girar da roda há movimentos e o tempo não parece párar há um esforço e a vontade de mudar,Na roda dos rejeitados, a resiliência e um estranho invisivel fogo na escuridão
E um dia poderá ser , nas muitas voltas ,a sorte chegar .
Você ouve o som do silêncio
E de repente você pensa
Em qual será a distância
Que te separa
do som mais próximo
Aquele
Que teus ouvidos não ouvem
Onde será que ele morre?
Você olha a escuridão da noite
E tenta imaginar
A tênue linha que separa
O tempo que se move
do tempo que pára
Nessa rara hora
Você finalmente percebe
O quanto tudo sempre foi um pouco mais
Que as simples percepções
Que a gente recebe e manda embora
E sente no coração
Uma certa decepção
Consigo mesmo
Mesmo assim
Você, de certa forma, ainda sabe
Que ao longo dessa Estrada
A imensa maioria
Viveu...morreu
e não atentou pra nada
Edson Ricardo Paiva
