Poemas e textos sobre Jesus

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UMA NEGRA


A negra não precisa
se pintar pra ser bonita.
A sua beleza é natural,
pelo Soberano foi esculpida.
A negra não precisa ser sensual
pra ser notada,
ela já é uma mulher,
uma linda fada.
Um ébano, uma beleza.


Ela veio de Luanda,
És uma negra.
Cabelo rastafari,
Black, Transado,
cortado ou alisado.
Ela usa do jeito que quiser.
Antes de ser cidadã,
ela é mulher.


Falo dela tanto no verbal
quanto na escrita,
pois ela é a minha favorita.

⁠"SÓ PODIA SER BAIANO MESMO"

Dizem que todo Baiano é
preguiçoso.
Olha só o que aconteceu:
Caetano Velloso deitou na rede
em Santo Amaro, e virou MPB.
Maria Bethânia virou poetisa.
Gostaram tanto do Jorge,
Que virou Amado.
E o Castro Alves "viajou no Navio Negreiro" e se tornou o poeta dos escravos.
E sem falar na "preguiça" do Gregório de Matos.
No samba de Dorival Caymmi.
E na bela voz Gal Costa!
O Mestre Bimba com sua preguiça;
Criou a capoeira regional.
Lázaro amarrou uma redezinha nos Ramos, e sonhou sendo ator e escritor.
Olha só meu rei, tu deixa de ser preconceituoso,
"Nois" baiano é barril,
e não preguiçoso!
Preguiçoso é
folclore!

⁠PEIXE QUE BOIA A ONDA LEVA


“Revirou os banco, amassou meu boné branco
Sujou minha camisa do Santos (...)”.
-Racionais Mc’s


Na Vila Belmiro, o raio já caiu várias vezes; desde Pelé, Pepe, Robinho, Neymar e Rodrygo. O Peixe “boiou” na noite de uma quarta-feira de 2023. 06 de dezembro, faltando quatro dias para o meu aniversário, recebo como “presente” a queda do Santos para a série B. Também já estava perto de completar um ano que o rei do futebol nos deixou. (Pelé não merecia isso. O ano em que toda partida do Santos, quando completava 10min, homenageava o rei.)
Mas, caro leitor, o Alvinegro Praiano já havia “boiado” há muito tempo... Com má gestão, jogadores, etc.
A humilhação foi mundial pelo rebaixamento; primeiro das torcidas rivais. E por último, no telão da Times Square. Mas os humilhados sempre serão exaltados. Aguardem!
Já era uma pedra cantada. Mesmo com prorrogação, o Santos Fc não permanecia na série A. Comentaristas de futebol já vinham alertando que o Santos iria afundar. 111 anos de história, de conquistas, de trunfos. Um time que nasceu no litoral paulista, lugar geograficamente pequeno, comparado a São Paulo. O Santos é gigante, porque o rei Pelé o tornou. O mundo conheceu o Santos de Pelé. (O time de 1960, Década de Ouro)
O Alçapão sempre ficava lotado. A torcida estava junto, entoando o hino: “Nascer, viver, e no santos morrer é um
Orgulho que nem todos podem ter (...)”. Todavia, o Santos Futebol Clube não foi recíproco. (O cair é do homem, e o levantar também é do homem.) Tiraram o rei da sua poltrona, e o puseram de escanteio. Arrancaram a torcida da arquibancada, e jogaram para o banco de reservas. A bola entrava, e o goleiro jogava a luva. 06 de dezembro, a cidade de Santos parou. As chuteiras de Neymar e Pelé, desamarram. Mas a torcida não vai pendurá-las Vamos jogar a bola pra frente.
- O narrador Jorge Iggor, narrou o jogo do Vasco, e narrou com um tamanho profissionalismo. Gritou o gol que rebaixava o seu time de coração: o Santos. Jorge Iggor é um grande poeta que narra a poesia que as imagens não é capaz de traduzir, mostrar. Ele recita com seu grito toante, os poemas nas entre linhas do campo.
O Santos FC voltará a nadar. Boiar, nunca mais. Como disse o Mano Brown: “o Santos é o retrato do Brasil”.

Déjà Vu


"Vem doce, meu bem
Vem doce que o tempo é nosso".


