Poemas de Vazio

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No silêncio onde o amor se esconde,
Somos donos de um vazio profundo,
Ecoa suave uma verdade única,
Que só a alma sente no mundo.
Amar é navegar na própria essência,
Sem mapa, sem rota nem destino,
Cada passo revela a imensidão,
De um vazio que é puro e acolhedor.
Para caber em qualquer fresta,
O amor nos lança na dúvida e no ar,
Entre o toque e a promessa.
Na dor e na calma desse espaço,
Encontramos a coragem de ser original,
No amor, o absoluto e o efêmero,
Tudo é forte, nada é derradeiro.

"Um homem que encara o vazio da ausência descobre espaço para preencher com si mesmo."


— F.Fidelis - Psicanalista, Filósofo entusiasta e observador das relações humanas

Pecado de nós



Aonde ficaram as lágrimas o vazio pernoitou,

na linguagem do amor, um se disse cego, a outra parte se mostrou mudo,

em ambas as partes a voz que toca é a do ego que assopra e assola,

e assim o cheiro do perfume foi se esvaziando do frasco,

o pecado de nós está sendo deixado sem laços,

o pouco que resta de mim cai lentamente em tudo que escrevo.

A travessia




Um corpo foi forjado nas cicatrizes do vazio e no silêncio das emoções,


Ao tentar caminhar sentiu sua respiração fraca e seu corpo desfalecer com a perda do vermelho que da cor a alma,


O duro golpe de não reconhecer mais os próprios sentimentos nas linhas do passado deixou a sua história perdida no tempo,


A distância de um oceano a cura para aquele com o coração transformado em gelo o vigiava através da lua,


Decidida a resgatar um sonho que não se apagou, ela lutou com seus demônios, desbravando territórios jamais pisados antes enfrentou os seus medos e vibrante invadiu uma colmeia nas montanhas altas em busca do mel mais puro para que pudesse despejá-lo no coração de gelo do seu amado,


Após atravessar o mar congelado, e sofrer duros golpes na sua corrida desesperada , ela então conseguiu derramar o antídoto a tempo naquele coração que um dia jurou ama-lo para sempre.

⁠Eu já procurei um amor-perfeito encontrei um vazio frio no peito.
Já quis uma felicidade percebi que e raridade.
Não queria esta, sozinho com uma taça e meia de vinho.
Querê e um pensamento. Que vagar no tempo
envolve tristeza esperança e sentimento,
envolve-te por pouco ou muito tempo ate cai no esquecimento.

Não preciso mais do reflexo distorcido,
do aplauso vazio,
nem do disfarce pintado
que tenta enganar a alma.


Minhas facetas agora são d’Ele,
lapidadas pelo fogo,
santificadas pela graça,
purificadas pela cruz.

Na vida encarei
caminho triste e vazio
Não virei amigo da solidão
não me espantei com o sombrio
Em dias interminaveis
Enfrentei chuva vento e frio
Parecia só sofrimento
Mas a fé me dava acalento
Inteligência e visão
pro momento
Da água da chuva
fiz asseio e alimento
Me sequei no assobio do vento
Que uma certa canção
me insistia lembrar
aquecendo minha alma
Me enchendo de amor
Acabando com o frio
arrancando a dor
Preenchendo meu peito
De coragem e vigor
Com o tempo aprendi
A domar tempestade
Tropecei não cai
Hoje sou majestade
Pra resolver problemas
E as dificuldades!

⁠Uma busca frenética,
Incansável.
Asas que batem sem destino
No vazio do espaço.
Em sonhos, lutas acordado.
Trajeto alado
Ao novo amanhecer.
(Rumas a quê?)

⁠A dor de perder um pai é um vazio imenso, uma ferida profunda que transforma o mundo, deixando saudades eternas, falta da voz, dos conselhos e da presença, mas também uma força que vem das lembranças, do legado e do amor que ele deixou, ensinando a seguir em frente, honrando sua memória, transformando o sofrimento em resiliência e mantendo viva a esperança de reencontro na eternidade, uma jornada de luto, choro, e aceitação, onde o tempo não apaga, mas amacia a dor, integrando a ausência à vida.




Antônio Roque 04/12/2025

"​O silêncio da madrugada é o auditório vazio onde a inquietude se transforma em palestra forçada para a alma."


Dollber Silva


Trapézio


No palco vazio da minha memória
um sopro acendeu teu nome no ar
era só ensaio, mas virou história
um tropeço da alma querendo cantar.


Te mandei um áudio, foi quase oração,
palavras nuas, sem máscaras, sem véu,
teu silêncio virou multidão
meu peito virou carrossel.


E eu danço sozinha no circo da vida,
meu coração é trapézio sem rede.
Se não me seguras, não é despedida,
é voo de quem já não teme a queda.


