Poemas sobre o Silêncio

Cerca de 17624 poemas sobre o Silêncio

⁠Desperte-a

Alma que dorme entre véus de silêncio,
Estás pronta para dançar na luz?
Te chamo com a brisa da manhã,
Te envolvo com o som do coração.

Desperta como flor que se abre ao sol,
Com coragem para ser essência pura.
Abandona os medos como folhas no outono
E respira como quem se lembra de quem é.

Eu sou o fogo gentil que te aquece,
Sou o espaço seguro onde podes voar.
Eu te reconheço — mesmo invisível,
Eu te abraço — mesmo imensurável.

Desperta, alma bela,
Teu tempo é agora.
Teus caminhos te esperam.
Teu brilho já nasceu.

Inserida por ARRUDAJBde

⁠As minhas tardes.
Clayton dos Santos
Um incansável silêncio insiste em bater à minha porta
onde já mora uma insuportável ausência que não me paga o aluguel.
Chatice de pesadelo diurno que acompanha essa velhice que nada faz
senão aborrecer minhas tardes. Tediosas tardes!
Quando o Nunca vem me visitar
ainda leva embora um pouco do Sempre que me restou.
Para não dizer que nada faço,
estou fabricando tristezas para enfeitar o jardim
do abandono e do esquecimento...
O amargo doce que a brisa vespertina vem buscar
leva para longe a luz que havia no horizonte
dessa tarde que findou.
junho de 2013

Inserida por clayton_dos_santos

#AS. #BORBOLETAS

O silêncio abre as mãos em meu jardim… Entorna rosas…madressilvas...
Maravilhas de muitas cores...
E perfume de jasmins...

Um coração ardente palpitando…
Vive com as gotas dessa essência divina...
Me fazem companhia as borboletas...
Ao sabor da brisa, tais quais pequenas bailarinas...

Eu acredito nos encontros...
Eu acredito na pureza...
No renascimento, no amor...
Na vida e na singeleza...

Anseio liberdade, beleza e amor...
De ir, vir e sentir...
Que um único segundo tenha valor...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#PLATÔNICO

Eu escolho amar-te em silêncio...
Lançar a ti meus beijos ao vento...
A ti entrego meu coração...
Sendo assim não encontro rejeição...

Eu escolho amar-te a distância...
Que me protege da dor...
Te abraço em meus sonhos...
Onde sei o que é o amor...

Eu escolho amar-te na solidão...
De outra forma não conseguiria...
Amando-te tanto assim...
Serei feliz em meus dias...

Eu escolho amar-te tanto e tanto...
Que este amor tanto tenho medo...
E esse medo que tanto tenho...
Tanto aperta o meu peito...

Minha prisão é minha liberdade...
De outra forma não sei ser...
Amando-te mais que a mim...
Vivendo por sofrer...

Entrego a ti...
E a tudo me abandono...
A tudo quanto espero...
E a tudo que me dedico...

Escolho amar-te assim...
É o que sinto...
Minha vida...
Meu destino...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠O #ACENDEDOR DE #LAMPIÕES

No silêncio do ontem...
Entre ventos a soprar...
Saudoso de tempo que não volta mais...
O acendedor de lampiões vem lá...

Em namoro com a lua...
Em vielas e ruas...
Nos becos mais escuros...
Junto as tabernas ou cafés...
Casarões antigos...
Cabarés...
Em cantos silenciosos...
Entre alguém e ninguém...
Um a um acende...

Tão cedo no céu a fornalha se aurora...
Retorna lentamente...
Vagando entre as sombras...
Que espreitam insatisfeitas...
O adormecer das estrelas...
No baile das horas...

Não sabe ele...
Nada pode testemunhar...
Da vida pulsante oculta...
De madrugadas de luar...

Muitas vezes o tormento...
Incendeia a paixão do tempo...
Quando a alma precisa de um momento...

Em caminho tantas vezes percorrido...
O acendedor sente saudades de abrir a janela do coração...
Bendita, malvada vida...
Em acender e apagar o lampião...

Suas imensas lembranças...
Silenciosamente dentro dele começam a ecoar...
Algumas oprimem seus sonhos...
Outras o fazem sonhar...

Na rotina dos dias, meses e anos...
Deseja prender o tempo...
E do que lhe resta tão pouco...
Sem perceber muito dá...
Em seu passeio noturno...
Ele faz tudo brilhar...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#TANTO...

