Poemas sobre o Sol para iluminar o dia
O sol brilha calado. O sal tempera em silêncio. Quem tem caráter não precisa fazer propaganda.
Pr. Odair
"" Espero que qualquer dor vá embora e um sol chamado felicidade brilhe cada vez mais em tua existência...""
O sol mal desponta e, antes mesmo da claridade invadir o quarto, meu pensamento já te encontra. Nenhuma luz, por mais pura que seja, se compara ao brilho que vem do teu rosto. O café aquece, o ar renova, e o mundo entra em pausa enquanto peço ao tempo o privilégio de seguir os meus passos junto aos teus. Basta saber que os teus olhos se abriram para que o meu dia encontre sentido. Você é a minha calmaria, o cais onde descanso e o jardim que floresce, mesmo nos dias de deserto.
Plantei raízes no silêncio ansiando pelo sol da esperança, mas mãos alheias cobriram a terra, impedindo-me de florescer.Meu caule se ergueu trêmulo, buscando o céu em vão, pois a sombra de terceiros pesava mais que minha vontade. E assim sigo, metade semente, metade lembrança do que poderia ser; um destino podado antes do tempo, um sonho que ainda respira sob a terra.
A segunda-feira é a aurora do esforço: quando o sol nasce, não apenas o dia começa, mas também a esperança de transformar trabalho em legado
O paradoxo do vazio que me habita é como um quarto com janelas abertas para o nada, ali encontro solidão e liberdade, medo e um estranho alívio que me sussurra para ficar.
Nenhuma tempestade apaga o sol interior, a chama é selvagem, eterna, mesmo sob o peso sufocante das nuvens mais densas.
A cada novo sol, Ele não apenas me acorda, Ele reacende a chama central, a razão poderosa pela qual eu insisto em viver e lutar.
O dia chuvoso tem o poder alquímico de lavar a poeira da alma que a luz do sol insiste em manter visível.
Junto do vento que vem do sul, para bem além de onde o sol se põe, depois do oeste, onde o tempo se curva, flui a fonte da inspiração pura e indomável, a melodia que o mundo ainda não ouviu, gravada nas estrelas ancestrais.
O sábio observa que toda labuta e ambição debaixo do sol é vaidade e correr atrás do vento, pois a riqueza acumulada não compra um único dia de paz nem garante a salvação da alma, é inútil levantar cedo e deitar tarde, devorando o pão da dor, pois a única satisfação duradoura reside em temer o Divino e guardar Seus mandamentos, sabendo que Ele é o juiz de todas as obras.
Às vezes o coração é como uma casa com portas emperradas. Não entra sol, mas entra renúncia. Eu empurro cada porta com o punho das minhas pequenas certezas. Algumas cedem, outras permanecem guardiãs do escuro. E morar nesse lugar é aprender a plantar janelas.
Sentir-se desperto em um mundo de sonâmbulos é a punição de quem ousou olhar para o sol da verdade sem a proteção das mentiras sociais.
Sinto falta de uma infância que talvez nem tenha existido, um tempo de barro e sol onde o amanhã era apenas uma hipótese irrelevante. Hoje, o futuro é um monstro que se alimenta das minhas horas de sono, sussurrando que o tempo é uma ampulheta cheia de vidro moído.
