Poemas Góticos de Amor
A morte da tolerância é se valorizar e sair quando o respeito não está sendo ofertado.
Não existe presença de Deus em opções.
A falta de sensibilidade diante do sofrimento alheio é o reflexo mais triste de uma sociedade individualista.
É interesse perceber que muitas relações podem morrer sem que ninguém declare sua morte. Basta que um pare de procurar e o outro se acostume a não ser procurado.
Aquilo que chamamos nascimento e morte pode ser apenas alteração das relações entre elementos preexistentes.
O medo da morte frequentemente exerce sobre os vivos uma autoridade que a própria morte jamais precisou reivindicar.
Não há virtude em conhecer apenas o seu lado bom. A evolução é a própria sombra submissa a você. Forte é aquele que pode ferir mas não escolhe fazê-lo pois dominou a si mesmo.
O olhar cansado de quem levou uma vida triste, a pele marcada pelo sol e pela agressão física, verbal e social. Algo para lembrar e nunca mais normalizar. A escravidão é para o ser humano a pior das formas de dominancia, o povo perde suas famílias, sua cultura, sua própria identidade, e o que sobra para seus descendentes é um histórico de dor e sofrimento. Sem entender de onde veio, quem são e oque fizeram, o que resta é uma total falta de pertencimento.
Eu espero que quando a morte chegar eu esteja pronto para partir, sentado à mesa com um livro de recordações, repleto de lembranças boas e outras nem tanto mas que foram necessárias. Eu espero que quando a morte chegar ela me encontre feliz por ter feito coisas das quais gostava e vivido com pessoas que amava. Que em meus últimos segundos de vida tudo tenha feito sentido e que o maior legado tenha sido valorizar a vida que me foi dada pelo Criador.
Dê poder a um tirano e você verá a verdadeira extensão da sua sombra. O poder não transforma, apenas revela.
Sou uma águia em pleno voo. Não olho para trás com tristeza, nem para frente com medo. Carrego apenas a saudade dos céus que ainda não conheço e a coragem de continuar voando.
A paz não é deixar de enxergar o lado sombrio da existência. É não permitir que a sombra apague toda a luz que também conseguimos criar.
Já que existe a tristeza, vamos receber a alegria com um tapete multicolorido e fazer com que ela se perpetue, sem deixar vazar o mínimo de melancolia.
Amizade é o vínculo em que as alegrias se ampliam, as tristezas se repartem e a compreensão lapida a convivência.
É bom sempre lembrar: problemas, ideias, soluções, tristezas e alegrias não desaparecem, apenas mudam de endereço e de protagonistas.
No impossível mais azul do nada, onde o abstrato se desfaz em si mesmo sem eco ou sombra, o mar engole o tempo como um pássaro que não voa, mas devora horizontes inteiros. Ondas de eternidade se entrelaçam em penas de relógio derretido, e o agora se afoga em plumas salgadas, levando embora os venenos da alma humana; invejas que se evaporam em espuma quântica, ódios que viram conchas vazias girando no vórtice do nunca. Pássaros sem corpo, feitos de minutos partidos, alçam os males do mundo em asas de esquecimento: guerras que pesam como nuvens de sal, tristezas que caem como gotas de ontem, tudo arrastado para o abismo onde o mar e o tempo se beijam em silêncio impossível. Ali, no núcleo do intangível, o mal se desfaz em nada, e o mundo renasce leve, como um voo que nunca pousa.
Ei, já parou pra pensar que a vida e a morte não são inimigas, mas parceiras de dança? A gente vive correndo atrás de eternidade – academia, dieta, apps de meditação –, como se pudéssemos enganar o relógio. Mas olha só: sem a sombra da morte, a vida perde o brilho. É ela que dá urgência aos nossos amores, faz a gente rir alto num pôr do sol no Arpoador, ou escrever aquela poesia que queima no peito. A morte não é o fim cruel; é o que torna cada respiração preciosa. Argumento assim: se fôssemos imortais, procrastinaríamos pra sempre, desperdiçando o agora. Epicuro já dizia que a morte não nos diz respeito, porque enquanto existimos, ela não está aqui. Então, por que temer? Viva intensamente, abrace o efêmero. A vida ganha sentido justamente porque acaba.