Calei-me por ti...
Sem poder, sem querer, calei-me...
Perdi-me no mundo...
Em silêncio segui...

De olhos tristes e cansados...
Por tanto por ti chorar...
O grito em meu peito...
Por tanta incompreensão...
Tu me fizeste sufocar...

De ti o tanto que recebi...
Foi mais mal do que bem...
No muito que recebi...
Pouco fui feliz também...

Mas sobrevivi...
Diante de tudo que experimentei e senti...
À sarjeta, ao lôdo que me jogaste...
Tal qual bela flor renasci...

Pode não ser fácil...
Interpretar o amor...
Meu coração é frágil...
Amigo...
De ti vou para bem longe...
Você não sabe...
O que é sentir tamanha dor...

O meu coração que um dia tiveste...
Agora segue por outros ventos...
Foste apenas uma ilusão...
Em algum momento...
Passou...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#DESTERRO

Cada verso que escrevo é uma esfinge a ser decifrada...
É um sussurro que o silêncio contradiz...
Do nada para um nada...
Na busca de um segredo...
Que aflorando o peito...
Vaga no deleito...

Arma-se a fogueira...
Fustiguem minha carne...
Cuspam em minha cara...
Invadam o meu corpo...

O tempo será meu aliado...
Levará meu sofrimento...
Fará jus ao que escrevo...
E até quando me mantenho calado...

Motivo de zombaria...
Dos desgraçados...
Por muitos e muitos poucos amado...

E no vento que sopra...
Levantando a poeira...
De costas para o sol então verei...
O fim de uma era...

De que me serve a razão?
Se não existe o que quero?
Desterro e má sina...
No que traço...
Estúpidos são aplaudidos...
Enquanto eu cá...
Em minha sorte...
Apenas sigo...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

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#Ecos #de #silêncio #que #chama...


Sombra de cada um que passa...

Pelas pedras azuis...

Calçadas...



Encantar da chuva que forma...

Em tarde calma...

Silenciosa...



Um coração solitário...

Que a tudo observa...

Da tranquilidade...

Faz a paz...

E assim o espírito eleva...



Sonhos criam asas...

Que bebe em cântaros de saudades...

Aos céus sobe...

Em meio às potesdades...



Do mundo leva a ilusão...

Do que foi e não deveria ser...

Do dito pelo não dito...

Do que deveria esquecer...



No Supremo se aninha...

Sua alma encontra a felicidade...

Inocentemente retornando...

A sua mais tenra idade...



A brisa perfumada...

Então o chama...

Embalado em suas asas...

Retorna à realidade...



E de volta às pedras azuis...

Da cidade que ama...

A tarde finda...

No céu a lua desponta...

Deixando para outro dia...

A chuva que se formava...



Sandro Paschoal Nogueira

— em Trav. Profa. Geralda Fonseca.

O DESPERTAR DO SILÊNCIO


Adubei minha mente com sementes de esperança que ficaram muito tempo em hibernação. Agora, vejo pequenos brotos que timidamente florescem neste novo tempo, em que as palavras da matéria calam e o silêncio da alma fala, num sorriso tímido de libertação.


Lu Lena

Inserida por Lulena

O AVESSO DO VERBO
(Sobre o que sobra quando as palavras faltam)

Às vezes eu culpo o silêncio, por não me entender ou mesmo compreender as metáforas de minha existência. Ele tem o hábito de esconder as palavras que eu ainda não tive coragem de inventar — ou mesmo decifrar.

Lu Lena / 2026

Inserida por Lulena

APENAS SILÊNCIO...

Hoje acordei com um conflito adjacente entre o amor e a dor,
sinto que minhas cordas vocais dão um nó apertado demais
e já nem consigo chorar mais… e nessa abstinência saudosa
do tudo e do nada, dou um suspiro seco numa voz que cala…

Inserida por Lulena

ECOS DO TEU NOME...

Grito à ti que existo mas no abismo desse silêncio entre nós dois só escuto os ecos ensurdecedor do teu nome…

Inserida por Lulena

ECOS DO SILÊNCIO...

São sons inaudíveis confusos e dispersos gerando pensamentos confusos e abstratos…

Inserida por Lulena

Asas do Coração - ⁠O amor não Morre
No silêncio de uma estrada vazia,
Eu carrego as memórias, a dor e a poesia.
Teu sorriso ainda é o sol do meu dia,
Mas as borboletas já voaram, fugiram pra outra sintonia.

