Poemas Famosos sobre o Meio Ambiente
As Palavras Impensadas, ditas em meio à euforia, podem inviabilizar a calmaria de alguém.
Às vezes, não é o que sentimos que machuca — é o que deixamos escapar sem passar pelo crivo do silêncio.
Palavras ditas na euforia nascem sem freio, sem cuidado e sem escuta alguma.
Carregam o peso do instante, mas podem pousar na vida de alguém como sentença duradoura.
O que para quem fala é só excesso de emoção, para quem ouve pode ser o início de uma inquietação que não pediu para carregar.
A calmaria de alguém é frágil como água parada: qualquer pedra jogada sem intenção cria ondas que demoram a se desfazer.
E há palavras que, mesmo ditas sem maldade, afundam fundo demais.
Por isso, nem toda verdade precisa ser dita no calor do momento.
Há silêncios que não são covardes — são cuidados.
Porque preservar a paz do outro, muitas vezes, é um ato de maturidade muito maior do que vencer qualquer euforia passageira.
No meio polarizado, é preciso ponderar que ambos os extremos são capazes de comportamentos ardilosos
em prol das agendas.
Talvez o maior engano do nosso tempo seja acreditar que a distorção da realidade pertença apenas ao lado oposto.
Como se a manipulação fosse sempre uma ferramenta do “outro”, nunca nossa.
No entanto, quando a convicção se transforma em identidade, a verdade deixa de ser um compromisso e passa a ser um recurso — moldável, conveniente e estratégico.
Nos extremos, o objetivo raramente é compreender; é vencer.
E, para vencer, vale simplificar o complexo, omitir o inconveniente, amplificar o medo e, sobretudo, reforçar certezas.
Não se debate para construir pontes, mas para erguer muros mais altos.
Cada argumento vira munição, cada dúvida é tratada como fraqueza, cada concessão como traição.
O problema não está apenas na existência de opiniões divergentes — isso é saudável —, mas na disposição de distorcer a realidade para sustentá-las.
Quando a narrativa importa mais do que os fatos, qualquer meio parece justificável.
E é aí que o ardil se instala: na edição seletiva da verdade, na escolha calculada do que mostrar e do que esconder.
No fim, o que se perde não é apenas o diálogo, mas a própria capacidade de reconhecer quando estamos sendo conduzidos — ou quando somos nós que estamos conduzindo os outros por caminhos tortuosos.
Porque admitir isso exige um exercício muito raro: desconfiar não só do que vem de fora, mas também do que pode nascer ou florescer em nós.
Talvez o verdadeiro equilíbrio não esteja em escolher um lado, mas em preservar a honestidade intelectual mesmo quando ela contraria até as nossas próprias convicções.
Afinal, em um cenário onde todos querem convencer, a integridade de pensar por conta própria se torna, paradoxalmente, um ato de profunda resistência.
Não há
jeitinho meio certo
nem meio errado
de fazer nada
certo.
Isso provoca porque confronta uma das principais tentações humanas: a de acreditar que pequenos desvios são aceitáveis quando o objetivo parece nobre.
Mas nada é tão nobre ao ponto de flertar com pequenas concessões.
No entanto, o caminho escolhido para alcançar um resultado diz tanto sobre quem somos quanto o próprio resultado.
Integridade não se mede apenas pelas grandes decisões, mas, sobretudo, pelas escolhas silenciosas que fazemos quando ninguém está vendo.
O chamado “jeitinho” costuma se apresentar como uma solução prática, inofensiva ou até necessária.
Mas, quando normalizamos atalhos que ferem princípios, corremos o risco de transformar exceções em hábitos e conveniências em valores.
O que hoje parece um detalhe pode, amanhã, comprometer a confiança, a credibilidade e o caráter.
Fazer o certo exige coragem, paciência e, muitas vezes, renúncia.
Nem sempre é o caminho mais rápido, mais fácil ou mais vantajoso.
Ainda assim, é o único que permite dormir com a consciência tranquila e construir relações baseadas na confiança.
No fim, a ética não admite meias medidas.
O certo não precisa de maquiagem, justificativas ou adaptações oportunistas.
Quando escolhemos agir corretamente, escolhemos também honrar nossos valores.
Porque não existe um jeito “quase certo” de fazer o que é certo: ou se faz com integridade, ou se abre mão dela.
