Poemas de Sofrimento
Não há glamour no sofrimento. O que faço é apenas documentar o naufrágio para que o mar não pareça tão vazio.
O sofrimento me atravessou como uma lâmina, mas não encontrou em mim um lugar definitivo para morar.
O sofrimento prolongado altera a arquitetura da alma. Depois de certas dores, nunca mais voltamos a sentir o mundo da mesma maneira.
Transformei minhas fragilidades em tinta para que a dor não fosse apenas sofrimento. Entre a lembrança e a fé, entre a queda e a permanência, fui aprendendo que algumas cicatrizes não pedem cura, pedem significado.
O sofrimento, quando não me destrói, me afina, ele remove excessos e deixa exposta a nota grave que sempre esteve escondida.
O único filtro realmente infalível nessa vida chama-se: sofrimento! E felizes são os que, pelo menos de vez em quando, tem a chance de utilizá-lo!
Todo mundo ama a zona de conforto.
É preciso Deus criar um sofrimento dentro dessa zona para forçar o homem a enfrentar o novo e desconhecido.
Quando a gente perceber que aprender é a função da vida, o sofrimento vai deixar de ser tão necessário.
Quem não entende a vida que você quer viver também não vai entender o seu sofrimento por não viver; de qualquer forma, não vão entender, então viva!
O sofrimento interno é a paz que não aceita sentir em uma determinada situação; aceitando a paz nessa situação, o sofrimento passa.
Não precisa da dor, do sofrimento, do caos para acontecer mudanças; basta apenas ter disposição em mudar.
A felicidade brilha nos breves intervalos do sofrimento, como um raio de sol entre nuvens escuras. Ela nos ensina a valorizar os raros momentos de paz, encontrando beleza e gratidão mesmo nas adversidades.
O sofrimento não é obstáculo, mas mestre silencioso; ele desnuda a fragilidade, testa a resistência e, no instante em que parece esmagar, revela o limite exato da própria liberdade.
O ego tem uma tendência estrutural a hipercatexizar o próprio sofrimento e a descatexizar o alheio. A dor própria ocupa o campo inteiro da percepção; a do outro aparece como dado periférico, quantificável de fora, sempre menor do que parece. Essa distorção não é crueldade — é limite do aparato perceptivo que só acessa com plena intensidade aquilo que habita por dentro. Mas quando essa percepção é interrogada e começa a ceder, nasce o que se poderia chamar de humildade clínica: a consciência de que cada sujeito atravessa abismos que não aparecem na superfície, que nenhum peso é leve para quem o carrega, e que o sofrimento não tem hierarquia objetiva — apenas perspectivas.
A pior maldição, não é quando há sofrimento, mas, quando não há distinção entre o correto e o errado 😓, e as bases, não são firme para a alma.