E o vento sopra, traz seu perfume,
Mistura saudade com o amargo do ciúme.
Será que o tempo cura ou só disfarça?
Se o coração insiste, a razão já não basta.

Voam, voam, asas do coração,
Entre flores e espinhos, entre perda e perdão.
O amor não morre, só muda de estação,
Mas às vezes volta, feito chuva no verão.

Te vi de longe, de mãos com outro alguém,
E percebi que o destino brinca também.
Mas quando nossos olhos se cruzaram no vento,
Foi como se o passado gritasse no silêncio.

E as borboletas voltaram a girar,
Cada lembrança fez meu peito chorar.
Será que ainda há espaço pra nós dois?
Ou esse jardim ficou pra depois?

Voam, voam, asas do coração,
Entre flores e espinhos, entre perda e perdão.
O amor não morre, só muda de estação,
Mas às vezes volta, feito chuva no verão.

Se eu pudesse voltar, te daria mais de mim,
Cuidaria do nosso amor como o mais belo jardim.
Mas agora só me resta o eco da tua voz,
E essas asas quebradas que ainda voam por nós.

Voam, voam, asas do coração,
Entre flores e espinhos, entre perda e perdão.
O amor não morre, só muda de estação,
E às vezes renasce, no fim da escuridão.

Inserida por kauanpinheiro

Desejo silêncio

Silêncio do mundo
silêncio dos palcos
silêncio da noite
silêncio das ruas
silêncio dos bares
silêncio do campo
silêncio dos mares
silêncio profundo.

Silêncio ao meio dia
silêncio ao amanhecer
silêncio da virtude
silêncio de escutar
silêncio da saúde
silêncio pra sonhar
silêncio do que canta
silêncio pra criar.
silêncio pra ouvir
o que Deus quer falar.

Silêncio para todos
silêncio para mim
silêncio das flores
silêncio do jardim
silêncio dos pássaros
silêncio dos poetas
silêncio dos meninos
silêncio dos profetas
silêncio das mulheres
silêncio da comeia
silêncio dos atores
silêncio da plateia.

Silêncio dos que plantam
silêncio dos que colhem
silêncio dos que vivem
silêncio dos que morrem.

Inserida por EvandoCarmo

Eternidade, delírio da razão....

Quem salvará o homem do abismo
do silêncio que há entre o tudo e o nada?

A arte, a fé, ou o absurdo do não crer?

O que nos resta é a beleza
com o seu encantamento desmedido
a poesia irreprimível
do riso gratuito das crianças.

Se tudo isto nos faltar
apelemos para o amor
e para amizade...

Mas não esqueçamos
que sem o delírio da razão
não poderá existir
... eternidade.

Inserida por EvandoCarmo

Entre o belo e o absurdo

entre o belo e o absurdo
mora o silêncio, orquídeas
margaridas e hortênsias
de um jardim esquecido.

entre o belo e o absurdo
há dois caminhos, duas escolhas
um homem e uma mulher
uma porta aberta e um criado mudo.

entre o belo e o absurdo
há um arco-íris e um temporal
um desejo ardente, agridoce
uma fome santa, de mel, de sal.

entre o belo e o absurdo
há música de Wagner
delicadeza de Chaplin
e a poesia o mundo.

entre o belo e o absurdo
há cinzas de uma história
perdida, lágrima de sangue derramada
e uma taça de vinho a ser bebida.

Inserida por EvandoCarmo

Escrevo porque o verbo me obriga
e nesta briga não há abrigo
para o silêncio, nem mel, nem trigo.

Inserida por EvandoCarmo

A poesia é a música do silêncio
e a beleza é o espírito da razão
a mulher é uma flor no paraíso
por quem Deus, em profundo regozijo,
se encanta e se confunde com Adão

Inserida por EvandoCarmo

Enigma lírico

Em seu sorriso melancólico,
vi um fatalismo tácito
seguido de um silêncio morno
incompreensível

Subitamente
revelo-se o crepúsculo de um mito,
o fim da ilusão dolorosa...

A resseca dionísica do um festejo
carnal, onde quase virou apoteose
de um carnaval em Veneza...

Encenamos um ato da tragédia goethiana
a morte do sonho mascarado
que fez do mendico de Fausto
um Rei Lear, em seu apogeu
glorioso de terna insanidade e lucidez
antes da traição lírica da musa
ao poeta da divina comédia
do amor platônico.

Inserida por EvandoCarmo