Poemas sobre o Silêncio

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"Meu silêncio não é vazio; é uma orquestra de urgências que ainda não aprenderam a virar voz."

​"O silêncio do seu coração vale mais do que o ruído da plateia."

"O eco chamava o silêncio de volta. A noite respirava cheiro do luar."

"Deixei digitais de fogo em cada silêncio que ousei romper com a minha verdade mais crua."

"Decore o seu silêncio com flores, pois você é o único hóspede que nunca fará o check-out da sua própria vida."

​"O silêncio deles não é orgulho; é o medo de que, ao te perdoar, eles sejam forçados a se confessar."

"Quem tenta comprar minha calma com aceitação volta de mãos vazias: meu silêncio não tem código de barras."

​"Prefira o silêncio de quem carrega a pedra ao ruído de quem apenas aponta para o horizonte."

⁠"A intenção é o silêncio que precede o acerto; a atitude é o barulho da fundação sendo batida."

​"O julgamento dele fala dele; meu silêncio sobre isso fala de mim."

​"Construa o abrigo que você procurou no escuro e acabou encontrando apenas silêncio."

​"Que o silêncio da sua mente seja o solo fértil onde as respostas que você ainda não sabe formular comecem a germinar."

Atada em teus olhos a minha desordem.
O meu devido querer.
O silêncio fazendo ordem.
Atada em meus olhos para não te perder
Mas sem te deter, prendo-me em
Ideal ilusão sem nada saber
Arquitetando meus sonhos
Buscando o que ter.
Crescendo um lago
Por gota a gota.
Querendo-te ao meu lado
Nobre garota.
Calado querer
Dor de vaidade
O silêncio me traz
O prazer da verdade
Atado no querer
Da jovem idade
Ideal encanto
Querendo-te tanto
Tê-la em um canto
E provocar minha vontade.

Aplausos para o meu coração.
Por suportar e guardar em silêncio.
tantas coisas.
E estar batendo muito bem,
como ensinei!

Logo de lágrimas fez-se a alegria.
E do ramalhar veio o silêncio.
Meu mundo todo em um só canto
No canto dos pássaros de meu sertão.
Se asas eu tivesse, junto a eles;
Em todos os cantos eu cantaria.
Em doce encanto eu lhe teria.
Ansiando os desejos de minha paixão.

Silêncio x Palavras

Você tem tentado me curar me dando o teu silêncio pra tomar todos os dias, não sei onde foi achar remédio tão amargo ao paladar, tão indigesto, que provoca tanta agonia... este gelo amarrota meu coração, rasga a parede da minha garganta, me causa enjôo, insônia e ainda assim não adianta... quanto mais silêncio bebo mais vontade tenho de gritar estas palavras roucas, que enferrujam no céu da minha boca onde as tento sufocar, que me mordem a boca numa tentativa louca de escapar... palavras que não se calam, nem teu silêncio pode curar, que inquietas me abalam, me fazem perder o chão, e então sangrar assim... consumindo a minha calma, coroendo a minha alma feito um lobo atroz, um cão selvagem feroz, gritam dentro de mim... Oxidou minha voz e arranhou minha garganta, esta guerra acirrada entre silencio e palavras que de ferir não se cansam...

Engraçado como o silêncio acusa os culpados
E a lacuna para eles desvela o segredo inconfessável.
Por isso não use meias palavras com escroques
Pois eles completarão o vazio com a pior das ofensas
A VERDADE

Meu coração possui tesouros ocultos,
segredos mantidos em silêncio selado...

Pensamentos, esperanças, sonhos e prazeres,
cujos encantos serão quebrados se revelados.

Estrela perigosa – Rosto ao vento – marulho e silêncio – leve porcelana – templo submerso – trigo e vinho – Tristeza de coisa vivida – árvores já floresceram – o sal trazido pelo vento – conhecimento por encantação – Esqueleto de idéias – Ora pro nobis – Decompor a luz – Mistério de estrelas – Paixão pela exatidão – Caça aos vagalumes. Vagalume é como orvalho – Diálogos que disfarçam conflitos por explodir – Ela pode ser venenosa como às vezes o cogumelo é.
No obscuro erotismo de vida cheia – nodosas raízes. Missa negra, feiticeiros. Na proximidade de fontes, lagos e cachoeiras braços e pernas e olhos, todos mortos se misturam e clamam por vida.
Sinto falta dele como se me faltasse um dente na frente: excrucitante.
Que medo alegre, o de te esperar.

Clarice Lispector
Borelli, Olga. Clarice Lispector: esboço para um possível retrato. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981.
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E como o grito do silêncio
A música na respiração
A dança dos pensamentos
A vibração da pele
O sorriso do brilho no olhar
Os desejos presos na garganta
O arrepio da alma
O toque do coração
A ponte que leva a imaginação a realidade
Junte e sinta tudo isso e então...
Só então
entenderá.