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Poemas Fáceis de Decorar

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Faxina pra ela chegar.


Ele estava la, sentado com seus milhões de idéias.
Com a cabeça encostada no tédio, de tanto que as coisas se repetiam.
De tanto que ele tava cansado, sem muita expectativa de novas surpresas.
Afinal, era todo mundo tão igual e previsivel.


E as coisas tao parecidamente identicas.
Como ver a Lagoa Azul, mais uma vez.
E ele se dopava de risos, whisk's, cigarros, e tanto mais.
Pra ver se ficava tudo menos chato.


Ae, quando ele tava lá, tão conformado com a chatice.
Com aquele cigarro acabando na mão, esgotando os pulmões,
esgotando o tédio, esgotando o tempo na internet e a paciência dele.

Ele olhou pro lado. Ele olhou pra ela.
Ae, ele sempre lirico, se deixou levar.
E por que não?
Se ela estava lá.
Aquela imponente presença de dedos longos e finos segurando,
um cigarro que parecia queimar a paciência dela e o tédio dela,
tanto quanto o dele.
Pessoas tão diferentes e ele via ali, tanta coisa em comum.

E agora, ele estava preso.
Ele que tanto falou em 'finalmente liberdade'.
Estava ali entregue, sem lutar, por vontade própria.
Ele estava ali, e tinha se esquecido do tédio, tinha se esquecido
de encostar a cabeça.
Ela havia trazido naqueles olhos vivos, a vontade da renovação.
E ele queria se renovar, queria mudar tudo, pra que quando ela
viesse pra vida dele, ela encontrasse tudo de alguma forma,
arrumado pra ela.

E agora, lá estava ele, faxinando tudo.
E esperando ela chegar.

FIM DE FESTA

Se quem você ama vive de ameaças,
A abandonar-te, deixar-te, coisa assim!
E usa sempre isso pra fazer trapaças,
Falando em constância de um provável fim.

Se quem você ama vive de pirraças,
Apenas pra enervar-te ou algo mais alem
E às vezes se desmancha em graças
Fazendo-te inferior a outro alguém.

Se quem você ama, só te vê defeitos
Questionando sempre seus conceitos
E nem mais pedindo tua opinião.

Então se acabou!... Fim!... Final de festa...
Recolha o pouco orgulho que te resta,
E procure abrigo noutro coração.

Nunca se esqueça,
que o melhor lugar onde você pode morar,
é dentro do coração de um alguém!

SONETO DE MARTA

Teu rosto, amada minha, é tão perfeito
Tem uma luz tão cálida e divina
Que é lindo vê-lo quando se ilumina
Como se um círio ardesse no teu peito

E é tão leve teu corpo de menina
Assim de amplos quadris e busto estreito
Que dir-se-ia uma jovem dançarina
De pele branca e fina, e olhar direito

Deverias chamar-te Claridade
Pelo modo espontâneo, franco e aberto
Com que encheste de cor meu mundo escuro

E sem olhar nem vida nem idade
Me deste de colher em tempo certo
Os frutos verdes deste amor maduro.

Vinicius de Moraes
Álbum "Antologia poética"

Um diia lembraremos de uma sala, um lugar que criou amigos, que criou confiança, alegria todas as tardes.
Um dia lembraremos de um sorriso, aquele que abriu espaço para o crescimento de grandes amizades. Lembraremos de alguem gritando, ou uma pessoa chorando, lembraremos de uma despedida, de um carinho a mais no diia de uma partida.
Vamos olhar para traz, veremos que sorte para nos não faltou, nos conheçemos, isso é o que importa!
Temos que aprender a conviver com a saudade, mesmo que seja ruim, temos que aprender a conviver com a vida, aquela que nos traz as melhores pessoas, e que infelizmente tem de leva-las, tornando o contato um pouco mais raro, porem muito valioso !

