Poemas de Vontade

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“Onde o poder não encontra Direito, o cidadão encontra apenas a vontade de quem manda.”

“A liberdade jurídica começa onde termina o direito de alguém transformar sua vontade em destino dos outros.”

A corrupção é o momento em que alguém decide que sua vontade vale mais do que o direito dos outros.

O Direito começa onde termina a vontade daquele que possui força suficiente para impor a sua.

A herança é a tentativa do Direito de estender a vontade humana para além do horizonte do caixão.

A vontade popular é fundamental à democracia, mas a dignidade humana não deveria depender da aritmética das maiorias.

O Direito civiliza o poder quando transforma vontade em procedimento, força em responsabilidade e autoridade em dever.

Quando desconhecemos a causa de um trovão, é tentador transformar o desconhecimento em vontade divina.

O poder que não aceita freios começa a confundir sua vontade com a própria lei.

A liberdade não consiste em ausência de regras, mas em não estar submetido à vontade arbitrária de outro.

A mais sofisticada forma de persuasão é aquela que desaparece dentro da própria vontade de quem foi persuadido.

Nas situações-limite, a existência encontra fronteiras que a vontade não pode abolir e que, justamente por isso, revelam sua verdadeira medida.

Por trás da racionalidade com que justificamos nossas escolhas existe uma vontade que frequentemente decide antes que a consciência encontre argumentos para explicar a decisão.

A realização de um desejo raramente encerra a vontade; muitas vezes apenas abre espaço para uma nova exigência daquilo que ainda não possuímos.

A natureza não consulta a vontade individual antes de colocá-la dentro da existência; viver é entrar em um movimento que começou antes de nossas próprias escolhas.

O mal frequentemente nasce menos da vontade de destruir do que da ignorância acerca das consequências daquilo que se pratica.

A lei deve ser superior à vontade individual quando pretende transformar poder em ordem e autoridade em justiça.

Quando a vontade de um governante substitui a autoridade da lei, o Estado corre o risco de deixar de servir à ordem comum para servir à vontade de quem governa.

A vontade frequentemente ultrapassa aquilo que o entendimento consegue justificar; grande parte do erro humano nasce quando desejamos afirmar mais do que realmente compreendemos.

O erro não nasce apenas da ignorância, mas também da vontade que transforma uma compreensão incompleta em uma certeza definitiva.