Poemas de Rosa
Estou sempre menos do que aquilo que desejo, ou posso ser.
Não me resumo ao que não quero.
Sou adiamentos sem fim.
Eternos re-começos.
Toda dor é apenas um sopro.
O que nunca vai deixa de existir é a visão de infinitas possibilidades.
Pensamentos conduzem a sentimentos...
Sentimentos conduzem a ações...
Ações conduzem resultados.
Sementeio esperança dentro de mim.
Tem muita gente que prega beleza e comunhão de espirito, e ao mesmo tempo se mostra tão estrangeiro com todo mundo.
Todos buscam algo, sei lá... não sei!!
No fundo muita gente de coração e olhos vazios.
Mesmo quando tudo esteja ruim, difícil, eu digo: Tudo está bom.
Outros estão em situação muito pior.
Aprendi que não adianta aumentar minha insatisfação, melhor quebrar e se impor. Pensar em algo que agrade e principalmente fazer.
O raciocinio é: Não vou amargar problemas, seja qual for a minha situação, vou melhorá-la, alcançar a paz, olhar o mundo e as pessoas com empatia, sensibilidade.
Tenho tudo para ser feliz: inteligência, disposição, saúde.
Nada vai mal para quem crê estar bem.
Sem misterios, antes de acontecer ela já agradecia.
Coisas de Marias e de Josés, aqueles de fé.
E a promessa se cumpriu. O caminho se abriu, e um sonho se fez.
Sou das mães que não só gostam, mas vivem pra agradar, ajeitar, conciliar e amar, os filhos.
Felizmente o tempo tem me dito, que ainda não errei nessa escolha.
Amém.
Benditos são os que caminham lado a lado conosco diariamente,trilhando a estrada da vida como quem pisa em flores.
Bendita é a alegria que todas as manhãs se renova e sem pedir licença invade os sorrisos só pra fazer nossos dias melhores...
Benditos são os amores que nos capacitam o coração para o maior e mais nobre de todos os sentimentos...
Bendita é a compaixão que, de forma deslumbrante, nos transforma em seres humanos, apesar do caos e desordem a que jaz o mundo.
Benditos são os frutos que,com confiança,podemos gerar mesmo diante de uma sociedade falida onde as virtudes viraram artigo de luxo.
Bendita é a Paz interior e profunda que centraliza, equilibra,acalma nosso eu e nos transporta para o reino da harmonia com todos os seres.
Benditos sejam os que não perderam a fé mesmo diante das piores intempéries por que passam os homens, posto que ao procurar a divindade em mim mesma termino por encontrar a confiança de que tudo, de alguma forma sempre ficará bem.
Bendita seja a Luz que em nós habita e guia nossos passos rumo ás nossas escolhas, bendita seja posto que, mesmo sendo cada um de nós apenas uma centelha, JUNTOS acendemos a fogueira nos corações das almas...
Benditas sejam as flores que enfeitam e perfumam nossa existência nos esforçando cada passo.
Bendito seja os que se vestem diariamente de ternura e abraços, levando esperança.
Benditos são os de alma leve porque abandonaram o peso de uma vida sem sentido para dar sentido á outras vidas.
Benditos sejam os que levam sorrisos e fazem a alma dançar um tipo de música que só o coração consegue entender.
Bendito é o UNIVERSO inteiro que nos proporciona mais um dia, que nos renova e fortalece. Bendito é, posto que somos mananciais de águas de cura, devidamente bordados pela vida para a realização do serviço ao próximo.
Bendirei sempre... essa é a fórmula da gratidão
Poesia: Jenipapo a resistência com consequência
Na Guerra da Independência, não houve clemência!
Muita inocência, os piauienses lutavam por independência!
De um lado, portugueses fortemente armados!
Soldados, desalmados, armas de fogo e até canhões!
De outro lado, sertanejos, indígenas, vaqueiros!
Os verdadeiros, brasileiros, não foram fujões!
Com armas artesanais, foices e facões!
Às margens do Rio Jenipapo a batalha foi cruel!
Lutava um povo fiel! Seu papel?
Resistir a opressão, voltar a situação! Colônia não dá mais não!
Nesta luta, seu cabra da peste o Nordeste saiu na mão!
Então Piauí, Ceará e Maranhão se juntaram de montão!
Independência ou morte, que confusão!
Batalha suicida, mais que em poucas horas os portugas domina!
Na batalha pela emancipação, essa luta não foi em vão!
Salve os heróis no Jenipapo, porque nem tudo deu errado!
Os heróis da resistência, clamavam por Independência!
Em seis de agosto de mil oitocentos e vinte e três veio e emancipação!
Piauí, Ceará e Maranhã ganharam de montão!
Ser independente, foi a solução!
Salve Jenipapo, que não saiu na contramão!
Salve os heróis de Jenipapo, nossos verdadeiros irmãos! (Marcos Müzel 14/5/2025)
"Que o poder do Cristo nos proteja.
Que o poder do Cristo nos ilumine.
Que o poder do Cristo nos guie."