A chave no meio do decote
com habilidade o seu paladar
maduro conseguiu encontrar,
Não nego que virei predadora
dos teus lábios de Umbu-cajá.
Com esta brincadeira sedutora,
vamos que vamos nos entregar,
Juntos somos o que queremos
do jeitinho perfeito de namorar.
A cada novo segredo conhecido
surgirá outro descoberto
por instinto, e o que é infinito.
Quanto mais iremos buscar
em nós, mais vamos achar.
Sempre que o Rio Itajaí do Norte
corteja a nossa Mata Atlântica,
é ali que me encontro no meio
da Santa Catarina romântica.
Ouço o seu nome nome Hercílio
no murmúrio da nascente
em Papanduva e na foz augusta
do Rio Itajaí-Açu sob o Sol ou a Lua.
Desde que me dou por gente
tenho neste rio o sustento,
e o sentimento pertencente.
Porque sou o Rio Itajaí do Norte,
e ele também me é por sorte,
é um amor sereno que dele só viverei.
Em meio ao véu frio
do tempo que envolve
a cidade de Rodeio,
mesmo sob o Sol e o céu azul,
Tudo invoca que é chegado
o mais austral poético momento.
À.partir dos nossos silêncios
contornando o Médio Vale do Itajaí
começarão discretamente
em nós a ser escritos os destinos
Onde o amor guiará pelos caminhos,
somos mais do que livrosa ser lidos.
Durante a travessia encontrei
quem procurava com os olhos
atentos no meio da multidão,
para tornar parte do coração.
Mantenho com toda doçura
a beleza da preparação
para nutrir pensamentos belos
para os caminhos serem libertos,
e quem sabe unir universos?
Tenho sonhado o tempo inteiro
com os meus dois olhos
amáveis, convictos e abertos,
para dar passos concretos.
Ele é Rocha, é Fortaleza,
É refúgio em meio à dor.
Sua palavra é verdadeira,
Sua fidelidade é amor.
Deus que entra na fornalha, acalma o mar e fala no meio do vento.
Deus que muda decretos, quebra cadeias e faz o inimigo recuar.
Deus de recomeços, promessas cumpridas e vitórias completas, que glorificam o Seu nome.
Deus que escreve certo mesmo quando a vida parece torta, porque Ele é fiel até o fim.
Liberta-te das amarras
Em meio ao silêncio pesado,
onde os grilhões sufocam
corações aprisionados,
é hora de romper a forte cerração... transformar em leve bruma...
Espalhar pela a escotilha branca espuma.
Rótulos que nos vestem,
como capas de um conto sem fim,
imposições que nos oprimem,
mas a alma grita: “Vem, sim!”
Quebrar as regras impostas,
um despertar em cada passo,
soltar-se e esvoaçar com as nuvens,
encontrar liberdade no abraço fraterno.
Fazer da vida um bailar eterno.
O vento canta a nossa história,
carrega os medos para longe,
na busca incessante da vitória,
o ser livre é o maior de todos os alvos.
Levanta, oh espírito valente,
revela teu brilho, tua verdade!
Na dança da vida, serás presente,
liberto, pleno de saciedade.
Isolou-se
Isolou-se...
como uma ilha no meio do oceano
isolada...
isolado...
nada em todos os lados...
Por todos os lados...
De todos os lados... desgarrado.
Decepção, dor...
dormência total,
torpor.
Dorme seu coração
só, sem ninguém,
sem nada no meio do nada.
Decepção, dor...
dormência total,
torpor que embala a alma,
silêncio que pesa no ar.
Dorme seu coração,
só, sem ninguém,
despido de esperança,
mudo em meio ao vento.
No vazio do nada,
ecoam memórias apagadas,
lágrimas que não caem,
feridas que se fecham em vão.
E nesse sono profundo,
onde o tempo parece quebrar,
o peito sente a ausência,
o frio de um mundo sem calor.
É isso que faz uma vida sem amor.
des...
faz...
se...
Difícil viver com o peito em guerra, com o coração em cacos e em meio a espinhos, sem descanso, como se o mundo inteiro fosse pedra e cada passo fosse um cansaço.
É caminhar na tempestade mesmo sob um céu limpo e azul.