Minha princesa, você apareceu na minha vida quando eu não esperava reencontrar o que há muito havia perdido ou que talvez nunca tive…
Não te prometo a perfeição, pois isso eu não tenho, mais te prometo uma coisa: dar o melhor de mim.
Te Amo...

Num momento estou feliz
No outro estou triste
Esqueço sempre que sou uma pessoa
Com erros e acertos
A pior parte e que eu
Tenho que errar para aprender.

Balada do Esplanada

Ontem à noite
Eu procurei
Ver se aprendia
Como é que se fazia
Uma balada
Antes de ir
Pro meu hotel.

É que este
Coração
Já se cansou
De viver só
E quer então
Morar contigo
No Esplanada.

Eu qu'ria
Poder
Encher
Este papel
De versos lindos
É tão distinto
Ser menestrel

No futuro
As gerações
Que passariam
Diriam
É o hotel
Do menestrel

Pra m'inspirar
Abro a janela
Como um jornal
Vou fazer
A balada
Do Esplanada
E ficar sendo
O menestrel
De meu hotel

Mas não há poesia
Num hotel
Mesmo sendo
'Splanada
Ou Grand-Hotel

Há poesia
Na dor
Na flor
No beija-flor
No elevador

Oswald de Andrade
ANDRADE, O. Obras completas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.

"A incapacidade de algumas pessoas é tão grande que elas tentarão de tudo para que você se torne incapaz como elas."

"Reflexões". Resende, 02 de Fevereiro de 2016.

"A oratória não o tornará defensor da verdade, mas ela fará com que você se torne o manipulador da persuasão."

"Reflexões". Resende, 14 de Janeiro de 2016.

“ Lamento se pra você, eu não sou tudo o que precisa,
Se meu sorriso não é a fonte de sua felicidade,
Se meus abraços, não são morada de teu aconchego.

Lamento ainda se você não pode ter meus beijos,
Ou se meu carinho não te pertence mais,
Sobra saudade onde um dia foi paixão
Faltou felicidade, pegamos carona na ilusão.


Resta saber se depois de tanto que perdemos,
Ainda há algo a acrescentar.
Se o pouco que ficou é muito, para um recomeço.
Ou se verdadeiramente, essa saudade foi o tudo que restou...”

Oscar.

Não sou a verdade
Nem a vaidade
Talvez a sinceridade
Ou quem sabe lealdade

Sou o sentimento
Naquele tormento
Com vontade de chorar
Há beira mar

Não sou metamorfose
Nem sofrimento
Sou um homem
Com grandes sonhos

Sou a vida
Sou a fila que anda
Que não passa
Mais fica sempre no mesmo lugar

Quem seja o mar
Ou talvez o ar
Viver é amar
Sempre havera lugar.

SUSTENTABILIDADE é ser coerente empreendendo de forma diferente

O Caracará Socioambiental

Desprezo

Esta alma que insultaste se revolta!
Em sua viuvez erma e vazia
Nem sombra guardará de tua imagem
Tanto amor que por ti ela sentia.
Não há de lhe arrancar, nem mais um canto,
Que não seja apagado por meu pranto.
Como a flor a beleza loga murcha;
A tua há de murchar em poucos anos;
Quando a ruga da face anunciar-te
Da velhice aos tristes desenganos
Quando de ti já todos esquecidos
Nem te olharem, meus versos serão lidos.
Talvez um dia o mundo caprichoso
Procure, nobre dama, algum vestígio
Da mulher que meus livros inspirava;
Não achará porém de teu fastígio,
Senão traços de lágrima perdida
Arcano d'uma dor desconhecida.
O tempo não respeita altiva fronte
A riqueza, o brazão, tudo consome.
Um dia serás pó e nada mais;
Ninguém se lembrará nem de teu nome;
Mas para que de ti reste a memória,
Mulher, no meu desprezo eu dou-te a glória.

