Poemas Góticos de Amor
OUVE-ME 💘
Ouve-me meu amor
Este meu silêncio
Que tanto me sufoca
Conforta-me amor
Quando chegar a ti em pranto
Ouve-me apenas, apenas meu amor
Este meu silêncio que é arrepiante
Nas palavras que guardo na alma
Não quero viver sem saber amar
Sinto-me embriagada sem ti
Mas o meu silêncio acaricia-me
Abraça-me, aperta-me, contra o teu peito
No calor do teu corpo quando tu
Percorres-me onde tanto me delícia.
O amor salva
A menina tão marrenta
Mete medo no briguento
O silêncio tanto doe
Quanto o grito ao relento
O moleque todo matreiro
Achou que o certo era dar gelo
Mas a menina fez nevar
E sem perceber o fez apaixonar
É como diz essa expressão;
Água mole em pedra dura
Tanto bate até que fura
Ele não oferecia a flor
Dizia que flor murcha
Mas hoje,
é capaz de oferecer até a lua
Porque a vida é a escola
O professor é o amor
É capaz de dar asas
De mãos dadas onde flor
Poema autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 12/03/2021 às 14:40 hrs
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
O Amor que não toquei
Eu te amei no silêncio mais profundo,
como quem carrega em si o eco de um milagre.
Tua presença era luz e condena,
era abrigo e abismo — céu e inferno em um só nome.
Não ousei tocar teu corpo.
Temia que o gesto rompesse o encanto,
que a pele profanasse o que era divino,
e que o desejo, impuro e humano,
manchasse o amor que nasceu casto e sem tempo.
Amei-te com as mãos atadas pela reverência,
com o olhar preso ao chão, como quem ora.
Havia em mim uma devoção doente,
um anseio que queimava, mas que não ardia em voz.
Eu sonhava contigo nas horas em que o mundo dormia,
quando até o vento parecia ter piedade de mim.
Falava contigo em pensamento —
em preces, em delírios, em lágrimas que não caíam.
Teu nome era meu sacramento.
Tua ausência, minha penitência.
E eu, exilado do toque, vaguei entre o desejo e o medo,
entre o amor que salva e o amor que destrói.
Hoje, sou o que sobrou do que senti:
um corpo vazio, um altar sem fé.
O tempo passou, mas tua sombra permanece,
sentada ao lado do meu silêncio.
E se há céu ou perdão, não sei —
só sei que, no fundo,
a maior dor não foi perder-te...
foi nunca ter ousado te possuir.
---
O amor, aos meus olhos, não foi um passo, foi um precipício.
Foi o silêncio que caiu entre dois suspiros,
o instante em que o mundo perdeu o seu mapa
e eu me perdi no asterisco dos seus olhos.
Minha vida, antes um compasso aleatório,
aprendeu a gravitar.
Girou em órbitas tão certas
que chuva era apenas um detalhe no vidro,
e as montanhas,meras dobras no caminho
que eu desdobrava com as mãos
só para voltar ao teu eixo.
As rosas que te dei eram pálidas,
tímidas traduções
de um jardim interior que só florescia
com o sol do teu olhar.
Cada pétala,um segredo não dito;
cada espinho,o medo de tanto sentir.
Perdemos a conta do tempo
no labirinto dos nossos olhares.
Cada olhar,uma promessa de eternidade
escrita em linguagem de sóis e sombras.
E eu desejava beijar-te
até que o amanhã se tornasse um mito,
até que o relógio do universo
esquecesse seu próprio tique-taque.
Foste a história mais longa
escrita no tempo mais curto.
Um épico com final de haiku:
doce,súbito e que deixou um vazio
mais eloquente que qualquer palavra.
E assim acabamos num princípio,
um paradoxo que ainda me sangra.
Largar-te foi arrancar raízes do peito,
foi o mais doloroso que a vida me trouxe.
Mas o coração, esse arqueólogo teimoso,
nunca se despediu de ti.
Ele escava nas ruínas do que fomos
e encontra,intacto,
o eco do teu nome.
O que é amor?
Você pergunta o que é amor?
Fique em silencio, ouça uma canção
Ouça o vento, o coração!
Pergunte ao beija flor?
Que voa tão longe, por amor!
Amor, é voar sem sair do chão
Nas asas de uma paixão.
É sorrir, chorar, viver só para amar!
Ver jardim em todo universo.
Aprender cantar, fazer versos!
Sentir uma felicidade plena
Ler para quem ama, todo belo poema.
O que é o amor?
É o olhar com ternura, esquecer que é criatura
Pensar que é criador.
É viver só para falar de amor!
O amor
O amor
Esse silêncio maduro da temperança
Do exagero na confiança
Do saltar vendado
Só para sentir
O amor
Esse velho desordeiro insone
Que arruma o que nos consome
Que nos paira acordados
Só para sorrir
O amor
Esse macio que até machuca
Sempre escolhe ser o nunca
Viver intenso eternizado
Só para suprir
O amor
Que tanto cala quanto prende
Quanto mais usado mais se estende
Ocorre de viver acorrentado
Só para sumir
Silêncio
A maior confissão de amor é o silêncio.
