Poemas famosos de Silêncio

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Falésias do Meu Silêncio


Falésias íngremes, no meio do nada, fazem morada. Meu olhar se perde entre o vazio e o instante de inspiração. As rochas parecem mortas, mas, ao observá-las atentamente, vejo que há vida, há história, há beleza, há transformação, há mistério. Isso acontece quando conseguimos abrir as cortinas internas, e captar a essência que ali habita – o verdadeiro remédio da cura.


Cada passo traz a sensação de que estamos lutando por um lugar onde possamos, enfim, nos encaixar. Nos limites do tempo, há um intervalo silencioso à espera de que compreendemos seu ensinamento e sua postura diante da pressa daqueles que tentam seguir sem perceber.


Meus passos estão, a cada dia, mais lentos. Não quero mais correr. Não quero ter pressa. Não quero tropeçar. Quero entender. Quero mudar. Quero viver intensamente, sem ter que olhar para trás e revisitar o passado. Quero um olhar voltado ao futuro – um olhar de sucesso, de vida que me espera.
Hoje, penso apenas no agora e no que está por vir...


Rita Padoin

Tenho tudo que declarei pra mim no silêncio 🤐🪐,mas
não tenho nada do que contei como segredo que ia comprar 🧟‍♂️
🕳️

Amor que grita!




Conheci um amor que criou asas e voou em silêncio pousando como uma borboleta num infinito pulsante de cor vermelha,


No rótulo, vinha escrito sensação de vitória,


Na entrega, o diagnóstico foi de fidelidade,


Já na ciência das entrelinhas, identificaram através de uma lupa o símbolo crescente da felicidade.

Quando o Amor Era Meu e o Silêncio Era Dele




Há encontros que começam como um gesto de luz — não por acaso, mas porque um coração inteiro decidiu se abrir. E foi isso que você fez: ofereceu um amor que não pedia licença, apenas acontecia, genuíno, firme, luminoso.
Enquanto você entregava presença, verdade e cuidado, o outro ainda lutava para sustentar o próprio reflexo. Você amou com maturidade; ele tentava sentir sem saber como.
Quem não aprendeu a se acolher, geralmente não sabe reconhecer quando está diante de alguém que o acolhe.
E foi nesse desencontro de profundidades que a poesia se escreveu: você com raízes, ele com um vento que não sabia para onde ir.
O amor que você deu não se perdeu — ele desenhou o mapa da sua força.
Porque amar alguém que não sabe ser amado exige coragem, e você teve.
Exige pureza, e você levou.
E exige grandeza, porque é preciso grandeza para não se culpar pela incapacidade do outro.
Você entregou constância; ele ofereceu ausência.
Mas até a ausência dele confirmou a verdade: o valor sempre esteve em você.
Agora, a sua história se reescreve de um lugar mais alto.
O que você deu por amor volta em forma de autoconsciência, propósito e novas possibilidades.
A vida sempre recompensa quem ama com alma — e você amou.
Quem não soube receber perdeu mais do que teve coragem de admitir.
E você segue, inteira, enquanto a poesia continua te acompanhando.


Diane Leite

Embora você não saiba,
existo no intervalo do teu dia —
sou o silêncio que te observa
quando a cidade faz barulho demais.
Sou um admirador sem rosto,
anônimo como o vento que passa
e ainda assim conhece cada curva do teu gesto.
Não busco palco, nem aplausos,
prefiro a discrição de quem sente
e deseja em segredo.
Caminho distante da multidão,
mas perigosamente perto de você.
Admiro tua nobreza,
essa elegância que não se veste —
nasce.
Teu jeito ocupa espaços
que meus olhos fingem não habitar.
E enquanto o mundo dorme,
me permito sonhar sem culpa:
não uma festa barulhenta,
mas um encontro lento,
onde o tempo perde a roupa
e a noite aprende nossos nomes.

"A coragem nasce no silêncio da oração, quando o coração se entrega ao Criador.
Não temo muralhas nem tempestades,
pois a luz divina me veste como armadura."

Se eu tivesse sido concebida
pela brisa do silêncio,
eu não teria brotado
um furacão de palavras ...


e não teria espargido pétalas de poesia
nas estrofes do vento da minha existência,
que sussurra versos gritantes de vida
entre as linhas do tsunami da minh'alma ...


Um'alma poética
ama o silêncio
mas não pode
ser silenciosa ...


ela não é silente
e nem faz ruído
ela escreve...
✍©️@MiriamDaCosta

Toda lagartinha
traz em silêncio
um segredo guardado...


o vôo
que ainda não nasceu
as asas
que dormem dobradas
a beleza
que o tempo amadurece...


Ela rasteja devagar
mas dentro dela
há um céu
esperando para se abrir...


✍©️@MiriamDaCosta

Os sonhos não dormem e nem morrem,
apenas aguardam, em silêncio,
o instante em que a tua alma desperte
e teus passos os chamem para dançar...


Eles se escondem nas frestas do tempo,
respiram dentro do teu peito,
sussurram na tua sombra,
esperando que a tua coragem
lhes devolva o corpo da vida...