Seu colo, nêga, me coube.
Dos seus braços, recebi dengo.
Descansei debaixo de tuas sombras, baobá.
Degustei dos teus frutos.
Oh, bá!
Me enrolei na tua juba, leãozinho.
Fui me esconder na barra de tua saia,
Fiquei preso entre tuas pernas.
Se eu tivesse o dom da vida,
Te daria a eternidade de sempre
no mesmo corpo ressuscitar.
Sou cético ao espiritismo,
Mas parece que já te peguei
em outro lugar.
Melhor, vários lugares! (Que ritmo!)
A poesia pra nós, passa pano.
Seria um déjà vu?
An!? Já visto!
É como noutro plano
ouvir Djavan=Caetano.
Mar é tu,
provoco tua ressaca (pompoarismo)
E te aguardo na beira da praia de manhã.
Nas profundezas da tua carne negra, nêga,
Eu me joguei de corpo e alma.
Lábios de jabuticaba,
Não há caba que resista-os.
Provca meu nervo vago.
É o id freudiano.
Você não pode ter cabimento,
Porque derrama pelos lados.
Na maré masna,
atraquei meu barco em ti, Mar.
Minha vela foi guiada pelo teu vento.
Quem vem lá sou eu
À cancela bateu,
Madrugada rompeu
Marinheiro sou eu!
Vem desaguar em mim porque sei mergulhar,
Sou profundo.
"E esqueço que amar é quase uma dor"
A posteriori, tu:
..."é o som,
é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta".
Maria (Aguenta!)


A vida lhe fez assim:
Doce ou atroz
Mansa ou feroz
Eu, caçador de ti,
Mata Doce (Matar-doce).
Em tu não há curvas,
(mas tem linhas de poesia)
Me escondo na moita.
Cheirosa, Mata Doce, Maria.
Em vossa pessoa tem encanto.
Compõe o cenário, o texto que és:
Minha voz eu-lírica, alegria.
Nós temos um vocabulário próprio,
Um acontecimento veio descrever:
Só cabe a nós conjugar, viver o lexema
Num olhar, no argumentar com os lábios, num abraço, num poema.
Sob a poética de Milton Nascimento:
"Quem sabe isso quer dizer amor
Estrada de fazer o sonho acontecer".


Se tu me permitir:
Quem dera ser um peixe
Para em teu límpido mar mergulhar
Fazer borbulhas de amor pra te encantar
Passar a noite em claro
Dentro de ti.


"Quando acordei estava só
Sem ter ninguém do meu lado,
Era muito mais melhor
Que eu não tivesse sonhado.
Quem já vai no fim da estrada
Levando a carga pesada
De sofrimento sem fim,
Doente, cansado e fraco
Vem um sonho enchendo o saco
Piorar quem já está ruim".

ROMEU E JULIETA, SEM SHAKESPEARE




[à Crioula]



Vivemos na mesma cidade,

sob o arco da velha Roma.

Mas o espaço geográfico não comungou

Para que nossos caminhos se encontrassem.

Valha-me Deus, Santa Bárbara nossa!

Poema, conosco, o raio do amor não caiu no mesmo lugar.

E o desejo mora em nossos corpos, Crioula minha!

As ruas do querer, se alongaram.

Asfaltou o chão de terra que compunha o amar.

A paixão sempre ficou à espreita,

Nunca acaba!

Somos Romeu e Julieta

(o requeijão e o doce de goiaba)

No entanto, não nos degustamos!

A cada dia tomamos

uma dose do veneno “Se” (do Djavan)

O universo tenta nos afastar,

mas a cada passo dado, nos queremos mais como um ímã.

Minha fonte Luminosa, queria mergulhar meus lábios negros

nas águas que jorram do teu arco.

E ir confessar meus desejos carnais na tua catedral.

Meu soneto de 14 versos – de 4, 4 - 3 3.

Há quem diga que se nos rendermos ao desejo, seremos escravos dele.

Mas se somos prisioneiros do amor!?

... é de pessoas como a Crioula, que os poetas se debruçam a escrever poesia.

Abro um parênteses (talvez se consumíssemos esse tal desejo, poderíamos perder o gosto do querer)

Nossa Senhora das Dores, rogo-te que alivia as aflições desse caro Crioulo,

Que tua filha cuasarte!

Só em te pedir, me dói.

Crioula, aqui me despeço de ti, pois, não podemos ter tudo que queremos.

Em nós, cabe ainda a virtude da expectativa,

e com gosto de como ficou Pelé, do gol que não fez, como se o fizesse.

“Vive” – Desencana , nêgo, tudo nela gera tanta dor,

E não se sente!?

“Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu”

O amor platônico me mata!

Erromeu!!!