Tua resposta foi espelho quebrado,
metade verdade, metade invenção,
um truque barato de ator ensaiado
pra esconder do público a contradição.


Mas eu não sou plateia perdida,
nem boneca esperando aplauso.
Eu sou corda bamba erguida,
sou estrela cadente que risca o espaço.


E eu danço sozinha no circo da vida,
meu coração é trapézio sem rede.
Se não me seguras, não é despedida,
é voo de quem já não teme a queda.


Entre palhaços, luzes e cortinas,
aprendi que a solidão é camarim.
E quem não sabe ler suas próprias linhas
não pode escrever um final em mim.


Hoje desamarro as fitas do destino,
não carrego amarras, nem cordéis.
Se um dia tua alma buscar o caminho,
vai me encontrar voando em outros papéis.

Que hoje,
o amor preencha todo o vazio.
Que a fé,
seja o nosso escudo contra o mal.
Que a alegria, seja nossa rotina
todos os dias.

Deixo o copo meio vazio
ou meio cheio
para os pessimistas
e otimistas.


O meu copo transborda
nuances perfumadas de poesia.
✍©️#MiriamDaCosta

⁠entre o ver e o encontrar vem a saudade
olhos emocionados, horizonte vazio.
A vida como desejo e o amor como saudade.

"Quero estar ao teu lado...em todos os momentos... preencher o teu vazio...com um puro sentimento.
Te trazer um sorriso...e felicidade de viver...sonhar os teus sonhos...em cada anoitecer.
Te embalar no sereno ofuscante da madrugada...fazer de cada noite...uma eterna caminhada.
Sinto tua ausência...mas tenho esperança...de um dia te conquistar... não somente na lembrança."

Silencio
Muitas vezes imerso em meus pensamentos,
Me vejo entregue a um vasto vazio.
Um vazio tão imenso,
Que em sua grandeza me perco por completo,
E por muitas vezes, nem percebo estar vivendo nele.
Não sei bem como descrever quanto,
Nem tão pouco quando, estou entregue a ele.
Mas em meio a uma multidão de pessoas,
Me sinto ainda mais só.
Hoje não quero ouvir palavras vagas,
Nem tão pouco, as mais belas filosofias,
Hoje quero apenas, silêncio.
Mas não aquele silêncio, de calar bocas,
De falar baixinho ou dedos indicadores,
Encostados nos lábios.
Quero o silêncio,
Que vem da alma,
O silêncio do olhar,
O silêncio que fala
Absolutamente tudo.


Às vezes, Sem um prévio aviso,
Vem um sentimento vazio sem sentido
como se estivéssemos caindo
continuamente num abismo sem fim,
Depois, assim como chegou,
Não avisa e vai embora
E voltamos para a superfície
pela fé que nos conforta.

sinto só a metade de mim
um vazio me perturba
e me entristece minha alma
que chama por você
pelo teu cheiro
que me ascende
e eu, penetro na imensidão
do teu olhar que me completa
quando você me sorri
nos meus braços
e nos teus abraços
eu me completo
e sinto-me seguro
onde corpo e alma
se transforma na
mais pela expressão
da vida
o amor
que une
duas metades
em uma só

Largo, vazio,
preenchido por metades.
Metades de tentativas sem sucesso,
de buscas cegas por sentidos cansados.
O limite do que me foi imposto
ainda pesa nos meus ombros,
e o “aceito” de me libertar
continua atrasado no tempo.

Busco o que não se toca,
insisto no que não me quer.
Cair dói.
Mas levantar é rasgar o que a dor deixou inteiro.
E mesmo assim eu me levanto —
sem saber direito pra quê.

Até que, entre ruínas,
entre fracassos e silêncios,
sou eu quem apareço
como um erro bonito do meu próprio destino.

Eu ainda não sei em que me sustento,
mas quando minhas mãos encontram as minhas,
o vazio aprende outra forma de existir.
Não vira cheio —
mas vira possível.

A paz continua sendo esse paradoxo:
me afasta do mundo,
mas quando penso em mim,
me puxa de volta.

E no meio da curiosidade sombria,
de imaginar até onde eu iria sem a paz,
surge outra pergunta — mais difícil:
até onde eu vou por mim?

Porque meu amor por mim
não me salva por milagre,
mas também não me abandona.
Ele caminha comigo
quando eu sou metades,
quando eu sou queda,
quando eu sou dúvida.

E talvez seja isso o amor-próprio:
não a saída do abismo,
mas a decisão de sentar na beira
e dizer, em silêncio:
— Eu fico comigo

Tem dias que o céu fica cinza e a vida perde a cor
Tem dias que o vazio é tão grande que não se vê beleza na flor
Tem dias que a voz do silêncio se perde nas batidas ofegantes do coração
Tem dias que tudo dá medo e a coragem se perde na imensidão
Tem dias que no horizonte não nasce sol e a noite parece mais longa
Tem dias que...