Poemas Góticos de Amor

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Se um sacrifício é uma tristeza para ti, e não uma alegria, então não o faças, não és digno dele.

O homem livre, no que pensa menos é na morte, e a sua sabedoria é uma meditação, não da morte, mas da vida.

O presente é a sombra que se move separando o ontem do amanhã. Nela repousa a esperança.

A morte é sempre e em todas as circunstâncias uma tragédia, pois, se não o é, quer dizer que a própria vida passou a ser uma tragédia.

O samurai nasce para morrer. A morte não é uma maldição a evitar, senão o fim natural de toda vida.

A situação dos que ficam é sempre mais triste do que a dos que partem. Partir é um movimento que se dissipa, e nada distrai as pessoas que ficam.

A alegria e a tristeza são duas prisões; uma de ouro e outra de ferro, mas feitas igualmente para nos prender e impedir de seguir a nossa verdadeira natureza.

O campo é onde não estamos. Ali, só ali, há sombras verdadeiras e verdadeiro arvoredo.

A morte de uma organização acontece quando os de baixo já não querem e os de cima já não podem.

Feliz serás e sábio terás sido se a morte, quando vier, não te puder tirar senão a vida.

A religião não é senão a sombra projetada do universo sobre a inteligência humana.

A velhice é uma tirania que proíbe, sob pena de morte, todos os prazeres da juventude.

Para aplicar a pena de morte, a sociedade deveria ostentar a autoridade moral de não ter contribuído em nada para fabricar esse criminoso.

O estilo nem por sombra corresponde a um simples culto da forma, mas, muito longe disso, a uma particular concepção da arte e, mais em geral, a uma particular concepção da vida.

A discórdia almoça com a abundância, janta com a pobreza, ceia com a miséria e dorme com a morte.

Se eu fosse um fabricante de livros, faria um registo comentado das diversas mortes. Quem ensinasse os homens a morrer, ensiná-los-ia a viver.

Se os teus princípios morais te deixam triste, podes estar certo de que estão errados.

A glória é a sombra da virtude, e acompanhá-la-á sempre, mesmo se esta não quiser. Mas, assim como a sombra ora precede, ora segue os corpos, a glória às vezes mostra-se visível à nossa frente, outras vezes, vem atrás de nós.

A morte é o descanso das repercussões sensórias, do titerear dos impulsos, das divagações do intelecto e dos serviços à carne.

Quando chega a morte, não é da nossa ternura que nos arrependemos: é da nossa severidade.