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Poemas de Vazio

Cerca de 97425 frases e pensamentos: Poemas de Vazio

⁠... desejar
um viver sem culpas
é render-se ao inconcebível -
refreando possibilidades; quando
não ,o próprio destino - na verdade,
cada homem vive sob os limites
de sua própria índole
sempre carente de
reparos!

... sábios,
na realidade, não são seres especiais, inflexíveis - sequer, insólitos visionários disseminando suas robustas impressões e conteúdos capazes de subjugar
os labores do tempo...
Verdadeiros sábios, a meu ver, são seres
comuns, moderados - externando uma invulgar
e já calejada mestria em oportunizar soluções,
em que, a maioria de nós só enxerga
problemas!

⁠... o mais
profundo do que somos
e sentimos, vive à flor da nossa
própria pele - embora carecente
de uma peculiar e sutil sensibilidade -
a qual, indiferentes, soberbos,
teimamos em ignorar...
Reconheça-se!

... nenhum
vício torna-se menos
nocivo - sequer menos letal -
pelo simples fato de algunstramarem
reduzi-lo a uma inocente atividade
recreativa!⁠

... ter consciência
do Divino, não significa
dobrarjoelhos a quaisquer
personagemou liturgia - porém,
seguidamenterevestir-se de plausíveis
saberes -dos virtuosos hálitos ⁠da prudência;
propensos a nos manterem de pé
e caminhando!

... muitas vezes
a ausência de liberdade
não é resultado de fatores
externos, opressivos - porém, efeito
da nossa falta de limites - da incapacidadeem controlar
nossos próprios
instintos! ⁠

⁠... dessa
nossa vida, nada
se perde - contrariamente, muito
se ganha, conquista - a não ser,
aquilo que não venha como
fruto do nosso próprio
trabalho!

Às vezes, acordo sentindo o ar rarefeito da liberdade que todos proclamam. Caminho pelas ruas de concreto, smartphone na mão, curtindo posts que ditam o que devo desejar. Sou livre? Rio alto, mas o eco é um sussurro preso. As correntes sociais são invisíveis, tecidas de olhares julgadores, algoritmos que moldam meu feed como um deus caprichoso, normas que sussurram: "Seja assim, consuma aquilo, ame desse jeito".
Elas se enroscam no peito, essas algemas de expectativas. A família cobra herdeiro perfeito; o trabalho, lealdade eterna; as redes, pose impecável. Eu corro, mas para onde? A ilusão de escolha é o maior truque: vote, compre, poste, repita. No fundo, somos marionetes em um teatro coletivo, fios puxados por medos ancestrais e modas passageiras.
Quebrar isso exige coragem nua: silenciar o ruído, abraçar o desconforto do autêntico. Só então a verdadeira liberdade respira, frágil, mas real. E você, sente essas correntes?

Eu descobri uma coisa simples que parece pequena, mas muda o rumo do meu dia inteiro, como quem muda a direção de um barco só girando levemente o leme. Eu acordo, ainda meio sonolenta, com aquele pensamento automático de já pegar o celular, ver o mundo, ver a vida dos outros, ver o que nem é meu… mas aí eu me lembro de mim. E paro. Só paro.

Fecho os olhos. E pronto, o espetáculo começa sem precisar de tela.

Tem o passarinho que canta como se estivesse anunciando alguma novidade urgente, que na verdade nunca chega, mas ele insiste. Tem o vento que bate nas folhas como se estivesse fofocando segredos antigos da terra. Tem um cachorro lá longe que resolve participar da orquestra sem ser convidado. Tem até o silêncio, que não é ausência de som, é um som mais profundo, mais honesto, quase tímido.

E eu fico ali, quieta, como se estivesse assistindo a vida sem interferir nela. Sem pressa, sem cobrança, sem aquela lista mental que vive me perseguindo. Só ouvindo. Só existindo. Só sendo.

É engraçado como a gente passa tanto tempo procurando paz em coisas grandes, caras, distantes… quando ela mora ali, encostada na manhã, esperando só que alguém feche os olhos e escute. Não é sobre ter tempo, é sobre escolher parar. Nem que seja um pouquinho. Nem que seja um minuto roubado da correria.

E quando eu abro os olhos de novo, o mundo continua o mesmo. Mas eu não. Eu volto mais leve, mais inteira, como se tivesse lembrado quem eu sou antes de virar obrigação.

Se eu pudesse dar um conselho, daqueles simples e teimosos, eu diria: faz isso também. Fecha os olhos de manhã e escuta. A vida fala baixo, mas fala o tempo todo. E quem aprende a ouvir… nunca mais se sente tão perdido.