É gritar por dentro em silêncio rouco e doloroso e ainda assim ter que sorrir.
No meio do cansaço que o meu peito carrega, ainda existe um fio de luz me chamando.
Mesmo em silêncio, a minha alma não se entrega, ela resiste... devagar, mas caminhando.
O sentimento não morreu, só se escondeu,
cansado de lutar sem descanso.
Mas dentro de mim ele não se perdeu,
apenas espera um novo passo.
E quando tudo parece sem direção, eu me lembro: até a noite mais fria termina.
Porque Deus não abandona um coração
que ainda, em dor… continua pulsando.
Liberdade também é ver a luz de cada ser em meio as trevas.
Ser insultado pela escuridão e assim mesmo poder enxergar.
Estar com sentimentos de não controlar é o princípio da felicidade.
Não invejar é meio caminho andado.
Se contentar com o que tem e buscar mais do necessário com leveza é o auge.
Praticar o que gosta de bom, sem ir na ideia de outros, é firmar si próprio sem dúvidas com autenticidade.
Não se achar melhor ou pior que alguém já é morte do ego na vida da consciência.
História ou estória?
Eis a questão!
Em meio a tanta informação sem formação
e inteligências várias...
a desinformação se multiplica
em intelectos burros,
em rebanho, em série,
em eco, como falas de papagaios.
Fatos se dissolvem em imagens falsas
e imagens falsas em fatos,
vídeos editam mentiras,
e falas apregoam sem dizer.
A ignorância faz pose de saber,
a estupidez veste verniz de opinião
e desfila certezas ocas.
História ou estória?
Não é dúvida:
é o sintoma de uma sociedade onde
predomina a cultura das falácias.
E ser ou não ser parte
de uma ou de outra
é questão de escolha.
Todos são capazes de contar estórias,
poucos fazem História.
✍©️@MiriamDaCosta
Deixo o copo meio vazio
ou meio cheio
para os pessimistas
e otimistas.
O meu copo transborda
nuances perfumadas de poesia.
✍©️#MiriamDaCosta
Quando naufraguei no meio do oceano,
você não estendeu sequer o olhar,
deixou-me à deriva,
meu corpo sangrando na água salgada,
minha alma em guerra com as ondas...
Nem uma boia,
nem uma corda,
nem um sopro de esperança
veio das suas mãos...
Não me venha agora,
tão tarde, tão falso,
querer saber como sobrevivi
no banquete dos tubarões...
Foram eles que me ensinaram
a nadar com a fúria,
a morder com a coragem,
a sangrar sem morrer...
E foi do abismo,
do fundo escuro,
que emergi,
sozinha,
mas inteira...
✍©️@MiriamDaCosta
Ter equilíbrio mental e emocional
em meio ao colapso
de mentes desgovernadas
e emoções em combustão
é um ato de resistência.
Um oásis erguido
no deserto
do descontrole total.
Porque, hoje,
não enlouquecer
já é insurgência.
Manter-se sã e inteira
é quase um crime
numa sociedade
profundamente adoecida,
agressiva e criminosa.
✍@MiriamDaCosta
Césio 137 — Não Tão 137!
Em meio ao eco do noticiário, lá estava eu na aridez do hospital.
A pele ardendo em chamas, fogo invisível que corroía a estrutura dos meus ossos.
Vieram as náuseas, mas nada se comparava ao estigma e ao olhar de pavor que vinham daquela multidão.
A dor maior, contudo, foi o desapego:
saber que perderia o contorno dos meus cabelos.
Nem a morfina ou o fentanil davam jeito. Ah, meus lindos cabelos...
Castanhos, reluzentes, cintilavam à luz da noite.
O que omitiram sobre o fascínio daquele pó azul era a exaustão mórbida que cobria o corpo.
Vomitar as próprias entranhas na apatia do silêncio...
A radiação era um golpe tão denso
que anestesiava os sentidos antes da ruína.Tontura, dor de cabeça, o colapso — tudo chegou depois, em ritmo lento.
Engraçado.
De todo esse caos, restou apenas uma réstia de luz:
a memória daquele dia, eu e você,
na serenidade da praia do rio.
Senti, enfim, uma paz absoluta.
Obrigado por ser a minha última lembrança de amor.
Autor: James Richard Ferreira Pantoja (Pseudônimo: KANGAL)
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