Último Soneto

Que rosas fugitivas foste ali!
Requeriam-te os tapetes, e vieste...
--- Se me dói hoje o bem que me fizeste,
É justo, porque muito te devi.

Em que seda de afagos me envolvi
Quando entraste, nas tardes que apareceste!
Como fui de percal quando me deste
Tua boca a beijar, que remordi...

Pensei que fosse o meu o teu cansaço ---
Que seria entre nós um longo abraço
O tédio que, tão esbelta, te curvava...

E fugiste... Que importa? Se deixaste
A lembrança violeta que animaste,
Onde a minha saudade a Cor se trava?...

GLOSAS

Amor é chama que mata,
Dizem todos com razão,
É mal do coração
E com ele se endoidece.
O amor é um sorriso
Sorriso que desfalece.

Madeixa que se desata
Denominam-no também.
O amor não é um bem:
Quem ama sempre padece.
O amor é um perfume
Perfume que se esvaece.

O Canto do passarinho

Da minha varanda, ouço o cantar de um passarinho ao lado na floresta que borda a minha casa. Não posso vê-lo, mas posso ouvi-lo e o seu canto é como uma oração, um louvor que perfuma aquele meu instante com essências de serenidade, de paz.
Como o pássaro assim é o nosso coração : cada um tem a sua própria melodia espalhando-a sem saber até onde ela pode chegar ...

Verdadeiro é meu amor
O sentimento foi real
Quando eu te entreguei
Tudo aquilo que há em mim
Pode até não parecer
Se o mal que há em mim
Faz doer o teu coração
Minha triste imperfeição;

Confia sempre na ajuda divina.
Quando te sentires sitiado, sem qualquer
possibilidade de liberação, o socorro te chegará
de Deus.
Nunca duvides da paternidade celeste.
Deus vela por ti e te ajuda, nem sempre como
queres, porém, da melhor forma para a tua
real felicidade.
Às vezes, tens a impressão de que o auxílio
superior não virá ou chegará tarde demais.
Passado o momento grave, constatarás que o
recebeste alguns minutos antes, caso tenhas
perseverado à sua espera.

Para Melisso o ser deveria ser infinito - Parmênides dizia que o ser devia ser finito. Melisso defende o ser infinito porque ele não pode ter limites nem no tempo nem no espaço. Se o ser fosse finito ele teria que fazer limite com o vazio, o vazio é um não ser e é impossível que o ser seja limitado pelo não ser. O ser além de ser infinito é uno porque se fossem dois um deveria fazer limite com o outro e fazer limite significa limitar e o ser não pode ser limitado por outra coisa, mesmo outro ser. O ser não pode ter sido gerado pois se tivesse sido gerado ou se pudesse ter fim o ser seria finito no tempo, o ser seria limitado pelo tempo. O ser não pode ter vindo do nada nem pode acabar no nada, não pode ter início nem fim, ele vai além do tempo, nele o presente o passado e o futuro coincidem. O ser sempre foi é e sempre será.

O ser é também incorpóreo, mas esse incorpóreo não quer dizer que ele seja imaterial, ele tem que ser incorpóreo porque não pode ter uma forma e os corpos têm forma. Se o ser tivesse uma forma ele teria que ser limitado pois a forma tem limites e o ser não pode ter limites. Aqui Melisso novamente modifica a teoria de Parmênides, pois este acreditava que o ser era como uma esfera. O ser de Melisso não pode ter a aparência corpórea de uma esfera porque mesmo a esfera põe limite no ser e o ser é ilimitado. O ser é pleno e qualquer forma de vazio e nada não existem.

Melisso além de defender a unidade do ser defende também a imobilidade do ser contra a ilusão do mundo sensível que se apresenta como múltiplo e em constante movimento. O conhecimento sensível é falso e a prova disso é que ele demonstra ao mesmo tempo a coisa e a sua modificação mas se as coisas fossem verdadeiras elas não modificariam.
(de A Filosofia de Melisso de Samos)