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ALINNY DE MELLO

Há um conflito silencioso entre quem somos e quem mostramos ao mundo. Desde cedo, aprendemos a vestir máscaras como quem veste um casaco em dia de frio: para suportar o ambiente, para caber nos lugares, para não ferir nem sermos feridos. No entanto, essa proteção também pesa. A aparência de força, muitas vezes, esconde um coração em tempestade; o sorriso social, por vezes, cobre ruínas que ninguém vê.
Vivemos tentando equilibrar a verdade interior e a versão aceitável de nós mesmos. Queremos ser acolhidos, mas tememos que nossa essência, crua e imperfeita, assuste. Assim, vamos aparando arestas, calando dores, podando sonhos, como um jardim bonito demais para parecer real. O problema é que, quando negamos demais o que sentimos, a alma cobra em silêncio.
Ser humano é justamente carregar essa contradição. Somos casa e vitrine, abrigo e espetáculo. E amadurecer talvez seja isso: diminuir a distância entre o rosto que oferecemos ao mundo e a pessoa que, em segredo, pede apenas o direito de existir por inteiro, sem pedir desculpas.

No início, nada parecia fazer sentido. As paredes respiravam silêncio, as janelas guardavam ventos antigos e o chão, sem pressa, recolhia sombras como quem cole uma memória perdida. Havia um rumor sem origem, um eco suspenso, e no centro desse estranho equilíbrio caminhava o tempo, o Cronos, com seus pés invisíveis, costurando instantes sobre a carne do mundo.
Tudo era confuso apenas para os olhos apressados. Porque o caos, quando visto de perto, parece ruína; mas, quando atravessado pela alma, revela desenho. O Cronos não destruía: lapidava. Tirava nomes, mudava formas, envelhecia certezas, para que o essencial pudesse emergir sem ornamento. Era ele quem partia as horas para que delas nascessem sentido, saudade, retorno e transformação.
Então compreendi que o início não era ausência de lógica, mas excesso de mistério. Nada parecia encaixar porque tudo estava vivo demais, pulsando antes da forma. E o maior sentido estava justamente nisso: no invisível alinhamento entre perda e descoberta, entre demora e revelação, entre o que termina em nós e o que, pelo tempo, finalmente começa. Como rio secreto, Cronos sorria no escuro, sabendo que cada desencontro também era destino antigo.

Hoje acordei com um relógio mastigando nuvens, e a parede sussurrava alfabetos em espiral. Três cadeiras dançavam xadrez sobre o teto, enquanto meu nome virava vapor dentro de uma xícara vazia. A rua, lá fora, era um aquário de buzinas; eu caminhava sem pés, colecionando sombras como moedas furadas. Um pássaro de papel me pediu senha, e eu respondi com silêncio em braile. Tudo parecia erro de tradução: risos que não pertenciam, cores que tinham gosto de ferrugem.

Então percebi o fio: cada imagem era um recado do corpo. O relógio eram meus prazos, as nuvens, a ansiedade. A parede repetia o que eu evito dizer. As cadeiras no teto eram as conversas que deixei para depois. As moedas furadas, a energia que gasto tentando agradar. O pássaro de papel era meu pedido de ajuda, dobrado e escondido.

Quando coloquei a mão no peito, o aquário virou janela. Respirei, sentei, e desliguei o telefone por cinco minutos; ouvi o próprio coração batendo, sem metáforas, e finalmente entendi o idioma da manhã. Escrevi uma linha simples: hoje eu vou me escolher.

O caos nunca chega batendo à porta; ele entra pelos cantos, desalinha os quadros, derrama café sobre os planos e troca o nome das coisas dentro da gente. No começo, parece apenas ruína: gavetas abertas na alma, relógios mastigando pressa, pensamentos correndo descalços por corredores sem fim. Mas há uma inteligência secreta nesse desarranjo. Como a terra revolvida antes da semente, o caos fere a superfície para que algo mais vivo encontre passagem.
É nele que antigas versões de nós desmoronam feito casas cansadas, abrindo espaço para janelas que ainda nem sabíamos desejar. O coração, quando perde o mapa, aprende a ouvir estrelas invisíveis. E a dor, essa costureira impaciente, rasga primeiro para depois unir com linhas mais fundas.
Talvez criar seja isso: suportar a desordem sem fugir, permitir que o incompleto respire, aceitar que nem toda beleza nasce limpa. Há flores que só entendem o próprio perfume depois da tempestade. Há pessoas também. O caos não é o oposto da criação; é seu ventre escuro, quente e profundamente humano, onde tudo se quebra para finalmente começar de novo, em silêncio.

A BUSCA
A nossa busca é eterna...
Mas o que buscamos?
Já não temos tudo?
O que afrontamos?
Queremos o desconhecido?
O proibido?
O inatingível?
O tesouro perdido?

Temos a vida!!!
E onde ela está?
Escondida?
Apenas dentro de mim...
Contida?

Tem o amor para felicidade de viver cada dia
O conhecimento para sabedoria
A coragem para enfrentar os medos
A alegria de ser criança
A fé que alimenta a esperança
A virtude de termos segredos
O sonho que faz a realidade
A cura para fragilidade
O dia que encontra a noite
O fruto e a água que sacia a sede e a fome
A verdade dentro do homem
A morte que nos espera
E encontra nossa busca eterna.

Inserida por Waldetes

A FELICIDADE
Os seres humanos perguntam:
O que é a Felicidade?