Aquela pausa onde o olhar fala por si.
Onde que por uma força estranha sabemos o que o outro está pensando.
Esse silêncio antecede sempre.
Uma risada leve.
Um beijo trêmulo.
Um abraço forte.
Um carinho, em silêncio. MC
Fica aqui comigo meu amor,
....no silêncio desta noite,
Não fales nada agora,que me faz doer..
olha-me nos olhos....
.... e dá-me um simples abraço,
Ouve o som do meu coração.... da minha alma,
que chora que ama-te em silêncio,
de tantas saudades que chega a sangrar,
Sente o meu silêncio ele vale mais que mil,
palavras ditas ao vento ,a chuva,
mostra-me a tempestade que eu não tenho medo,
agita o meu corpo ..faz-me vibrar....
faz-me sentir como as ondas do mar.!
Um lindo sorriso escondido pelas lágrimas;
Sonhos sufocados pelo silêncio;
Um amor esfriado pela solidão;
Uma atitude enxugou as lagrimas;
Um olhar germinou os sonhos;
Um poema aqueceu o coração.
Arquitetura de um Amor que Nunca Existiu
A dor nasce onde o silêncio é mais profundo
não como um grito, mas como um eco que nunca encontra paredes
e se espalha pelo corpo como uma febre que não arde
mas consome
um amor que nunca existiu
e ainda assim
me afoga.
No espaço vazio entre dois olhares que nunca se cruzaram
existe um universo colapsado em si mesmo
um peso invisível que prende os pulmões
e torna cada respiração um ato de resistência
eu bebo a ausência como quem bebe veneno
sabendo que é a única água que resta
e o gosto é de eternidade amarga.
A solidão é um animal faminto que dorme ao meu lado
sonha com pedaços do que sou
e acorda todos os dias para me devorar um pouco mais
há noites em que o teto é um céu sem estrelas
e mesmo assim olho para cima
como se pudesse ver teu rosto nas sombras
como se o impossível fosse apenas uma questão de fé
como se amar fosse um crime que escolhi cometer.
E quando penso que a dor não pode mais crescer
ela encontra um novo nome para si
e o chama de saudade do que nunca foi
saudade que constrói ruínas no meu peito
ruínas que cortam os pés de quem tenta atravessá-las
ruínas que ainda ardem como se o incêndio fosse ontem
e que me obrigam a morar no meio dos escombros.
O tempo passa e não traz alívio
apenas organiza a dor em camadas
cada lembrança inventada repousa sobre outra
como tijolos de uma casa que nunca existiu
e mesmo assim é minha morada
um abrigo de vento e sombra
onde minha pele é mapa
e cada veia um caminho que leva de volta à falta.
Há dias em que não sei se amo a ausência ou o que ela representa
se é você ou a ideia de você que me mantém vivo
porque até o vazio tem forma quando se insiste nele
até o nada pode ser abraçado se a noite for longa o bastante
e na arquitetura desse amor inexistente
sou ao mesmo tempo construtor e ruína
prisioneiro e guardião
morto e sobrevivente.
No silêncio da alma, um chamado a ressoar,
Chama Gêmea, caminho de amor a iluminar,
Entre mistérios e luz, vamos juntos explorar,
E na jornada do espírito, nosso destino encontrar.
Do profundo do coração, surge a conexão,
Transcendendo fronteiras, unindo a paixão,
E na busca eterna pela nossa evolução,
Descobrimos a essência, a pura vibração.
Este livro é convite, ponte de esperança,
Para despertar a consciência, ampliar a criança,
Heróis de si mesmos, com coragem e esperança,
Na dança do amor, a alma se lança.
Venha desvendar os segredos do coração,
Na magia do universo, na sagrada união,
Chama Gêmea nos guia na evolução,
Um caminho de amor, de pura emoção.
Li uma vez que tudo vale a pena
se não vira amor
vira poema
e se nem isso virar
vira silêncio,
saudade e momentos
e também vale
porquê sinto demais
as vezes não cabe em palavras
nem em toque
só transborda e fica
já amei quem nunca soube
já escrevi pra quem nem leu
mas cada ausência que deixou saudade
fiz rima com pedaços meus
amar é cair sem plano,
mas escrever é cair de pé
então tudo bem se doer
tudo bem se não durar
porque no fim
quem sente de verdade
sempre tem o que contar
e mesmo que vá embora
eu fico
inteira, mesmo em pedaços
com cada verso feito cicatriz bonita
porque quem ama assim
mesmo na dor,
se eterniza
e mesmo que ninguém ouça
mesmo que ninguém volte
eu sigo fazendo morada nas estrelinhas
onde tudo que vivi
ainda respira e se recorta
feito cicatriz que vira arte
e eu conto
porque sentir é um jeito bonito de existir
mesmo que não volte
mesmo que não fique
o que é real não parte!
O silêncio que quase virou amor.
