Poemas Decidi Ficar na minha
Carrego um manicómio nas mais diversas áreas da minha existência que, utilizo ao longo da minha lucidez.
Quando encontro a minha solidão, fixo o olhar no silêncio e consigo ver-te. Nesse meditativo momento, reparo que intimamente não estou só.
A minha alma coabita no meu corpo, esta intensa convivência torna-me eternamente inseparável da vida: até à chegada da humana mortalidade.
Vou mochilar até às extremidades internas do silêncio: escuto a minha alma e o vocabulário da Natureza.
Minha saudade tem nome, endereço e um sorriso lindo no rosto... pena que sorri pra qualquer pessoa... menos pra mim... minha saudade dói, machuca, fere... minha saudade é tudo... menos minha... e de todas outras... menos meu... minha saudade é SP saudade mesmo, porque não vai ser nem quer ser o dono da minha vida, o meu amor, o meu motivo de nunca mais sentir, saudade...
Não tenho repouso, tenho sede de infinito. Quando minha alma reforça e pede socorro, aspiro e me torno pó se desintegrando junto às areias desérticas.
Minha liberdade é a minha morada. Sempre que sigo as instruções, permaneço o tempo necessário para não fugir as regras.
Dentro da minha louca e intensa vontade, ouço um chamado que não consigo identificar. Talvez, seja o teu, talvez, de um ser inabitável ou talvez, imaginações.
Não sou obrigada a compactuar com certas atitudes. Tenho meu ideal de vida e dele faço a minha morada.
Há duas verdades. A tua e a minha. Vale lembrar que, a verdadeira é aquela que eleva o caráter ao extremo.
Estou num momento da minha vida que não quero mais nada superficial ou virtual. Quero o concreto, o verdadeiro, o sensível, o poético. Quero o toque, o olho no olho, as palavras amorosas e ações que comprovem tudo isto. Portanto, ou vem por inteiro ou nada feito.
Se a dor doer até rasgar minha pele, eu deixo doer. Nada mais sábio do que levar ao extremo aquilo que nos renova e nos faz mais forte.