Reflexo


Olha, jovem:
esse reflexo na água
revela as marcas do tempo,
memórias gravadas na pele
de tantos caminhos vividos.
Instantes de alegria,
de dor e amor;
gestos de ternura,
sonhos pacientemente
tecidos em silêncio.
Ah, esses olhos que hoje ensinam
um coração outrora partido,
tantas vezes refeito
nas madrugadas da vida.
Ah, esse reflexo que sussurra:
jovem de ontem,
homem maduro de agora.
E no coração ainda repousam
as cicatrizes do tempo,
lembrando, à margem,
que o amanhã
de algum modo
sempre encontra
o caminho de volta.

Migalhas


Todas as tardes
uma senhora de vestido estampado
chega ao banco da praça
com um pequeno saco de pão nas mãos.
Senta-se devagar
e começa a lançar migalhas
sobre o chão gasto de passos.
Os pombos logo aparecem
serenos, platinados,
alguns escuros, outros claros
caminhando em círculos
como se conhecessem o ritual.
A tarde passa sem pressa.
A luz se inclina nos prédios,
e o horizonte começa a escurecer.
Quando as últimas migalhas se acabam,
a senhora limpa as mãos no vestido,
levanta-se com calma
e segue pela alameda.
Não diz palavra alguma.
Também não precisa.
Entre o bater de asas
e o silêncio da praça,
tudo
já foi dito.

Janelas


Caminho pela cidade.
Janelas acesas
outras afundadas
no silêncio das salas.
Alguém atravessa a rua vazia,
outro espera
o semáforo piscando
na paciência da noite.
Nos passos apressados
quantos carregam
o peso do dia.
Num banco da praça
uma jovem se senta.
Chove.
Abre o guarda-chuva
não é da chuva
que se protege.
Há uma tristeza fina
caindo por dentro.
Da bolsa
tira um livro.
Abre.
Fecha.
Entre o livro
e o guarda-chuva
hesita.
A cidade segue.
E numa janela apagada
talvez alguém
também agora
aprenda
a difícil arte
de acender
ou apagar
a própria janela.

Quintal da memória


Uma varanda,
uma vila,
um corredor comprido.
Da janela,
um quintal aberto ao mundo.
Chuva de verão caindo morna,
cheiro de café vindo da cozinha,
o leite crescendo no fogão.
Brinquedos esquecidos pelo chão.
Pai - porto seguro.
Avó - doçura de colo.
Madrinha - mãos cheias de agrados.
Padrinho - passos lentos pelas tardes.
Hoje,
quando a chuva retorna
e o café invade o ar,
fica apenas
a infância
roçando leve
as asas da lembrança.

Algo permanece


Não termina aqui.
Não pode terminar assim.
Todo fim carrega
a semente de outro caminho:
um passo que chega,
outro que parte
e deixa, em alguém,
o silêncio da saudade.
Algo permanece
discreto, quase invisível
um sopro de memória
que ainda nos faz bem,
como lembrança
guardada no tempo.
Porque todo adeus
abre uma porta adiante.
Não termina aqui.
Nunca termina assim.

Invisíveis


Caminhava.
Um chamado, baixo, insistente:
- ei... ei...
Parei.
-Moço... você me vê?
Vi.
Mas hesitei na resposta
como quem mede o peso de existir.
-Porque passam...
e não olham.
-Digo "bom dia"
o ar responde.
Fez uma pausa,
dessas que não cabem no tempo:
-Será que estou invisível...
ou já não vivo?
Engoli seco.
A cidade seguia
indiferente, intacta.
-Não - eu disse
-é o mundo que desaprendeu
a enxergar.
Estamos todos
à procura de algo:
um rosto que devolva o olhar,
uma palavra que permaneça,
uma mão
que não atravesse a nossa.
Ele sorriu -
quase luz, quase ausência.
Vá com Deus.
E partiu devagar,
como quem já sabia
o caminho de desaparecer.
Fiquei.
E desde então,
quando passo por alguém,
carrego o medo súbito
de também
não ser visto.

O que não digo


Não te digo o nome.
Mas sei:
sentas nos cantos da tarde
como poeira que a luz revela.
Chegas sem ruído,
ocupas o que não vigio
um intervalo entre duas lembranças,
a pausa antes da palavra.
Hoje, não.
Abro as janelas do corpo,
deixo entrar o que vive:
o riso esquecido nas mãos,
o calor antigo dos abraços,
vozes que ainda respiram
no fundo do tempo.
Leva contigo
esse frio de fim,
essa promessa estreita
de que tudo se apaga.
Fica-me o instante
inteiro, indomável
ardendo baixo
como lume que persiste.
E se um dia voltares,
que me encontres assim:
habitado em brasas.⁠

Se eu tivesse o dom de te fazer feliz,
Pintaria o céu com o teu sorriso,
Plantaria paz no caminho dos teus passos.
Se eu tivesse o dom de te fazer feliz,
Te guardaria das tempestades do mundo
e cada lágrima que ousasse cair seria apagada antes de tocar teu rosto.