É estranho como, às vezes, a história mais intensa que vivemos é justamente aquela que nunca
aconteceu. Sete meses podem parecer pouco para o mundo, mas quando o coração decide criar raízes
em alguém, o tempo ganha um peso diferente. Foram dias, semanas, quase uma vida inteira de
olhares que diziam tudo o que a boca nunca teve coragem de admitir.
Havia algo ali. Não sei se era destino, ilusão ou só a necessidade de acreditar que alguém
finalmente enxergava aquilo que eu tentava esconder. Toda vez que nossos olhares se cruzavam, algo
dentro de mim se ajeitava, como se o universo desse uma pausa só para que eu pudesse sentir aquele
segundo. E como era profundo… Era quase um diálogo silencioso, uma troca de almas que,
ironicamente, nunca chegou a virar palavra. Mas o silêncio, por mais poético que pareça, também
machuca. Porque ele cresce. Ele ocupa espaço. Ele pesa. E com o tempo, percebi que estava sozinha
numa história que escrevi inteira sem nem que você segurasse a caneta. Meu coração te escolheu, e
você… Você nem percebeu que havia sido escolhido.
Sete meses sustentando um sentimento que nunca se permitiu existir fora do meu peito. Sete
meses de esperança tímida, de idealizações bobas, de perguntas que nunca nem saíram da minha
boca. E no fim, o que restou foi a certeza madura, e dolorosa, de que olhares não são promessas. E
que às vezes a gente se apaixona não pela pessoa em si, mas pela versão que nasce dentro da nossa
imaginação. Ainda assim, não me arrependo. Porque aqueles olhares, por mais breves ou ilusórios
que tenham sido, me deram uma coragem que eu não sabia ter: a de sentir profundamente. A de
desejar intensamente. A de ser vulnerável sem testemunhas.
E isso, por si só, já foi amor o suficiente. Mesmo que só meu.
No silêncio burbúrio
A distraçao desacelera
A alma solene da jornada
Rumo ao enlace do amor-próprio
Vai e volta cheia de energias
Vem e fica comigo
O amor sereno não grita nem sufoca; ele apenas é.
Manifesta-se no olhar que acolhe, no silêncio que conforta e na presença que sustenta.
É a escolha da paz em vez da ansiedade, do respeito em vez da posse, do cuidado em vez da cobrança.
Um amor que floresce no equilíbrio entre liberdade e entrega. Princesa Nádia
🎶 Madrigal Romântico — “O Silêncio do Amor” 🎶
[
Tudo que é dito pelo silenzio,
a alma entende, o amor consente,
é chama mansa, é luz serena,
que arde e não se apaga em mim.
Te busco no sopro da brisa,
no rumor do mar, no jardim,
onde teu nome repousa
feito flor no meu existir.
Ah, meu amor calado,
tão vivo, tão dentro de mim,
que até o céu, enamorado,
se cala só pra ouvir-te assim.
E quando a noite respira,
meu coração te diz sem som:
no silêncio, o amor suspira…
é eterno o teu nome, meu dom.
O amor, tantas vezes retalhado, distorcido e incompreendido, foi descartado em silêncio.
Ainda assim, encontrou quem o aborrecia, mas também quem cuidou, pois o amor é apenas amor.
Ele não cria expectativas,
quando não há espaço, encontra seu próprio caminho e segue.
Sem confronto, o amor se revela —
onde você está, está também o amor.
O silêncio que você escolheu. Não foi falta de amor, foi falta de escuta. O fracasso nos visitou, e diante dele você tenta recolher palavras que não são tuas, como se pudesse reconstruir o que nunca quis compreender.
Mas eu não nego o que fomos. Não apago o que ardeu em nós. A verdade é dura, mas também é libertadora: ela abre espaço para que eu não viva de ilusões, e sim de esperança.
Eu sigo, mesmo ferido, com o coração aberto. Porque amar não é negar a dor, é atravessá-la com coragem. E se o destino ainda me permitir, quero viver feliz — não com palavras emprestadas, mas com sentimentos verdadeiros, com alguém que saiba ouvir, sentir e permanecer.
O amor não morre no fracasso. Ele renasce na esperança.
No silêncio onde o amor se esconde,
Somos donos de um vazio profundo,
Ecoa suave uma verdade única,
Que só a alma sente no mundo.
Amar é navegar na própria essência,
Sem mapa, sem rota nem destino,
Cada passo revela a imensidão,
De um vazio que é puro e acolhedor.
Para caber em qualquer fresta,
O amor nos lança na dúvida e no ar,
Entre o toque e a promessa.
Na dor e na calma desse espaço,
Encontramos a coragem de ser original,
No amor, o absoluto e o efêmero,
Tudo é forte, nada é derradeiro.
A Cor do Silêncio
Muitos dizem que o silêncio é o verdadeiro pesadelo do amor. Talvez porque o associem com tristeza, mas e se for uma visão precipitada?
O Silêncio é amigo, te faz querer estar ali com quem ama e só aproveitar cada minuto com a pessoa amada.
