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Poemas de Vazio

Cerca de 97420 frases e pensamentos: Poemas de Vazio

Estou só, aguardando você chegar.
A saudade me assola — vivo num mundo vazio, longe de você.
A lembrança me conforta enquanto pensamentos eufóricos matutam tua ausência.
Vem para mim, não me deixe aqui...
É um desdém viver longe dos teus carinhos..

Dizem que não tenho sentimentos,
que não me importo com ninguém,
que vivo num vazio imenso,
que o amor não me faz bem.
Águia ferida sou eu — e mais ninguém.


Alguém me viu voar,
com asas largas a balançar,
carregando um coração ferido,
porque sentir também é sofrer.


Águia ferida sou eu — e mais ninguém.

Há vantagens e alegria em não ter nada,
porque, mesmo vazio de bens,
a alma parece plena.
Quando nada se possui,
é aí que se descobre
que, de alguma forma,
se tem tudo...

Não ter nada ao mesmo tempo tem tudo.
Mesmo vazio, o coração parece cheio.
Quando nada nos pertence,
a vida surpreende com tudo o que oferece.
E assim, no silêncio da falta,
descobrimos que ter pouco
é, às vezes, ter tudo.

Acredita, amor,
quando nos entregamos de verdade somos conduzidos, a,
um vazio silencioso nos envolve,
onde só nós dois
reinamos na verdade que inventamos.


É um espaço sem fronteiras,
onde o tempo se curva,
e o mundo se cala para ouvir
o murmúrio da nossa essência.


Mas há um segredo escondido:
somos todos vastos demais,
imensos demais,
para caber em um único propósito.


E ainda assim,
é nesse excesso de ser,
nesse transbordar de alma,
que o amor encontra sua morada —
forte como o vento,
suave como a pomba,
eterno como o silêncio que nos guia.

No silêncio onde o amor se esconde,
Somos donos de um vazio profundo,
Ecoa suave uma verdade única,
Que só a alma sente no mundo.
Amar é navegar na própria essência,
Sem mapa, sem rota nem destino,
Cada passo revela a imensidão,
De um vazio que é puro e acolhedor.
Para caber em qualquer fresta,
O amor nos lança na dúvida e no ar,
Entre o toque e a promessa.
Na dor e na calma desse espaço,
Encontramos a coragem de ser original,
No amor, o absoluto e o efêmero,
Tudo é forte, nada é derradeiro.

"Um homem que encara o vazio da ausência descobre espaço para preencher com si mesmo."


— F.Fidelis - Psicanalista, Filósofo entusiasta e observador das relações humanas

⁠A dor de perder um pai é um vazio imenso, uma ferida profunda que transforma o mundo, deixando saudades eternas, falta da voz, dos conselhos e da presença, mas também uma força que vem das lembranças, do legado e do amor que ele deixou, ensinando a seguir em frente, honrando sua memória, transformando o sofrimento em resiliência e mantendo viva a esperança de reencontro na eternidade, uma jornada de luto, choro, e aceitação, onde o tempo não apaga, mas amacia a dor, integrando a ausência à vida.




Antônio Roque 04/12/2025

"​O silêncio da madrugada é o auditório vazio onde a inquietude se transforma em palestra forçada para a alma."


Dollber Silva


Que hoje,
o amor preencha todo o vazio.
Que a fé,
seja o nosso escudo contra o mal.
Que a alegria, seja nossa rotina
todos os dias.

"Quero estar ao teu lado...em todos os momentos... preencher o teu vazio...com um puro sentimento.
Te trazer um sorriso...e felicidade de viver...sonhar os teus sonhos...em cada anoitecer.
Te embalar no sereno ofuscante da madrugada...fazer de cada noite...uma eterna caminhada.
Sinto tua ausência...mas tenho esperança...de um dia te conquistar... não somente na lembrança."

Silencio
Muitas vezes imerso em meus pensamentos,
Me vejo entregue a um vasto vazio.
Um vazio tão imenso,
Que em sua grandeza me perco por completo,
E por muitas vezes, nem percebo estar vivendo nele.
Não sei bem como descrever quanto,
Nem tão pouco quando, estou entregue a ele.
Mas em meio a uma multidão de pessoas,
Me sinto ainda mais só.
Hoje não quero ouvir palavras vagas,
Nem tão pouco, as mais belas filosofias,
Hoje quero apenas, silêncio.
Mas não aquele silêncio, de calar bocas,
De falar baixinho ou dedos indicadores,
Encostados nos lábios.
Quero o silêncio,
Que vem da alma,
O silêncio do olhar,
O silêncio que fala
Absolutamente tudo.


Às vezes, Sem um prévio aviso,
Vem um sentimento vazio sem sentido
como se estivéssemos caindo
continuamente num abismo sem fim,
Depois, assim como chegou,
Não avisa e vai embora
E voltamos para a superfície
pela fé que nos conforta.

Largo, vazio,
preenchido por metades.
Metades de tentativas sem sucesso,
de buscas cegas por sentidos cansados.
O limite do que me foi imposto
ainda pesa nos meus ombros,
e o “aceito” de me libertar
continua atrasado no tempo.