A Felicidade muitas vezes,
torna-se um sentimento quase que abstrato
e impossível de realização.
Porque os momentos são muito curtos,
aparece e desaparece de forma sutil,
como num passe de mágica.

Essa busca é constante, mas não seria porque
nós é que somos inconstantes?
Como e onde será que encontraremos a verdadeira Felicidade?

Quando viemos a esse mundo, foi em missão de serviço.
O nosso pai cheio de amor nos presenteou com o dom da Vida e,
colocou em cada um de nós, um tesouro, a Felicidade!!!.

Sabemos que estamos aqui para evoluir,
em busca da sabedoria, do auto conhecimento, e da transformação.
Seja através do amor ou da dor.

Em nossas vidas aparecem anjos e demônios,
alegrias e tristezas.
Os desafios e os sacrifícios são constantes,
mas como diz o provérbio,
D'us dá o frio conforme o cobertor,
porque D'us é pai.

Somos nós os únicos responsáveis pelas nossas ações.

Somos energia pura,
temos o dom da materialização!!!
Se fizermos e seguirmos a corrente do bem,
receberemos amor.
Se semearmos vento, colheremos tempestade.

Vamos fazer o nosso auto conhecimento
sem julgar o nosso próximo.
Saber exatamente como somos,
conhecer nossos limites e a força de nossas energias.
Somente assim poderemos praticar ações em nome do amor
E ensinar ao próximo,
que é dando que se recebe.

Vamos seguir nosso caminho, numa estrada colorida
Transformando os pedregulhos em pedras preciosas.

Essas pedras preciosas, todas, sem exceção,
pertencem àquele tesouro!!!
Vamos tirar o cadeado e derramá-lo sobre nós!
Deixando que a Felicidade ilumine nossos caminhos
e deixar os rastros para os nossos seguidores.

Ser Feliz é aceitar o presente de Deus !!!

Inserida por Waldetes

A IDADE
Fico idosa mas não fico velha
O tempo marca o meu corpo
A vida ensina minha alma
No amor sempre terei a força
Nos olhos a esperança
No coração carrego a minha eterna criança

O humor será meu tempero
Sempre estarei acompanhada
As lembranças fazem parte das minhas histórias
As saudades minhas vitórias

Vivo hoje e o agora
O amanhã a Deus pertence
Vibro todos os momentos
Acredito na humanidade
Conquistei a liberdade
Para lutar todos os dias pela igualdade

Amo a vida!
Sem arrependimento
O que fiz está feito
O que não fiz
Quero fazer direito

A morte não me assusta
Acredito na justiça divina
A morte... deixa na terra o meu corpo
E leva a minha alma para cima

A terra Deus fêz para passagem do homem
"Se correr o bicho pega
Se ficar o bicho come"
Deus é o nosso Pai
E como Pai ele nos acolhe

Inserida por Waldetes

A MAGIA DO ENCONTRO
Quando o céu abraça a terra
As estrelas beijam o chão
As flores flutuam nas nuvens
Os rios adoçam o mar

Nessa empolgação
Tudo é magia
O amor perpetua e contagia
O homem abraça a vida
O tempo seca a ferida
No perfume do ar
A morte que era tristeza
Na simples natureza
Da terra abraçando o céu
As estrelas brotam na terra
E o homem brilha no céu

Inserida por Waldetes

A paciência
A paciência
Não tem pressa
Mas sempre alcança
Não tem vaidade
Nem conformismo
Não disputa o heroísmo
Está sempre na frente
Porque não para julgar
Mas investiga
Não diz adeus
Mas acena
Ajuda
Mas não tem pena
É a maior habilidade
Sem falsa modéstia
Domina a razão
Controla a emoção
Faz tudo com muito amor
Degusta prá ter sabor
Não tem raiva porque mina o ódio
É a conquista da sabedoria
E com ela chega no pódio

Inserida por Waldetes

A preguiça
Hoje acordei sonada
Assim... como quem não quer nada
Fiquei de olhos fechados
Agarrada no meu travesseiro
E o sono me dominava

Fiquei assim... por horas...
Meio dormindo e meio acordada
Nada de fora me despertava
Nem barulho, nem fome, nem a sede
Estava totalmente descompromissada

De repente...
Levantei, meio que impulsionada
Era meu cachorro quem latia.
Me lambia e me puxava

Era a preguiça que estava em mim
Que ele não conhecia
E bravamente espantava

Inserida por Waldetes

A sintonia da mente no corpo
A emoção é o reflexo da mente no corpo.
Sinta o seu corpo...
Se houver um aparente conflito entre os dois, a verdade estará na emoção e não no pensamnento.
A única diferença é que o pensamento está na sua cabeça, enquanto a emoção, por conter um forte componente físico, se manifesta em primeiro lugar no seu corpo.
Não podemos permitir que a emoção assuma o controle, a luz, a energia está em nossa mente.
Concentre sua atenção dentro de você.
Sinta a energia da emoção.
Essa é a porta da entrada para saúde do seu ser.
TRANSFORME e OBSERVE "Mente sã corpo são"

Inserida por Waldetes