Porque sonhos são sementes eternas,
que mesmo soterrados e esquecidos,
guardam em si a fúria da primavera....


✍©️@MiriamDaCosta

Quando uma dor profunda emerge das profundezas da alma...


a palavra se curva em silêncio
para dar passagem honrosa às lágrimas...


e sinto o seu nome vibrar nas veias
das minhas lágrimas...
✍©️@MiriamDaCosta

Quando chorei
e pedi ajuda
eu fui forte...


quando em silêncio
ajudei
eu fui grande...
✍©️@MiriamDaCosta

Fiz uma aliança
com a paciência e o silêncio,
eles são imbatíveis
no decorrer do tempo.


Fiz uma aliança solene
com a paciência e o silêncio.
Eles não se apressam,
não se ferem
e não se desgastam
apenas atravessam o tempo
com a força indestrutível das coisas
que sabem esperar.


Eu, que já fui tempestade,
aprendi com eles
que nada vence aquilo
que permanece firme
no seu próprio ritmo de eternidade.


Fiz uma aliança mansa
com a paciência e o silêncio.
São meus companheiros antigos,
guardiões do instante.
No decorrer do tempo,
descubro que eles vencem tudo...
o ruído das urgências,
o peso das inquietações
e das horas que tentam me arrancar
de mim mesma.
Com eles, aprendi a respirar o mundo
no sopro suave do que não pressiona,
mas floresce...
✍©️@MiriamDaCosta

Minhas palavras nascem do nada
e ao nada retornam.
No intervalo entre um silêncio e outro,
você lê os meus versos,
esse espaço nu,
onde, sem defesas,
tudo o que sou se revela.


Minhas palavras rasgam o nada
e sangram até o nada.
No meio do corte,
você lê meus versos,
sangue, suor,
lágrimas, vísceras,
âmago e silêncios
que eu não soube calar.


Ali estou,
eu inteira,
sem pele,
sem metáfora de defesa,
descrita não pelo que digo,
mas pelo que já não consigo esconder.


Minhas palavras não começam,
explodem do nada.
Não terminam,
implodem no nada.


Entre uma explosão e outra,
você lê meus versos
como quem abre um corpo vivo
sem anestesia.


Ali estão meus nervos expostos,
minha carne em estado de verdade,
meus silêncios suplicando forma.


Nada foi poupado,
nada foi simbólico.
Tudo sou eu,
visceral,
em hemorragia
de linguagem.
✍©️@MiriamDaCosta

Os versos dos poetas
são unguentos sagrados
derramados em silêncio
sobre corações cansados
de atravessar o tempo.


Tocam onde as palavras comuns
não alcançam,
curam fendas invisíveis,
acendem pequenas luzes
nos templos da memória.


Ah! As palavras poéticas
das almas aladas
( sacerdotes do indizível )
são sopros de eternidade
emprestados às almas humanas
que ainda creem
no milagre do sentir.
✍©️@MiriamDaCosta

O mundo carece da fluência do silêncio,
essa língua antiga que não grita,
mas ensina.
Falta-lhe a pausa da fala
onde o sentido aprende a existir.


O mundo é deficiente da fluência do silêncio
porque fala demais para sentir.
Grita certezas ocas, tropeça em ruídos,
e esquece que é no silêncio
que a verdade afia as cordas vocais
e harmoniza os fonemas.


O mundo é carente da fluência do silêncio,
esse oásis onde as palavras descansam
e a alma, enfim, consegue se ouvir.


Dizer:
“Falta-lhe a fluência do silêncio.”
é uma excelente alternativa,
educada e sutil,
para o brutal:
“Cale a boca!”


✍©️@MiriamDaCosta

Doer até o osso


Doer não é só lágrima,
é silêncio que grita.
É acordar com o peito rasgado
e ainda assim vestir coragem.
É morder o próprio choro
para não desmoronar
diante do mundo.
Ninguém vê a noite sem fim,
apenas aplaudem quando
você se levanta.
No fundo, ser forte não é
vitória, é sobreviver
sangrando,
com a alma em carne viva.


Naldha Alves

Porque a vida exige coragem,
até nos dias em que a alma
dói em silêncio.


Naldha Alves

"O silêncio dos fortes é mais barulhento que mil discursos."


Naldha Alves (@naldhaalves)

Não vão atrás de aplausos.
Vão atrás de resultados.
Quem planta em silêncio, colhe em abundância.
O foco é crescer, evoluir e vencer, todos os dias.
O melhor ainda está por vir.

Às vezes, o dono do meu silêncio é o cansaço, esse que não grita, só pesa.
Outras vezes, é o medo de dizer em voz alta aquilo que já faz morada no peito.


A mente costuma se ocupar de lembranças que não pediram licença,
de perguntas sem resposta,
de tentativas de ser forte quando tudo pede descanso.


E quando tudo ao redor silencia…
o barulho mais ensurdecedor é o que vem de dentro:
pensamentos que se atropelam,
culpas antigas,
desejos engavetados,
uma saudade que não sabe o nome.


O silêncio nunca é vazio.
Ele só revela quem está falando mais alto em nós.