Poemas de Reflexão

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Não sei como é a vida de um patife, nunca o fui; mas de a de um homem honesto é abominável.

Se ficarmos reparando os defeitos das outras pessoas nunca iremos participar da vida, pois vamos nos contentar com as nossas desculpas.

A maioria dos biógrafos empenha-se em explicar a obra a partir da vida, quando o correto é exatamente o contrário: trata-se de explicar a vida a partir da obra.

O prazer do amor dura apenas um instante, os desgostos do amor duram toda a vida.

O instante só tem um lugar estreito entre a esperança e o desgosto, e esse é o lugar da vida.

Considera como maior infâmia preferir a vida à honra / e por amor àquela, perder a razão de viver.

Nós não o conhecemos, mas sentimos: existe um irmão barco para a nossa vida que leva uma rota completamente diferente.

A aurora do amor é a quadra de devaneios e fantasias, em que a vida do coração principia e exerce sobre nós o seu mágico influxo.

O bem-estar na vida obtém-se com o aperfeiçoamento da convivência entre os homens.

Vive cada dia como se tivesses vivido a vida inteira visando justamente àquele dia.

Talvez amar alguém seja o único ponto de partida para tornar nossa a nossa vida.

O que mais precisamos na vida é de alguém que nos leve a realizar o que podemos realizar e o que de útil podemos fazer.

A vida é uma coisa muito complicada. E toda a questão de ser ou de não ser consiste em encontrar-se nesta confusão.

Se considero quanto me custa a ideia de deixar a vida, devo ter sido mais feliz do que pensava.

Agimos como se o conforto e o luxo fossem os requerimentos principais da vida, quando tudo o que precisamos para nos fazer felizes é algo pelo que ser entusiástico.

Nós só vivemos contradições e para as contradições; a vida é tragédia e luta perpétua sem vitória e sem esperança de vitória; ela é contradição.

À medida que a vida e os anos nos maltratam, aprendemos finalmente a conhecer-nos. Mas, nessa altura, já não vale geralmente a pena estabelecer relações.

O hábito é que me faz suportar a vida. Às vezes acordo com este grito: - A morte! A morte! - e debalde arredo o estúpido aguilhão. Choro sobre mim mesmo como sobre um sepulcro vazio. Oh! Como a vida pesa, como este único minuto com a morte pela eternidade pesa! Como a vida esplêndida é aborrecida e inútil! Não se passa nada, não se passa nada. Todos os dias dizemos as mesmas palavras, cumprimentamos com o mesmo sorriso e fazemos as mesmas mesuras. Petrificam-se os hábitos lentamente acumulados. O tempo mói: mói a ambição e o fel e torna as figuras grotescas.

A vida é amarga e doce. Por isso não há outra forma de descrevê-la senão captando esses dois sabores.

Há homens que parecem grandes no horizonte da vida privada e pequenos no meridiano da vida pública.