Poemas Góticos de Amor
Seus olhos não são pombas, mas o arrulho silêncio que convoca a primavera e faz o tempo da colheita parecer uma espera doce.
No deserto, o conforto virou dor, eo silêncio me acusava sem piedade. O frio do esquecimento quase apagou meu nome… Até que ouvi a voz do Pastor chamando por mim.
A traição capital é o nosso próprio silêncio vendido em troca da moeda podre da validação no palco da superficialidade.
O Silêncio de Deus é a resposta sutil de que o Mestre está, nos bastidores do impossível, movendo peças que não cabem à nossa visão.
O silêncio é a resposta nuclear que anula a performance de quem só busca a luz do palco para encenar o próprio ataque.
Quem te vê hoje não sabe o silêncio opressor que te obrigou a disfarçar a dor, transformando a tua fachada em uma máscara de porcelana que escondia a erupção vulcânica do teu interior, a necessidade de dissimular a angústia é o último recurso de quem se sente desamparado, a tentativa patética de manter uma dignidade em queda livre, mas o toque Dele não aceitou a tua pose, Ele desmascarou a tua miséria com ternura, revelando que a maior força reside na coragem radical de se mostrar nu de alma, assumindo a fragilidade como o teu mais novo e poderoso uniforme.
O colapso da identidade em um mundo de máscaras sociais é um silêncio que grita por dentro. A pessoa já não sabe onde termina o rosto e começa o disfarce. Cada papel aceito, cada personagem ensaiado, acrescenta uma nova camada de verniz sobre a pele cansada. Por trás do sorriso treinado, a dúvida: aquilo que sinto é meu ou apenas uma reação ao olhar do outro?As redes, os palcos, os corredores anônimos exigem versões editadas de nós mesmos, sempre prontas, sempre luminosas. A autenticidade, então, se faz clandestina, vivendo em breves lapsos de descuido. Quando a máscara cola, torna-se pele; quando a pele cede, torna-se máscara. Nesse atrito, a identidade se fragmenta em reflexos contraditórios.No fim, resta um espelho que não devolve um rosto, mas um mosaico de expectativas alheias. E o eu verdadeiro, tímido, pergunta-se se algum dia existiu.
Há um silêncio sagrado no ato de repartir o pão, um mistério que só se completa quando duas mãos se tocam sem o ruído do mundo, no entanto quando a lente se atravessa entre o doador e o faminto, a caridade corre o risco de virar teatro.
"O silêncio apofático não é ausência de Deus, mas a reverência diante de uma face que nenhum olhar humano pode conter."
A mentira precisa ser bem contada para sobreviver; a verdade, mesmo em silêncio, dura a vida inteira.
Nada é mais ensurdecedor do que
o silêncio hipócrita de pessoas barulhentas, quando percebem que estão erradas.
O silêncio de uns, é a linguagem para outros, loucos não, mas indubitavelmente fortes em busca de empatia.
"Somos ser estranho da própria vida em busca do silêncio profano, tentando transpor a contínuo dos esquecidos."
