Poemas de saudade que traduzem memórias em versos
Saudade de um amor antigo, não é somente uma lembrança boa, mas sim um lembrete de que não soubemos valorizar alguém muito, muito especial. Que a saudade não seja um castigo...
Existe uma saudade que não se explica em palavras,então olho pro céu e sinto sua presença,fecho os olhos e posso sentir seu amor num beijo .
Você não é qualquer amor, é o amor da minha vida. A saudade aperta quando a distância insiste em nos separar, mas nem quilômetros conseguem diminuir o que sinto. Cada dia longe só confirma: meu coração mora em você.
Não importa a distância, seu amor sempre será minha saudade mais bonita. A que queima mansa no peito, chama meu nome no silêncio e me faz amar você todos os dias, mesmo longe, como se estivéssemos sempre no mesmo abraço.
Amar também é entender que a outra pessoa pode ser feliz sem você, é suportar a saudade pra não atrapalhar o caminho do outro.
Quando a saudade nos alcança, ela não dá esperança, mas só dá pancadas, com o chicote das lembranças, a gente avança e com elas acumuladas.
A saudade é um animal que corre em círculos pela casa. Não morde, apenas arranha portas que já deviam estar trancadas. Dentro do peito, a boca do animal é uma chama azul. Alimento-o às vezes, por não saber esperar o fim do fogo. Mas aprendendo, deixo o bicho dormir sem abrir a porta.
A saudade tem cheiro, tem peso, tem pulso, ela me abraça quando menos espero, e me faz lembrar que sentir é humano, só não deixo que ela me afogue, eu respiro fundo e sigo carregando memórias.
Vence quem transforma o luto em ofício diário e converte a saudade em canção que constrói pontes invisíveis.
A saudade canta com uma voz que ninguém ensina, vem das feridas do tempo, e transforma ausência em uma música que dói.
Quando a saudade alcança, não nos dá esperança, só dá pancada, vem sem aviso, acerta o peito, desorganiza o fôlego e nos lembra, com brutal delicadeza, que houve amor onde hoje só mora o vazio.
A saudade não chega devagar,
ela atravessa a porta como quem tem direito. Não traz esperança, não oferece consolo, só deixa o impacto seco de quem já perdeu. É memória sem afeto, é amor sobrevivendo em forma de dor.
A saudade é uma moeda que não se desvaloriza. Troco por lembranças, por músicas, por fotos. Com ela compro consolo quando falta companhia. Às vezes a moeda pesa, mas é firme e confiável. E guardo ainda mais quando o cofre do peito treme.
Sinto saudades de uma versão minha que talvez nem tenha existido, apenas a ideia de quem eu poderia ser antes de tudo.
A saudade é uma onomatopeia que ninguém consegue pronunciar, um eco de passos que nunca chegam a tocar o chão do corredor. Escrevo o teu nome no vidro embaçado, esperando que o frio traduza em som o que o peito tenta, mas falha em organizar. No fim, resta apenas esse vocábulo estranho, um balbucio oco, a onomatopeia de um adeus que não teve coragem de fazer barulho.
Às vezes olho para trás e não sinto saudade de quem eu era. Sinto pena. Pena daquele homem que acreditava que a dor tinha um propósito, sem saber que algumas feridas simplesmente acontecem, permanecem e envelhecem conosco.
Não alimente saudade,de quem só estava de passagem,não vale apena ocupar pensamentos por quem não acrescentou sorriso a teus dias.