Grande Invocação - Primeira Parte
"Que as Forças da Luz tragam iluminação para toda a humanidade. Que o Espírito da Paz se difunda pelo mundo. Que os homens de boa vontade de todas as partes se reúnam em espírito de
cooperação. Que o perdão por parte de todos os homens seja a nota-chave neste momento. Que o poder assista aos esforços dos Grandes Seres. Que assim seja e que sejamos auxiliados a cumprir a nossa parte."
Grande Invocação - Segunda Parte
"Desde o ponto de Luz na Mente de Deus, que aflua Luz às mentes dos homens; que a Luz desça à Terra. Desde o ponto de Amor no Coração de Deus, que aflua amor aos corações dos homens; que o Cristo retorne à Terra. Desde o centro onde a Vontade de Deus é conhecida, que o propósito guie as pequenas vontades dos homens, opropósito que os Mestres conhecem e servem."
Grande Invocação - Terceira Parte
"Desde o centro a que chamamos raça dos homens, que se cumpra o Plano de Luz, Amor e Vida que se sele a porta onde mora o Mal. Que a Luz, o Amor e a Vida restabeleçam o Plano de Deus na Terra."
Ó morte que por aí vagas
Quando chegares me fingirei de vivo
Quem sabe distraída eu te escape fugitivo
Já que em vida, morto eu já estava.
Sou o fogo que arde em teu ser
Sou água que mata tua sede
O castigo da tua presunção
As espada caudal sem razão
Sou a torre mais alta de fel
As estrelas lá do cão maior
O alpendre da anunciação
Um papado de um bispo só
Sou o ar que repiras na dor
O calor que ressoa no ar
Uma flor que insiste em florar
E o vento que não quer soprar
Sou reflexo de lua no mar
Infinito e eterno esplendor
Dia quente em puro calor
Um deserto de ilhas sem fim
Sou uma ilha deserta em mim
Uma história feliz sem amor
Um amor infeliz a durar
A tristeza do riso sem fim
A pintura de um riso sem cor
Um inverno trovejando em si
Dialeto latino ou tupí
Sou um peito repleto de amor
Ela estava lá
Inébria, sombria
Frígida como uma mulher em puerpério
Seus cabelos acobertos
Em capuz de feutro negro
Davam o tom em branco e preto
Clima de cemitério
Enquanto eu escrevia
Me sussurrava aos ouvidos
Palavras, estalidos
Inspirações de cortesia
Era sim, a própria morte
Do meu lado a gargalhar
Afagava-me os cabelos
Entre vida e pesadelo
Inspirando meu desabafar
Ali estava ela, ao menos mais uma vez
É que ando morrendo demais
Um poeta morre vez ou outra
E aquele era só mais um dia
Entre escritas e agonia
Entre letras mortas e vazias
O meu óbito de número trinta e três
Todos estamos indo embora
Uns sem muita pressa
Outros sem demora
Estamos todos de partida
Apesar de parecer
Que alguns não vão morrer
Nossa passagem é só de ida
Se de passagem cá estamos
Porque tanto insistimos
Em fortalecer desatinos
Em se agarrar nos enganos?
Precisamos plantar o bem
Evitar alimentar desdém
Seja a fulano, cicrano ou beltrano
A vida é tão passageira
Para focar em perda de tempo
Deixar amor ao relento
Assim, sem eira nem beira
Enquanto a luz divina
Em teus olhos brilhar
Segue o feixo que ilumina
Segue a luz do luar
Rasgue o véu da cortina
Ame sem predestinar
Sinta no rosto a neblina
Do dia que vai clarear
Corteje o nascer do sol
E contemple o escurecer
Não se detenha nunca de viver
Ouvindo um som em tom bemol
Você pode ser genial
Mas não é adaptável
Não é tão associavel
Não é um milenial
Eu sou resultado da evolução
Me adaptei ao mundo seu
Mas você enlouqueceria
No mundo que foi meu
És a perfeição
O som lírico que me exala os ouvidos
O primeiro pensamento das minhas manhãs e o alvo dos meus sonhos mais proibidos.
*Súplica*
Nessa vida ruim que a gente leva
Nos arresta um tiquim de compaixão
Tem profeta que mais parece o cão
Desdizendo o que presta e o que não presta
Difundido uma tal de salvação
Pra um povo que a fé é o que lhe resta
Tem político que fala até fácim
Com palavras cheias de embocadura
E o povo vivendo na amargura
Num eterno ato de bravura
Sem comida, bebida ou condição
Esgueirando sempre na contramão
Daqueles que vivem na fartura
Deus do céu favor explica
Porque me empreitou essa peleja
De viver uma vida miserável
Sem topar sequer alguém afável?
Com a dor da labuta sertaneja
Dessa vida eu sei nada se leva
E assim espero eu mesmo que seja
No inromper desses dias que caleja
Quero mais é viver dias de festas
Se tiver de voltar a viver assim
Nesses anos feitos de dias ruins
Por favor me esqueça, que assim seja!