Se eu tivesse o dom de te fazer feliz.
Te daria um amor que não teme o tempo,
daqueles que crescem na alma e florescem no olhar.


Se eu tivesse o dom de te fazer feliz,
Eu faria do teu abraço o meu destino.
Se eu tivesse o dom de te fazer feliz.


Ronaldo de Jesus David.

" A quem interessa minha derrocada?
Como é mesmo meu nome?...
Eu me chamo luta. Eu me chamo paixão...
Sou a voz que amarga o pranto, não canto...Sou a escoria de quem me julga, sou
o tempo de quem me condena. Quanto a pena, que pena não suavizar o doce de quem saboreia o melhor. Que pena o cavaleiro mascarado, com sua espada justiceira, se esconder atrás da capa. Capa do insano poder, que marginaliza a luta de quem sucumbe em paz.De quem amordaçado deseja dias melhores. De quem na prisão da vida ousou atirar-se. De quem não quis simplesmente sonhar...
...
" Prefiro a incerteza da coragem, a covardia da prisão."

Oscar.

E deixar que seus olhos,
Não sejam apenas mais dois no meio da multidão,
Mas sejam meus,
Para guiar minha vida...

E deixar que suas mãos,
Não andem por ai, em busca de afagos,
Mas encontrem nas minhas,
Todo seu ideal...

Que seu corpo, não vague por ai,
Tomando um espaço, ocupando apenas um lugar...
Pois quando em seu coração brotar a flor da paixão,
Que ele seja o jardim de um grande amor...

Pra que eu não deixe que você não passe de um detalhe,
Que estou sempre a olhar, a querer sentir....

Oscar

Penso na vida como um sopro,
Como uma onda, como um lugar...
Penso que vale a pena, mesmo pequena. Celebrar...
Sei que o tempo é assim, infinito,
Mas, num grito, lá se vai...


Criar altares, dinheiro e poder,
Porém sua glória passageira não verá,
O amor passar velhinho,
Pra quem soube, olhar a lua de manhã...

É verdade..
Eu quis te amar,
E desse amor fiz minha vida ,
meus sonhos, meus prazeres.
É verdade também que nem tudo foram rosas,
Certamente muitas vezes, eu mesmo fui espinhos,
Mas hoje ao analisar esse amor, quero lhe dizer....
Valeu a pena. Sinceramente valeu a pena, cada sorriso, cada lagrima, cada momento..
Porque se não foi um conto de fadas, foi o surreal, foi a chama
Que ardeu e ainda queima, acesa em meu coração...

"" Receita da felicidade:""

Tempere a paixão com muito sabor, os ingredientes vc encontra no coração. Coloque exageradamente carinho e admiração. Desenhe o que quer, coloque o tempo a favor, a vontade como prioridade, a dedicação como força e principalmente, receba a felicidade de braços abertos. Abrace forte, bem apertado e queira sempre mais. Pra finalizar a receita. beijos, muitos beijos, pois o beijo é a poção magica do amor...Se não der certo na primeira vez...Vale a dica: Tente novamente.
Ah!! E o ingrediente principal...Você meu amor...

"" Então amanheceu
Cores lá fora indicam a aurora
Soberba manhã.
E li no livro de minha vida
Um novo sorriso, um novo pensar...
Será primavera?
Talvez sim, ouço pássaros,
Mas não posso me dar um luxo extravagante,
Ainda que possa me rodear de flores
De saudades de sonhos
Esta manhã algo em mim amanheceu...""

Ainda sinto seu cheiro,
Ainda sinto suas mãos
...Não, não pude te esquecer.
E agora o que eu faço?
E agora, o que faço?
Está tão difícil,
Cada dia mais silencioso,
Cada manha mais fria...
E agora o que faço?
Não me preparei para ficar sem você
Nunca imaginei isso, nunca pensei.
E agora o que faço..?
As vezes penso em sair por ai,
Mas as lembranças me perseguem,
Como se você fosse aparecer do nada e voltar...
E fico esperando...
Tenho certeza que é impossível te esquecer,
E me pergunto o que faço?
Seguirei como um andarilho
Num mundo incapaz de resolver isso,
Quem sabe, eu não consiga nunca
... E nem vou tentar...