Busco o que não se toca,
insisto no que não me quer.
Cair dói.
Mas levantar é rasgar o que a dor deixou inteiro.
E mesmo assim eu me levanto —
sem saber direito pra quê.

Até que, entre ruínas,
entre fracassos e silêncios,
sou eu quem apareço
como um erro bonito do meu próprio destino.

Eu ainda não sei em que me sustento,
mas quando minhas mãos encontram as minhas,
o vazio aprende outra forma de existir.
Não vira cheio —
mas vira possível.

A paz continua sendo esse paradoxo:
me afasta do mundo,
mas quando penso em mim,
me puxa de volta.

E no meio da curiosidade sombria,
de imaginar até onde eu iria sem a paz,
surge outra pergunta — mais difícil:
até onde eu vou por mim?

Porque meu amor por mim
não me salva por milagre,
mas também não me abandona.
Ele caminha comigo
quando eu sou metades,
quando eu sou queda,
quando eu sou dúvida.

E talvez seja isso o amor-próprio:
não a saída do abismo,
mas a decisão de sentar na beira
e dizer, em silêncio:
— Eu fico comigo

Tem dias que o céu fica cinza e a vida perde a cor
Tem dias que o vazio é tão grande que não se vê beleza na flor
Tem dias que a voz do silêncio se perde nas batidas ofegantes do coração
Tem dias que tudo dá medo e a coragem se perde na imensidão
Tem dias que no horizonte não nasce sol e a noite parece mais longa
Tem dias que...

Deixei partir...
... mas soprou em mim o vazio de sempre.
Deixei que o rumo se tornasse o que deveria ser, e assim foi.
Se foi, pro alto, pra um lugar longe demais onde não poderia mais ver.
Talvez pra um lugar mais alto que o meu; apenas se foi, se deixou ir, se deixou levar,
eu acho que se perdeu.
Foi com ele, tudo o que era meu.
Deve ter tentando voltar, mas não soube o caminho da volta... deixei partir."

Se existisse o vazio, este seria uma obra imperfeita, já que sem uma finalidade específica, a imensidão do universo seria algo completamente abstrato...Se paramos para contar exclusivamente números inteiros,
obviamente, jamais facultaremos os fracionários...O todo compõe-se de partes elementares, no entanto, nem todas as partes que conhecemos representam tudo...Partículas da água, das plantas, das flores e dos animais estão no todo, entretanto, o Hidrogênio, o Oxigênio, o potássio, o ferro, o sódio, o cálcio, etc, apresentam ilimitadas combinações, que diversificam as formas, variam as texturas, transformam as densidades, divergem as cores, e modificam as matérias...

Anaxágoras, antes mesmo da era cristã, dizia que “Tudo caminha para o Caos”, e é inteligente refletirmos sobre o que essas palavras definem. Não que caminhamos para um fim inevitável, mas sim que galgamos para infinitas transformações, de novos começos, pois a vida é um amplo complexo de reformulação...A doutrina socrática ensina que devemos viajar para dentro de nós mesmos, para sabermos quem realmente somos, a fim de vivermos aquilo que intimamente pretendemos...E a alma humana almeja sempre uma meta superior, que é a sua própria realidade transcendental...Portanto, o Caos é a “porta” e nunca o “vago absoluto”,
Mesmo que desconcertante, endereça-nos para o movimento incansável de tudo...

O mundo, desde sua origem, carrega um vazio acompanhado de dúvidas, mistério, assombro e incredulidade. Uma força voraz explode no ser incrédulo, ainda que nascido de Deus. O Criador, em sua bondade, oferece o necessário: equilibra a chuva e o sol, sustenta a vida.


Mas o ser humano insiste em ir além do que lhe é permitido. A dúvida, disfarçada de curiosidade, deseja ocupar o lugar do próprio Criador, rebelando-se contra sua própria ignorância. Assim, continuará cercado por enigmas e mistérios, por não conhecer o verdadeiro caminho — pois se esqueceu de caminhar com Deus.

Peixe-Lua.


Nado sozinho
Seguindo em direção ao vazio.
A dor... O que é isto?
Minha anatomia fez isso comigo...


Incansáveis animais marinhos
Arrancam um pedaço de mim,
Como não consigo correr, apenas aceito;
E peço a Deus que sacie a fome dele,
Antes, antes que seja meu fim.


Senhor, proteja meus alevinos!
É tão ruim deixá-los assim,
Observando minha invulnerabilidade...
Então, o que me resta é chorar, reprimir-me e aceitar,
Enquanto o próximo leão-marinho chega tão pertinho de mim.

nadas (in)versos

fiz do silêncio um idioma
e dos nadas, um abrigo
o que em mim parecia vazio
era só verso ao contrário
esperando quem soubesse ler

carrego abismos bem vestidos
sorrisos que nunca contam tudo
há verdades que só existem
quando ninguém está olhando

não me explico — me inverto
sou sombra que pensa
e nos meus nadas mais fundos
mora exatamente
o que não ouso dizer